O Que É Sifilis? - CLT Livre

O Que É Sifilis?

O que é sífilis e o que causa?

O que é sífilis A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode causar vários sintomas e ter diferentes fases. Se não tratada, a longo prazo, pode atingir órgãos vitais e levar a sequelas irreversíveis.

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal previne a sífilis congênita e é fundamental. No período de janeiro de 2011 a dezembro de 2022, foram notificados no RS um total de 104.819 casos de sífilis adquirida.

Desse total de casos, 52,0% foram registrados em homens e 35,5% das pessoas diagnosticadas tinham entre 20 e 29 anos. Gráfico: Número de casos e taxa de detecção de sífilis adquirida (por 100.000 habitantes) segundo ano de diagnóstico. Rio Grande do Sul, 2011 2021 (1,2) Fonte: MS/SVS/DCCI.

O que acontece quando uma pessoa tem sífilis?

SESA – O que é sífilis? Sífilis e Sífilis Congênita O que é? A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto. A infecção por sífilis pode colocar em risco não apenas a saúde do adulto, como também pode ser transmitida para o bebê durante a gestação, podendo evoluir para aborto, graves sequelas ao recém-nascido até mesmo óbito.

O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal é fundamental pois viabiliza o diagnóstico e tratamento adequado, evitando assim a transmissão para o recém-nascido. No Espírito Santo, é possível identificar o aumento de número de casos no ano de 2022 comparados ao ano de 2021, sendo que de janeiro a 10 de outubro de 2022, foram notificados 3.906 casos de sífilis adquirida, 1.252 casos de sífilis em gestantes e 432 casos de crianças com sífilis congênita.

  • Como prevenir a sífilis?
  • O uso correto e regular da camisinha feminina e/ou masculina é a medida mais importante de prevenção da sífilis, por se tratar de uma Infecção Sexualmente Transmissível.
  • O diagnóstico precoce através da realização de Testes Rápido disponível em todas as Unidades de Saúde, também é uma forma de prevenção pois quanto mais precoce o tratamento, menor a transmissão para outras pessoas.
  • O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal de qualidade contribui para o controle da sífilis congênita.
  • Quais são os sinais e sintomas da sífilis?
  • Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da doença, que se divide em:
  • Sífilis primária – sintomas

Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias.

  1. Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.
  2. Sífilis secundária – sintomas
  3. Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial.

Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias.

  • Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.
  • Sífilis latente – fase assintomática – sintomas
  • Não aparecem sinais ou sintomas.
  • É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).
  • A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.
  • Sífilis terciária – sintomas
  • Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
  • Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.
  • Coordenação Estadual de DST/Aids
  • Secretaria da Saúde (Sesa/ES)
(Fonte: Ministério da Saúde)

Saiba mais: : SESA – O que é sífilis?

O que é sífilis e como se pega?

O 3º sábado do mês de outubro foi instituído como Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita por meio da Lei nº 13.430/2.017 e tem como objetivos estimular a participação dos profissionais e gestores de saúde nas atividades comemorativas da data, com vistas a enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequados da sífilis na gestante durante o pré-natal e da sífilis em ambos os sexos como doença sexualmente transmissível.

  1. Sífilis, ou Lues, é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum,
  2. É curável e exclusiva do ser humano, tendo como principal via de transmissão, o contato sexual, seguido pela transmissão para o feto durante o período de gestação de uma mãe com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente.

Também pode ser transmitida por sangue contaminado. Transmissão: A sífilis é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, sangue ou produtos sanguíneos (agulhas contaminadas ou transfusão com sangue não testado), da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita) e pela amamentação.

Sintomas: Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com o estágio da doença, que se divide em: Sífilis latente: Não aparecem sinais ou sintomas. É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis primária: Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias, normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços dolorosos) na virilha.

Sífilis secundária: Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial: – manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés; – febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. Sífilis terciária: Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.

Os sinais são lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas. Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso porque a doença pode aparecer e desaparecer, mas continuar latente no organismo. Por isso é importante se proteger, fazer o teste e, se a infecção for detectada, tratar da maneira correta.

  1. O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.
  2. Sífilis congênita: É a infecção transmitida da mãe para o bebê e pode ocorrer em qualquer fase da gravidez.
  3. O risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária.
  4. A sífilis materna, sem tratamento, pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal.

Na maioria das vezes, porém, o bebê nasce aparentemente saudável e os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental, surdez e cegueira. Tratamento: O tratamento é feito com antibióticos e deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.

  • A sífilis é uma infecção curável, com tratamento relativamente simples, mas pegar uma vez não promove imunidade.
  • Nas formas mais graves da doença, como na fase terciária, o não tratamento adequado pode levar à morte.
  • Prevenção: O uso de preservativos (tanto femininos como masculinos) durante todas as relações sexuais (inclusive anais ou orais) é a maneira mais segura de prevenir a doença; o acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

Confira bibliografia selecionada na Biblioteca Virtual em Saúde: em espanhol em inglês em português Fontes: Dr. Dráuzio Varella Ministério da Saúde. Saúde de A a Z Ministério da Saúde. Sífilis: estratégias para o diagnósticno no Brasil Ministério da Saúde.

O que significa sífilis tem cura?

A doença permanece sendo uma epidemia no Brasil. O foco, então, é esclarecer sobre as formas de contaminação e reinfecção, além de informar sobre o acesso gratuito ao medicamento capaz de combater a bactéria causadora. Dentre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais presentes no Brasil, a sífilis permanece como uma das que apresentam mais casos ao longo do tempo.

  • Em dados mais recentes, no ano de 2020, foram registradas 115.371 pessoas infectadas em todo país, segundo informações do Ministério da Saúde.
  • Desse número, 2.458 são de cearenses.
  • A sífilis é causada pela bactéria de nome científico Treponema pallidum.
  • A principal via de transmissão é durante a relação sexual desprotegida, segundo esclarece a médica Raquel Autran, chefe do Setor de Saúde da Mulher da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh.

É possível, ainda, que seja transmitida durante a gravidez, em mulheres contaminadas pelo micro-organismo, a chamada sífilis congênita. Os sintomas são variáveis durante os estágios da doença. É mais frequentemente observada a manifestação de úlceras genitais, lesões na pele, caroços na virilha e febre.

Estágios e sintomas da Sífilis
Fase latente Sífilis Primária Sífilis Secundária Terciária
– Sem sintomas. – Pode ocorrer em até menos ou mais de dois anos de infecção – Feridas na vulva, vagina, colo do útero, boca, pênis. – Caroços na virilha. – Manchas espalhadas pelo corpo, em especial na palma das mãos e pés. – Pode apresentar caroços pelo corpo, febre e dor de cabeça. – Lesões na pele, nos ossos, problemas cardiovasculares e neurológicos.

Fonte: Ministério da Saúde Diagnóstico precoce e o tratamento para sífilis O rastreio para a doença é feito através do exame de sangue, como o VDLR, feito em laboratório, ou o teste rápido, que já garante o resultado em até 30 minutos. Ambos percebem a presença de anticorpos contra o agente causador.

A sífilis, quando bem tratada, tem cura. Como é uma infecção bacteriana, o tratamento consiste em injeções do antibiótico Penicilina Benzatina, conhecido popularmente como Benzetacil. Esse medicamento é indicado pelo profissional de saúde tanto para a homens e mulheres, gestantes ou não, quanto para o bebê que tenha suspeita ou diagnóstico confirmado de sífilis congênita, confirma a médica.

Não tratar adequadamente a doença pode provocar complicações no sistema nervoso, sistema cardiovascular, lesões na pele e ossos. Durante a gestação, a sífilis pode ser causa de aumento do fígado e do baço do bebê, restrição do crescimento, aumento de prematuridade, de aborto e óbitos neonatais.

O princípio de controle e prevenção da doença é justamente investigar a sua existência através dos testes para que, caso seja positivo, possa ser realizado o tratamento o mais cedo possível. É neste sentido que, durante a gravidez, no primeiro pré-natal, 3º trimestre e antes do parto é solicitada a investigação da presença da sífilis.

Além do rastreio e intervenção, o uso de preservativo é recomendado nas relações sexuais para evitar uma possível contaminação. A importância do teste em parceiros sexuais Quando há diagnóstico de sífilis, alerta a especialista, é importante que as parcerias sexuais sejam convocadas pelos serviços de saúde para orientação adequada, avaliação clínica, coleta dos exames de sangue e tratamento adequado.

  1. O que acontece, em muitos casos, é que apenas um dos indivíduos tenha feito corretamente o tratamento, esteja curado, mas acabe sendo reinfectado por manter relações desprotegidas com pessoas que não trataram da doença.
  2. Saiba onde procurar ajuda: Os testes rápidos são garantidos pelo Sistema Único de Saúde.

Nas Unidades Básicas de Saúde e no Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, é possível ter orientações, realizar o diagnóstico e tratamento. Para ser paciente do CH-UFC, é necessário realizar atendimento no Posto de Saúde da sua localidade e, nessa consulta, ser encaminhado através da Central de Regulação do Estado e do Município de Fortaleza.

Como identificar a sífilis?

Sífilis | Biblioteca Virtual em Saúde MS O que é? É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum, Manifesta-se em três estágios: primária, secundária e terciária. Os dois primeiros estágios apresentam as características mais marcantes da infecção, quando se observam os principais sintomas e quando essa DST é mais transmissível.

  1. Depois, ela desaparece durante um longo período: a pessoa não sente nada e apresenta uma aparente cura das lesões iniciais, mesmo em casos de indivíduos não tratados.
  2. A doença pode ficar, então, estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar à morte.

Quais os sintomas? A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus.

Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias.

Caso ocorra em grávidas, poderá causar aborto/natimorto ou má formação do feto.

  • Como se transmite?
  • A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).
  • Como tratar?

O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização de antibióticos. O maior problema para o tratamento é o seu diagnóstico, visto que a sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças. Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete. A gestante deve realizar controle mensal de cura.

  1. Se não tratada, a sífilis progride, torna-se crônica e pode comprometer várias partes do corpo ou levar à morte.
  2. Como se prevenir?
  3. Como não há perspectiva de desenvolvimento de vacina, a prevenção recai sobre a educação em saúde: uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por mulheres com intenção de engravidar.
  4. Sifílis Congênita

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pela bactéria causadora da sífilis, através da placenta. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte. IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

Quanto tempo a sífilis pode ficar no corpo?

Entenda como a sífilis evolui e saiba quando procurar ajuda Os sintomas aparecem e desaparecem se a infecção não for tratada, por isso a prevenção é tão importante A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), curável e de caráter sistêmico.

É silenciosa e, se não for tratada adequadamente, perigosa. Após contato inicial com a bactéria, esta pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente. A sífilis adquirida até dois anos é considerada recente. Nessa fase, a doença pode manifestar-se como sífilis primária, secundária ou latente recente.

Já a infecção presente no indivíduo há mais de dois anos é chamada de sífilis tardia, e pode manifestar-se como latente tardia ou terciária. A evolução da sífilis costuma ser silenciosa e assintomática. Os sinais e sintomas, quando ocorrem, variam de acordo com as fases da infecção.

  • Na sífilis primária pode ocorrer o surgimento de uma úlcera única no local de entrada da bactéria, o cancro duro, geralmente no pênis, vagina, colo do útero, ânus, boca ou outros locais de contato.
  • Essa lesão não dói, não coça, não arde e não tem pus.
  • Podem surgir também caroços na virilha.
  • Essas manifestações ocorrem de 10 a 90 dias após a infecção, que compreende o período de incubação.

Essa ferida desaparece espontaneamente sem deixar cicatriz após algumas semanas, mesmo se não for tratada. Se não for diagnosticada e tratada, a sífilis pode evoluir para a fase secundária, que tem como sinais manchas pelo corpo, principalmente na palma das mãos e planta dos pés, que são as mais comuns, sendo, muitas vezes, confundidas com alergias.

  • Essas manchas também desaparecem de forma espontânea em poucas semanas, independentemente de tratamento, mesmo a pessoa ainda tendo a infecção.
  • Nesse estágio, pode haver outros sintomas como febre, mal estar, dores de cabeça, náuseas, vômitos e caroços pelo corpo.
  • A manifestação da sífilis terciária pode levar longos períodos para ocorrer e talvez os sintomas jamais surjam.

Em geral, o tempo médio para essa fase iniciar é entre dois e quatro anos após a infecção, mas pode demorar décadas. Essa fase da infecção é a mais grave, pois apresenta lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, que causam destruição dos tecidos, podendo levar até mesmo à morte.

  • Sífilis tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.
  • É importante se prevenir sempre, usando camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais, inclusive no sexo oral, e fazer o teste rápido anualmente.
  • Uma gotinha de sangue já permite a detecção da sífilis.
  • Não deixe de fazer o teste se você tiver qualquer suspeita.

O resultado sai em apenas 30 minutos. Fonte: Revista Caras :

Como posso ter pego sífilis?

O 3º sábado do mês de outubro foi instituído como Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita por meio da Lei nº 13.430/2.017 e tem como objetivos estimular a participação dos profissionais e gestores de saúde nas atividades comemorativas da data, com vistas a enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequados da sífilis na gestante durante o pré-natal e da sífilis em ambos os sexos como doença sexualmente transmissível.

  1. Sífilis, ou Lues, é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum,
  2. É curável e exclusiva do ser humano, tendo como principal via de transmissão, o contato sexual, seguido pela transmissão para o feto durante o período de gestação de uma mãe com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente.

Também pode ser transmitida por sangue contaminado. Transmissão: A sífilis é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, sangue ou produtos sanguíneos (agulhas contaminadas ou transfusão com sangue não testado), da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita) e pela amamentação.

  • Sintomas: Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com o estágio da doença, que se divide em: Sífilis latente: Não aparecem sinais ou sintomas.
  • É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).
  • A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis primária: Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias, normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços dolorosos) na virilha.

  1. Sífilis secundária: Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial: – manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés; – febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.
  2. Sífilis terciária: Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
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Os sinais são lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas. Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso porque a doença pode aparecer e desaparecer, mas continuar latente no organismo. Por isso é importante se proteger, fazer o teste e, se a infecção for detectada, tratar da maneira correta.

  • O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.
  • Sífilis congênita: É a infecção transmitida da mãe para o bebê e pode ocorrer em qualquer fase da gravidez.
  • O risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária.
  • A sífilis materna, sem tratamento, pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal.

Na maioria das vezes, porém, o bebê nasce aparentemente saudável e os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental, surdez e cegueira. Tratamento: O tratamento é feito com antibióticos e deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.

A sífilis é uma infecção curável, com tratamento relativamente simples, mas pegar uma vez não promove imunidade. Nas formas mais graves da doença, como na fase terciária, o não tratamento adequado pode levar à morte. Prevenção: O uso de preservativos (tanto femininos como masculinos) durante todas as relações sexuais (inclusive anais ou orais) é a maneira mais segura de prevenir a doença; o acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

Confira bibliografia selecionada na Biblioteca Virtual em Saúde: em espanhol em inglês em português Fontes: Dr. Dráuzio Varella Ministério da Saúde. Saúde de A a Z Ministério da Saúde. Sífilis: estratégias para o diagnósticno no Brasil Ministério da Saúde.

Quanto tempo leva para a cura da sífilis?

Há outros antibióticos eficientes, indicados para pacientes alérgicos, principalmente nas fases iniciais, mas com benefícios inferiores A sífilis, por ser uma doença causada por bactéria, é tratada com antibióticos. O tratamento, que varia entre 1 a 14 dias, dependendo da avaliação clínica e do estágio da doença, é feito à base de penicilina benzatina, sendo altamente eficiente, principalmente nas fases iniciais.

  • No entanto, pacientes alérgicos à substância podem ser submetidos a procedimentos com outros antibióticos, porém, os benefícios geralmente são inferiores.
  • A penicilina benzatina é a única opção segura e eficaz para o tratamento da sífilis em gestantes.
  • O tratamento alternativo para o tipo adquirida é a doxiciclina via oral.

No entanto, é contraindicada durante a gravidez”, explica a médica sanitarista Adele Benzaken, especialista em doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com a especialista, qualquer outro tratamento realizado durante a gestação é considerado não adequado, a ponto de a criança ser considerada com sífilis congênita e submetida à avaliação clínica e laboratorial.

  • Sobre as reações adversas, a especialista afirma que é importante esclarecer que reações adversas graves à penicilina benzatina são muito raras (0,002% dos casos).
  • Por isso, o receio de efeitos colaterais não deve ser um impeditivo para a administração de penicilina na prevenção da sífilis congênita.

A penicilina benzatina é o único medicamento que ultrapassa a placenta e consegue tratar bebês, evitando que o feto contraia a infecção da mãe e nasça com más-formações que podem afetar os sistemas neurológico, cardíaco e hepático. Além disso, remédios como a ceftriaxona custam o dobro da penicilina.

  1. Parceiro atento O(a) parceiro(a) do paciente que estiver em tratamento também deve fazer os exames necessários para diagnosticar a sífilis.
  2. Especialistas indicam o uso de preservativos para evitar a transmissão da doença, mesmo durante o tratamento.
  3. Pessoas que tiveram relações sexuais sem proteção e apresentarem algum dos sintomas característicos da sífilis devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

O teste é rápido e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos e sem a necessidade de estrutura laboratorial. Nos casos de resultado positivo, uma amostra de sangue é coletada e encaminhada para a realização de teste laboratorial para a confirmação do diagnóstico.

No entanto, para gestantes, devido ao risco de transmissão ao feto, o tratamento é iniciado com apenas um resultado positivo, sem necessidade de aguardar o segundo exame. O acompanhamento de qualidade das gestantes e parceiros(as) sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita, aquela que é transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez.

Contudo, após o nascimento, a criança deve ficar internada para uma investigação sobre possíveis complicações e ser acompanhada até os 18 meses. Sintomas Os primeiros sinais e sintomas da sífilis são pequenas feridas que surgem nos órgãos genitais e o aparecimento de ínguas nas virilhas.

  • Essas manifestações costumam aparecer entre 7 e 20 dias depois de uma relação sexual desprotegida com alguém infectado.
  • As ínguas e as feridas não causam dor, não coçam, não ardem e não produzem pus.
  • As feridas podem sumir sem deixar cicatrizes, mesmo sem tratamento.
  • Os sintomas então desaparecem e a pessoa pensa que está curada.

A sífilis permanece, assim, adormecida durante meses ou anos, mas a bactéria continua circulando no sangue. Em um segundo momento, geralmente após meses, podem surgir manchas no tronco e extremidades do corpo (palmas das mãos e solas dos pés). Outros sintomas são queda de cabelo, perda de peso, febre, mal-estar e dor de cabeça.

Como curar a sífilis rápido?

A doença permanece sendo uma epidemia no Brasil. O foco, então, é esclarecer sobre as formas de contaminação e reinfecção, além de informar sobre o acesso gratuito ao medicamento capaz de combater a bactéria causadora. Dentre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais presentes no Brasil, a sífilis permanece como uma das que apresentam mais casos ao longo do tempo.

Em dados mais recentes, no ano de 2020, foram registradas 115.371 pessoas infectadas em todo país, segundo informações do Ministério da Saúde. Desse número, 2.458 são de cearenses. A sífilis é causada pela bactéria de nome científico Treponema pallidum. A principal via de transmissão é durante a relação sexual desprotegida, segundo esclarece a médica Raquel Autran, chefe do Setor de Saúde da Mulher da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh.

É possível, ainda, que seja transmitida durante a gravidez, em mulheres contaminadas pelo micro-organismo, a chamada sífilis congênita. Os sintomas são variáveis durante os estágios da doença. É mais frequentemente observada a manifestação de úlceras genitais, lesões na pele, caroços na virilha e febre.

Estágios e sintomas da Sífilis
Fase latente Sífilis Primária Sífilis Secundária Terciária
– Sem sintomas. – Pode ocorrer em até menos ou mais de dois anos de infecção – Feridas na vulva, vagina, colo do útero, boca, pênis. – Caroços na virilha. – Manchas espalhadas pelo corpo, em especial na palma das mãos e pés. – Pode apresentar caroços pelo corpo, febre e dor de cabeça. – Lesões na pele, nos ossos, problemas cardiovasculares e neurológicos.

Fonte: Ministério da Saúde Diagnóstico precoce e o tratamento para sífilis O rastreio para a doença é feito através do exame de sangue, como o VDLR, feito em laboratório, ou o teste rápido, que já garante o resultado em até 30 minutos. Ambos percebem a presença de anticorpos contra o agente causador.

A sífilis, quando bem tratada, tem cura. Como é uma infecção bacteriana, o tratamento consiste em injeções do antibiótico Penicilina Benzatina, conhecido popularmente como Benzetacil. Esse medicamento é indicado pelo profissional de saúde tanto para a homens e mulheres, gestantes ou não, quanto para o bebê que tenha suspeita ou diagnóstico confirmado de sífilis congênita, confirma a médica.

Não tratar adequadamente a doença pode provocar complicações no sistema nervoso, sistema cardiovascular, lesões na pele e ossos. Durante a gestação, a sífilis pode ser causa de aumento do fígado e do baço do bebê, restrição do crescimento, aumento de prematuridade, de aborto e óbitos neonatais.

  1. O princípio de controle e prevenção da doença é justamente investigar a sua existência através dos testes para que, caso seja positivo, possa ser realizado o tratamento o mais cedo possível.
  2. É neste sentido que, durante a gravidez, no primeiro pré-natal, 3º trimestre e antes do parto é solicitada a investigação da presença da sífilis.

Além do rastreio e intervenção, o uso de preservativo é recomendado nas relações sexuais para evitar uma possível contaminação. A importância do teste em parceiros sexuais Quando há diagnóstico de sífilis, alerta a especialista, é importante que as parcerias sexuais sejam convocadas pelos serviços de saúde para orientação adequada, avaliação clínica, coleta dos exames de sangue e tratamento adequado.

O que acontece, em muitos casos, é que apenas um dos indivíduos tenha feito corretamente o tratamento, esteja curado, mas acabe sendo reinfectado por manter relações desprotegidas com pessoas que não trataram da doença. Saiba onde procurar ajuda: Os testes rápidos são garantidos pelo Sistema Único de Saúde.

Nas Unidades Básicas de Saúde e no Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, é possível ter orientações, realizar o diagnóstico e tratamento. Para ser paciente do CH-UFC, é necessário realizar atendimento no Posto de Saúde da sua localidade e, nessa consulta, ser encaminhado através da Central de Regulação do Estado e do Município de Fortaleza.

O que causa sífilis no homem?

Sífilis | Biblioteca Virtual em Saúde MS O que é? É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum, Manifesta-se em três estágios: primária, secundária e terciária. Os dois primeiros estágios apresentam as características mais marcantes da infecção, quando se observam os principais sintomas e quando essa DST é mais transmissível.

Depois, ela desaparece durante um longo período: a pessoa não sente nada e apresenta uma aparente cura das lesões iniciais, mesmo em casos de indivíduos não tratados. A doença pode ficar, então, estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar à morte.

Quais os sintomas? A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus.

  1. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada.
  2. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias.

Caso ocorra em grávidas, poderá causar aborto/natimorto ou má formação do feto.

  • Como se transmite?
  • A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).
  • Como tratar?

O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização de antibióticos. O maior problema para o tratamento é o seu diagnóstico, visto que a sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças. Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete. A gestante deve realizar controle mensal de cura.

  1. Se não tratada, a sífilis progride, torna-se crônica e pode comprometer várias partes do corpo ou levar à morte.
  2. Como se prevenir?
  3. Como não há perspectiva de desenvolvimento de vacina, a prevenção recai sobre a educação em saúde: uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por mulheres com intenção de engravidar.
  4. Sifílis Congênita

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pela bactéria causadora da sífilis, através da placenta. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte. IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

Porque a sífilis pode levar à morte?

6. A sífilis pode ser mortal – Verdadeiro, Quando não diagnosticada e tratada precocemente, a sífilis evolui para formas tardias com envolvimento potencial de órgãos vitais (como o coração e o sistema nervoso central) podendo causar complicações graves e, até mesmo, a morte. A sífilis congénita pode levar à morte do feto/recém-nascido.

Tem como ficar com uma pessoa que tem sífilis e não pegar?

Viva Bem: Tem como a sífilis ficar ‘adormecida’? Dá para pegar sem ser por sexo? – Agência AIDS Sim, a sífilis pode ficar latente, que é a fase “adormecida” da IST (Infecção Sexualmente Transmissível). Neste período, a doença não tem sintomas, mas, apesar de menos provável de acontecer, ainda pode ser transmitida a outras pessoas. Por isso, é importante saber que a sífilis possui três fases, que não ocorrem necessariamente de forma sequencial, mas são intercaladas pelo período latente.

Por exemplo, é possível que uma pessoa com sífilis não passe pelas etapas primária e secundária, entrando na fase latente, e aí, desenvolver diretamente a forma terciária após alguns anos. Cada fase funciona da seguinte maneira: Sífilis primária: surge após três semanas da infecção por meio de lesões indolores de 1 a 2 centímetros, chamadas de cancros, na área onde ocorreu a exposição à bactéria que causa a sífilis, que, em sua maioria, é na região genital.

Caso não sejam diagnosticadas e tratadas, essas lesões somem espontaneamente após três a seis semanas, quando o paciente entra na primeira fase de latência. Sífilis secundária: ocorre em 25% dos indivíduos não tratados e apresenta sintomas bastante variáveis, como manchas avermelhadas por todo o corpo, aumento dos linfonodos (pequenas estruturas que possuem células do sistema imunológico que ajudam a combater infecções), mal-estar, cansaço, dor muscular, queda de cabelo, febre baixa, perda de peso, além de poder causar lesões hepáticas (fígado), renais e gastrointestinais.

Essas manifestações também se resolvem espontaneamente após semanas a meses, quando ocorre a entrada da segunda fase de latência. Sífilis terciária: pode surgir entre um a 30 anos depois que a pessoa foi infectada pela sífilis. Além disso, esta fase da infecção pode se manifestar por lesões cardíacas, neurológicas ou pelas gomas sifilíticas, que são lesões nodulares na pele, ossos ou qualquer órgão interno.

Essa é a forma mais grave da sífilis, que pode levar ao óbito. Se você costuma ter relações sexuais sem camisinha, mesmo que não perceba algo diferente em seu corpo, é de extrema importância realizar exames a cada três ou seis meses. Basta procurar a ajuda de um infectologista ou até mesmo de um urologista ou ginecologista.

Estes especialistas estão aptos a prescreverem exames e, claro, indicarem o tratamento caso a sífilis seja diagnosticada. A terapia indicada é a injeção intramuscular do antibiótico penicilina. A aplicação, que geralmente é feita na região do glúteo, deve ser realizada semanalmente entre uma a três semanas.

Sífilis é transmitida apenas por relação sexual? Não. A principal forma de transmissão é por meio do contato sexual sem proteção com alguém que esteja infectado com a bactéria. E isso inclui tanto sexo vaginal quanto anal e oral. Portanto, existem outras maneiras, menos comuns, pelas quais uma pessoa pode contrair sífilis.

Por isso, é importante também realizar exames de IST durante a gestação, principalmente no começo da gravidez e no sétimo ou oitavo mês. Fontes: Bernardo Almeida, infectologista do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba; Christianne Takeda, infectologista do HSJ (Hospital São José), no Ceará; Giovanna Sapienza, médica infectologista do Incor – HCFMUSP (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) e do Centro de Prevenção Meniá, em São Paulo; Michelle Cinthia Rodrigues, ginecologista e chefe da saúde da mulher do HU-UFPI (Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí), vinculado à rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). Fonte: Viva Bem (UOL)

: Viva Bem: Tem como a sífilis ficar ‘adormecida’? Dá para pegar sem ser por sexo? – Agência AIDS

É possível a sífilis cura sozinha?

Muitas vezes, a ferida passa despercebida e desaparece sozinha, mesmo sem tratamento — o que não quer dizer que a pessoa esteja curada.

Quem tem sífilis pode ter uma vida normal?

O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.

Qual é a diferença entre sífilis e gonorréia?

A sífilis progride em fases distintas e pode comprometer diversas áreas do corpo, já a gonorréia pode não manifestar sintomas. – Ao discutir o que difere sífilis de gonorréia, é crucial entender que essas duas infecções sexualmente transmissíveis têm características distintas, embora ambos necessitem de diagnóstico médico e tratamento adequado.

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum, e apresenta três estágios distintos de infecção, sendo eles primário, secundário e terciário, com manifestações variadas que podem afetar diversos órgãos, inclusive além da região genital. Por outro lado, ao explorarmos o que difere sífilis de gonorréia, é importante notar que a gonorréia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.

Ela pode apresentar sintomas em diferentes áreas do corpo, não se limitando apenas à região genital. Pode desencadear condições como faringite, osteoartrite, conjuntivite e peri-hepatite, tornando-se, assim, mais abrangente em termos de áreas afetadas.

  1. Abordando ainda o que muda de sífilis para gonorréia, é vital destacar a necessidade de buscar auxílio médico ao primeiro sinal de sintomas, que podem incluir dor ao urinar, corrimento genital anormal, entre outros.
  2. Em alguns casos, a gonorréia pode ser assintomática, o que reforça a importância dos exames regulares de saúde sexual.

Já a sífilis, pode manifestar-se inicialmente com o aparecimento de uma ferida indolor no local da infecção, progredindo para estágios mais graves se não tratada. Ao elucidar a diferença de sífilis e gonorréia, enfatiza-se que ambas as infecções requerem tratamento médico especializado.

Quem já teve sífilis pode transmitir?

Nem tudo o que se diz em relação à enfermidade tem fundamento. Há muitos boatos que se confundem com informações realmente sérias Sim, falar de doenças sexualmente transmissíveis ainda é um grande tabu no Brasil. E isso em pleno século 21. Na internet – e principalmente nas redes sociais –, circulam inúmeras informações, muitas delas falsas, que mais atrapalham do que ajudam na prevenção, no tratamento e na cura da doença.

Por essa razão, é fundamental ter acesso à orientação médica e a conteúdos com credibilidade. Confira, a seguir, alguns rumores e verdades que são compartilhados todos os dias na web. Quem já teve sífilis pode ter filhos. Verdade. Quem já teve a doença pode ter filhos, desde que a sífilis tenha sido tratada e os exames de sangue confirmem que o casal esteja curado.

Mulheres que já tiveram sífilis podem engravidar, mas é preciso que o tratamento tenha sido feito corretamente e a doença esteja completamente curada. A sífilis não possui tratamento que possa ser feito durante a gestação. Mito. Durante o pré-natal, o exame de detecção da doença é solicitado e deve ser feito juntamente com outros exames.

  • Esse acompanhamento é fundamental para a saúde da gestante e o bem-estar do feto.
  • Se a mulher engravidar com sífilis ou adquirir a enfermidade durante a gravidez e não tratá-la, a doença pode ser transmitida para o bebê.
  • Verdade, a doença pode ser transmitida para o bebê.
  • Homens não podem transmitir sífilis aos bebês.

Mito. Homens que já tiveram sífilis também devem se certificar de que estão completamente curados antes de tentarem ter filhos, pois podem infectar a parceira, que poderá transmitir a doença para o bebê. Quando ambos estão infectados (homem e mulher), o tratamento deve ser feito em conjunto.

  • Quem teve sífilis pode doar sangue. Verdade.
  • Quem teve sífilis pode doar sangue, desde que tenha feito o tratamento completo e aguarde 12 meses para realizar a doação depois de ter superado a doença.
  • A Portaria nº 1.353/2011, do Ministério da Saúde, indica todas as doenças e condições que impedem a doação de sangue e aquelas que impedem temporariamente.

A sífilis entra na classificação temporária. O teste para detectar sífilis e outras doenças transmissíveis pelo sangue serve como triagem para a doação de sangue. Indivíduos que já tiveram sífilis permanecem com anticorpos contra a doença durante um tempo, mesmo depois de já estarem curados.

  • Se ainda tiverem anticorpos no sangue, o teste dá positivo.
  • Por isso, é necessário esse tempo de espera de um ano após o tratamento para doar sangue, pois os anticorpos demoram um período para estabilizarem na corrente sanguínea.
  • O leite materno contamina o bebê. Mito.
  • Porém existe a transmissão via vertical, ou seja, da grávida para o feto.
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A contaminação por sífilis pode ocorrer por meio de sexo oral. Verdade. Se houver feridas na região da boca, assim como nos lábios, faringe, língua e palato, por exemplo, o sexo oral sem proteção pode ocasionar a transmissão. Quem é alérgico a penicilina fica sem tratamento.

Mito. Se houver relatos de reações alérgicas ao antibiótico, medidas terapêuticas que envolvem outros medicamentos podem ser aplicadas. Pessoa com sífilis tem maior probabilidade de contrair o HIV. Verdade. Qualquer tipo de doença sexualmente transmissível aumenta os riscos de contaminação do HIV. Relação sexual entre duas mulheres não é capaz de transmitir a sífilis.

Mito. Independentemente do sexo do parceiro, sempre será necessário alguma forma de proteção. Algumas doenças podem ser mais difíceis de serem transmitidas quando não há um órgão sexual para fazer a penetração, porém doenças como a sífilis podem ser transmitidas pelo contato da língua com a mucosa vaginal ou pelo contato dos dedos ou outro objeto que eventualmente entre em contato com uma pessoa contaminada e logo em seguida com as mucosas de uma pessoa sadia.

  1. A sífilis mata. Verdade.
  2. Casos mais graves, principalmente os que são descobertos tardiamente, podem levar a morte.
  3. Contraceptivos orais protegem contra a sífilis. Mito.
  4. Os contraceptivos orais só são eficazes para prevenir a gravidez e não para impedir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

Os preservativos femininos e masculinos são os únicos métodos contraceptivos que ajudam a prevenir a transmissão de infecções como a sífilis durante o sexo. A sífilis é uma doença crônica. Mito. Não é uma doença crônica, embora as lesões da sífilis terciária possam deixar sequelas nos sistemas cardiovascular, nervoso, digestivo, ósseo e outros, por isso, o infectado deve procurar tratamento assim que notar algo errado em seu corpo.

A sífilis sempre apresenta sintomas. Mito. A sífilis é uma doença que possui períodos de latências. Os pacientes nesse estado podem ficar vários meses, anos ou décadas assintomáticos na fase latente antes de um novo retorno da doença, porém os exames laboratoriais irão apresentar a sífilis no organismo do paciente.

Fonte: Revista Metrópoles :

Quem tem sífilis perder peso?

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, Ela pode ocorrer nos três estágios de sintomas, separados por períodos de aparente boa saúde.

A sífilis começa com uma ulceração indolor no local da infecção e, no segundo estágio, causa erupção cutânea, febre, cansaço, dor de cabeça e perda de apetite. Se não for tratada, a sífilis em seu terceiro estágio pode danificar a aorta, cérebro, medula espinhal e outros órgãos. Os médicos geralmente fazem dois tipos de exames de sangue para confirmar que a pessoa tem sífilis. O tratamento é feito com penicilina, que pode eliminar a infecção. O uso de preservativos durante o sexo genital pode ajudar a prevenir a transmissão de sífilis e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) de uma pessoa para outra.

Em 2020, foram relatados mais de 130.000 casos de sífilis nos Estados Unidos. A maioria dos casos de sífilis primária e secundária ocorreu em homens (81%) e, entre os homens, 53% dos casos ocorreram em homens que fazem sexo com homens. A incidência de sífilis vem aumentando rapidamente nos Estados Unidos.

Entre 2015 e 2020, a taxa de sífilis primária e secundária entre as mulheres aumentou em 147% e a taxa entre os homens aumentou em 34%. Certas condições e atividades (fatores de risco) aumentam o risco de contrair sífilis. Eles incluem os seguintes: As pessoas com sífilis frequentemente têm outras ISTs.

A sífilis causa sintomas em três estágios:

Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis terciária

Os estágios são separados por períodos em que não ocorrem sintomas (estágio latente). A sífilis é altamente contagiosa durante os estágios primário e secundário. Ela pode ser contagiosa nos períodos inicial e latente. A infecção é geralmente transmitida pelo contato sexual.

Um único encontro sexual com uma pessoa que tem sífilis em fase inicial causa uma infecção em cerca de um terço dos casos. A bactéria penetra no organismo através das membranas mucosas, como as da vagina, pênis ou boca, ou através da pele. Dentro de horas, a bactéria chega aos linfonodos e em seguida se propaga por todo o organismo através da corrente sanguínea.

As pessoas podem, algumas vezes, contrair sífilis pelo contato com ulcerações de pele infectada. No entanto, as bactérias não conseguem sobreviver muito tempo fora do corpo humano; portanto, a sífilis não é transmitida por contato com objetos (como assentos de vasos sanitários, maçanetas de portas) que foram tocados por uma pessoa com sífilis. (que afeta o cérebro e a medula espinhal) pode se desenvolver em qualquer estágio da sífilis. Se for detectada e tratada cedo, a sífilis pode ser curada antes que haja dano permanente. Surge uma ulceração indolor (chamada cancro) no local da infecção, geralmente no pênis, na vulva ou na vagina.

Também pode surgir um cancro no ânus, no reto, nos lábios, na língua, na garganta, no colo do útero, nos dedos ou em outras partes do corpo. Costuma surgir apenas um cancro, mas, por vezes, surgem vários. Os sintomas costumam iniciar entre 3 a 4 semanas depois da infecção, mas podem iniciar 1 a 13 semanas depois.

O cancro começa como uma pequena área vermelha saliente, que rapidamente se converte em uma ulceração aberta, relativamente indolor, elevada e firme. O cancro não sangra e é rígido ao toque. Os linfonodos próximos geralmente incham e são também indolores.

Cerca de metade das mulheres infectadas e de um terço dos homens infectados não sabem que sofrem de cancro, pois causa poucos sintomas. Os cancros no reto ou na boca, que geralmente ocorrem em homens, muitas vezes passam despercebidos. O cancro geralmente se cura entre 3 e 12 semanas. Depois, as pessoas parecem ficar completamente saudáveis.

A bactéria se espalha na corrente sanguínea, causando uma erupção cutânea disseminada, aumento dos linfonodos e, menos comumente, sintomas em outros órgãos. A erupção cutânea costuma surgir entre 6 e 12 semanas depois da infecção. Cerca de um quarto das pessoas infectadas ainda tem um cancro nesse momento.

  • Geralmente, a erupção cutânea não causa coceira nem dor.
  • Ela varia no aspecto.
  • Ao contrário das erupções da maioria das outras doenças, essa erupção cutânea geralmente aparece na palma das mãos ou na planta dos pés.
  • Ela pode durar pouco tempo ou prolongar-se durante meses.
  • Mesmo sem tratamento, a erupção cutânea acaba sarando, mas pode reaparecer semanas ou meses depois.

Se a erupção cutânea se desenvolver no couro cabeludo, o cabelo pode cair aos tufos, dando um aspecto de “roído por traças”. Podem surgir pápulas achatadas, de superfície lisa, chamadas condilomas planos, nas áreas úmidas da pele, como boca, axilas, área genital e ânus.

Essas pápulas indolores contêm muitas bactérias da sífilis e são muito infecciosas. Elas podem se desintegrar e gotejar. À medida que saram, elas se achatam e adotam uma cor rosa escura ou cinzenta. Surgem ulcerações na boca em mais de 20% a 30% das pessoas. A fase secundária da sífilis pode causar febre, cansaço, perda de apetite e perda de peso.

Após o estágio secundário, as pessoas podem não apresentar sintomas por anos a décadas. Durante esse tempo, a infecção é inativa (latente). Porém, a bactéria ainda está presente e os testes para sífilis são positivos. A sífilis pode permanecer latente permanentemente e, em geral, não é contagiosa durante esse estágio.

  1. Mas, ocasionalmente, podem surgir ulcerações na pele ou nas membranas mucosas no início do estágio latente.
  2. O contato com essas feridas pode transmitir a infecção.
  3. O estágio latente é classificado como prematuro (se a infecção inicial ocorreu dentro dos 12 meses anteriores) ou tardio (se a infecção inicial ocorreu mais de 12 meses antes).

A sífilis terciária se desenvolve em cerca de um terço das pessoas não tratadas anos a décadas depois da infecção inicial. Os sintomas variam entre leves e devastadores. A sífilis terciária tem três formas principais:

Sífilis terciária benigna Sífilis cardiovascular Neurossífilis

A sífilis terciária benigna geralmente se desenvolve entre 3 e 10 anos depois da infecção inicial. Surgem protuberâncias macias e flexíveis na pele, chamadas granulomas, mais comumente no couro cabeludo, no rosto, na parte superior do tronco e nas pernas.

Elas se desenvolvem no fígado ou ossos, mas podem se desenvolver em virtualmente qualquer órgão. Elas podem se desintegrar, formando uma ulceração aberta. Se não forem tratados, os granulomas destroem o tecido ao redor deles. Nos ossos, eles geralmente causam dor profunda, penetrante, que geralmente piora à noite.

Os granulomas crescem lentamente, curam-se aos poucos e deixam cicatrizes. A sífilis cardiovascular aparece geralmente entre 10 e 25 anos depois da infecção inicial. As bactérias infectam os vasos sanguíneos conectados ao coração, incluindo a aorta. Pode resultar no seguinte:

A válvula que vai do coração à aorta (válvula aórtica) pode vazar. As artérias que fornecem sangue para o coração (artérias coronárias) podem se estreitar.

A neurossífilis (que afeta o cérebro e a medula espinhal) ocorre em cerca de 5% de todas as pessoas com sífilis não tratada. Ela ocorre nas seguintes formas:

Meningovascular: as artérias do cérebro ou da medula espinhal ficam inflamadas, causando uma forma crônica de meningite. A princípio, as pessoas podem ter dor de cabeça e rigidez no pescoço. Elas podem ficar tontas, ter dificuldade para se concentrar e recordar os acontecimentos recentes e ter insônia. A visão pode ficar turva. Os músculos dos braços, ombros e as pernas ficam fracos ou até mesmo paralisados. As pessoas podem ter dificuldade para controlar a micção e os movimentos intestinais (incontinência). Essa forma pode causar derrames. Parética (parenquimatosa): essa forma geralmente começa quando as pessoas estão nos seus 40 ou 50 anos. Os primeiros sintomas são alterações graduais do comportamento. Os sintomas podem parecer com aqueles de um transtorno mental ou demência. Por exemplo, as pessoas podem se tornar menos cuidadosas com a higiene pessoal e seu humor pode se alterar frequentemente. Elas podem ficar irritáveis e confusas. Elas podem sentir dificuldade para se concentrar e lembrar das coisas. Elas podem ter ilusões de grandeza (ou seja, acreditam que são pessoa famosas ou Deus ou que têm poderes mágicos). Os tremores podem ocorrer na boca, língua, mãos estendidas ou corpo inteiro. Tabética (tabes dorsalis): a medula espinhal se deteriora progressivamente. Ela normalmente se desenvolve vinte a trinta anos após a infecção inicial. Os sintomas começam aos poucos, geralmente com uma dor forte e penetrante nas costas e pernas que aparece e desaparece com irregularidade. Às vezes, as pessoas têm ataques semelhantes de dor no estômago, na bexiga, no reto ou na garganta. O caminhar fica instável. A sensibilidade nos pés diminui ou parece anormal. As pessoas geralmente perdem peso e parecem tristes. Podem surgir problemas com a visão. Disfunção erétil é comum. Por fim, as pessoas têm dificuldade em controlar a micção (incontinência) e podem ficar paralisadas.

Sífilis pode afetar os olhos ou ouvidos em qualquer estágio da doença. Sintomas oculares incluem lacrimejamento, visão embaçada, dor ocular, sensibilidade à luz e perda da visão. Se a sífilis infectar os olhos, o risco de desenvolver neurossífilis estará aumentado.

Testes em uma amostra de sangue, líquido de uma ulceração ou líquido cefalorraquidiano

Mulheres grávidas devem ser triadas para sífilis. Além disso, meninas adolescentes e mulheres adultas que não estão grávidas e não têm sintomas, mas que correm risco aumentado de infecção por sífilis, devem ser triadas para sífilis. Os profissionais de saúde suspeitam de sífilis primária se as pessoas tiverem um cancro típico.

  • Eles suspeitam de sífilis secundária se as pessoas tiverem uma erupção cutânea típica na palma das mãos e na planta dos pés.
  • Como a sífilis pode causar uma ampla gama de sintomas durante seus diversos estágios, os médicos podem solicitar exame para sífilis ao avaliar pessoas com qualquer um dos possíveis sintomas, incluindo problemas com a visão.

Os exames de laboratório são necessários para confirmar o diagnóstico. Usam-se dois tipos de exames do sangue:

Um teste de triagem, como os exames laboratoriais para doenças venéreas, ou o teste de reagina plasmática rápida (RPR), é geralmente feito primeiro. Esses testes são chamados não treponemais porque não detectam diretamente as bactérias que causam sífilis (treponema) ou os anticorpos produzidos em resposta a essas bactérias. Os testes de triagem são baratos e fáceis de fazer, mas os resultados podem ser negativos três a seis semanas depois da infecção inicial, muito embora a sífilis esteja presente. Tais resultados são chamados falso negativos. Se os resultados de um teste de triagem forem negativos, mas os médicos considerarem que é provável tratar-se de sífilis primária, o teste poderá ser repetido depois de seis semanas. Os resultados dos testes de triagem são, por vezes, positivos quando a sífilis não está presente (falso-positivo), porque outro distúrbio fez com que o teste se mostrasse positivo. Um teste confirmatório deve geralmente ser feito para confirmar um teste de triagem positivo. Esses exames de sangue medem anticorpos produzidos especificamente em resposta às bactérias que causam sífilis (às vezes chamadas testes treponemais). Os resultados dos testes confirmatórios podem também ser falso-negativos nas primeiras semanas após as infecções iniciais e, assim, precisam ser repetidos.

Tradicionalmente, em primeiro lugar são feitos testes de triagem e os resultados positivos são confirmados por teste confirmatório (de treponema). Às vezes os médicos fazem primeiramente o teste de treponema. Se os resultados forem positivos, o teste de reagina plasmática rápida (um teste de triagem) é então feito.

  1. Se os resultados do teste forem positivos, os médicos podem perguntar à pessoa sobre antigos parceiros sexuais, resultados de testes laboratoriais anteriores e tratamentos prévios para ajudar a determinar se a pessoa tem sífilis atualmente ou se teve no passado.
  2. Os resultados dos testes de triagem podem se tornar lentamente negativos (ao longo de meses a vários anos) depois de um tratamento bem-sucedido, mas os resultados do teste confirmatório geralmente permanecem positivos indefinidamente.

Nos estágios primário ou secundário, a sífilis pode também ser diagnosticada usando-se microscopia de campo escuro. Uma amostra de líquido é obtida de uma ulceração da pele ou linfonodo e examinada usando-se um microscópio óptico especialmente equipado.

A bactéria parece clara contra o fundo escuro, tornando-a mais fácil de identificar. No estágio latente, os mesmos exames de sangue (treponemal e não treponemal) são usados para diagnosticar sífilis. Os médicos também tentam determinar se o estágio é de sífilis latente prematura ou sífilis latente tardia com base nos resultados da avaliação, incluindo um exame físico completo e a análise de resultados de testes anteriores.

Pessoas com sífilis devem também ser testadas para outras ISTs, incluindo infecção pelo HIV.

Penicilina aplicada por injeção Outro antibiótico para pessoas alérgicas à penicilina Tratamento simultâneo de parceiros sexuais

A penicilina administrada por injeção no músculo é o melhor antibiótico para a sífilis primária, secundária e prematura latente.

Para os estágios primário, secundário e latente prematuro da sífilis, uma dose de penicilina de longa duração é tudo de que se precisa. Para o estágio latente tardio e algumas formas do estágio terciário, são administradas três doses, separadas por uma semana.

Se a sífilis afetar os olhos, ouvidos internos ou cérebro, a penicilina pode ser dada por via intravenosa a cada 4 horas durante 10 a 14 dias. Então, outra apresentação de penicilina é administrada por injeção em um músculo uma vez por semana por até três semanas.

  • Uma vez que as pessoas com sífilis primária, secundária e até mesmo sífilis latente prematura podem transmitir a infecção a outras, elas devem evitar o contato sexual até que elas ou seus parceiros sexuais tenham terminado o tratamento.
  • Se uma pessoa for diagnosticada com sífilis, todos os parceiros sexuais da pessoa são testados para sífilis.

Os parceiros são tratados nas seguintes circunstâncias:

Tiveram contato sexual com a pessoa infectada até 90 dias antes do diagnóstico, mesmo que seus testes sejam negativos. Tiveram contato sexual com a pessoa infectada mais do que 90 dias antes de o diagnóstico ter sido feito, mas apenas se os resultados dos seus testes não forem imediatamente disponíveis e se seu retorno para acompanhamento for incerto. Seus resultados sendo negativos, nenhum tratamento é necessário. Se os resultados dos testes forem positivos, eles são tratados.

Muitas pessoas com sífilis no estágio inicial, sobretudo com sífilis em estágio secundário, desenvolvem uma reação entre seis e doze horas após o primeiro tratamento. Esta reação, chamada reação de Jarisch-Herxheimer, causa febre, dor de cabeça, sudorese, calafrios com tremores e uma piora temporária das ulcerações causadas pela sífilis.

  • Os médicos, por vezes, confundem essa reação com uma reação alérgica à penicilina.
  • Os sintomas dessa reação geralmente diminuem dentro de 24 horas e raramente causam dano permanente.
  • Contudo, raramente, pessoas com neurossífilis apresentam convulsões ou um AVC.
  • Após o tratamento, são realizados exames e testes de sangue periodicamente até que não seja detectada nenhuma infecção.

Se o tratamento da sífilis primária, secundária ou latente for bem-sucedido, a maioria das pessoas não manifesta mais sintomas. Mas o tratamento do estágio terciário da sífilis não é capaz de reverter danos a órgãos, como o cérebro ou a aorta. As pessoas com tais danos geralmente não melhoram após o tratamento.

Redução do risco de exposição a ISTs reduzindo o número de parceiros sexuais, não ter parceiros sexuais de alto risco (pessoas com muitos parceiros sexuais ou que não praticam sexo seguro) ou praticar monogamia ou abstinência mútuas Diagnóstico e tratamento imediatos da infecção (para impedir a transmissão para outras pessoas) Identificação dos contatos sexuais de pessoas infectadas, seguida de aconselhamento ou tratamento desses contatos

Os seguintes recursos em inglês podem ser úteis. Vale ressaltar que O MANUAL não é responsável pelo conteúdo deste recurso.

Quais são as fases da sífilis?

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto. A infecção por sífilis pode colocar em risco não apenas a saúde do adulto, como também pode ser transmitida para o bebê durante a gestação.

O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal previne a sífilis congênita e é fundamental. Em formas mais graves da doença, como no caso da Sífilis Terciária, se não houver o tratamento adequado pode levar a pessoa à morte.

Qual a cor da ferida da sífilis?

Segunda-feira, 22/06/2015, às 12:54, A sífilis é uma doença antiga que está se tornando novamente atual, uma vez que o número de casos tem aumentado em várias regiões do Brasil. Por isso é importante ficar atento aos sintomas, pois quanto mais cedo for instituído o tratamento, menor a chance de complicações, que podem ser graves.

  • A sífilis se desenvolve em 3 estágios, geralmente consecutivos: primário, secundário e terciário.
  • Vamos entender.
  • Sífilis Primária : de 3 a 90 dias (média de 21 dias) após o contágio surgem lesões como pequenas feridas, inicialmente de cor rósea, que evoluem para um vermelho intenso com fundo esbranquiçado, como se fosse uma “afta”.

Esta lesão se chama “cancro duro”. Geralmente é única e NÃO DÓI. Nos homens, esta lesão surge geralmente no pênis, muitas vezes na região próxima ao canal da uretra. Nas mulheres, pode aparecer nos grande lábios, na parede vaginal ou no colo do útero. Aí é que está um dos problemas: como não dói, muitas mulheres não a percebem.

O contato geralmente acontece pela relação sexual; por isso pode também haver lesões isoladas na boca, língua, mucosa anal ou na região mamária. Geralmente aparecem gânglios aumentados perto do local da lesão, o que pode ser uma dica de que algo não está bem. Importante saber que esta lesão da sífilis, o cancro duro, desaparece espontaneamente, independentemente de tratamento, sem deixar cicatriz, em mais ou menos 4 ou 5 semanas.

Este é outro problema: as pessoas julgam que estão curadas, mas a doença está evoluindo de forma silenciosa para a segunda fase. Sífilis secundária : depois de um período de latência, sem sintomas, que pode variar de 6 a 8 semanas, a doença entra de novo em atividade.

  • Isso significa que a bactéria causadora, chamada Treponema pallidum, atingiu internamente outros órgãos e sistemas.
  • A pele é intensamente atingida.
  • Surgem lesões rosadas, em formas de pápulas, que podem atingir toda a superfície do corpo.
  • A palma das mãos e planta dos pés são caracteristicamente acometidas.
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Algumas destas lesões, dependendo das condições, podem conter a bactéria e ser contagiosas em circunstâncias especiais. A fase secundária pode evoluir com surtos de atividade e períodos de latência, sem sintomas. Algumas pessoas conseguem se curar no período de latência, mas outras evoluem para a fase seguinte e mais grave de todas.

Sífilis Terciária : neste estágio, órgãos e sistemas são acometidos como o sistema nervoso central, sistema cardiovascular, pele, músculos, ossos ou fígado, por exemplo. O sintomas são graves e vão depender da região atingida. Importante saber que todo este caminho de progressão da sífilis pode durar muitos anos – até 30- para se completar.

Como saber se tenho sífilis? Muito simples. Há vários tipos de exames, bastante precisos, disponíveis na rede pública. Podem ser realizados em qualquer estágio. Por isso, na dúvida procure sempre o médico e relate seus sintomas. Gestantes devem obrigatoriamente fazer este exame, pois a sífilis pode ser transmitida para os bebês.

Como saber se a sífilis está avançada?

Diagnóstico de sífilis – Nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado pela reconhecimento da bactéria no exame de sangue ou nas amostras de material retiradas das lesões. Na fase avançada, é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.

Quem já teve sífilis pode ter filhos?

Nem tudo o que se diz em relação à enfermidade tem fundamento. Há muitos boatos que se confundem com informações realmente sérias Sim, falar de doenças sexualmente transmissíveis ainda é um grande tabu no Brasil. E isso em pleno século 21. Na internet – e principalmente nas redes sociais –, circulam inúmeras informações, muitas delas falsas, que mais atrapalham do que ajudam na prevenção, no tratamento e na cura da doença.

  1. Por essa razão, é fundamental ter acesso à orientação médica e a conteúdos com credibilidade.
  2. Confira, a seguir, alguns rumores e verdades que são compartilhados todos os dias na web.
  3. Quem já teve sífilis pode ter filhos. Verdade.
  4. Quem já teve a doença pode ter filhos, desde que a sífilis tenha sido tratada e os exames de sangue confirmem que o casal esteja curado.

Mulheres que já tiveram sífilis podem engravidar, mas é preciso que o tratamento tenha sido feito corretamente e a doença esteja completamente curada. A sífilis não possui tratamento que possa ser feito durante a gestação. Mito. Durante o pré-natal, o exame de detecção da doença é solicitado e deve ser feito juntamente com outros exames.

  1. Esse acompanhamento é fundamental para a saúde da gestante e o bem-estar do feto.
  2. Se a mulher engravidar com sífilis ou adquirir a enfermidade durante a gravidez e não tratá-la, a doença pode ser transmitida para o bebê.
  3. Verdade, a doença pode ser transmitida para o bebê.
  4. Homens não podem transmitir sífilis aos bebês.

Mito. Homens que já tiveram sífilis também devem se certificar de que estão completamente curados antes de tentarem ter filhos, pois podem infectar a parceira, que poderá transmitir a doença para o bebê. Quando ambos estão infectados (homem e mulher), o tratamento deve ser feito em conjunto.

Quem teve sífilis pode doar sangue. Verdade. Quem teve sífilis pode doar sangue, desde que tenha feito o tratamento completo e aguarde 12 meses para realizar a doação depois de ter superado a doença. A Portaria nº 1.353/2011, do Ministério da Saúde, indica todas as doenças e condições que impedem a doação de sangue e aquelas que impedem temporariamente.

A sífilis entra na classificação temporária. O teste para detectar sífilis e outras doenças transmissíveis pelo sangue serve como triagem para a doação de sangue. Indivíduos que já tiveram sífilis permanecem com anticorpos contra a doença durante um tempo, mesmo depois de já estarem curados.

  1. Se ainda tiverem anticorpos no sangue, o teste dá positivo.
  2. Por isso, é necessário esse tempo de espera de um ano após o tratamento para doar sangue, pois os anticorpos demoram um período para estabilizarem na corrente sanguínea.
  3. O leite materno contamina o bebê. Mito.
  4. Porém existe a transmissão via vertical, ou seja, da grávida para o feto.

A contaminação por sífilis pode ocorrer por meio de sexo oral. Verdade. Se houver feridas na região da boca, assim como nos lábios, faringe, língua e palato, por exemplo, o sexo oral sem proteção pode ocasionar a transmissão. Quem é alérgico a penicilina fica sem tratamento.

Mito. Se houver relatos de reações alérgicas ao antibiótico, medidas terapêuticas que envolvem outros medicamentos podem ser aplicadas. Pessoa com sífilis tem maior probabilidade de contrair o HIV. Verdade. Qualquer tipo de doença sexualmente transmissível aumenta os riscos de contaminação do HIV. Relação sexual entre duas mulheres não é capaz de transmitir a sífilis.

Mito. Independentemente do sexo do parceiro, sempre será necessário alguma forma de proteção. Algumas doenças podem ser mais difíceis de serem transmitidas quando não há um órgão sexual para fazer a penetração, porém doenças como a sífilis podem ser transmitidas pelo contato da língua com a mucosa vaginal ou pelo contato dos dedos ou outro objeto que eventualmente entre em contato com uma pessoa contaminada e logo em seguida com as mucosas de uma pessoa sadia.

  • A sífilis mata. Verdade.
  • Casos mais graves, principalmente os que são descobertos tardiamente, podem levar a morte.
  • Contraceptivos orais protegem contra a sífilis. Mito.
  • Os contraceptivos orais só são eficazes para prevenir a gravidez e não para impedir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

Os preservativos femininos e masculinos são os únicos métodos contraceptivos que ajudam a prevenir a transmissão de infecções como a sífilis durante o sexo. A sífilis é uma doença crônica. Mito. Não é uma doença crônica, embora as lesões da sífilis terciária possam deixar sequelas nos sistemas cardiovascular, nervoso, digestivo, ósseo e outros, por isso, o infectado deve procurar tratamento assim que notar algo errado em seu corpo.

A sífilis sempre apresenta sintomas. Mito. A sífilis é uma doença que possui períodos de latências. Os pacientes nesse estado podem ficar vários meses, anos ou décadas assintomáticos na fase latente antes de um novo retorno da doença, porém os exames laboratoriais irão apresentar a sífilis no organismo do paciente.

Fonte: Revista Metrópoles :

Como se origina a sífilis?

MEMÓRIA Há 100 anos, a descoberta do Treponema pallidum * * Trabalho realizado no Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP – Campinas – São Paulo (SP), Brasil. Elemir Macedo de Souza Professor Livre-docente; Coordenador da Disciplina de Dermatologia, Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP – Campinas – São Paulo (SP), Brasil Endereço para correspondência Endereço para correspondência Elemir Macedo de Souza Rua Alexander Fleming, 181 – Cidade Universitária 13081-970 – Campinas – São Paulo E-mail: [email protected] RESUMO A descoberta do Treponema pallidum por Schaudinn & Hoffmann em 3 de março de 1905 foi influenciada pela comunicação de Siegel, sobre a descoberta do agente etiológico da sífilis.

Encarada com ceticismo, a comunicação acarretou novas investigações, conduzidas pelo zoologista Schaudinn e pelo dermatologista Hoffmann -primeiros observadores do agente da sífilis, denominado Spirochaeta pallida, A descoberta foi o passo inicial para o desenvolvimento dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos nos anos subseqüentes.

Palavras-chave: História da Medicina; Sífilis; Treponema pallidum, Há 100 anos, o agente etiológico da sífilis foi identificado por Fritz Richard Schaudinn, que nasceu em Röseningken, Prússia Oriental, em 19 de setembro de 1871, estudou zoologia na Friedrich-Wilhelm Universität e morreu na cidade de Hamburgo em 22 de junho de 1906.

Em 2 de fevereiro de 1905, o zoologista Franz Eilhard Schulze relatou, na Academia Real Prussiana de Ciências, que seu assistente John Siegel (médico no Instituto Berlinense de Zoologia) descobrira o agente etiológico da sífilis. Tratava-se de um protozoário por ele denominado Cytorrhyctes luis, Esse mesmo gênero, segundo Siegel, 1 seria responsável pela varicela, doença mão-pé-boca e escarlatina.

Para dirimir as dúvidas que pairavam sobre o anúncio, o diretor do Serviço de Saúde Imperial de Berlim convidou o professor catedrático de dermatologia da clínica de sífilis da Charité, Edmund Lesser, para novas investigações. Foram designados para o estudo o dermatologista assistente de Lesser, Paul Erich Hoffmann – que nasceu em 25 de abril de 1868 em Witzmitz, Pomerânia, estudou medicina na Academia Militar de Berlim e morreu em 8 de maio de 1959, na cidade de Bonn -, o zoologista Fritz Schaudinn, diretor do laboratório de Protozoários do Serviço de Saúde Imperial de Berlim, e Fred Neufeld, discípulo de Koch, como consultor em bacteriologia.

No dia 3 de março de 1905, Schaudinn examinou um preparado a fresco, cujo material fora obtido por Hoffmann de uma pápula erodida na vulva de uma mulher com sífilis secundária. Esse exame foi realizado num então moderno microscópio Zeiss com objetivas apocromáticas, permitindo a Schaudinn observar vários microorganismos espiralados, muito claros, delgados, rodando em torno de seu maior comprimento e movendo-se para frente e para trás.

Schaudinn mostrou o achado para Hoffmann e Neufeld, e denominou-o Spirochaeta pallida, Ele foi demonstrado em várias lesões da sífilis, tanto a fresco como corado pelo Giemsa. Os achados foram discutidos no Serviço Imperial de Saúde, e, ao optar-se pela publicação, Neufeld abandonou o grupo.

Schaudinn & Hoffmann fizeram uma publicação provisória 2 sobre a presença do Spirochaeta pallida nas secreções e nos papilomas sifilíticos, na revista sobre trabalhos do Serviço de Saúde Imperial, em 25 de abril de 1905, dia do 37º aniversário de Hoffmann (“Vorläufiger Bericht über das Vorkommen von Spirochaeten in syphilitischen Krankheitsprodukten und bei Papillomen”, In: Arbeiten aus dem Kaiserlichen Gesundheitsamt, XXII: 527-534; 25 Apr 1905).2 Schaudinn & Hoffmann diferenciaram o delicado espiroqueta do grosseiro Spirochaeta refringens encontrado nas mucosas.

Em 17 de maio de 1905, Schaudinn & Hoffmann apresentaram seus resultados na reunião da Sociedade Berlinense de Medicina, gerando enorme controvérsia e ceticismo. Muitos pesquisadores duvidaram da autenticidade do fato, entre eles Oskar Lassar. Siegel e seus seguidores engrossaram a fileira dos opositores, defendendo a etiologia pelo Citorrhyctes luis, afirmando que o achado de Schaudinn não passava de uma sujeira (artefato).

A situação ficou muito constrangedora quando o presidente da Sociedade Berlinense de Medicina encerrou a sessão de modo irônico: “a sessão está encerrada até que um novo agente da sífilis seja encontrado”. Albert Neisser, conhecido venereologista, escreveu uma carta duvidando da veracidade da descoberta e enfatizando sua descrença de que o Spirochaeta fosse o agente etiológico da sífilis.

Essa descrença não durou mais de um mês, e Neisser reconheceu a descoberta de Schaudinn. Hoffmann creditava toda a glória da descoberta à argúcia de Schaudinn, afirmando que seu papel fora o de coletor de material. Vários trabalhos foram publicados após a descoberta, confirmando o espiroqueta e iniciando a fase de consolidação diagnóstica e terapêutica.

  1. Ilya Metschnikow encontrou o Spirochaeta pallida em úlceras de macacos inoculados com secreções sifilíticas, e Abraham Buschle detectou o treponema no fígado e baço de uma criança morta com sífilis congênita, confirmando a descoberta de Schaudinn & Hoffmann.
  2. Em 14 de outubro de 1905, Schaudinn escreveu uma carta a Hoffmann propondo colocar o Spirochaetta pallida num novo gênero com a denominação Treponema pallidum,

As pesquisas conjuntas foram interrompidas pela morte de Schaudinn, em 1906, antes do que, porém, Schaudinn foi reconhecido em toda a Europa, sendo saudado por professores que o haviam contestado. Os maiores reconhecimento e homenagem a Schaudinn, no entanto, ocorreram de modo especial no Congresso Internacional de Medicina em Lisboa.

  • Sua presença na sala de conferências levou o professor François Hallopeau a levantar-se da cadeira de presidente, cedê-la a Schaudinn e solicitar que o plenário se levantasse com aplausos.
  • Mal Schaudinn começou a agradecer, nova e estrondosa salva de palmas encheu o auditório.
  • O infortúnio de Schaudinn começou durante a viagem de volta à Alemanha, ao ser submetido a uma cirurgia de urgência a bordo devido a abscessos amebianos gastrointestinais.

Essa amebíase provavelmente fora adquirida de maneira voluntária quando fazia pesquisas sobre as amebas. Schaudinn tinha pouco menos de 35 anos quando morreu em 22 de junho de 1906. Hoffmann deu continuidade a seu trabalho fazendo palestras e ocupando os mais altos cargos universitários em Halle e Bonn.

Como curar a sífilis rápido?

A doença permanece sendo uma epidemia no Brasil. O foco, então, é esclarecer sobre as formas de contaminação e reinfecção, além de informar sobre o acesso gratuito ao medicamento capaz de combater a bactéria causadora. Dentre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais presentes no Brasil, a sífilis permanece como uma das que apresentam mais casos ao longo do tempo.

Em dados mais recentes, no ano de 2020, foram registradas 115.371 pessoas infectadas em todo país, segundo informações do Ministério da Saúde. Desse número, 2.458 são de cearenses. A sífilis é causada pela bactéria de nome científico Treponema pallidum. A principal via de transmissão é durante a relação sexual desprotegida, segundo esclarece a médica Raquel Autran, chefe do Setor de Saúde da Mulher da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh.

É possível, ainda, que seja transmitida durante a gravidez, em mulheres contaminadas pelo micro-organismo, a chamada sífilis congênita. Os sintomas são variáveis durante os estágios da doença. É mais frequentemente observada a manifestação de úlceras genitais, lesões na pele, caroços na virilha e febre.

Estágios e sintomas da Sífilis
Fase latente Sífilis Primária Sífilis Secundária Terciária
– Sem sintomas. – Pode ocorrer em até menos ou mais de dois anos de infecção – Feridas na vulva, vagina, colo do útero, boca, pênis. – Caroços na virilha. – Manchas espalhadas pelo corpo, em especial na palma das mãos e pés. – Pode apresentar caroços pelo corpo, febre e dor de cabeça. – Lesões na pele, nos ossos, problemas cardiovasculares e neurológicos.

Fonte: Ministério da Saúde Diagnóstico precoce e o tratamento para sífilis O rastreio para a doença é feito através do exame de sangue, como o VDLR, feito em laboratório, ou o teste rápido, que já garante o resultado em até 30 minutos. Ambos percebem a presença de anticorpos contra o agente causador.

A sífilis, quando bem tratada, tem cura. Como é uma infecção bacteriana, o tratamento consiste em injeções do antibiótico Penicilina Benzatina, conhecido popularmente como Benzetacil. Esse medicamento é indicado pelo profissional de saúde tanto para a homens e mulheres, gestantes ou não, quanto para o bebê que tenha suspeita ou diagnóstico confirmado de sífilis congênita, confirma a médica.

Não tratar adequadamente a doença pode provocar complicações no sistema nervoso, sistema cardiovascular, lesões na pele e ossos. Durante a gestação, a sífilis pode ser causa de aumento do fígado e do baço do bebê, restrição do crescimento, aumento de prematuridade, de aborto e óbitos neonatais.

  1. O princípio de controle e prevenção da doença é justamente investigar a sua existência através dos testes para que, caso seja positivo, possa ser realizado o tratamento o mais cedo possível.
  2. É neste sentido que, durante a gravidez, no primeiro pré-natal, 3º trimestre e antes do parto é solicitada a investigação da presença da sífilis.

Além do rastreio e intervenção, o uso de preservativo é recomendado nas relações sexuais para evitar uma possível contaminação. A importância do teste em parceiros sexuais Quando há diagnóstico de sífilis, alerta a especialista, é importante que as parcerias sexuais sejam convocadas pelos serviços de saúde para orientação adequada, avaliação clínica, coleta dos exames de sangue e tratamento adequado.

  • O que acontece, em muitos casos, é que apenas um dos indivíduos tenha feito corretamente o tratamento, esteja curado, mas acabe sendo reinfectado por manter relações desprotegidas com pessoas que não trataram da doença.
  • Saiba onde procurar ajuda: Os testes rápidos são garantidos pelo Sistema Único de Saúde.

Nas Unidades Básicas de Saúde e no Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, é possível ter orientações, realizar o diagnóstico e tratamento. Para ser paciente do CH-UFC, é necessário realizar atendimento no Posto de Saúde da sua localidade e, nessa consulta, ser encaminhado através da Central de Regulação do Estado e do Município de Fortaleza.

Quanto tempo leva para a cura da sífilis?

Há outros antibióticos eficientes, indicados para pacientes alérgicos, principalmente nas fases iniciais, mas com benefícios inferiores A sífilis, por ser uma doença causada por bactéria, é tratada com antibióticos. O tratamento, que varia entre 1 a 14 dias, dependendo da avaliação clínica e do estágio da doença, é feito à base de penicilina benzatina, sendo altamente eficiente, principalmente nas fases iniciais.

  • No entanto, pacientes alérgicos à substância podem ser submetidos a procedimentos com outros antibióticos, porém, os benefícios geralmente são inferiores.
  • A penicilina benzatina é a única opção segura e eficaz para o tratamento da sífilis em gestantes.
  • O tratamento alternativo para o tipo adquirida é a doxiciclina via oral.

No entanto, é contraindicada durante a gravidez”, explica a médica sanitarista Adele Benzaken, especialista em doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com a especialista, qualquer outro tratamento realizado durante a gestação é considerado não adequado, a ponto de a criança ser considerada com sífilis congênita e submetida à avaliação clínica e laboratorial.

  1. Sobre as reações adversas, a especialista afirma que é importante esclarecer que reações adversas graves à penicilina benzatina são muito raras (0,002% dos casos).
  2. Por isso, o receio de efeitos colaterais não deve ser um impeditivo para a administração de penicilina na prevenção da sífilis congênita.

A penicilina benzatina é o único medicamento que ultrapassa a placenta e consegue tratar bebês, evitando que o feto contraia a infecção da mãe e nasça com más-formações que podem afetar os sistemas neurológico, cardíaco e hepático. Além disso, remédios como a ceftriaxona custam o dobro da penicilina.

  1. Parceiro atento O(a) parceiro(a) do paciente que estiver em tratamento também deve fazer os exames necessários para diagnosticar a sífilis.
  2. Especialistas indicam o uso de preservativos para evitar a transmissão da doença, mesmo durante o tratamento.
  3. Pessoas que tiveram relações sexuais sem proteção e apresentarem algum dos sintomas característicos da sífilis devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

O teste é rápido e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos e sem a necessidade de estrutura laboratorial. Nos casos de resultado positivo, uma amostra de sangue é coletada e encaminhada para a realização de teste laboratorial para a confirmação do diagnóstico.

No entanto, para gestantes, devido ao risco de transmissão ao feto, o tratamento é iniciado com apenas um resultado positivo, sem necessidade de aguardar o segundo exame. O acompanhamento de qualidade das gestantes e parceiros(as) sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita, aquela que é transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez.

Contudo, após o nascimento, a criança deve ficar internada para uma investigação sobre possíveis complicações e ser acompanhada até os 18 meses. Sintomas Os primeiros sinais e sintomas da sífilis são pequenas feridas que surgem nos órgãos genitais e o aparecimento de ínguas nas virilhas.

Essas manifestações costumam aparecer entre 7 e 20 dias depois de uma relação sexual desprotegida com alguém infectado. As ínguas e as feridas não causam dor, não coçam, não ardem e não produzem pus. As feridas podem sumir sem deixar cicatrizes, mesmo sem tratamento. Os sintomas então desaparecem e a pessoa pensa que está curada.

A sífilis permanece, assim, adormecida durante meses ou anos, mas a bactéria continua circulando no sangue. Em um segundo momento, geralmente após meses, podem surgir manchas no tronco e extremidades do corpo (palmas das mãos e solas dos pés). Outros sintomas são queda de cabelo, perda de peso, febre, mal-estar e dor de cabeça.

Porque a sífilis pode levar à morte?

6. A sífilis pode ser mortal – Verdadeiro, Quando não diagnosticada e tratada precocemente, a sífilis evolui para formas tardias com envolvimento potencial de órgãos vitais (como o coração e o sistema nervoso central) podendo causar complicações graves e, até mesmo, a morte. A sífilis congénita pode levar à morte do feto/recém-nascido.