Ellie The Last Of Us 2

Ellie em The Last Of Us 2

Ellie The Last Of Us 2

Ellie e Abby são personagens centrais em The Last of Us – Part II, que despertam diferentes sentimentos nos jogadores. Ambas têm suas histórias exploradas de forma profunda e complexa ao longo do jogo. Ellie é uma vítima, lutando para sobreviver em um mundo pós-apocalíptico repleto de perigos. Por outro lado, Abby é apresentada inicialmente como uma vilã, mas sua jornada revela camadas mais profundas de sua personalidade e motivações. A dualidade entre essas duas personagens cria um enredo cativante e desafiador para os jogadores explorarem durante a experiência do jogo.

O lançamento de The Last of Us – Part II (2020) foi altamente aguardado pelos fãs, após o sucesso emocionante do primeiro jogo. No entanto, a Naughty Dog enfrentou um contratempo inesperado quando uma parte crucial da história vazou antes do lançamento. Isso gerou grande repercussão e criou um personagem controverso chamado Abby.

A influência da psicologia nos jogos como uma estratégia para despertar emoções é evidente. Um exemplo disso é o jogo Mass Effect, que se tornou uma verdadeira carta de amor para os fãs.

Antes de prosseguirmos, é importante ressaltar que será necessário abordar detalhes das histórias dos dois jogos para contextualizar meus argumentos. Portanto, esteja ciente de que haverá spoilers adiante. Vou reescrever o texto utilizando minhas próprias palavras, mantendo-o conciso e direto ao ponto.

Antes mesmo de Abby, a “garota musculosa que matou Joel” (termo usado de forma pejorativa), ter a oportunidade de contar sua versão da história, ela já havia sido alvo de críticas e julgamentos.

É evidente que, considerando o conteúdo do vazamento, muitos fãs ficaram extremamente irritados por terem escolhido ver o spoiler. Alguns até ultrapassaram os limites e começaram a perturbar a vida da funcionária da Naughty Dog que emprestou seu rosto para a personagem. Laura Bailey, atriz responsável por interpretar Abby, também foi alvo de ameaças online. No entanto, é importante ressaltar que esse tipo de comportamento é característico de pessoas perturbadas.

Acredito que a combinação do vazamento de informações com a rápida demonização de um personagem pode ter prejudicado a experiência de muitos jogadores. Isso porque, ao iniciar o jogo já com uma opinião formada, eles podem não se permitir mergulhar em uma narrativa instigante que apresenta dois pontos de vista diferentes. É importante ressaltar que os holofotes em The Last of Us Part II são divididos entre Ellie e Abby, independentemente da preferência dos jogadores.

Embora minha opinião possa ser controversa, fiquei mais intrigado com a história de Abby. O que me cativou foi a reviravolta inesperada: será que ela era apenas uma assassina fria e insensível?

Os dois lados da mesma moeda (da vingança)

Antes de começar, é importante ressaltar que Abby não é perfeita e nem estou tentando convencer alguém a canonizá-la. Assim como Ellie e qualquer outro ser humano, ela tem suas falhas e virtudes.

De fato, a busca por vingança dela teve início muito antes de Joel e Ellie terem conhecimento de sua existência. Ela teve tempo suficiente para se preparar meticulosamente e finalmente alcançar seu objetivo: eliminar o responsável pela morte de seu pai. No entanto, talvez ela não estivesse preparada para lidar com o problema que surgiu em seu caminho chamado Ellie.

A justificativa para a inclusão de Abby na história pode parecer um tanto forçada: ela é filha de uma das muitas pessoas que Joel matou no primeiro jogo (imagine quantas pessoas não gostariam de vingança!). Poderia ter sido qualquer pessoa, mas escolheram cuidadosamente o médico responsável por operar Ellie, com o objetivo de realizar experimentos e tentar encontrar uma possível cura para a praga.

Ao se deparar com a trágica cena do seu pai sem vida no chão da sala de cirurgia, Abby sentiu uma dor profunda e avassaladora. Sem ter acesso a um apoio psicológico adequado em meio ao contexto pós-apocalíptico, assim como Ellie, ela precisou encontrar sua própria maneira de lidar com o luto: jurando vingança contra aqueles que tiraram a vida da pessoa mais importante para ela.

Você também percebeu como essa frase se aplica perfeitamente à jornada de Ellie? E isso foi feito de propósito. A narrativa dupla em The Last of Us Part II é cuidadosamente construída para que possamos acompanhar, desde o começo, antes delas perderem a figura paterna, como cada uma das personagens lida com essa situação tão traumática.

A motivação inicial para ambas as personagens embarcarem em seus próprios caminhos de vingança é, talvez, a maior semelhança entre elas. Ambas sentem uma necessidade intensa de encontrar uma resolução para suas situações. No entanto, os detalhes sutis sobre como cada uma delas seguiu esse caminho e acabou causando mais dor, trauma e destruição podem ter passado despercebidos por alguns observadores.

Quem é a namorada de Ellie em Last of Us 2?

Dina (interpretada por Shannon Woodward) é a namorada de Ellie. Ela nasceu em New Mexico e é judia, mencionando que seus ancestrais sobreviveram tanto à Inquisição Espanhola quanto ao Holocausto. Dina é órfã e foi obrigada a aprender a se virar desde os 10 anos de idade.

Lista:

– Dina é a namorada de Ellie.

– Ela nasceu em New Mexico.

– Dina pertence à religião judaica.

– Seus antepassados sobreviveram à Inquisição Espanhola e ao Holocausto.

– Desde criança, ela teve que aprender a se cuidar sozinha.

Ellie e Abby: personagens complexas em The Last of Us 2

Qual foi o motivo por trás da decisão de eliminar Joel no início do segundo jogo? Embora possa parecer insensível, entendi a intenção por trás disso: era necessário ter uma razão extremamente poderosa para Ellie abandonar a estabilidade que tinha em Jackson, onde vivia há anos e estava começando um relacionamento com Dina, e se aventurar novamente pelo mundo. Em suma, sem esse motivo, não haveria jogo.

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Caro leitor, a maneira como essa cena foi retratada para o jogador é extremamente angustiante. Ellie está imobilizada no chão, gritando de impotência ao ver seu pai ser brutalmente assassinado. Joel sempre desempenhou o papel de um pai para ela e essa cena foi intensa, cruel e propositalmente concebida para despertar sentimentos de ódio e repulsa pela personagem musculosa com tranças.

Estava, enfim, definida a vilã do jogo: Abby! “Vou te caçar até o inferno se for preciso, sua miserável”. No início, eu também tinha pensado assim.

Quando a chave vira, ou seja, quando o gameplay é transportado de Ellie para Abby é que as emoções entram em ebulição (e confusão): “como assim eu tenho que jogar com essa assassina?”. E nossa Que viagem de descobrimento dessa personagem que foi! E não é que ela não era todo esse demônio que pintaram? E não é que ela era apenas mais um ser humano quebrado por dentro e tentando sobreviver como vários outros naquele mundo fictício? Mais uma história a ser contada?

The Last of Us – Part II vai além da jornada de vingança de Ellie, pois também nos apresenta a história de Abby. É importante conhecer essa personagem e sua trajetória no jogo.

Diferentemente de Ellie, que tivemos a oportunidade de conhecê-la com calma durante todo o primeiro jogo quando ainda era adolescente (sem mencionar o excelente DLC Left Behind), admito que no início foi um pouco difícil criar uma conexão emocional com a história de Abby, mesmo sabendo do seu drama pessoal da perda do pai. No entanto, ao longo da narrativa, existem momentos cruciais que nos fazem sentir empatia por ela e até torcer pelo seu bem-estar! Quem poderia imaginar?

Abby e Lev são personagens do jogo The Last of Us – Part II. Eles desempenham papéis importantes na trama, enfrentando diversos desafios em um mundo pós-apocalíptico.

Ela, por exemplo, não era obrigada, mas voltou para ajudar os irmãos Lev e Yara, após ambos a salvarem de um enforcamento. Abby também teve mais de uma oportunidade de matar Ellie e não o fez (não que, talvez, não tenha se arrependido disso depois). Já nos eventos finais do jogo, ela não queria mais lutar com Ellie; já havia constatado que tinha sofrido demais E não queria perder o único laço de afeto que ainda tinha nessa vida: Lev. E só quando Ellie o ameaçou foi que percebeu precisar enfrentar aquela outra criatura sofrida novamente.

Ao acompanhar a jornada de Ellie, era impossível não sentir uma mistura de sentimentos contraditórios. Por um lado, havia o desejo intenso de alertá-la para que desistisse daquilo tudo, pois apenas pioraria as coisas. Por outro lado, sentia-se uma urgência em abraçar aquela jovem e oferecer-lhe algum conforto. Em meio aos raros momentos de ternura, quando ela dedilhava seu violão e tocava “Take on Me” para Dina em um prédio abandonado em Seattle, contrastavam com os choques emocionais e remorsos causados por ter que recorrer à tortura para obter informações sobre sua arqui-inimiga. A antiga Ellie, cheia de espírito e sonhos de se tornar astronauta, agora estava fragmentada internamente pelos estilhaços emocionais resultantes dessa trajetória dolorosa.

Fiquei extremamente triste ao ver Ellie nesse estado. Ela estava completamente dominada por uma obsessão doentia de se vingar e estava disposta a fazer sacrifícios, mesmo que isso significasse abrir mão das poucas coisas ou pessoas que ainda lhe traziam felicidade.

Muitos esperavam que ela encontrasse paz após os terríveis acontecimentos no teatro, quando Abby a perseguiu por ter descoberto que Ellie havia matado seus amigos. Surpreendentemente, sua vida e a de Dina foram poupadas mais uma vez pela inimiga. É notável ressaltar que mesmo grávida e enfrentando problemas de saúde, Dina não hesitou em se lançar contra Abby para proteger sua namorada. Devemos aplaudir sua coragem ao permanecer ao lado de Ellie durante tudo isso.

Após um período de tranquilidade na fazenda ao lado da namorada e do bebê, Ellie se viu confrontada com os fantasmas do passado. Tommy, o irmão mais novo de Joel, apareceu inesperadamente para perturbar a mente já atormentada de Ellie com informações sobre o paradeiro de Abby. Essa presença indesejada trouxe à tona sentimentos intensos de raiva em relação a esse homem que não tinha motivo algum para ir até lá no meio do nada e perturbar sua paz.

Ellie em sua busca por vingança (Imagem: Reprodução/The Last of Us – Part II)

Gostaria de mencionar que, nesse ponto do jogo e após várias horas consecutivas de jogatina (terminei o game em dois dias para fazer a análise), eu só queria chegar ao fim. Estava tão emocionalmente exausta com todas as reviravoltas traumáticas que quase me juntei à Dina para expulsar Tommy da casa com uma vassourada. Vá embora e deixe-as serem felizes, pessoa desagradável!

Mas, aparentemente, isso também foi cuidadosamente pensado para que o jogador tivesse essa sensação de resolução. Afinal, após o pandemônio que aconteceu no teatro, em que você no controle da Abby tinha que tentar matar Ellie (e minha cabeça explodindo de desespero nessa hora), de certa forma eu também precisava saber para onde ela foi. Mas ao contrário de Ellie, eu só queria saber se Abby e Lev estavam bem.

Eles não estavam em boas condições, como fica evidente quando Ellie deixa Dina (em uma cena emocionante) para continuar perseguindo sua obsessão. Abby e Lev foram capturados por pessoas perturbadas e, ao tentarem escapar do cativeiro, acabaram sendo pegos e abandonados à própria sorte numa praia, amarrados a estacas sem comida ou água. Se não fosse pela intervenção de Ellie, eles provavelmente teriam perecido naquela situação precária em que ela os encontrou.

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E é nesse momento que surge uma grande ironia do destino e um golpe no estômago dentro desse terrível ciclo de violência: Ellie, movida pelo desejo de matar Abby, acaba se tornando sua salvadora!

Apesar de ainda não ter encontrado a paz pela perda de Joel, houve um momento em que Ellie parecia disposta a deixar Abby ir embora com o menino. No entanto, agora é Ellie quem segura uma faca e tem o poder de acabar com sua longa busca ali mesmo. Surpreendentemente, ela decide libertar os dois. Em um momento de recaída aos sentimentos vingativos, Ellie ameaça Lev para que Abby lute contra ela mais uma vez. Ela quase a mata afogada, mas no último instante também desiste dessa ideia.

No entanto, qual teria sido o motivo para Ellie hesitar no último momento? A conquista estava tão próxima, bastava apenas alguns segundos a mais e tudo estaria finalizado. Porém, por alguma razão desconhecida, ela teve dúvidas e não prosseguiu.

Abby não podia apenas continuar sua jornada sem se preocupar com o que estava acontecendo ao seu redor.

Na minha opinião, o ponto crucial foi quando ela finalmente compreendeu, no último momento, algo que Abby já havia percebido anteriormente: a necessidade de interromper o ciclo de violência. Não faria sentido para ambas terem o sangue uma da outra em suas mãos. Ambas já haviam perdido quase tudo. No caso de Ellie, era ainda mais triste, pois ela havia perdido tudo e às vezes questionava sua decisão de abandonar Dina e o bebê para continuar nessa loucura.

No desfecho de The Last of Us – Part II, não há um desfecho feliz. Abby e Lev, ambos em condições lamentáveis após meses de tortura, partem em um barco enquanto Ellie retorna à sua antiga casa para encontrar o local abandonado e suas pertences guardadas em um pequeno quarto.

Sam, um jovem garoto, perguntou a Ellie, uma adolescente no primeiro jogo de The Last of Us: “Do que você tem medo?”. A resposta dela foi direta e sincera: “Tenho medo de ficar sozinha”.

E dessa forma ela concluiu sua busca por vingança, pelo menos no segundo jogo. Sozinha e com duas falanges a menos (embora essa observação seja um tanto anticlímax, é necessário mencioná-la). Esse desfecho foi extremamente doloroso. Este jogo me deixou emocionalmente destroçado…

Após considerar tudo, fica evidente que é impossível determinar quem é a vilã e quem é a vítima nessa história. Tanto Ellie quanto Abby passaram por experiências terríveis, enfrentando situações traumáticas que as deixaram devastadas tanto fisicamente quanto emocionalmente. Cada uma foi simultaneamente vítima e vilã da outra, dependendo apenas do ponto de vista adotado. O jogo conseguiu habilmente apresentar os dois lados dessa mesma moeda.

O que aconteceu com Ellie em The Last of Us 2?

O futuro de Ellie é incerto e provavelmente continuará assim, a menos que um The Last of Us Part 3 seja desenvolvido. A última cena do Parte 2 mostra Ellie deixando o violão de Joel na casa de campo, que já possui cortinas comidos por traças e tinta descascando, sugerindo que Dina e JJ se mudaram logo após Ellie partir para Santa Bárbara.

Por fim, podemos mencionar as pistas visuais presentes na cena final indicando que Dina e JJ podem ter se mudado após a partida de Ellie. Uma forma possível seria escrever: “Detalhes sutis como cortinas roídas por traças e pintura descascada sugerem que Dina e JJ podem ter decidido sair pouco tempo depois da partida de Ellie.”

Ellie e suas adversárias em um possível The Last of Us 3?

Ellie está prestes a trilhar seu próprio caminho, enquanto Abby parece ter desaparecido. A trajetória de Ellie e o paradeiro de Abby são questões que despertam curiosidade no jogo The Last of Us – Part II.

Tenho grande expectativa de que um dia seja lançado The Last of Us – Part III. Imagino as diversas histórias que ainda podem ser exploradas nesse universo e tenho curiosidade em saber o que a Naughty Dog pode desenvolver para os personagens Ellie e Abby.

Será que Ellie retornou a Jackson e procurou Dina para se desculpar? Ou será que ela optou por seguir seu próprio caminho, deixando definitivamente os fragmentos de sua antiga vida para trás? Um indício dessa possibilidade foi quando ela abandonou todos os seus pertences no quarto da casa na fazenda, incluindo o violão presenteado por Joel.

E quanto a Abby? Será que teremos conhecimento dos eventos ocorridos durante os meses em que ela e Lev foram mantidos cativos pelos psicopatas da praia? Será que ela continua em busca dos Vagalumes? E, acima de tudo, será possível presenciar o destino zombando delas ao colocá-las frente a frente novamente?

Nunca esperei um final feliz para The Last of Us – Part II , só não imaginava que terminaria tão triste dessa forma. Eu ainda sinto que tanto Ellie quanto Abby precisam tentar encontrar sua própria paz interior para continuarem sobrevivendo. Elas não são perversas, ainda há alguma humanidade dentro de seus corações. O que seria desumano é não podermos participar de uma possível jornada não mais de vingança, mas de redenção dessas duas personagens. Por fim, com este artigo, agora posso dizer que meu review do jogo está finalmente completo.

Why was Ellie so mad at Joel?

– O jogo se passa em um mundo pós-apocalíptico onde os humanos lutam para sobreviver contra zumbis infectados.

– Ellie acorda um dia e percebe que não pode mais confiar no personagem masculino principal, provavelmente Joel, pois ele tomou uma decisão importante sem consultar ou dar a opção de escolha para ela.

– Embora Ellie tenha gratidão pelos atos de Joel, ela sente raiva por ter sido privada da oportunidade de decidir seu próprio destino.

– Essa revelação leva Ellie a decidir seguir seu caminho sozinha, tomando suas próprias decisões e enfrentando as consequências dos seus erros.

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Ellie forgives Joel?

Até onde sabemos, Ellie nunca perdoou Joel por suas ações no primeiro jogo, o que explica por que ela está tão consumida pela necessidade de se vingar de Abby. No fundo, ela está realmente irritada consigo mesma por não ter resolvido as coisas com a única figura paterna em sua vida antes que fosse tarde demais.

A relação entre Ellie e Joel foi marcada por altos e baixos desde o início. Embora eles tenham desenvolvido um vínculo forte ao longo do tempo, especialmente durante os eventos do primeiro jogo, houve uma grande ruptura entre eles quando Ellie descobriu a verdade sobre o sacrifício de Joel para salvá-la. Essa revelação abalou profundamente sua confiança nele e deixou cicatrizes emocionais difíceis de curar.

Apesar da mágoa profunda que sente em relação a Joel, é importante notar que Ellie também carrega uma culpa imensa dentro dela. Ela se culpa por não ter tido a chance de resolver seus problemas com ele antes de sua morte trágica. A busca implacável pela vingança contra Abby pode ser vista como uma forma desesperada de lidar com essa culpa e encontrar algum tipo de redenção pessoal.

No entanto, é preciso considerar também os aspectos mais complexos dessa situação. A jornada violenta em busca da vingança coloca Ellie diante das consequências devastadoras dos próprios atos e questionamentos morais profundos sobre até onde ela está disposta a ir para satisfazer seu desejo ardente por justiça.

Em suma, embora seja compreensível o motivo pelo qual Ellie está obcecada pela ideia de vingança contra Abby, é importante reconhecer que essa busca está enraizada em uma mistura complexa de raiva, mágoa e culpa. A história de Ellie em The Last of Us 2 nos leva a refletir sobre as consequências emocionais profundas das nossas escolhas e como elas podem moldar nosso caminho para o bem ou para o mal.

A orientação sexual de Ellie é LGBTQ?

Ellie sempre foi LGBTQ+. Sua sexualidade nunca é explicitamente mencionada, mas Ellie tem dois interesses amorosos do mesmo sexo ao longo de The Last of Us: Left Behind, que é um DLC (conteúdo para download) lançado em 2014 para o jogo original, e a sequência, The Last of Us Part II, lançada em 2020.

Em The Last of Us: Left Behind, somos apresentados a Riley, uma amiga próxima de Ellie. Durante o jogo, fica claro que há uma conexão especial entre as duas personagens. Elas compartilham momentos íntimos e afetuosos juntas e até se beijam em um momento emocionalmente intenso. Essa relação romântica entre Ellie e Riley mostra claramente sua orientação sexual.

Já em The Last of Us Part II, conhecemos Dina. A história se passa alguns anos após os eventos do primeiro jogo e acompanha Ellie enquanto ela embarca em uma jornada vingativa. Durante essa jornada perigosa e cheia de desafios pós-apocalípticos, Ellie desenvolve um relacionamento amoroso com Dina. Suas interações são carregadas de emoção e demonstram claramente seu envolvimento romântico.

É importante destacar que a representação da sexualidade de Ellie na série The Last of Us é feita com sensibilidade e respeito pela diversidade LGBTQ+. Embora sua orientação não seja explicitamente discutida ou rotulada no jogo, as relações amorosas que ela estabelece com personagens do mesmo sexo mostram sua identificação como parte da comunidade LGBTQ+.

A inclusão dessa narrativa queer na história dos jogos contribui para a representatividade positiva dentro da indústria de jogos eletrônicos. Ao mostrar personagens LGBTQ+ como Ellie, The Last of Us desafia estereótipos e promove a diversidade, permitindo que jogadores LGBTQ+ se identifiquem com personagens fortes e complexas.

A relação entre Ellie e Joel: Ela é filha dele?

Enquanto não são parentes de sangue, Joel é a pessoa mais próxima que Ellie já teve como figura paterna. Marlene, por mais que amasse Ellie e tentasse cuidar dela, não pôde assumir um papel parental devido às suas responsabilidades como Firefly.

1. Proteção: Desde o momento em que eles se encontraram, Joel mostrou-se disposto a proteger Ellie a todo custo. Ele arriscou sua própria vida várias vezes para garantir sua segurança.

2. Orientação: Ao longo da jornada, Joel orienta e ensina Ellie sobre sobrevivência no mundo pós-apocalíptico. Ele compartilha seu conhecimento sobre combate, caça e outras habilidades necessárias para sobreviver.

3. Companheirismo: Joel e Ellie desenvolvem um vínculo profundo ao longo do tempo juntos. Eles passam por momentos difíceis juntos e apoiam um ao outro emocionalmente.

4. Cuidado emocional: Mesmo sendo relutante inicialmente em abrir-se emocionalmente após perder sua filha Sarah, Joel gradualmente permite que Ellie entre em seu coração e se preocupa com ela profundamente.

5. Ensino de valores morais: Durante suas conversas íntimas, Joel transmite seus valores morais para Ellie, ajudando-a a entender as complexidades do mundo em que vivem.

6. Aceitação incondicional: Independentemente dos erros ou falhas de Ellie ao longo da história, Joel sempre permaneceu ao seu lado sem julgamentos severos ou rejeição completa.

7. Sacrifício: No final do primeiro jogo, Joel faz um sacrifício extremo para salvar Ellie e protegê-la de ser usada pelos Fireflies. Esse ato demonstra o amor incondicional que ele sente por ela.

8. Aprendizado mútuo: Embora Joel seja mais experiente em muitos aspectos da vida, Ellie também ensina a ele lições valiosas sobre esperança, resiliência e a importância de manter-se humano em meio à adversidade.

9. Laços familiares escolhidos: Ao longo da jornada, Ellie começa a ver Joel como sua família escolhida, preenchendo o vazio deixado pela perda de seus pais biológicos.

10. Amor genuíno: Acima de tudo, o relacionamento entre Joel e Ellie é baseado em um amor genuíno que transcende qualquer laço sanguíneo ou obrigação social. Eles se importam profundamente um com o outro e estão dispostos a fazer qualquer coisa para proteger essa conexão especial que têm.

Esses são apenas alguns dos motivos pelos quais Joel se tornou uma figura paterna tão importante na vida de Ellie no mundo pós-apocalíptico implacável retratado em “The Last of Us”.