Por Que Fevereiro Tem 28 Dias? - CLT Livre

Por Que Fevereiro Tem 28 Dias?

Porque fevereiro tem 28 dias e não 30?

O ano bissexto acontece a cada quatro anos e tem duração de 366 dias, diferentemente dos demais que têm 365 dias. A inclusão de um dia foi feita para aproximar o calendário ao movimento de translação da Terra, tempo que o planeta leva para dar a volta no Sol, que é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.

Essas horas que ultrapassam os 365 dias são compensadas a cada quatro anos, no dia 29 de fevereiro. O ano bissexto foi adotado na ditadura de Júlio César, cerca de 50 anos a.C., na Roma Antiga, para ajustar o ano civil ao ano solar. No entanto, a escolha do dia 29 de fevereiro para ser acrescido a cada quatro anos só passou a vigorar em 1582, com o calendário gregoriano.

Veja também: Movimentos da Terra: quais são, características, efeitos

Por que o mês de fevereiro tem 28 dias?

O calendário gregoriano, promulgado em 1582 pelo Papa Gregório XIII, é utilizado oficialmente pela maioria dos países. Nele, o mês de fevereiro tem 28 dias, e a cada quatro anos, 29, Essa distinção do segundo mês do ano para os demais pode ser explicada por uma sequência de ajustes feitos no calendário desde os últimos tempos da monarquia romana, no século VI a.C.

  1. O calendário, como conhecemos hoje, começou a tomar forma quando os astrônomos antigos começaram a ter noção de equinócios e solstícios, portanto, das estações do ano,
  2. Esse conhecimento fez surgir o ano solar, que dura aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 47 segundos (365,2422 dias).
  3. Além disso, eles observavam as fases da lua: nova, crescente, cheia e minguante,

Cada uma durava pouco mais de 7 dias e o ciclo completo dura 29,5 dias, o que deu origem ao mês solar, Então, os romanos adotaram um calendário baseado nas mudanças de fase da Lua, com 355 dias distribuídos em 12 meses. O ano começava em março e terminava em fevereiro, sendo que os meses tinham 29 ou 30 dias.

Fevereiro, que era considerado de mau agouro por ter seu nome derivado de Februus, deus etrusco da morte, ficou com apenas 28 dias, Mas, durante o Império, em 46 a.C., Júlio César fez uma mudança significativa no calendário romano: moveu janeiro e fevereiro para o começo do ano e adicionou 10 dias ao ano para chegar ao total de 365 dias.

O mês Quintilis passou a se chamar Julius (Julho) e ganhou um dia extra, 31, em homenagem ao então imperador. Fevereiro ficou com 29 dias, Três décadas depois, em 8 a.C., o nome do oitavo mês, Sextilis, foi mudado para Augustus (agosto), em honra ao então imperador César Augusto,

Quem decidiu que fevereiro tem 28 dias?

Por que fevereiro tem 28 dias? Criado em 25/02/15 11h48 e atualizado em 25/02/15 12h26 Por Portal EBC O calendário gregoriano, promulgado em 1582 pelo Papa Gregório XIII, é utilizado oficialmente pela maioria dos países. Nele, o mês de fevereiro tem 28 dias, e a cada quatro anos, 29.

Porque fevereiro é o mês mais curto do ano?

Você já deve ter notado que, de quatro em quatro anos, o mês de fevereiro ganha um dia a mais -passa de 28 para 29 dias-, e é claro que há uma boa razão para isso. O sistema que usamos para contar o tempo é o calendário gregoriano, que surgiu com base em outros calendários inspirados no movimento de rotação da Terra.

Uma volta do planeta em torno do seu eixo equivale a um dia, e uma volta da Terra em torno do Sol equivale a um ano. Para girar em torno de si mesmo, nosso planeta demora 24 horas. Já para dar uma volta completa em torno do Sol, a Terra demora aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.

Por isso nosso ano tem 365 dias, divididos em 12 meses. Mas a adoção deste sistema de contagem de tempo trouxe um problema: o que fazer com as aproximadamente 6 horas que sobravam? Foram os egípcios de Alexandria que, há mais de 2.200 anos, tiveram a idéia de, a cada quatro anos, adicionar um dia a mais ao calendário, para compensar as seis horas restantes (um arredondamento das 5h48m46s).

Porque fevereiro é o único mês que tem menos dias?

O calendário gregoriano, promulgado em 1582 pelo Papa Gregório XIII, é utilizado oficialmente pela maioria dos países. Nele, o mês de fevereiro tem 28 dias, e a cada quatro anos, 29, Essa distinção do segundo mês do ano para os demais pode ser explicada por uma sequência de ajustes feitos no calendário desde os últimos tempos da monarquia romana, no século VI a.C.

O calendário, como conhecemos hoje, começou a tomar forma quando os astrônomos antigos começaram a ter noção de equinócios e solstícios, portanto, das estações do ano, Esse conhecimento fez surgir o ano solar, que dura aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 47 segundos (365,2422 dias). Além disso, eles observavam as fases da lua: nova, crescente, cheia e minguante,

Cada uma durava pouco mais de 7 dias e o ciclo completo dura 29,5 dias, o que deu origem ao mês solar, Então, os romanos adotaram um calendário baseado nas mudanças de fase da Lua, com 355 dias distribuídos em 12 meses. O ano começava em março e terminava em fevereiro, sendo que os meses tinham 29 ou 30 dias.

  1. Fevereiro, que era considerado de mau agouro por ter seu nome derivado de Februus, deus etrusco da morte, ficou com apenas 28 dias,
  2. Mas, durante o Império, em 46 a.C., Júlio César fez uma mudança significativa no calendário romano: moveu janeiro e fevereiro para o começo do ano e adicionou 10 dias ao ano para chegar ao total de 365 dias.

O mês Quintilis passou a se chamar Julius (Julho) e ganhou um dia extra, 31, em homenagem ao então imperador. Fevereiro ficou com 29 dias, Três décadas depois, em 8 a.C., o nome do oitavo mês, Sextilis, foi mudado para Augustus (agosto), em honra ao então imperador César Augusto,

Qual é o menor mês do ano?

Fevereiro – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Qual é a origem do mês de fevereiro?

O nome fevereiro vem do latim februarius, derivado de februus, que significa ‘purificar’. No antigo calendário romano era de fato o mês destinado à purificação. Durante este mês eram celebradas as Lupercalias, festas com rituais de purificação.

Qual é o meses que só tem 28 dias?

Por que fevereiro tem só 28 dias? a culpa é dos romanos (Foto: wikimedia commons) Sério, qual é o problema de fevereiro? Por que ele não pode ter 30 ou 31 dias como um mês comum? A explica. Dizem por aí que, o fundador de Roma (que talvez seja só uma lenda), precisava de uma maneira para organizar os inúmeros festivais e atividades de sua república.

Daí surgiu a ideia de criar um calendário, baseado nesses eventos, que desse conta dessas necessidades. saiba mais Aviões desaparecidos na 2ª Guerra Mundial são encontrados no Oceano Pacífico Os astrônomos antigos já tinham uma noção de equinócios e solstícios – logo, das estações. Os primeiros são em dezembro e em junho, marcando o início do verão e do inverno, respectivamente.

É quando em seu movimento aparente atinge a maior declinação a partir da linha do equador, fazendo com que a noite seja maior que o dia no inverno e o inverso no verão. Os equinócios acontecem no outono e primavera, quando estamos no meio termo e o dia e a noite tem durações mais próximas.

O ciclo completo dura 365,242 dias – lembra algum período para você? Além disso, astrônomos observavam as fases da Lua: Nova, Crescente, Cheia e Minguante. Cada uma durava pouco mais de 7 dias e o ciclo completo dura 29,5 dias. Os romanos criaram um calendário lunar, com dez meses com duração de 30 ou 31 dias, começando em março e terminando em dezembro.

Mas esse ano não contemplava o calendário Solar, marcado pelas estações – e muito importante para a agricultura. Basicamente, eles pulavam o inverno que, no Hemisfério Norte, começa a partir de dezembro e dura os primeiros meses do ano. E isso começou a ficar confuso.

  1. Foi então que Numa Pompilius, segundo rei de Roma, teve uma ideia.
  2. Como números pares eram considerados de mau agouro na Roma antiga, ele removeu um dia de todos os meses com 30 dias.
  3. Ou seja – abril, junho, sextilis (o agosto), setembro e novembro ficaram com 29 dias.
  4. Ele queria que o calendário cobrisse 12 ciclos da Lua, chegando ao número de 354 dias.

Mas 354 é um número par – ops! Então ele arredondou o número para 355 dias, ganhando 57 dias extras. Ele dividiu esse número em dois novos meses e os colocou no fim do calendário. Sim, janeiro (de 29 dias) e fevereiro (de 28) já foram organizados depois de dezembro em um calendário anual.

  • Fevereiro ganhou 28 dias.
  • Sim, é um número par – mas os romanos deixaram esse passar.
  • Por quê? Fevereiro, na época o último mês, era considerado um período de má-sorte.
  • Então eles queriam que ele acabasse o quanto antes.
  • Logo, não se importaram em deixar esses dias a menos.
  • Saiba mais Esses modelos 3D oferecem uma visão dos 3.000 anos de história de Atenas Rádio de espionagem é desenterrado 30 anos após ser escondido pela URSS Ainda assim, o calendário de Numa Pompilius não coincidia com as estações.

Depois de alguns anos, as estações não estavam em sincronia com seus meses e uma nova reforma se fez necessária. Aí fevereiro foi dividido em dois: 23 dias – e o resto. Aí para evitar a falta de sincronia entre o calendário e as estações, ano sim ano não esse ‘resto’ de cinco dias recebia um acréscimo de 27 dias.

  1. Se você odeia o ano bissexto esse esquema parece ainda mais confuso, certo? Dessa forma a cada quatro anos os 1465 dias passados poderiam ser divididos em quatro partes de 366,25, que se aproxima mais do ciclo solar.
  2. Se o calendário fosse organizado dessa forma as estações estariam mais próximas da realidade.

Mas aí entra a política: pessoas incumbidas de cargos na república romana queriam estender seus mandatos, ou expulsar concorrentes. Então esses dias extras acabavam sendo adicionados mais por pressões da sociedade do que pelas estações, como no plano normal, e tudo voltou a ser confuso.

Quando Júlio César chegou ao poder em 49 a.C. as coisas já estavam completamente fora de sincronia. Por sorte ele havia passado um tempo no egito, onde os calendários de 365 dias eram populares. E então em 46 a.C. ele fez uma nova reforma no calendário romano. Moveu janeiro e fevereiro para o começo do ano e adicionou 10 dias ao ano para chegar ao total de 365 dias.

O mês Quintilis passou a se chamar Julius (Julho) e ganhou um dia extra, 31, em homenagem ao então imperador. Fevereiro ficou com 29 dias. Três décadas mais tarde, em 8 a.C, o nome do oitavo mês, Sextilis, foi trocado para Augustus, para homenagear o importador César Augusto.

  1. Mas Augustus tinha só 30 dias enquanto Julho tinha 31.
  2. O imperador da época determinou então que seu mês tivesse 31 dias, para ficar em pé de igualdade com césar.
  3. Setembro ficou com 30 dias depois dessa mudança.
  4. Saiba mais Carnaval: 5 curiosidades sobre a história da festa Pálido Ponto Azul: foto da Terra a 6 bilhões de quilômetros completa 30 anos E, como o ano é um pouco maior do que esse número redondo (0,242 dia, para sermos exatos) ele também adicionou um dia extra a cada 4 anos.

No entanto, eles o adicionaram entre os dias 23 e 24 de fevereiro. Muito tempo depois uma nova reforma teria sido feita para oficializar o dia extra no fim de fevereiro – dia 29 nos anos bissextos. Via : Por que fevereiro tem só 28 dias?

Como é registrado a pessoa que nasce no dia 29 de fevereiro?

Conheça histórias de quem nasceu dia 29 de fevereiro, data que só acontece a cada 4 anos 1 de 2 Documento de identidade de Elizabete Ribeiro Batista nascida no dia 29 de fevereiro — Foto: Arquivo pessoal Documento de identidade de Elizabete Ribeiro Batista nascida no dia 29 de fevereiro — Foto: Arquivo pessoal Um dia que só existe no calendário a cada 4 anos: 29 de fevereiro.

  • A chance de nascer nesta data é de uma em 1.461.
  • Aniversariar neste dia é considerado raro.
  • O último bissexto foi em 2020, o próximo, 2024.
  • Privilegiados, os nascidos neste dia, em tese, ficam mais velhos a cada quatro anos.
  • Mas não é bem assim.
  • Afinal, a cada 12 meses ficamos mais velhos.
  • Mas se o dia não existe no calendário, como é que se comemora? A professora Elizabete Ribeiro Batista nasceu na cidade de, no dia 29 de fevereiro de 1972.

Ela conta que, fora do ano bissexto, comemora o aniversário no dia 28. “Eu sempre comemoro no dia 28 pelo fato de ter nascido em fevereiro. Nunca achei legal comemorar em março. Geralmente, passo com minha família ou amigos mais próximos. Não pode deixar passar em branco, é um dia muito especial.

Me sinto importante e privilegiada por ter nascido no ano bissexto e, quando dá no dia 29, as comemorações são ainda mais especiais”, explicou Elizabete.2 de 2 Elizabete Ribeiro Batista, nasceu no dia 29 de fevereiro na cidade de Tarumirim — Foto: Arquivo pessoal Elizabete Ribeiro Batista, nasceu no dia 29 de fevereiro na cidade de Tarumirim — Foto: Arquivo pessoal Como a data “não existe”, segundo Elizabete, a informação do nascimento sempre é recebida com surpresa.

“Às vezes a reação das pessoas, quando falo que nasci dia 29, é de espanto. Pra mim não é mais surpresa. As pessoas mais próximas sempre falam quando chega o ano bissexto: “até que enfim este ano você faz aniversário”. Tenho uma amiga que só me presenteia de quatro em quatro anos.

Tenho outros, que falam que esse ano não vão me parabenizar por que não tem o dia 29. E eu sempre entro na onda fazendo piadinhas de que não envelheço pois só faço aniversário a cada quatro anos. Pra mim, a data especial acaba sendo motivo simbólico de alegria e brincadeiras”, disse a professora. A oficial do Cartório de Registro Civil Aline Mafra Nunes Leite Zampier explica que, a data de nascimento é determinada pela DNV (declaração de nascido vivo) que é emitida pelo hospital, seja o dia que for.

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Uma alteração pode ser solicitada judicialmente. “Ou seja, é no hospital, com o preenchimento da DNV que é feito o registro de nascimento para verificar a data. A data de nascimento, sendo a pessoa nascida dia 29/02, sai como este dia mesmo. Agora, quanto a alteração de data, por exemplo, não quero ter o registro do 29 por não ter não ter todo ano, aí, tem que requerer judicialmente.

  • E, quanto ao prazo, você tem 15 dias pra registrar o nascimento”, explicou a oficial.
  • Elizabete contou que os pais até foram orientados a mudar o dia do nascimento para 28 ou 1º de março.
  • Fui registrada no dia 29 de fevereiro, mesma data em que nasci.
  • Meus pais até receberam a orientação do cartório para registrar no dia anterior ou posterior.

Nessa época, isso era aceito pela justiça, mas meus pais preferiram registrar no dia certo. Gosto muito da data do meu aniversário. Quando criança a história era diferente. Achava estranho e não gostava muito. Hoje me sinto especial por ter sido escolhida por Deus para nascer neste dia”, disse Elizabete.

Tem pessoas que fazem aniversário dia 29 de fevereiro?

DESTAQUES A chance de uma pessoa nascer no dia 29 de fevereiro é de 1 em 1.461. Isso porque essa é uma data que só se repete de quatro em quatro anos. Apesar da menor frequência da data, muitas pessoas no Brasil nascem nesse dia, e é importante que seus Registros Civis sejam realizados de forma que conste a data correta na certidão de nascimento.

Segundo Elizabete Vedovatto, ocial de registro civil do município de Colombo e presidente do Instituto De Registro Civil De Pessoas Naturais do Paraná (Irpen-PR), não é possível, nem que os pais queiram, alterar a data de nascimento da criança ao registrá-la. “Os registradores devem cumprir a informação que vem na DNV, documento preenchido pelo profissional de saúde no ato do nascimento de um bebê”, explica Elizabete.

Conforme a Lei nº 12.662, de 2012, a DNV deve conter nome e prenome do indivíduo, sexo, data, horário e município de nascimento, além dos dados da mãe. “A data de nascimento constante na certidão será sempre a data correta, neste caso 29 de fevereiro”, reforça a oficial.

  • Mas as pessoas nascidas nessa data terão sempre essa peculiaridade na hora de comemorar seus aniversários.
  • Há aqueles que comemoram no dia 28/02 ou 1º/03, mas também os que brincam dizendo que só envelhecem a cada quatro anos.
  • Números Em 2016, último ano bissexto ocorrido, foram registrados 12.522 nascimentos no dia 29 de fevereiro no Brasil — quase o dobro do número de 2012, quando 6.621 pessoas nasceram no mesmo dia e mês.

Paraná foi o 4º estado a registrar maior número de nascidos nessa data em 2016, com 972 ocorrências, atrás apenas de São Paulo (3.609), Minas Gerais (1.680) e Rio de Janeiro (1.005). Na capital do paraná, Curitiba, 174 pessoas tiveram o dia 29/02/2016 inserido em suas Certidões de Nascimento.

  • Entre as demais cidades do estado, se destacam: Londrina (38), Foz do Iguaçu (38), São José dos Pinhais (34), Maringá (32), Ponta Grossa (30) e Cascavel (30).
  • Todos os dados são da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ArpenBrasil).

Explicação O ano bissexto foi criado pelos romanos na época do imperador Júlio César para adequar o nosso calendário ao tempo que o planeta Terra leva para dar uma volta completa em torno do Sol. Como uma translação (volta ao redor do Sol) é feita em 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 36 segundos, esse tempo que “sobra” é arredondado para seis horas e, após quatro anos, somam-se 24 horas — ou seja, um dia a mais no ano (29 de fevereiro).

Porque dezembro não é o mês 10?

– Dezembro, o último mês do ano – RTP Ensina Dezembro tem trinta e um dias, é o último mês do ano, o décimo segundo no calendário gregoriano, mas no calendário romano não era assim. Dezembro vem do latim “Decem”, que significa dez. O nome tem origem na posição que ocupava no antigo calendário romano.

Porque outubro não é o mês 8?

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Outubro
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31 1 2 3 4

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Ano : 2023 Década : 2020 Século : XXI Milênio : 3.º

Wikcionário Outubro representado nas Les très riches heures du duc de Berry, Outubro é o décimo mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias, Outubro deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março.

Qual era o primeiro mês do ano antigamente?

O antigo calendário romano – Na Roma antiga, o calendário era um pouco diferente do que usamos hoje. Inicialmente, ele tinha apenas dez meses, começando em março e terminando em dezembro, com base nos ciclos lunares e nas estações. Tinha seis meses de 30 dias e quatro meses de 31 dias.

No total, uma duração de 304 dias. Os sinais do antigo calendário romano, que iniciava em março e acabava em dezembro, ainda são vistos hoje nos nomes dos meses de primavera: setembro, outubro e novembro. Estes eram, respectivamente, o sétimo, o oitavo e o nono mês do ano. Conforme relatado por Tito Livio em seu livro “História de Roma desde a fundação”, foi Numa Pompilio, segundo rei de Roma no período de 754 a.C.

a 673 a.C., que apresentou o atual calendário de doze meses. Os meses de janeiro (mês dedicado a Janus, o deus dos começos) e fevereiro foram então inseridos. Esses dois meses foram colocados no final do ano. O ano agora tinha uma duração de 355 dias. O dia 1º de março marcava o início do ano, por isso julho era chamado Quintilis (era o quinto mês) e agosto Sextilis (sexto mês).

Por que setembro não é o mês 7?

HÁ UMA RAZÃO PARA O NONO MÊS DO ANO TER UM SETE NO NOME Setembro é o nono mês do ano, mas o seu nome tem na raiz da palavra um sete e não um nove. Isto porque o calendário romano tinha 10 meses e ia, inicialmente, de março a dezembro.

Porque novembro é o mês onze?

Novembro – Wikipédia, a enciclopédia livre : : : : Wikcionário O tem o verbete, Novembro é conhecido pelo em homenagem aos mortos. Novembro é o décimo primeiro do no, tendo a duração de 30, Novembro deve o seu nome à palavra latina novem (nove), dado que era o nono mês do, que começava em março.

Novembro foi o nono mês do calendário de c. . Novembro manteve seu nome (do latim novem que significa “nove”) quando e foram adicionados ao calendário romano. Novembro é um mês de final da no hemisfério sul e final do no hemisfério norte. Portanto, novembro no é o equivalente sazonal de maio no hemisfério norte e vice-versa.

Na, Ludi Plebeii era realizado de 4 a 17 de novembro, Epulum Jovis era realizado em 13 de novembro e as celebrações de começavam em 24 de novembro. Essas datas não correspondem ao moderno. Novembro foi referido como Blōtmōnaþ pelos anglo-saxões. e foram os meses em que novembro caiu no,

Quem colocou o nome dos meses do ano?

Como surgiram os nomes dos meses do ano? Nosso calendário é regido por deuses, imperadores e números romanos Antes de Roma ser fundada, as colinas de Alba eram ocupadas por tribos latinas, que dividiam o ano em períodos nomeados de acordo com seus deuses.

  • Os romanos adaptaram essa estrutura.
  • De acordo com alguns pensadores, como Plutarco (45-125), no princípio dessa civilização o ano tinha dez meses e começava por Martius (atual março).
  • Os outros dois teriam sido acrescentados por Numa Pompílio, o segundo rei de Roma, que governou por volta de 700 a.C.Os romanos não davam nome apenas para os meses, mas também para alguns dias especiais.

O primeiro de cada mês se chamava Calendae e significava “dia de pagar as contas” – daí a origem da palavra calendário, “livro de contas”. Idus marcava o meio do mês, e Nonae correspondia ao nono dia antes de Idus. E essa era apenas uma das diversas confusões da folhinha romana.Até Júlio César (100 a.C.-46 a.C.) reformar o calendário local, os meses eram lunares (sincronizados com o movimento da lua, como hoje acontece em países muçulmanos), mas as festas em homenagem aos deuses permaneciam designadas pelas estações.

O descompasso, de dez dias por ano, fazia com que, em todos os triênios, um décimo terceiro mês, o Intercalaris, tivesse que ser enxertado.Com a ajuda de matemáticos do Egito emprestados por Cleópatra, Júlio César acabou com a bagunça ao estabelecer o seguinte calendário solar: Januarius, Februarius, Martius, Aprilis, Maius, Junius, Quinctilis, Sextilis, September, October, November e December.

Quase igual ao nosso, com as diferenças de que Quinctilis e Sextilis deram origem ao meses de julho e agosto. Quando e como isso aconteceu, você descobre lendo o quadro abaixo.

Folhinha milenar Janeiro Fevereiro Por que 28 dias? Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro a dezembro E o ano bissexto?

Divisão do ano é basicamente a mesma há 20 séculosJanuarius era uma homenagem ao deus Jano, o senhor dos solstícios, encarregado de iniciar o inverno e o verão. Seu nome vem daí: ianitor quer dizer porteiro, aquele que comanda as portas dos ciclos de tempo.O nome se referia a um rito de purificação, que em latim se chamava februa.

Logo, Februarius era o mês de realizar essa cerimônia. Nesse período, os romanos faziam oferendas e sacrifícios de animais aos deuses do panteão, para que a primavera vindoura trouxesse bonança.Até 27 a.C., fevereiro tinha 29 dias. Quando o Senado criou o mês de agosto para homenagear Augusto, surgiu um problema: julho, o mês de Júlio César, tinha 31 dias, e o do imperador, só 30.

Então o Senado tirou mais um dia de fevereiro.Dedicado a Marte, o deus da guerra. A homenagem, porém, tinha outra motivação, bem menos beligerante. Como Marte também regia a geração da vida, Martius era o mês da semeadura nos campos.Pode ter surgido para celebrar a deusa do amor, Vênus.

  1. Na primeiro dia do mês, as mulheres dançavam com coroas de flores.
  2. Outra hipótese é a de que Aprilis tenha se originado de aperio, “abrir” em latim.
  3. Seria a época do desabrochar da primavera.Homenagem a Maia, uma das deusas da primavera.
  4. Seu filho era o deus Mercúrio, pai da medicina e das ciências ocultas.

Por esse motivo, segundo escreveu Ovídio na obra Fastos, Maius era chamado de “o mês do conhecimento”.Faz alusão a Juno, a esposa de Júpiter. Se havia uma entidade poderosa no panteão romano, era ela, a guardiã do casamento e do bem-estar de todas as mulheres.Chamava-se Quinctilis e era simplesmente o nome do quinto mês do antigo calendário romano.

  • Até que, em 44 a.C.
  • O Senado romano mudou o nome para Julius, em homenagem a Júlio César.Antes era Sextilis, “o sexto mês”.
  • De acordo com o historiador Suetônio, o nome Augustus foi adotado em 27 a.C., em homenagem ao primeiro imperador romano, César Augusto (63 a.C.-14 d.C.).Para os últimos quatro meses do ano, a explicação é simples: setembro vem de Septem, que em latim significa “sete”.

Era, portanto, o sétimo mês do calendário antigo. A mesma lógica se repete até o fim do ano. Outubro veio de October (oitavo mês, de octo), novembro de November (nono mês, de novem, e data do Ludi Plebeii, um festival em homenagem a Júpiter) e dezembro de December (décimo mês, de decem).

Dia extra a cada quatro anos corrige distorção Ao adotar o calendário solar, em 44 a.C., Júlio César criou o ano de 365 dias e um quarto. Por causa dessa diferença, a cada quatro anos era necessário atualizar as horas acumuladas com um dia extra. O problema do calendário juliano é que, na verdade, um ano tem 11 minutos e 14 segundos a menos do que se estimava.

Por isso, em 1582, o papa Gregório XIII (1502-1585) anulou dez dias do calendário e determinou que, dos anos terminados em 00, só seriam bissextos os divisíveis por 400. E o nome “bissexto” tem uma explicação curiosa: em Roma, celebrava-se o dia extra no sexto dia de março, que era contado duas vezes.

Como foi definida a quantidade de dias em cada mês?

Origem e evolução do nosso calendário Desde a pré-história que o Homem ficou deslumbrado pela sucessão dos dias e das noites e pelo desenrolar das fases da Lua: estes fenómenos conduziram às noções de dia e de mês. A noção de ano é menos evidente e foi só com o desenvolvimento da agricultura que os povos primitivos se aperceberam do ciclo das estações.

  • São, portanto, o dia, o mês lunar ou lunação e o ano os períodos astronómicos naturais utilizados em qualquer calendário.
  • Vamos precisar melhor cada um deles.
  • Conceitos O dia solar verdadeiro, intervalo de tempo entre duas passagens consecutivas do Sol pelo meridiano dum lugar, varia entre 23 h 59 m 39 s e 24 h 00 m 30 s.

Estas variações, devidas às desigualdades que afectam a ascensão recta do Sol, obrigam-nos a utilizar um dia civil, com a duração de 24 horas. Este dia, definido em função do dia solar médio, começa à meia-noite e termina à meia-noite seguinte. A lunação, intervalo de tempo entro duas conjunções consecutivas da Lua com o Sol, também não é um valor constante, mas varia entre 29 dias e 6 horas e 29 dias e 20 horas.

  • O seu valor médio, conhecido com grande precisão, é de 29 d 12 h 44 m 02,8 s.
  • A revolução sinódica da Lua está na origem dos calendários lunares, em que os meses têm alternadamente 29 dias e 30 dias.
  • O seu valor médio é, portanto, de 29,5 dias, diferindo 44 m do mês sinódico.
  • Em Astronomia consideram-se várias espécies de ano.

Iremos referir-nos apenas ao ano sideral e ao ano trópico. O ano sideral, duração da revolução da Terra em torno do Sol, é igual a 365 d 06 h 09 m 09,8 s. É este ano que intervém na terceira lei de Kepler da mecânica celeste, ao ligar as durações das revoluções dos planetas com os eixos maiores das órbitas.

  1. O ano trópico, tempo decorrido entre duas passagens consecutivas do Sol médio pelo ponto vernal, é actualmente de 365 d 05 h 48 m 45,3 s.
  2. É mais curto do que o ano sideral, devido à precessão dos equinócios, que faz retrogradar o ponto vernal de 50,24 segundos de arco por ano.
  3. É o ano trópico que regula o retorno das estações e que intervém nos calendários solares.

Há ainda os calendários luni-solares, que procuram harmonizar as lunações com a revolução trópica do Sol. O protótipo actual de calendário lunar é o calendário islâmico; do calendário solar é o calendário gregoriano; do calendário luni-solar é o calendário israelita.

Mas também o calendário gregoriano conserva, de certo modo, uma base luni-solar no que diz respeito às regras para a determinação da data da Páscoa, a que procuraremos mais adiante fazer referência. Um outro período de tempo utilizado nos calendários é a semana de sete dias, cuja origem se desconhece.

É provável que estivesse relacionada com o mês lunar, visto que sete dias são aproximadamente um quarto de lunação, o intervalo aproximado entre a Lua cheia e o quarto minguante, ou talvez com o número dos sete astros principais do firmamento (os cinco planetas conhecidos na Antiguidade mais o Sol e a Lua).

Mas é provável que a escolha de um intervalo de sete dias se deva ao carácter sagrado do número sete entre os judeus. Seja como for, o ciclo semanal de sete dias propagou-se inicialmente para oriente e só bastante mais tarde chegou ao ocidente, encontrando-se hoje praticamente incorporado em todos os calendários, como ciclo regulador das actividades laborais.

Calendários antigos Os mais primitivos calendários do velho Continente, de que a História nos proporciona uma informação concreta, são o hebreu e o egípcio. Ambos tinham um ano civil de 360 dias: curto para representar o ciclo das estações, mas grande para corresponder ao chamado “ano lunar”, que se define como um período de tempo igual a 12 lunações completas existentes no ano trópico, ainda desconhecido.

  • Ignora-se como os hebreus dividiam o ano, mas depreende-se que já utilizavam a semana, visto que seguiam o mesmo princípio para contar os anos, agrupando-os em septanas ou semanas de “sete anos”.
  • Pelo contrário, os egípcios dividiam o ano em 12 meses de 30 dias e cada mês em três décadas.
  • Os egípcios também dividiam o ano em três estações, de acordo com as suas actividades agrícolas dependentes das cheias do Nilo: a estação das inundações; a estação das sementeiras e a estação das colheitas.
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Não satisfeitos com o ano de 360 dias, estes povos procuraram aperfeiçoar o seu calendário, embora seguindo caminhos diferentes. Os hebreus voltaram-se para o sistema luni-solar, ajustando os meses com o movimento sinódico da Lua e coordenando o ano com o ciclo das estações.

Por sua vez, os egípcios abandonaram por completo o sistema lunar para seguir unicamente o ciclo das estações, tal como as observavam no Egipto, visto desconhecerem ainda a duração do ano trópico. Depois de muitas reformas, por volta do ano 5000 a.C., os egípcios estabeleceram um ano civil invariável de 365 dias, conservando a tradicional divisão em 12 meses de 30 dias e 5 dias adicionais no fim de cada ano.

O atraso aproximado de 6 horas por ano em relação ao ano trópico motivou que, lentamente, as estações egípcias se fossem atrasando, originando uma rotação destas por todos os meses do ano. Por esse motivo, os egípcios começaram uma cuidadosa observação no ano 2783 a.C., comprovando que em 1323, também a.C., as estações voltavam a coincidir nas mesmas datas do calendário.

  1. A este período de 1461 anos egípcios e que corresponde a 1460 anos julianos, deu-se o nome de período sotíaco, de Sothis ou Sirius, em cujo nascimento helíaco se basearam as observações.
  2. Apesar desta comprovação, os egípcios não fizeram qualquer correcção no seu ano vago e um segundo período sotíaco seria iniciado em 1323 a.C.

Porém, no ano 238 a.C., houve uma tentativa para reformar o calendário egípcio por forma a pô-lo de acordo com o ciclo das estações mas sem êxito, devido à oposição de determinadas classes sacerdotais. Só no ano 25 a.C. foi adoptada a reforma juliana, introduzindo, de 4 em 4 anos, 6 dias adicionais em vez de 5.

Os gregos estabeleceram um ano lunar de 354 dias, que dividiram em 12 meses de 30 e 29 dias, alternadamente. Por conseguinte, tinha menos 11 dias e 6 horas do que a ano trópico, sendo necessário fazer intercalações para estabelecer a devida correspondência. Estas intercalações tinham o nome de dietérida, ¾ ciclo de dois anos ¾ ; trietérida, ¾ ciclo de três anos ¾, etc.

Os meses, como no calendário egípcio, eram dedicados aos deuses e neles se celebravam festas, não só em honra do deus correspondente, mas também muitas outras dedicados aos astros, às estações, etc. No primitivo calendário romano, o ano tinha 304 dias distribuídos por 10 meses.

1.º Martius 31 dias, dedicado a Marte
2.º Aprilis 30 dias, dedicado a Apolo
3.º Maius (maior) 31 dias, dedicado a Júpiter
4.º Junius 30 dias, dedicado a Juno
5.º Quintilis 31 dias (n.º ordinal)
6.º Sextilis 30 dias
7.º September 30 dias
8.º October 31 dias
9.º November 30 dias
10.º December 30 dias

Como se depreende, tratava-se dum calendário sem qualquer base astronómica, pois os períodos nele definidos não tinham qualquer relação com os movimentos do Sol ou da Lua. Por isso, no tempo de Rómulo já foram introduzidas algumas intercalações por forma a harmonizar o calendário vigente com os citados períodos astronómicos.

O calendário de Rómulo foi reformulado por Numa Pompílio, o qual, seguindo o exemplo dos gregos, estabeleceu o ano de 12 meses, mas introduzindo em primeiro lugar o mês de Januarius, dedicado a Jano, e em último lugar o mês de Februarius, dedicado a Februa, ao qual os romanos ofereciam sacrifícios para expiar as suas faltas de todo o ano.

Este foi o motivo por que o mês de Februarius foi colocado no fim. Mas Numa modificou também a duração dos meses, deixando o calendário do seguinte modo:

1.º Januarius 29 dias
2.º Martius 31 dias
3.º Aprilis 29 dias
4.º Maius 31 dias
5.º Junius 29 dias
6.º Quintilis 31 dias
7.º Sextilis 29 dias
8.º September 29 dias
9.º October 31 dias
10.º November 29 dias
11.º December 29 dias
12.º Februarius 27 dias
TOTAL 354 dias

Consequentemente, o ano tinha 354 dias (ano lunar dos gregos). Mas esta estranha distribuição dos dias pelos meses era devida à superstição dos romanos que tomavam por nefastos os números pares. Pela mesma razão, consideraram nefasto o ano de 354 dias e aumentaram-no para 355 dias, atribuindo o dia excedente a Februarius, que passou a ter 28 dias.

Entretanto, os romanos sentiram também a necessidade de coordenar o seu ano lunar com o ciclo das estações e seguindo, de certo modo, o exemplo dos gregos, estabeleceram um rudimentar sistema luni-solar, introduzindo no seu calendário, de dois em dois anos, um novo mês: Mercedonius, assim chamado por estas intercalações serem feitas na época em que os senhores outorgavam as suas mercês aos escravos (uma espécie de gratificações voluntárias pelos serviços prestados).

O Mercedonius, cuja duração alternava de 22 ou 23 dias, intercalava-se entre 23 e 24 de Februarius, que se interrompia, completando-se depois da mesma. O ano assim formado tinha, em média, 366,25 dias, portanto mais um dia do que o ciclo das estações.

  1. Foram estabelecidos várias normas para atender a esse aspecto que na prática não resultaram, pois as intercalações passaram a ser feitas de acordo com interesses particulares ou políticos: os pontífices alongavam ou encurtavam o ano conforme os seus amigos estavam ou não no poder.
  2. A desordem atingiu tal ponto que o começo do ano já estava adiantado de três meses em relação ao ciclo das estações.

Calendário juliano Foi esta desordem que Júlio César encontrou ao chegar ao poder. Decidido a acabar com os abusos dos pontífices, chamou a Roma o astrónomo grego Sosígenes, da escola de Alexandria, para que examinasse a situação e o aconselhasse nas medidas que deveriam ser adoptadas.

Estudado o problema, Sosígenes observou que o calendário romano estava adiantado de 67 dias em relação ao ano natural ou ciclo das estações, Para desfazer essa diferença, Júlio César ordenou que naquele ano (708 de Roma, ou 46 a.C.), além do Mercedonius de 23 dias que correspondia intercalar naquele ano, fossem adicionados mais dois meses, um de 33 dias, outro de 34 dias, entre os meses de November e December.

Resultou assim um ano civil de 445 dias, o maior de todos os tempos, único na história do calendário e conhecido pelo nome de Ano da confusão, pois, devido à grande extensão dos domínios de Roma e à lentidão dos meios de comunicação de então, nalgumas regiões a ordem foi recebida com tal atraso que já havia começado um novo ano.

Foi então abolido o calendário lunar dos decênviros e adoptou-se o calendário solar, conhecido por Juliano, de Júlio César, que começou a vigorar no ano 709 de Roma (45 a.C.), mediante um sistema que devia desenrolar-se por ciclos de quatro anos, com três comuns de 365 dias e um bissexto de 366 dias, a fim de compensar as quase seis horas que havia de diferença para o ano trópico.

Suprimiu-se o Mercedonius e Februarius passou a ser o segundo mês do ano. Consequentemente, os restantes meses atrasaram uma posição, além da que já haviam atrasado na primeira reforma de Numa, com a consequente falta de sentido dos meses com designação ordinal.

1.º Januarius 31 dias
2.º Februarius 29 ou 30 dias
3.º Martius 31dias
4.º Aprilis 30 dias
5.º Maius 31 dias
6.º Junius 30 dias
7.º Quintilis 31 dias
8.º Sextilis 30 dias
9.º September 31 dias
10.º October 30 dias
11.º November 31 dias
12.º December 30 dias

Como se pode observar, a distribuição dos dias do ano fez-se alternando os meses de 30 e 31 dias, consoante fosse par ou ímpar a sua ordem no calendário nos anos bissextos, ficando Februarius com 29 dias nos anos comuns. Assim, por disposição de Júlio César, os romanos tiveram de abolir a sua prevenção contra os meses de dias pares, que sempre haviam considerado nefastos ou de mau agoiro.

Evolução do calendário juliano Durante o consulado de Marco António, reconhecendo-se a importância da reforma introduzida no calendário romano por Júlio César, foi decidido prestar-lhe justa homenagem, perpetuando o seu nome no calendário, de maneira que o sétimo mês, Quintilis, passou a chamar-se Julius.

Também no ano 730 de Roma, o Senado romano decretou que o oitavo mês, Sextilis, passasse a chamar-se Augustus, porque durante este mês começou o imperador César Augusto o seu primeiro consulado e pôs fim à guerra civil que desolava o povo romano. E para que o mês dedicado a César Augusto não tivesse menos dias do que o dedicado a Júlio César, o mês de Augustus passou a ter 31 dias.

1.º Janeiro 31 dias
2.º Fevereiro 28 ou 29 dias
3.º Março 31 dias
4.º Abril 30 dias
5.º Maio 31 dias
6.º Junho 30 dias
7.º Julho 31 dias
8.º Agosto 31 dias
9.º Setembro 30 dias
10.º Outubro 31 dias
11.º Novembro 30 dias
12.º Dezembro 31 dias

De princípio, o calendário juliano conservou as letras nundinais para determinar a data dos mercados públicos, a divisão dos meses pelas calendas, nonas e idus e a nomenclatura ordinal dos dias. O dia excedente de Februarius, nos anos bissextos, era intercalado ¾ como o fora anteriormente o mês Mercedonius ¾ entre os dias 23 e 24.

  • Quando Februarius passou a ter 28 dias nos anos comuns, o seu 23.º dia era o 6.º antes das calendas de Março.
  • Portanto, o dia seguinte, que era intercalado de 4 em 4 anos, passou a designar-se por bissextocalendas (ou bissextus dies ante calendas Martii ).
  • Daí o nome de dia bissexto e, por arrastamento, de ano bissexto que hoje se dá aos anos em que o mês de Fevereiro tem 29 dias.

Mas o ciclo de 4 anos de Sosígenes começou por ser mal aplicado, pois em vez de se contarem 3 anos comuns e um bissexto, como, de facto, recomendava aquele astrónomo, os pontífices romanos falsearam a contagem ¾ ou a interpretaram mal, ainda que isso não pareça muito provável dada a sua simplicidade ¾ e intercalaram um ano bissexto de 3 em 3 anos.

Assim, durante os primeiros 36 anos de vigência do calendário juliano foram intercalados 12 bissextos em vez de 9. Para remediar este erro, e como 12 bissextos correspondiam a 48 anos, César Augusto suspendeu as intercalações durante 12 anos, começando então a ser feita de 4 em 4 anos, como era correcto.

Em geral, a cronologia não refere este facto e admite-se que o calendário juliano seguiu correctamente desde o princípio. Por aquela época tiveram lugar na Terra Santa os mistérios da Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, o advento do cristianismo e a difusão desta doutrina.

  • Tal ocorrência acabaria por ter bastante influência na evolução do calendário juliano: a fixação das regras para a determinação da data da Páscoa e a adopção oficial da semana no calendário romano.
  • Os cristãos da Ásia Menor celebravam a Páscoa cristã no dia 14 da primeira Lua que começasse em Março, qualquer que fosse o dia da semana em que ocorresse essa data.

Pelo contrário, os cristãos do Ocidente celebravam-na no domingo seguinte a esse dia. Esta discrepância entre os cristãos do Oriente e do Ocidente na comemoração de tão importante acontecimento, deu origem a sérias polémicas entre os altos dignatários das duas Igrejas.

  1. A questão foi resolvida no concílio de Niceia (ano 325 da nossa era): Jesus Cristo ressuscitou num domingo, 16 Nissan do calendário judeu, coincidente com o plenilúnio do começo da primavera.
  2. O concílio decidiu manter estes três símbolos e acordou que a Páscoa passaria a ser celebrada universalmente, no domingo seguinte ao plenilúnio que tivesse lugar no equinócio da primavera ou imediatamente a seguir.

Os cristãos, que entretanto iam ganhando posições em toda a parte, precisavam da semana hebraica para o seu culto, visto que tinham de guardar o preceito do descanso ao sétimo dia e, assim, a semana acabou por ser adoptada no calendário romano, abolindo-se, pouco a pouco, as letras nundinais e o uso das calendas, nonas e idus.

Convém salientar que o ano de 365,25 dias do calendário juliano é cerca de 11 m 14 s mais longo do que o ano trópico. A acumulação desta diferença ao longo dos anos representa um dia em 128 anos e cerca de três dias em 400 anos. Assim, o equinócio da primavera que no tempo de Sosígenes ocorria por volta de 25 de Março, ao realizar-se o concílio de Niceia, quase quatro séculos depois, teve lugar a 21 de Março.

Problemas com o calendário juliano Este deslocamento do equinócio no calendário, que não foi tomado em consideração pelos padres conciliares de Niceia, continuou a produzir-se à razão de um dia em cada 128 anos, causando várias preocupações à Igreja durante toda a Idade Média, visto que esse atraso poderia dar origem a novas discrepâncias sobre a data da Páscoa.

O problema foi tratado nos concílios de Constança (1414) e Basileia (1436 e 1439), mas não foi possível chegar a qualquer acordo. Em 1474, o Papa Sixto IV encarregou Juan Muller de estudar o meio de reformar o calendário, mas este sábio alemão, conhecido pelo nome de Regiomontano, morreu dois anos depois sem ter apresentado as conclusões do seu trabalho.

No concílio de S. João de Latrão (1511 a 1515) foi novamente abordado o problema e no de Trento (1545 a 1563) chegou a ser discutido um projecto de reforma que não pôde ser concretizado, apesar dos esforços do Papa Pio IV, dada a escassa preparação científica de então para reconhecer as vantagens.

Foi necessária a autoridade de um Papa com a cultura e a tenacidade de Gregório XIII para conseguir impor a reforma. Entretanto, o equinócio da primavera ocorria já por volta de 11 de Março. Depois de várias consultas a instituições científicas, em 1576 foi criada uma comissão encarregada de estudar o problema e as várias propostas existentes para o resolver.

Nesta comissão, constituída pelos melhores astrónomos e matemáticos da época, teve papel preponderante o célebre padre jesuíta Clavius, que estudara matemática em Coimbra com Pedro Nunes. Foi preferido o projecto de reforma apresentado pelo astrónomo Luís Lílio e comunicado em 1577 e 1578 a numerosos príncipes, bispos e universidades para darem a sua opinião.

Só depois de analisadas pela comissão todas essas respostas, se resolveu adoptar finalmente o projecto de Lílio e em 24 de Fevereiro de 1582 Gregório XIII expediu a bula Inter Gravíssimas, que estabelecia os pontos essenciais do novo calendário. Calendário gregoriano A reforma gregoriana tinha por finalidade fazer regressar o equinócio da primavera a 21 de Março e desfazer o erro de 10 dias já existente.

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Para isso, a bula mandava que o dia imediato à quinta-feira 4 de Outubro fosse designado por sexta-feira 15 de Outubro. Como se vê, embora houvesse um salto nos dias, manteve-se intacto o ciclo semanal. Para evitar, no futuro, a repetição da diferença foi estabelecido que os anos seculares só seriam bissextos se fossem divisíveis por 400.

Suprimir-se-iam, assim, 3 dias em cada 400 anos, razão pela qual o ano 1600 foi bissexto, mas não o foram os anos 1700, 1800 e 1900, que teriam sido segundo a regra juliana, por serem divisíveis por 4. A duração do ano gregoriano é, em média, de 365d 05h 49 m 12 s, isto é, tem actualmente mais 27s do que o ano trópico.

A acumulação desta diferença ao longo do tempo representará um dia em cada 3000 anos. É evidente que não valia a pena aos astrónomos de Gregório XIII atender a tão pequena e longínqua diferença, nem na actualidade ela tem ainda qualquer importância. Talvez lá para o ano 5000 da nossa era, se ainda continuarmos com o mesmo calendário, seja necessário ter isso em consideração.

  1. Portugal, Espanha e Itália foram os únicos países que aceitaram de imediato a reforma do calendário.
  2. Em França e nos Estados católicos dos Países Baixos a supressão dos 10 dias fez-se ainda em 1582, durante o mês de Dezembro (9 para 20 em França, 14 para 25 nos Países Baixos).
  3. Os Estados católicos da Alemanha e da Suíça acolheram a reforma em 1584; a Polónia, após alguma resistência, em 1586 e a Hungria em 1587.

A repugnância foi grande mesmo nos países católicos, pois isso significava sacrificar 10 dias e romper aparentemente com a continuidade do tempo. Estas reacções mostram que o calendário toca o coração das pessoas e que convém tratar a questão com prudência.

Nos países protestantes a recusa foi mais longa. O erudito francês Joseph Scaliger, pelas suas críticas, contribuiu para organizar a resistência. ” Os protestantes, dizia Kepler, preferem antes estar em desacordo com o Sol do que de acordo com o Papa “. Os protestantes dos Países Baixos, da Alemanha e da Suíça só por volta de 1700 aceitaram o novo calendário.

Mas nalgumas aldeias suíças foi preciso recorrer à força para obrigar o povo a fazê-lo. A Inglaterra e a Suécia só o fizeram em 1752; foi preciso então sacrificar 11 dias, visto que tinham considerado 1700 como bissexto. O problema na Inglaterra agravou-se mais porque também nesse ano fora decidido que o início do ano seria transferido para o dia 1 de Janeiro (até então o ano começava a 25 de Março).

Deste modo, em Inglaterra haviam-se suprimido quase três meses no início do ano e em Setembro, com a adopção do calendário gregoriano, eram suprimidos mais 11 dias. Era demais para um povo fiel às tradições. Os russos, gregos, turcos e, duma maneira geral, os povos de religião ortodoxa, conservaram o calendário juliano até ao princípio deste século.

Como tinham considerado bissextos os anos de 1700, 1800 e 1900, a diferença era já de 13 dias. A URSS adoptou o calendário gregoriano em 1918, a Grécia em 1923 e a Turquia em 1926. Em conclusão, actualmente o calendário gregoriano pode ser considerado de uso universal.

  • Mesmo aqueles povos que, por motivos religiosos, culturais ou outros, continuam agarrados aos seus calendários tradicionais, utilizam o calendário gregoriano nas suas relações internacionais.
  • A seguir à implantação da reforma gregoriana, os cristãos suprimiram o descanso ao sábado, transferindo-o para o domingo em comemoração perpétua da Ressurreição de Cristo.

Assim se quebrou a unidade de descanso no sétimo dia, estabelecido por Moisés há mais de 5700 anos. Seguindo o exemplo dos cristãos, também os muçulmanos renunciaram ao preceito mosaico de descanso ao sábado e transferiram-no para sexta-feira, em cujo dia da semana, dez séculos antes, o Alcorão foi revelado a Maomé e se deu a fuga deste de Meca para Medina (15 de Julho do ano 622 da era cristã).

  1. Defeitos do calendário gregoriano O calendário gregoriano apresenta alguns defeitos, tanto sob o ponto de vista astronómico (estrutura interna), como no seu aspecto prático (estrutura externa).
  2. Por isso, vários investigadores pertencentes a várias igrejas ou organismos internacionais e mesmo privados se têm ocupado activamente da reforma do calendário.

Sob o ponto de vista astronómico, o seu principal defeito é ser ligeiramente mais longo do que o ano trópico, o que se traduz por uma diferença de um dia em cerca de 3000 anos. Porém, esta pequena diferença não tem qualquer inconveniente imediato e uma reforma do calendário destinada a corrigi-la traria sérios problemas, porque iria criar uma descontinuidade com as consequentes complicações cronológicas.

O mesmo não acontece sob o ponto de vista prático, em que, de facto, se justifica uma modificação. Com efeito, o número de dias de cada mês é muito irregular (28 a 31 dias). O mesmo acontece com a semana, adoptada quase universalmente como unidade laboral de tempo, que não se encontra integrada nos meses e muitas vezes repartida por dois meses diferentes.

Estas duas anomalias têm sérios inconvenientes numa distribuição racional do trabalho e dos salários, que são maiores do que à primeira vista se pode pensar. Até a própria economia doméstica se recente, visto que um salário mensal fixo tem de ser distribuído por um número diferente de dias.

Mais grave ainda é a mobilidade da data da Páscoa, que oscila entre 22 de Março e 25 de Abril, com as consequentes perturbações da duração dos trimestres escolares e de numerosas outras actividades (judiciais, económicas, turísticas, etc.) particularmente nos países cristãos em que as festas da Semana Santa têm uma grande importância.

Há ainda um outro ponto que julgo ser de interesse salientar. Diz respeito ao tratamento desigual que foi dado à Lua e ao Sol. Com efeito, os padres do concílio de Niceia e o Papa Gregório XIII ligaram o calendário ao Sol verdadeiro, mas tomaram para Lua pascal uma Lua média que, por vezes, se afasta bastante da Lua astronómica.

Por esse motivo, podem dar-se desvios de uma semana ou mesmo de um mês na data da Páscoa. Dada a importância do ciclo semanal no relacionamento entre os diferentes calendários e, inclusive, na resolução de algumas dúvidas, julgamos de interesse dizer mais alguma coisa sobra o assunto. No quadro junto estão indicados os respectivos nomes em latim e a sua correspondência com as línguas latinas.

Só o português é que se afasta um pouco da tradição. ¾ Domingo: dia do Senhor. Dedicado ao Sol. O astro-rei era tudo para o homem primitivo: espantava as trevas, aquecia os corpos, amadurecia as colheitas. Enfim, o Sol era Deus; daí a designação de Dia do Senhor entre os latinos.

¾ Segunda-feira: dia da Lua. Depois do Sol e sempre no céu, a Lua era a impressão mais forte recebida pelo homem. Influía nas marés, no plantio, no corte das madeiras, talvez mesmo no nascimento das crianças. Daí a atribuir-lhe um dia da semana. ¾ Terça-feira: dia de Marte. Na escala dos poderes que governavam os céus, as trevas e os seres humanos, Marte pontificava.

Era o senhor da guerra e, portanto, dos destinos das nações e dos povos. A sua influência era tão grande que, inclusive, no calendário romano lhe foi destinado um mês (Março). ¾ Quarta-feira: dia de Mercúrio. Era o deus do comércio, dos viajantes e dos,

  • Ladrões! Mensageiro e arauto de Júpiter, protegia os comerciantes e os seus negócios; dada a importância que estas criaturas tiveram em todos os tempos e em todos os lugares, alcançaram para o seu deus a consagração de um dia da semana.
  • ¾ Quinta-feira: dia de Júpiter.
  • Honraria conferida ao pai dos deuses pagãos, comandante dos ventos e das tempestades.

Daí a ideia de lhe atribuir um dia da semana, talvez para aplacar a sua fúria. ¾ Sexta-feira: dia de Vénus. Nascida da espuma do mar para distribuir belezas pelo mundo, Vénus representava para os pagãos os ideais da formosura, da harmonia e do amor. Daí a razão de merecer a homenagem de um dia da semana.

¾ Sábado: dia de Saturno. Saturno, deus especialmente querido dos Romanos, foi despojado, pelo uso e pelo tempo, da homenagem consistente em dar nome a um dia da semana. Em Roma eram celebrados grandes festejos em sua honra ¾ as Saturnais ¾ realizadas em Dezembro e que se prolongavam por vários dias. Mas a homenagem a Saturno, correspondente a um dia da semana, perdeu-se nas línguas latinas, em que se deu preferência ao termo hebraico Shabbath, que significa repouso, indicado na velha lei judaica como sendo o dia dedicado ao descanso e às orações.

Mas a língua inglesa permaneceu fiei ao velho Saturno, chamando ainda ao seu sábado Saturday. Quadro comparativo dos nomes dos dias da semana

Latim Italiano Francês Espanhol Português
Dies Dominica (Dia do Senhor) Domenica Dimanche Domingo Domingo
Lunae dies (Dia da Lua) Lunedi Lundi Lunes Segunda-feira
Martis dies (Dia de Marte) Martedi Mardi Martes Terça-feira
Mercurii dies (Dia de Mercúrio) Mercoledi Mercredi Miércoles Quarta-feira
Jovis dies (Dia de Júpiter) Giovedi Jeudi Jueves Quinta-feira
Veneris dies (Dia de Vénus) Venerdi Vendredi Viernes Sexta-feira
Saturni dies (Dia de Saturno) Sabbato Samedi Sábado Sábado

As Eras Ao longo desta exposição referimo-nos várias vezes à era de Roma e à era cristã. Talvez seja vantajoso dizer mais alguma coisa sobre o assunto. Os romanos datavam os seus anos a partir da fundação de Roma, “ab urbe condita” que, de acordo com a opinião de Varrão, remonta a 753 antes da era cristã.

  1. Mas os romanos contavam a sua era a partir de 21 de Abril.
  2. Assim, o ano 1 da era cristã corresponde cerca de 4 meses ao ano 753 de Roma e o resto ao ano 754.
  3. Por comodidade, recua-se muitas vezes de alguns meses a era de Roma e faz-se coincidir o ano 1 da nossa era com o ano 754 de Roma.
  4. Só alguns séculos após o nascimento de Cristo é que se pôs a questão de ligar este acontecimento a uma origem de contagem do tempo.

A proposta foi apresentada pelo monge cita Dionísío o Exíguo por volta do ano 532 da nossa era. Imediatamente adoptada pela Igreja, ela foi-se generalizando a todos os países católicos. Em Portugal utilizou-se a era de César ou hispânica até ao ano 1422.

Esta era havia sido introduzido na Península Ibérica no século V para recordar a conquista da península por Caio Júlio César Augusto no ano 38 a.C. (ano 716 de Roma). Por determinação de, foi abolida a era de César e o ano 1460 desta era passou a ser o ano 1422 da era cristã. Dionísio o Exíguo supunha, de acordo com as suas investigações, que Jesus Cristo tinha vindo ao mundo em 25 de Dezembro (VIII das calendas de Janeiro) do ano 753 de Roma e fixara nessa data o início da era cristã.

Mas os cronologistas introduziram um atraso de sete dias, de maneira que o início da era cristã foi transferido para o dia 1 de Janeiro do ano 754 de Roma. Actualmente parece provado que os cálculos não estavam correctos e que Cristo deveria ter nascido 5 a 7 anos antes da data em que se celebra o seu nascimento.

Com efeito, essa data é posterior ao édito do recenseamento do mundo romano (ano 747 de Roma ou mais cedo) e anterior à morte de Herodes (ano 750 de Roma). Para alguns cronologistas, é sugerida a data de 747 de Roma, porque nesse ano Júpiter e Saturno estiveram em conjunção na constelação dos Peixes em Setembro e em Novembro e eles vêem neste fenómeno a “estrela de Belém”.

Mas, para não perturbar a cronologia já estabelecida, foi mantida a data inicialmente proposta, embora tivesse deixado de corresponder ao significado inicial. É importante notar que na era cristã os anos são referidos a uma escala sem zero, isto é, a contagem inicia-se no ano 1 depois de Cristo, designando-se o ano anterior como ano 1 antes de Cristo.

Por conseguinte, qualquer acontecimento ocorrido durante o primeiro ano da era cristã, embora seja apenas de um dia ou de um mês, conta-se como tendo ocorrido no ano 1 depois de Cristo. Por esta razão, o primeiro século, ou intervalo de 100 anos, da era cristã, terminou no dia 31 de Dezembro do ano 100 d.C., quando haviam decorrido os primeiros 100 anos após o início da era.

O século II começou no dia 1 de Janeiro do ano 101 d.C. e assim sucessivamente. Consequentemente, o século XX começou no dia 1 de Janeiro do ano 1901 e terminará no dia 31 de Dezembro do ano 2000. Esta forma pouco lógica de numerar os anos do calendário é particularmente inconveniente quando se trata de determinar intervalos de tempo que começam antes da origem da era cristã e terminam depois.

  • Assim, por exemplo, o intervalo entre os anos 50 a.C. e 50 d.C.
  • Não é de 100 anos, mas apenas de 99.
  • Em geral, estes intervalos de tempo obtêm-se diminuindo um ano, o que é necessário ter em conta ao investigar acontecimentos históricos ou fenómenos astronómicos da Antiguidade datados segundo a era cristã.

Este inconveniente é facilmente resolvido com a introdução dos números negativos, como aliás o fazem os astrónomos. Assim, o ano 1 a.C. corresponde ao ano 0, o ano 2 a.C. ao ano -1 e assim sucessivamente. As datas depois de Cristo exprimem-se da mesma maneira.

Era cristã 3 a.C. 2 a.C. 1 a.C. 1 d.C. 2 d.C.
Cômputo astronómico -2 -1 0 +1 +2

Para evitar estas dificuldades cronológicas do calendário, o erudito francês Joseph Scaliger propôs em 1582, no mesmo ano da reforma gregoriana do calendário, contar ininterruptamente os dias correspondentes a um período que fosse múltiplo dos períodos lunares e solares normalmente utilizados no calendário e suficientemente extenso para abarcar acontecimentos históricos desde a mais remota Antiguidade.

Obteve assim um período de 7980 anos julianos, a que deu o nome de período juliano. Tomando como unidade prática o dia solar médio, começou a contar os dias numa sucessão contínua a partir do meio-dia do dia 1 de Janeiro do ano 4713 a.C. A escolha desta data, que à primeira vista pode parecer arbitrária, foi também determinada em função dos períodos utilizados.

Convém esclarecer que até 1925 o tempo solar médio era contado em astronomia a partir do meio-dia, para que as observações nocturnas caíssem sempre dentro do mesmo dia e não a partir da meia-noite, como é usual no tempo civil. O dia solar médio era então chamado dia astronómico.

  1. A partir de 1925, por acordo internacional, os dias solares médios passaram a contar-se com início à meia-noite tanto em astronomia como na vida civil e a designação de dia astronómico caiu em desuso.
  2. Mas os dias do período juliano, que começaram a contar-se de meio-dia a meio-dia segundo o uso astronómico da época, continuam a contar-se da mesma maneira, por razões óbvias de continuidade da escala.

: Origem e evolução do nosso calendário

Qual o mês do ano que não tem 30 dias?

1 Cada uma das 12 divisões do ano solar, sendo quatro (abril, junho, setembro e novembro) com 30 dias, sete (janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro) com 31 dias e o único mês, fevereiro, com 28 dias (ou 29 dias, nos anos bissextos): ‘O indicador de unha suja de tinta de máquina de escrever percorre os