O Que É Felicidade? - 2024, CLT Livre

O Que É Felicidade?

O Que É Felicidade

Como definir o que é felicidade?

Segundo o dicionário, felicidade é o estado de quem é feliz, um sentimento de bem-estar e contentamento. Os filósofos associam a felicidade com o prazer, com os sentimentos e emoções. Segundo Aristóteles, a felicidade seria o equilíbrio e harmonia, e a prática do bem.

O que é ser feliz de verdade?

O que siginifica ser feliz

Incrível como todos nós almejamos a felicidade, mas o que é na verdade ser feliz? Ser feliz é acordar todos os dias e saber que se está vivo e que se tem um longo dia pela frente. Ser feliz é poder chegar à nossa casa e ter uma família para passar as poucas horas do dia que lhe sobraram. Ser feliz é ter poucos amigos, ainda que se tenham muitos colegas. Ser feliz é não ter muito e nem pouco demais, sim é ter o suficiente simplesmente para ser feliz. Ser feliz é ter coragem de chorar e compreender que na vida não se chora somente por tristeza. Ser feliz é entender que nem sempre tudo vai dar certo na nossa vida, mas que não é por isso que tudo só vai dar errado. Ser feliz é compreender que estar triste não é a mesma coisa que ser infeliz e que estar alegre não significa que se é feliz. Ser feliz é saber que ninguém é completo suficiente para ser feliz sozinho à vida toda. Ser feliz é fazer os outros felizes e sentir quão bom é fazer o bem aos outros. Ser feliz é valorizar o que se tem e não desistir de buscar o que não se tem. Ser feliz é não trocar a felicidade por momentos de alegria e enxergar o futuro ao invés de somente o presente. Ser feliz é valorizar a si mesmo e saber que exigir muito de si mesmo só nos torna infelizes. Ser feliz é ver que ainda que não estejamos bem, sempre existirão inúmeras pessoas em situação pior que a nossa. Ser feliz é, portanto, amar e ser amado, abraçar e ser abraçado, dar e receber afeto e acima de tudo, compreender que ainda que eu alistasse aqui outras mil diferentes definições, ainda assim não expressaria tudo o que é ser feliz.

: O que siginifica ser feliz

Quais são os sentimentos da felicidade?

Veja aqui quais são os diferentes tipos de felicidade, seu impacto no nosso cotidiano e como ser uma pessoa mais feliz – A felicidade é algo que as pessoas procuram encontrar, mas o que define a felicidade pode variar de uma pessoa para outra. Normalmente, a felicidade é um estado emocional caracterizado por sentimentos de alegria, satisfação, contentamento e realização.

Embora a felicidade tenha muitas definições diferentes, muitas vezes é descrita como envolvendo emoções positivas e satisfação com a vida. Quando a maioria das pessoas fala sobre o verdadeiro significado da felicidade, elas podem estar falando sobre como se sentem no momento presente ou se referindo a um sentido mais geral de como se sentem em relação à vida em geral.

Como a felicidade tende a ser um termo amplamente definido, os psicólogos e outros cientistas sociais normalmente usam o termo “bem-estar subjetivo” quando falam sobre esse estado emocional. Assim como parece, o bem-estar subjetivo tende a se concentrar nos sentimentos pessoais gerais de um indivíduo sobre sua vida no presente.

O equilíbrio das emoções : todos experimentam emoções, sentimentos e humores positivos e negativos. A felicidade geralmente está ligada a experimentar mais sentimentos positivos do que negativos; Satisfação com a vida : refere-se a quão satisfeito você se sente com diferentes áreas de sua vida, incluindo seus relacionamentos, trabalho, conquistas e outras coisas que você considera importantes.

Outra definição de felicidade vem do antigo filósofo Aristóteles, que sugeriu que a felicidade é o único desejo humano, e todos os outros desejos humanos existem como uma forma de obter a felicidade. Ele acreditava que havia quatro níveis de felicidade: felicidade de gratificação imediata, de comparação e conquista, de fazer contribuições positivas e de alcançar a realização.

O que é a felicidade para a psicologia?

Happiness: a review – CONTEXTO: A felicidade é uma emoção básica caracterizada por um estado emocional positivo, com sentimentos de bem-estar e de prazer, associados à percepção de sucesso e à compreensão coerente e lúcida do mundo. Nos últimos anos, diversos pesquisadores têm se preocupado em desvendar as relações entre felicidade e saúde mental.

OBJETIVO: Revisar criticamente a literatura científica que aborda o tema da felicidade, assim como as suas contribuições para a saúde mental e a psiquiatria. MÉTODOS: Revisão sistemática da literatura por meio do indexador MedLine, utilizando-se dos unitermos: happiness, mental health, well-being, positive psychology, resilience, optimism, gratitude, quality of life, positive emotions, personality.

RESULTADOS: Variáveis como origem, saúdes física e mental, religiosidade e determinadas características psicológicas se associam positivamente à felicidade. Não há evidências de que idade, gênero, estado civil, poder aquisitivo nem ocorrência de eventos externos (favoráveis ou não) se associem significativamente à felicidade.

CONCLUSÃO: A felicidade é um fenômeno predominantemente subjetivo, estando subordinada mais a traços psicológicos e socioculturais do que a fatores externamente determinados. A identificação desses fatores é particularmente útil na subpopulação que é mais predisposta a doenças mentais, favorecendo o desenvolvimento de abordagens preventivas, com potencial repercussão nas áreas social e ocupacional.

Felicidade; bem-estar; emoções positivas; saúde mental; psiquiatria BACKGROUND: Happiness is a basic emotion characterized by a positive emotional state, with feelings of well-being and pleasure, associated with a perception of sucess and a coherent and lucid comprehension of the world.

Recently, several researchers have been involved in the elucidation of the relationship between happiness and mental health. OBJECTIVE: Critically review the scientific literature concerning the topic happiness and its contributions to mental health and to psychiatry. METHODS: Systematic review of the literature through the MedLine database, using the uniterms: happiness, mental health, well-being, positive psychology, resilience, optimism, gratitude, quality of life, positive emotions and personality.

RESULTS: Variables such as origin, physical and mental health, religiosity and certain psychological characteristics are positively associated with happiness. There is no evidence suggesting that age, gender, marital status, wealthiness or the occurrence of external factors (favorable or not) significantly associate with happiness.

CONCLUSION: Happiness is a predominantly subjective phenomenon, subordinated to psychological and socio-cultural traits much more than to external factors. The identification of these factors is particularly useful when applied to subjects that are more predisposed to mental disorders, favoring the development of prevention approaches, which have potential repercussion in the social and occupational areas.

Happiness; well-being; positive emotions; mental health; psychiatry REVISÃO DE LITERATURA Felicidade: uma revisão Happiness: a review Renata Barboza Ferraz I ; Hermano Tavares II ; Monica L. Zilberman III I Psiquiatra e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica II Psiquiatra, professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), coordenador do Ambulatório de Jogo Patológico (AMJO) e do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP III Psiquiatra, professora da pós-graduação do Departamento de Psiquiatria da FMUSP e pesquisadora do Laboratório de Psicofarmacologia (LIM-23) da FMUSP Endereço para correspondência Endereço para correspondência: Renata Barboza Ferraz Rua Jericó, 255, conj.96 05435-040 – São Paulo, SP E-mail: [email protected] RESUMO CONTEXTO: A felicidade é uma emoção básica caracterizada por um estado emocional positivo, com sentimentos de bem-estar e de prazer, associados à percepção de sucesso e à compreensão coerente e lúcida do mundo.

  • Nos últimos anos, diversos pesquisadores têm se preocupado em desvendar as relações entre felicidade e saúde mental.
  • OBJETIVO: Revisar criticamente a literatura científica que aborda o tema da felicidade, assim como as suas contribuições para a saúde mental e a psiquiatria.
  • MÉTODOS: Revisão sistemática da literatura por meio do indexador MedLine, utilizando-se dos unitermos: happiness, mental health, well-being, positive psychology, resilience, optimism, gratitude, quality of life, positive emotions, personality.

RESULTADOS: Variáveis como origem, saúdes física e mental, religiosidade e determinadas características psicológicas se associam positivamente à felicidade. Não há evidências de que idade, gênero, estado civil, poder aquisitivo nem ocorrência de eventos externos (favoráveis ou não) se associem significativamente à felicidade.

  1. CONCLUSÃO: A felicidade é um fenômeno predominantemente subjetivo, estando subordinada mais a traços psicológicos e socioculturais do que a fatores externamente determinados.
  2. A identificação desses fatores é particularmente útil na subpopulação que é mais predisposta a doenças mentais, favorecendo o desenvolvimento de abordagens preventivas, com potencial repercussão nas áreas social e ocupacional.

Palavras-chave: Felicidade, bem-estar, emoções positivas, saúde mental, psiquiatria. ABSTRACT BACKGROUND: Happiness is a basic emotion characterized by a positive emotional state, with feelings of well-being and pleasure, associated with a perception of sucess and a coherent and lucid comprehension of the world.

Recently, several researchers have been involved in the elucidation of the relationship between happiness and mental health. OBJECTIVE: Critically review the scientific literature concerning the topic happiness and its contributions to mental health and to psychiatry. METHODS: Systematic review of the literature through the MedLine database, using the uniterms: happiness, mental health, well-being, positive psychology, resilience, optimism, gratitude, quality of life, positive emotions and personality.

RESULTS: Variables such as origin, physical and mental health, religiosity and certain psychological characteristics are positively associated with happiness. There is no evidence suggesting that age, gender, marital status, wealthiness or the occurrence of external factors (favorable or not) significantly associate with happiness.

CONCLUSION: Happiness is a predominantly subjective phenomenon, subordinated to psychological and socio-cultural traits much more than to external factors. The identification of these factors is particularly useful when applied to subjects that are more predisposed to mental disorders, favoring the development of prevention approaches, which have potential repercussion in the social and occupational areas.

Key-words: Happiness, well-being, positive emotions, mental health, psychiatry. Introdução Nos últimos anos, a Psicologia e a Psiquiatria têm se interessado pelo estudo da felicidade. Isso representa uma mudança de paradigma, já que ao longo de praticamente todo o século XX o foco dos estudos manteve-se fixo nos estados afetivos patológicos.

Uma nova área, que se denomina positive psychology (psicologia positiva), dedica-se a investigar os estados afetivos positivos, como a felicidade, o contentamento, a resiliência, o otimismo, a gratidão e a qualidade de vida, entre outros. Trabalhos dentro desse escopo têm sido freqüentemente publicados por pesquisadores norte-americanos e europeus (Diener, 1984; Csikszentmihalyi, 1990; Kahneman et al,, 2003; Peterson e Seligman, 2004).

Cloninger (2004) aponta que os psiquiatras conhecem bastante das características biomédicas das pessoas infelizes, mas quase nada a respeito das pessoas felizes. Em um artigo recente, esse autor enumera razões por que a psiquiatria tem sido bem-sucedida em diminuir o mal-estar das pessoas, mas não necessariamente em aumentar o bem-estar delas.

  1. Primeiro, o foco da psiquiatria concentrou-se nas doenças mentais, e não na compreensão e no desenvolvimento da saúde mental.
  2. Em segundo lugar, a natureza categorial das classificações habitualmente usadas em psiquiatria é empobrecedora.
  3. Tal ênfase nessa distinção categorial entre pessoas saudáveis e doentes aumenta a separação e o contraste entre elas; ao passo que o oposto – colocar em foco intervenções que cultivem a saúde mental de todos – é desestigmatizante à medida que reconhece o fato de que os indivíduos (doentes ou não) compartilham muito em comum.

Além disso, os métodos psiquiátricos de diagnóstico e tratamento requerem um treinamento prolongado para o profissional e caro para o paciente, o que limita a disponibilidade dessas intervenções a um pequeno número de indivíduos (Cloninger, 2006). Da mesma forma, Seligman e Csikszentmihalyi (2000) enfatizam que a psicologia não é só o estudo da patologia e da fraqueza, mas também o da força e da virtude.

  • Educar uma criança, por exemplo, não é “consertar” o que há de “errado” nela, e sim ser capaz de identificar e nutrir seus talentos, seus pontos fortes, suas qualidades e potencialidades, para que se ampliem e se desenvolvam.
  • Também no Brasil, estudos realizados com indivíduos saudáveis (Gorenstein et al,, 1997; 1998) vêm contribuindo para uma compreensão mais aprofundada da regulação da resposta emocional normal.

De forma geral, pesquisas têm focalizado os fatores capazes de tamponar a instalação de doenças mentais (Seligman e Csikszentmihalyi, 2000). A identificação dos fatores de promoção do bem-estar poderia ser particularmente útil à subpopulação que é mais predisposta a doenças mentais, favorecendo o desenvolvimento de abordagens preventivas, com potencial repercussão nas áreas social e ocupacional.

  1. O objetivo deste artigo é revisar criticamente as evidências científicas disponíveis sobre o estudo da felicidade, assim como suas contribuições para a saúde mental e para a psiquiatria.
  2. Método Realizou-se uma busca computadorizada pela literatura que trata da felicidade, utilizando a base de dados MedLine sem limite de tempo, com os termos de busca: “happiness” e “mental health”, o que resultou em 125 artigos.

Desses, selecionamos os trabalhos relevantes ao tema. Procuramos também os unitermos “well-being”, “positive psychology”, “resilience”, “optimism”, “gratitude”, “quality of life”, “positive emotions” e “personality”, Adicionalmente, selecionamos por busca ativa outros artigos e capítulos de livros que eram pertinentes ao tema a partir das referências bibliográficas presentes nas pesquisas encontradas.

  • Apresentaremos os resultados subdividindo-os em: (1) histórico e definições; (2) aspectos sociodemográficos e culturais; (3) aspectos psicológicos: personalidade, otimismo, resiliência, emoções positivas; e (4) avaliação e mensuração.
  • Resultados Histórico e definições Até o advento da filosofia socrática, acreditava-se que a felicidade dependia dos desígnios dos deuses.

Essa concepção religiosa da felicidade imperou durante muitos séculos e em diferentes culturas. No IV século antes de Cristo, Sócrates inaugura um paradigma a partir do qual buscar ser feliz é uma tarefa de responsabilidade do indivíduo, debatendo sobre a felicidade e pregando que a filosofia seria o caminho que conduziria a essa condição.

  1. Aristóteles continua a investigação de Sócrates, concluindo que todos os outros objetivos perseguidos pela humanidade – como a beleza, a riqueza, a saúde e o poder – eram meios de se atingir a felicidade, sendo esta última a única virtude buscada como um bem por si mesma.
  2. A partir do Iluminismo, a concepção de mundo no Ocidente começa a girar em torno da crença de que todo ser humano tem o direito de atingir a felicidade.

Na mesma linha, o ideário da Revolução Francesa estabelece que o objetivo da sociedade deve ser a obtenção da felicidade de seus cidadãos (Csikszentmihalyi, 1990; McMahon, 2006). Nos tempos atuais, a felicidade é considerada um valor tão precioso e indiscutível que, como um exemplo emblemático, podemos citar a Declaração de Independência dos EUA, que registra que “todo homem tem o direito inalienável à vida, à liberdade e à busca da felicidade” (Lunt, 2004).

Muitas são as definições de felicidade, e a maioria delas faz menção a um estado emocional positivo, com sentimentos de bem-estar e prazer. O Dicionário Houaiss da língua portuguesa (2004) define felicidade como: “1. qualidade ou estado de feliz, estado de uma consciência plenamente satisfeita, satisfação, contentamento, bem-estar; 2.

boa fortuna, sorte; 3. bom êxito, acerto, sucesso”. Ekman (1992) propõe que emoções básicas são acompanhadas por expressões faciais específicas, não importando a cultura do indivíduo, além de relacionarem-se com determinadas alterações fisiológicas e um determinado comportamento, os quais têm um paralelo demonstrável em primatas.

  • Segundo tais critérios, pode-se afirmar que a felicidade é uma emoção básica.
  • Diversos estados e experiências podem produzir felicidade.
  • Alguns exemplos são: o amor, a alegria, a saúde, a saciedade, o prazer sexual, o contentamento, a segurança e a serenidade.
  • Emoções como tristeza, medo, raiva e nojo, além de estados afetivos como ansiedade, angústia, dor e sofrimento, costumam diminuir a felicidade.

Cloninger (2004) considera que “felicidade” é a expressão que traduz a compreensão coerente e lúcida do mundo; ou seja: a felicidade autêntica requer uma maneira coerente de viver. Isso inclui todos os processos humanos que regulam os aspectos sexuais, materiais, emocionais, intelectuais e espirituais da vida.

  1. O autor acredita que tais aspectos (sexo, posses materiais, poder, relações interpessoais, entre outros) podem ser adaptativos ou não, a depender do grau de consciência que as pessoas têm de seus objetivos e valores.
  2. Afirma, ainda, que o grau de coerência dos pensamentos e relacionamentos humanos pode ser medido em termos de quanto estes seriam capazes de conduzir à harmonia e à felicidade.

Aspectos sociodemográficos e culturais Comparações feitas entre grandes amostras populacionais de diferentes países demonstram diferenças robustas e estáveis nos níveis de felicidade. Um grande estudo (Ingleman e Klingemann, 2000) realizado em países da União Européia entre os anos de 1973 e 1998 demonstrou que, ano após ano, cidadãos dinamarqueses tinham cinco vezes maior probabilidade de se declararem “muito satisfeitos” com suas vidas quando comparados a cidadãos italianos ou franceses, e doze vezes mais se comparados a portugueses.

Nações mais ricas costumam reportar índices mais elevados de felicidade em comparação a nações mais pobres (Ingleman e Klingemann, 2000). Isto é, de modo geral, indivíduos que vivem nas regiões mais ricas do globo (América do Norte, Austrália, Europa Ocidental e Japão) reportam escores de felicidade mais altos do que aqueles que vivem em regiões mais pobres (África e Ásia).

Isso, porém, não explica o caso de muitos países da América Latina, onde os índices médios de felicidade são comparáveis aos da Austrália e do Japão (Veenhoven, 1991). No campo das ciências sociais, o World Values Surveys (WVS) é a maior pesquisa internacional já realizada, abordando de forma abrangente o sistema de valores humanos em mais de 60 países.

  • O último estudo publicado, referente aos anos de 1999 a 2002, apontou que os escores mais elevados de felicidade foram encontrados, por ordem decrescente, em Porto Rico, México, Dinamarca e Colômbia.
  • O Brasil é o 32º país do ranking, e os Estados Unidos, o 15º(Inglehart et al,, 2004; World Values Survey Association, 2006).

A literatura aponta que tanto para nações quanto para indivíduos, superado um limiar de subsistência com dignidade (incluindo comida, água e saneamento básico), o aumento do poder aquisitivo não se correlaciona com um incremento significativo nos níveis de felicidade (Csikszentmihalyi, 1999; Veenhoven, 1991).

Isto foi confirmado em um trabalho de revisão publicado em 2002 por Diener e Biswas-Diener. Mais recentemente, Kahneman et al, (2006) demonstraram que pessoas com poder aquisitivo acima da média não são mais felizes do que a população geral, quando se medem experiências momento a momento. Esses indivíduos são mais tensos e não destinam mais tempo a atividades prazerosas.

Nessa linha de investigação, Diener et al, (1985a) avaliaram os níveis de felicidade, satisfação com a vida, afetos positivos e negativos reportados por uma amostra de indivíduos selecionada a partir de uma lista publicada na revista Forbes, que apontou as pessoas mais ricas dos Estados Unidos.

  1. Tal amostra relatou apenas um pequeno incremento nos níveis de bem-estar quando comparados com a média norte-americana; e 37% dos sujeitos reportaram níveis de felicidade inferiores aos da média.
  2. Não existem pesquisas científicas sobre felicidade na população brasileira, exceto os dados de pesquisas internacionais já mencionados.

Ainda dispomos de estudos mercadológicos, realizados com intenções voltadas para o jornalismo ou o marketing, porém tais pesquisas não foram incluídas nessa revisão por estarem fora dos nossos objetivos. A associação entre saúde física e felicidade também já foi bastante testada e, a esse respeito, Salovey et al,

2000) publicaram uma revisão, na qual concluem que muito mais se sabe acerca de como estados psicológicos negativos afetam a saúde física (especialmente fragilizando o sistema imunológico) do que como estados positivos podem protegê-la. Ainda assim, argumentam que substituir emoções negativas por emoções positivas pode ter efeitos terapêuticos e preventivos.

Pressman e Cohen (2005) revisaram as publicações que analisam a relação entre saúde e afetos positivos, concluindo que há evidência de menor mortalidade em populações com altos índices de afetos positivos mensurados como traço. Por outro lado, afirmam que índices excessivamente elevados de afetos positivos podem estar associados a um aumento de morbidade e mortalidade.

  1. Isso poderia ser explicado por uma tendência a subestimar riscos, diminuindo os cuidados dispensados à saúde.
  2. Quanto ao efeito da idade nos escores de felicidade, Watson (2000) observa que, embora haja a crença popular de uma típica “crise da meia-idade”, ou da “síndrome do ninho vazio” que diminuiria a felicidade em determinadas fases da vida, as pesquisas relatam uma variação muito pequena ao longo dessas etapas.

Inglehart (1990) analisou seis faixas etárias distintas (dos 15 aos 24 anos, 25 a 34, 35 a 44, 45 a 54, 55 a 64, 65 ou mais anos), obtendo níveis de satisfação com a vida virtualmente idênticos. Stock et al, (1983) conduziram uma meta-análise investigando a correlação entre idade e bem-estar e concluíram que é praticamente nula.

  1. Embora as mulheres sejam mais predispostas a transtornos ansiosos e depressivos (American Psychiatric Association, 2000), o gênero é outra característica sociodemográfica que não prediz felicidade (Watson, 2000).
  2. Haring et al,
  3. 1984) realizaram uma meta-análise composta por 146 estudos e apontam que o gênero contribuiu com menos de 1% para a variação dos índices de bem-estar reportados.

Inglehart (1990) entrevistou mais de 150 mil pessoas ao longo de 16 países, obtendo índices equivalentes de satisfação com a vida entre os dois gêneros. Isso não quer dizer que eles se comportem de maneira idêntica afetivamente, pois se sabe que as mulheres tendem a reportar índices de afetos positivos e negativos discretamente mais elevados do que os homens (Argyle, 1987; Diener, 1984; Myers e Diener, 1995).

  • Em relação ao estado civil, pesquisas indicam que o casamento tem pouca influência na felicidade.
  • Por meio de uma meta-análise de 58 estudos realizados nos Estados Unidos, Haring-Hidore et al,
  • 1985) concluíram que o efeito representado pelo casamento nos níveis de felicidade é de apenas 0,14.
  • Demo e Acock (1996) compararam mães solteiras, casadas e re-casadas e chegaram a uma conclusão semelhante.
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Lykken e Tellegen (1996) reportaram que o estado civil predisse menos de 1% da variação de felicidade em sua amostra, que era composta por gêmeos na idade adulta. Watson (2000) observa, no entanto, que entre pessoas “muito felizes”, há uma maior representação de pessoas casadas, sugerindo que a felicidade cause casamento, e não o oposto.

  • Quanto à presença de filhos, algumas pesquisas apontam que eles têm um efeito nulo ou fracamente negativo nos níveis de bem-estar (Diener, 1984).
  • Myers e Diener (1995) aferiram que os filhos tendem a funcionar como um estressor da relação conjugal, de forma que o casamento costuma melhorar quando eles passam a morar fora da casa dos pais.

Ainda em relação a aspectos sociodemográficos e culturais, Diener et al, (1995) concluíram que a atratividade física foi responsável por uma variância pequena nos níveis de satisfação com a vida, afetos positivos e negativos de sua amostra, composta por jovens estudantes.

  1. De maneira análoga, Satterfield (2001) aferiu uma correlação fracamente positiva entre felicidade e aparência física.
  2. Um fator que está moderadamente associado a maiores índices de felicidade é o comprometimento com a fé, seja por meio da religiosidade, seja por meio da espiritualidade.
  3. Enquanto a religiosidade pressupõe um sistema organizado de crenças e de práticas ritualísticas, a espiritualidade consiste numa busca pelo significado da vida e pelo estabelecimento de uma relação com o sagrado e o transcendental, sem necessariamente passar pelo desenvolvimento de práticas religiosas ou da participação numa comunidade.

As pesquisas atestam que pessoas que se descrevem como religiosas ou espiritualistas tendem a reportar maiores índices de felicidade e satisfação com a vida (Argyle, 1987; Myers e Diener, 1995; Moreira-Almeida et al,, 2006). Além disso, tais indivíduos parecem lidar melhor com eventos adversos que ocorram no curso de suas vidas, como desemprego, doenças ou luto (McIntosh et al., 1993).

  • Acredita-se que existam pelo menos dois motivos que explicariam essa associação.
  • Primeiro: a espiritualidade provê um sentido e um propósito para as vidas das pessoas, respondendo a uma série de questionamentos existenciais que comumente levam à angústia e à infelicidade.
  • O segundo motivo é que, ao participarem de ritos em que há uma congregação de fiéis, os religiosos tendem a sentir-se menos solitários, e talvez por isso mais felizes (Watson, 2000).

Moreira-Almeida et al, (2006), em artigo que inclui dados a respeito da população brasileira, revisaram mais de 800 pesquisas que enfocaram a relação entre saúde mental e religiosidade. Concluíram que há evidência suficiente para se afirmar que o envolvimento religioso habitualmente se associa à melhor saúde mental (conforme aferido por indicadores de bem-estar psicológico, tais como: satisfação com a vida, felicidade, afeto positivo e moral mais elevado) e a menor índice de transtornos psiquiátricos (menores índices de depressão, pensamentos e comportamentos suicidas e uso/abuso de álcool/drogas).

  • Esses achados foram replicados em diferentes culturas e religiões (Shapiro, 1994; Levin et al,, 1996; Levin e Chatters, 1998; Levin et al,, 2005).
  • Os índices de felicidade costumam ser relativamente estáveis ao longo do tempo na vida de cada indivíduo, dependendo menos de eventos externos do que se imagina.

Mesmo eventos dramáticos ou extraordinários – como uma lesão medular causando tetraplegia, ou ganhar um prêmio de loteria – não influem tanto nos níveis de felicidade reportados a longo prazo, como demonstraram Brickman et al, (1978) em um artigo que se tornou histórico.

Esse trabalho conclui que as pessoas reagem intensamente a eventos bons ou ruins, porém tendem a adaptar-se a estes rapidamente, voltando para um nível de felicidade relativamente estável e semelhante ao que era previamente. Aspectos psicológicos Diener e Seligman (2002) realizaram uma pesquisa com 222 estudantes universitários utilizando diferentes escalas de felicidade, algumas de autopreenchimento e outras preenchidas por colegas, de modo a comparar os 10% mais felizes com a média e com o grupo de pessoas mais infelizes dentro dessa amostra.

Esse foi o primeiro estudo de pessoas “muito felizes” na literatura, observando que tais indivíduos eram muito sociáveis, além de reportar relacionamentos românticos e interpessoais mais fortalecidos do que os grupos menos felizes. Quanto à personalidade, os “muito felizes” tinham maior porcentagem de traços como extroversão, afabilidade, além de terem um menor índice de neuroticismo e menores escores de psicopatologia em diferentes escalas.

  1. Por outro lado, não observaram diferenças em relação a atividade física, envolvimento em atividades religiosas ou ocorrência de eventos positivos entre os grupos.
  2. Os autores concluíram que, isoladamente, nenhuma das variáveis testadas foi suficiente para a felicidade, mas que ter boas relações sociais foi necessário.

Membros do grupo de pessoas mais felizes relatavam sentimentos positivos – mas não de euforia – a maior parte do tempo, além de humores negativos ocasionalmente. Os estudos que avaliam a correlação entre personalidade e felicidade comprovam que traços como extroversão e auto-estima estão relacionados com maiores índices de felicidade, enquanto neuroticismo associa-se a níveis menores (Diener et al,, 2003).

  1. Tellegen et al,
  2. 1988) estudaram gêmeos separados ao nascimento, concluindo que metade da variância do bem-estar subjetivo era explicada por fatores herdados geneticamente, como o temperamento.
  3. Cloninger (2006) aponta que, se dinheiro, poder e fama não ajudam as pessoas a serem mais felizes, o desenvolvimento do caráter pode fazê-lo.

Apresenta evidências demonstrando que altos níveis dos componentes do caráter (autodirecionamento, cooperatividade e autotranscendência) correlacionam-se com maior freqüência de emoções positivas e menor freqüência de emoções negativas. Ainda a respeito do caráter na composição da personalidade, um conceito bastante estudado por autores da psicologia positiva nos Estados Unidos é a autodeterminação.

  • Isto pode relacionar-se ao fato de a cultura norte-americana valorizar muito a autonomia, a liberdade e a autodeterminação humanas.
  • Ryan e Deci (2000) discutem essa questão e acreditam que o desenvolvimento social e o bem-estar subjetivo de um indivíduo estariam otimizados quando houvesse o cumprimento de três necessidades humanas fundamentais: (1) a necessidade de competência; (2) a necessidade de pertencimento; (3) a necessidade de autonomia.

Segundo os autores, pessoas nessas condições estariam internamente motivadas, sendo capazes de expressar suas potencialidades e de perseguir desafios progressivamente maiores. Satterfield (2001) observa que valores yuppies – como dar maior ênfase ao dinheiro e ao sucesso profissional do que ter amigos íntimos ou um bom casamento – estão intensamente associados a menores índices de felicidade, enquanto Larson (2000) sugere que o tédio, a alienação e a falta de conexão com atividades e valores levam crianças e adolescentes a níveis de infelicidade preocupantes, e que, nesse sentido, o envolvimento com esportes e artes poderia ajudar a motivá-los e envolvê-los em atividades capazes de trazer maior satisfação.

  • Csikszentmihalyi estuda a felicidade há cerca de 35 anos, tendo criado o conceito de flow,
  • O termo ainda não foi padronizado na língua portuguesa, mas a própria palavra “fluxo” expressa o significado conceitual que o autor propôs: um estado mental operacional em que o indivíduo está completamente imerso e concentrado no que está fazendo, sendo bem-sucedido na atividade e derivando dela um grande prazer.

Construiu esse conceito por meio de um grande número de entrevistas qualitativas nas quais as “pessoas felizes” relatavam suas percepções e experiências. O autor acredita que o fluxo é uma forma do que denominou optimal experience, isto é, uma vivência de funcionamento mental e psicológico ótimo (Csikszentmihalyi, 1990).

Vaillant (2000) investigou a felicidade enquanto traço, estudando três grandes amostras de adultos ao longo de várias décadas. Criou uma “escala de funcionamento defensivo”, capaz de mensurar diferentes defesas psicológicas, concluindo que o desenvolvimento do que chama de “defesas da maturidade” – como o altruísmo, a sublimação, o humor e a antecipação – tem um grande papel na manutenção de uma vida plena de alegria e de sucesso.

Outro aspecto discutido pela literatura é a relação entre felicidade e psicopatologia. Watson (2000) pontua que altos índices de afetos negativos estão amplamente associados com psicopatologia de diferentes tipos, constituindo-se como um fator de suscetibilidade inespecífico.

  • Baixos índices de afetos positivos, por sua vez, parecem estar relacionados com transtornos do humor, particularmente a depressão melancólica (Watson, 2000).
  • Otimismo e resiliência As pesquisas têm demonstrado que a relação entre eventos externos e o bem-estar gerado por estes é pequena (Brickman et al,, 1978; Scheier et al,, 1986; Scheier et al,, 2001; Kahneman et al,, 2006).

Isto é, semelhante ao que diziam filósofos da Antigüidade, como Demócrito e Epiteto, não é o que acontece com o indivíduo que pode deixá-lo feliz, mas a maneira como ele interpreta esses acontecimentos. Um dos traços que medeia a interpretação da realidade pelo indivíduo é o otimismo.

  1. Seligman e Csikszentmihalyi (2000) apontam que podemos nos referir desde a um otimismo circunstancial (“Hoje vou achar uma boa vaga para estacionar meu carro”) até um otimismo mais generalizado (“A humanidade está evoluindo inequivocamente para melhor”).
  2. A relação entre a felicidade e esse segundo tipo de otimismo, como traço, é especialmente estudada pela psicologia positiva.

Tais pesquisadores acreditam que é o otimismo que leva ao sucesso, e não o oposto. Peterson (2000) considera que o otimismo tem componentes cognitivos, emocionais e motivacionais. Observa que pessoas que tendem a explicar eventos negativos como externos à sua pessoa (“não é minha culpa”), instáveis (“não acontecerá novamente”) e específicos (“isso se aplica apenas a esse evento”) geralmente têm melhor humor, mais motivação, mais perseverança, além de alcançarem maior sucesso e experimentarem melhores condições de saúde física.

Taylor et al, (2000) realizaram um estudo que concluiu que ter crenças otimistas acerca do futuro pode proteger contra o agravamento de determinadas doenças. De fato, esses resultados mostram que pacientes portadores de Aids que se mantêm otimistas (mesmo que contra os dados de realidade) sobrevivem mais tempo do que os que têm uma visão mais objetiva e realista em relação à sua saúde.

Os pesquisadores explicam que o efeito positivo do otimismo seria intermediado primordialmente por mecanismos cognitivos: um paciente otimista tem maior probabilidade de aderir a hábitos que promovam sua saúde, além de estar mais motivado, investindo ativamente no seu tratamento.

Além disso, sabe-se que uma atitude otimista costuma estimular mais a rede de suporte social adjacente ao doente, o qual pode ficar mais bem amparado para enfrentar as adversidades. Existem pesquisas que demonstram uma relação do otimismo com: (1) aumento no bem-estar subjetivo (Scheier et al,, 1989; Khoo e Bishop, 1997); (2) elevação da auto-estima (Dunn, 1996); (3) baixo índice de depressão (Carver e Gaines, 1987; Marshall e Lang, 1990); (4) baixo índice de emoções negativas (Curbow et al,, 1993; King et al,, 1998); (5) alto índice de satisfação com a vida (Chang, 1998); (6) boa saúde (Scheier et al,, 1999); (7) menor taxa de mortalidade associada a câncer (Schulz et al,, 1996); e (8) melhor qualidade de vida (Wrosch e Scheier, 2003).

Outra linha de investigação pesquisa questões ligadas à resiliência. Tal conceito refere-se à capacidade de o indivíduo enfrentar e vencer situações adversas, saindo fortalecido e transformado dessas experiências. Luthar et al, (2000) definem resiliência como “um processo dinâmico que tem como resultado a adaptação positiva em contextos de grande adversidade”.

A resiliência é estudada especialmente nas crianças, sendo considerada por Grotberg (2005) como uma característica da saúde mental. O trabalho de Werner e Smith (1992) representou um marco na estruturação do conceito. As autoras realizaram um estudo longitudinal no Havaí, acompanhando por mais de 30 anos a vida de cerca de 500 pessoas, do período pré-natal à idade adulta.

Muitos desses sujeitos acabaram sendo submetidos a situações de grande estresse, tais como: condições de pobreza extrema, dissolução da rede familiar, alcoolismo, situações de abuso e de fome. Apesar disso, uma parte deles foi capaz de superar as dificuldades, saindo fortalecida das adversidades.

As autoras assinalaram que, mais do que portadores de uma condição genética especial ou de condições cognitivas privilegiadas, os resilientes tiveram o apoio irrestrito de algum adulto significativo, familiar ou não, durante o seu desenvolvimento (Werner e Smith, 1992). Vaillant e Davis (2000), também por meio de um estudo longitudinal, concluem que a resiliência não se relaciona com a inteligência nem a classe socioeconômica.

Kaplan (1999) e Infante (2005) afirmam a existência de duas gerações de pesquisadores em resiliência. A primeira geração, iniciada na década de 1970, concentrou-se na investigação de fatores protetores que operam na adaptação positiva a situações adversas, como a auto-estima e a autonomia (Werner e Smith, 1992; Kaplan, 1999), mais tarde ampliando o foco para a investigação de fatores externos ao indivíduo (nível socioeconômico, estrutura familiar, presença de um adulto próximo).

Esse grupo se identificou com um modelo triádico que se apóia: (1) nos atributos individuais da pessoa resiliente; (2) nos aspectos familiares; e (3) nas características sociais circundantes. A partir da década de 1990, uma segunda geração retomou o interesse inicial em estudar aspectos individuais dos resilientes.

Rutter (1987) propôs o conceito de mecanismos protetores, enquanto Grotberg (1999) formulou o conceito que dá base ao Projeto Internacional de Resiliência, postulando que tal atributo requer a interação de recursos advindos de três níveis: (1) suporte social (o que denominou “eu tenho”); (2) habilidades (“eu posso”); e (3) força interna (“eu sou”).

  • Um outro aspecto psicológico que está relacionado com índices mais elevados de felicidade é a gratidão.
  • Estudos demonstram que pessoas que reportam uma freqüência aumentada desse sentimento têm maiores índices de afetos positivos, bem-estar e felicidade (McCullough et al,, 2002; Emmons e McCullough, 2003; McCullough et al,, 2004).

Emoções positivas Watson (2000) considera que as emoções positivas são tanto causa como conseqüência da felicidade. Huppert e Whittington (2003) aferiram que o “bem-estar positivo” e o “bem-estar negativo” são variáveis independentes, isto é, podem não se encontrar em oposição.

Assim, pode-se estar imerso num estado neutro, não sentindo particularmente bem nem mal-estar, assim como experimentar emoções positivas e negativas concomitantemente. Tais autores apontam que morbidade e mortalidade estão mais intensamente associadas à ausência de emoções positivas do que à presença de emoções negativas.

Larsen e Diener (1992) descrevem estados afetivos agradáveis associados a baixo e a alto nível de excitação autonômica, ou seja, dois tipos de felicidade: uma excitada (com sensações de êxito, surpresa, júbilo) e outra relaxada (paz de espírito, serenidade, saciedade).

  • Diener (2000) observa que as pessoas mais felizes reportam maior freqüência de afetos positivos, mas não maior intensidade.
  • Assim, afirma que buscar sentimentos de êxtase relacionados a novos acontecimentos (por exemplo: na carreira ou nas relações amorosas) conduz muito mais para a decepção do que para a felicidade.

Avaliação e mensuração da felicidade A seguir, relacionamos as escalas e os questionários para avaliação de felicidade e de bem-estar subjetivo disponíveis na literatura. A Satisfaction with Life Scale (SWLS) (Diener et al,, 1985b) verifica o julgamento pessoal do indivíduo sobre sua qualidade de vida.

Trata-se de um instrumento unidimensional de cinco itens com respostas entre um (“discordo fortemente”) e sete (“concordo fortemente”), totalizando escore mínimo de cinco (menor satisfação) e máximo de 35 (maior satisfação). Sua consistência interna é boa (alfa = 0,87) e a confiabilidade teste-reteste após dois meses é de 0,82.

O Oxford Happiness Inventory (OHI) (Argyle et al,, 1989) é um questionário de 29 itens que avalia as causas psicológicas gerais da felicidade, incluindo realização, satisfação, vigor e saúde. Sua confiabilidade teste-reteste é de 0,78 e o alfa é de 0,93.

A Subjective Happiness Scale (SHS) (Lyubomirsky e Lepper, 1999) é um índice de felicidade subjetiva que compreende quatro itens. A média das respostas compõe um escore composto que varia de 1 a 7. A SHS apresenta consistência interna elevada (alfa entre 0,85 e 0,95 em diferentes estudos), estrutura unitária, boa confiabilidade teste-reteste (entre 0,71 e 0,90) e boa correlação com a avaliação de informantes (r = 0,65).

Sua validade construtiva foi examinada em diversos estudos, apresentando boa correlação com a SWLS (entre 0,61 e 0,69). Outro instrumento bastante utilizado é a PANAS-X (Positive and Negative Affect Schedule-expanded form (Watson e Clark, 1991), que é a versão expandida da PANAS (Watson et al,, 1988).

  • Esse questionário de auto-avaliação é composto por 60 palavras que descrevem sentimentos que devem ser respondidos de acordo com uma escala de cinco pontos: “muito pouco ou nada”, “um pouco”, “moderadamente”, “muito” e “excessivamente”, permitindo o uso como medida de estado ou de traço.
  • A PANAS-X baseia-se em dois amplos fatores gerais: afeto positivo (jovialidade, autoconfiança, atenção, surpresa, serenidade) e afeto negativo (medo, tristeza, culpa, hostilidade, timidez, cansaço e surpresa).

A Depression-Happiness Scale é um instrumento unidimensional de estrutura bipolar, em que um pólo é representado pela felicidade e o outro, pela depressão. Apresenta boa correlação com o Beck Depression Inventory e o Oxford Happiness Inventory, sendo uma escala de autopreenchimento composta por 25 itens (Joseph e Lewis, 1998).

Anos depois, Joseph et al, (2004) desenvolveram a Short Depression-Happiness Scale, composta por seis itens e mantendo boas propriedades psicométricas de consistência interna, confiabilidade teste-reteste e validade discriminante. Discussão Sabemos que a ausência de transtornos mentais não é o suficiente para que o indivíduo floresça, para que tenha uma percepção de sua existência como feliz ou plena de sentido.

A felicidade é uma condição que difere qualitativamente da ausência de infelicidade. Observamos que grande parte das publicações não utiliza a denominação “felicidade”, mas o termo “bem-estar subjetivo” (Scheier et al,, 1989; Khoo e Bishop, 1997; Ryan e Deci, 2000; Scheier et al,, 2001; Diener e Biswas-Diener, 2002; Cloninger, 2004).

  • Isto deriva da dificuldade em abordar-se diretamente a felicidade, de modo que muitos pesquisadores preferem mensurar o bem-estar subjetivo relatado pelas pessoas felizes.
  • Essa revisão evidencia que a felicidade tem sido abordada por diversos prismas, configurando modelos teóricos que se complementam.

Cloninger (2006) acredita que a dissociação entre os tratamentos psiquiátricos e a espiritualidade seja um viés que distancia a psiquiatria de um dos métodos mais baratos e poderosos de aumentar o bem-estar das pessoas. Schwartz (2000) discute a “tirania da liberdade”, isto é, os perigos do excesso de autonomia, considerando que a ênfase que os Estados Unidos colocam na autodeterminação tornou-se exagerada, podendo levar à insatisfação e à depressão.

  • Acredita que uma tarefa importante para a psicologia norte-americana seja corrigir essa distorção, buscando valores culturais que possam conduzir à satisfação e à atribuição de um significado positivo à existência.
  • O modelo de resiliência é dinâmico, já que prega que pode ser desenvolvida por meio de intervenções educacionais, familiares e sociais.

Assim, dá suporte a projetos de prevenção e promoção de saúde. Csikszentmihalyi (1990) observa que, em relação aos gregos de 2.400 anos atrás, embora sejamos muito mais saudáveis, tenhamos uma expectativa de vida muito maior, vivamos cercados de muito mais conforto e tecnologia e tenhamos acesso a um conhecimento científico muito superior, não sabemos muito mais a respeito da felicidade.

O autor observa que é freqüente, nos dias de hoje, que as pessoas sintam que suas vidas estão sendo desperdiçadas e que, em vez de felicidade, elas estejam repletas de tédio, ansiedade e insatisfação. Isso não é de se espantar, já que os valores contemporâneos de grande parte do mundo ocidental apontam para a crença de que seremos mais felizes se formos mais ricos, nos vestirmos na moda, consumirmos determinados produtos e tivermos determinada aparência física.

Todas essas afirmativas têm sido repetidamente refutadas por estudos científicos, o que nos leva a considerar que tal sistema de valores é ineficaz na busca da felicidade. A maioria dos aspectos relacionados à felicidade é de cunho psíquico (personalidade, otimismo, resiliência, gratidão, presença de altos escores de emoções positivas).

  • É possível que alguns dos aspectos socioculturais associados, como a religiosidade, operem pelo menos em parte mediados por questões emocionais.
  • Conclusões Conclui-se que a felicidade é um fenômeno predominantemente subjetivo, estando subordinada mais a traços de temperamento e postura perante a vida do que a fatores externamente determinados.

Isto coloca a questão da felicidade dentro dos campos da Psiquiatria e da Psicologia, os quais vêm ampliando seus horizontes para além do mero alívio dos sintomas mentais. Porém, essa expansão ainda é incipiente, particularmente no que se refere a estudos em nosso meio, até o momento inexistentes.

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Qual é a diferença entre alegria e felicidade?

S entir alegria não quer dizer necessariamente que você é uma pessoa feliz. Já reparou na diferença entre as palavras alegria e felicidade? Se não, é hora de repensar. Esse entendimento pode ser determinante em sua vida. Segundo o dicionário, alegria é:

Manifestação de contentamento e júbilo.

Já felicidade é descrita como:

Concurso de circunstâncias que causam ventura. Estado da pessoa feliz.

Percebeu a distinção? Enquanto alegria é um sentimento momentâneo de contentamento, felicidade é um estado de espírito constante construído por atitudes. Nem sempre o que nos causa alegria também trará felicidade a longo prazo. A busca por alegrias passageiras pode estar te distanciando de ser uma pessoa realmente feliz. Como um instante de alegria pode nos impedir de ser felizes? Para Daniel Franco, empreendedor do DeRose Method, buscar sensações prazerosas muitas vezes faz com que o indivíduo desrespeite seus valores pessoais, o que o torna infeliz, perdido e até viciado em prazer. “Felicidade é algo que se constrói pouco a pouco, com base nas decisões que tomamos e seus desdobramentos. É o pano de fundo do nosso dia a dia. É viver com a consciência tranquila”, esclarece Daniel. Busca por felicidade Proposta de reeducação comportamental que desenvolve a alta performance e melhora a qualidade de vida é o mote do Método DeRose. Técnicas e conceitos auxiliam os adeptos a procurar pela verdadeira felicidade por meio de uma boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação, boa forma, bom ambiente e bons ideais. Leia também: >Repensar é evoluir: o que você faz hoje pode ser ainda melhor >Você sabe a diferença entre trabalho e emprego? Daniel explica que o método DeRose não se opõe de forma alguma às alegrias da vida, mas é preciso ficar atento para que o que gera prazer esteja coerente com o que é importante para nossa essência e entender que nem tudo na vida é alegria, mas de tudo pode-se tirar o necessário para ser feliz: “Trata-se da arte de extrair algo bom de tudo o que nos acontece, incluindo as experiências negativas, que têm o potencial de nos fazer crescer e nos transformar em pessoas melhores.” Agora que você já sabe a diferença entre alegria e felicidade, é hora de colocar em prática o que aprendeu. Mantenha-se atento quanto às alegrias momentâneas e trace seu caminho rumo à verdadeira felicidade. Repense suas atitudes e seja feliz!

Como identificar a felicidade em nossa vida?

Afinal, o que é felicidade? – Embora existam muitas definições para o que é felicidade, pode-se afirmar que se trata de um estado emocional constituído por sentimentos de satisfação, contentamento e realização. Muitos cientistas sociais e psicológicos atribuem a felicidade principalmente a dois elementos: o equilíbrio emocional e os níveis de satisfação,

O primeiro diz respeito à quantidade de emoções e humores positivos vivenciados por uma pessoa. Já o segundo refere-se à quão satisfeita essa pessoa se encontra com a sua vida. É verdade que experimentamos uma variedade de emoções. Às vezes, passamos por expressivas oscilações de humor em um único dia.

Dependendo do momento atual e da qualidade da nossa vivência, vivenciamos mais ou menos emoções agradáveis. As pessoas expressam felicidade quando se sentem bem consigo mesmas, recordam de momentos bons, passam tempo com indivíduos amados, fazem o que gostam e imaginam possibilidades positivas para o futuro.

  • Ser feliz também está associado à percepção geral sobre a vida.
  • Se ela é otimista, é provável que mais sentimentos e emoções boas sejam experimentados no dia a dia.
  • Em compensação, quem vê a vida como um estorvo, tende a estar rodeado de emoções ruins.
  • A raiva, tristeza e angústia são expressões claras de infelicidade.

Ao tomar ciência tanto das emoções predominantes em seu dia a dia quanto das suas impressões sobre viver e estar vivo é possível identificar se de fato sabe o que é felicidade para você.

O que causa a falta de felicidade?

Então o que nos faz sentir mal? – As chamadas doenças psicológicas, ou seja, estados mentais que nos perturbam e condicionam o nosso bem-estar. Estas doenças não são de origem física, são sim de origem emocional. Nascem na sequência de experiências de vida, da forma como pensamos e como reagimos às dificuldades do dia-a-dia. As doenças psicológicas que mais causam infelicidade são:

DepressãoAnsiedade generalizadaTimidez ou fobia socialPerturbação Obsessiva CompulsivaCompulsão alimentar e de drogasAnorexiaAtaques de pânicoHipocondriaInsóniasCiúmes patológicosDisfunções sexuaisFobias

Todos estes estados psicológicos são causados por experiências fortes, ou mesmo traumáticas, de difícil gestão emocional, condicionando quem as vive, limitando, em grande medida, a sua felicidade e bem-estar. Sim, é possível tratar estas doenças psicológicas.

  • Cada uma destas doenças psicológicas tem um padrão mental e, percebendo-o, é possível quebrá-lo de uma forma rápida e assertiva.
  • A Psicoterapia HBM, com o seu mapa da mente, compreende esses padrões mentais que originam a infelicidade e utiliza técnicas psicológicas de alto impacto emocional para os conseguir quebrar.

Existe um padrão para a infelicidade e é possível quebrá-lo.

O que Freud pensa sobre felicidade?

Para o autor, a felicidade, tal como é comumente concebida pelos homens, significa obtenção de prazer. Por ser determinada pelo programa do princípio de prazer, passa a denotar, além de obtenção de prazer, evitação de desprazer.

O que Freud falava sobre a felicidade?

Freud e a busca pela felicidade Sigmund Freud (1856-1939), em seu opúsculo “O Mal Estar na Civilização”, afirma que o homem anseia pela felicidade e que esta advém da satisfação de prazeres. Essas buscas pelas coisas que nos fazem bem provêm da satisfação (de preferência repentina) de necessidades represadas em alto grau.

Ganhar na mega-sena será diferente para um endividado ou um milionário. O enfermo anseia por algo que uma pessoa saudável nem pensa. Tornarmo-nos pessoas felizes é um impositivo do princípio do prazer que trazemos desde a origem e para o “pai” da psicanálise, isso não pode ser plenamente realizado. Mas nem por isso devemos deixar de empreender esforços para nos aproximarmos ao máximo desse objetivo.

Uma situação de júbilo, inicialmente intenso (tal como o sucesso numa árdua e arrebatadora conquista amorosa) pode até se prolongar, mas, após certo tempo, ela produz somente um sentimento de contentamento. A felicidade e o prazer proporcionados por tantos bens de consumo se esvaem tão logo o adquirimos: “Somos feitos de modo a só podermos derivar prazer intenso de um contraste, e muito pouco de um determinado estado de coisas”.

Embora sejam diversos os meios para alcançarmos a felicidade, é ainda mais fácil experimentarmos a infelicidade. Significativas fontes de sofrimento são: a) testemunhar a irreversível decrepitude e a certeza da mortalidade de nosso corpo; b) ameaças do próprio mundo externo, cuja destruição, seja fruto do poder superior da natureza ou da violência de nossos semelhantes sempre nos assombram e, c) a maçante tarefa de nos relacionarmos com os outros, no seio da família, em sociedade e no Estado.

As “lamparinas do juízo” nos forçam a reconhecer essa impotência: não há muito a fazer em relação às duas primeiras fontes de angústia. Só nos resta à sensatez de nos submetermos ao inevitável: “Nunca dominaremos completamente a natureza, e o nosso organismo corporal, ele mesmo parte dessa natureza, permanecerá sempre como uma estrutura passageira, com limitada capacidade de adaptação e realização”.

  • Conviver pode ser complicado e nisso talvez consista a maior fonte de infelicidade (lembremo-nos do nosso artigo já publicado aqui, “Sartre – O inferno são os outros”).
  • Freud diz que não é de admirar que os homens tenham se acostumado a moderar suas reivindicações de felicidade: “Na verdade, o próprio princípio do prazer, sob a influência do mundo externo, se transformou no mais modesto princípio de realidade”.

Assim, um indivíduo pode pensar ser feliz, simplesmente porque sobreviveu ao pior. Espanta-nos a resignação de tantos desafortunados que, habituados à luta de evitar ainda mais sofrimentos, não priorizam obtenção do prazer. (Mal) disfarçadamente, se comprazem ao relatar um caso de pandemia, duma falência, da queda de um avião e proferem de cor a máxima: “antes pobre com saúde.”.

Desconfiados, ao se depararem com um rico saudável, sentenciam: não deve ser feliz! Evita-se sofrimento mantendo distância das pessoas, se isolando. Mas a felicidade passível de ser alcançada assim é apenas a da quietude. Não convivem. Freud aponta o que considera mais plausível: “tornar-se membro da comunidade humana e, com o auxílio de uma técnica orientada pela ciência, passar para o ataque à natureza e sujeitá-la à vontade humana”.

Eis a razão pela qual a civilização tanto dignifica o trabalho: estamos com todos, para o bem de todos. Considerando que o sofrimento é sensação e que ele só existe na medida em que o sentimos, o estudioso da psyché (alma) verifica como o uso de prazerosas substâncias que alteram a percepção (álcool ou outro tipo de droga) pode constituir um “amortecedor de preocupações”, um precursor de felicidade.

  1. É justamente por deter qualidades tão apreciáveis que o uso desmedido de psicotrópicos é perigoso e capaz de causar grandes danos à humanidade, pois desperdiçam energia que poderia ser “empregada para o aperfeiçoamento do destino humano” (confira meu vídeo sobre esse tema em ).
  2. Eficazes no combate à contrariedade da satisfação dos instintos estão os “agentes psíquicos superiores, que se sujeitaram ao princípio da realidade”.

Dessa forma, o ego, através da sublimação, sujeita os desejos irrefreáveis, doma os instintos mais selvagens, a agressividade e a tendência à barbárie. Exemplos desses “agentes psíquicos superiores”, ordenadores, são as leis, os direitos e deveres, o respeito à ordem e a consideração aos nossos semelhantes.

Trabalhar faz bem: “a alegria do artista em criar ou a do cientista em solucionar problemas ou descobrir verdades, possui uma qualidade especial”. Para Freud: “Obtém-se o máximo quando se consegue intensificar suficientemente a produção de prazer a partir das fontes do trabalho psíquico e intelectual”, que considera “mais refinadas e mais altas”.

Infelizmente, diferente da satisfação de nossos impulsos mais primitivos e grosseiros, essa salutar felicidade pela realização de um trabalho é acessível a poucas pessoas: “pressupõe a posse de dotes e disposições especiais que, para qualquer fim prático, estão longe de ser comuns”.

São àqueles que não trabalham somente pela remuneração. Mesmo um trabalho profundamente gratificante não garante proteção contra as vicissitudes inerentes à vida; e é impossível que, dessa forma, alguém consiga se precaver contra toda forma de sofrimento. Mas ao nos orientarmos para uma espécie de “vida interior”, buscando alento em nossos processos psíquicos internos, intentamos nos tornar independentes, ao máximo possível, das pressões do mundo externo.

Outra forma de felicidade é a que nos proporciona o fruir das ilusões. A beleza é uma promessa de felicidade e a civilização não pode dispensá-la. Quando, em lazer, contemplamos alguma obra de arte (música, literatura, cinema, teatro, shows, exposições, parques e mares), experimentamos uma “suave narcose”.

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Mas embora isso nos afaste momentaneamente dos problemas, não é forte e constante o suficiente para nos fazer esquecer as preocupações reais. Dentre os perigos de não se aceitar a realidade, rompendo as relações com ela, está o de nos tornarmos loucos. Assim, na busca cega pela felicidade, rejeitamos a realidade, recriamo-la a nosso gosto, eliminando seus aspectos mais insuportáveis.

É certo que, em algum grau e sob algum determinado aspecto de nossa vida, agimos como o paranóico que “corrige algum aspecto do mundo que lhe é insuportável pela elaboração de um desejo e introduz esse delírio na realidade”. A linha que separa a atitude de quem vê o mundo através de lentes cor-de-rosa da de um ‘louco’ é tênue.

O louco é “alguém que (na maioria das vezes) não encontra ninguém para ajudá-lo a tornar real o seu delírio”. Talvez seja por isso que hoje em dia, com a adesão de muitos, inúmeros absurdos nem sejam mais considerados “coisas de louco”. Freud aponta a religião como um típico exemplo de como a loucura pode ser legitimada, bastando ser compartilhada, por um número significativo de pessoas.

Intenta-se obter uma certeza de felicidade e uma proteção contra o sofrimento através de um remodelamento delirante da realidade. A religião, para ele, restringe o jogo de escolha e adaptação, pois impõe, igualmente para todos, como sendo o caminho certo e seguro, tanto para a felicidade quanto como proteção para todo e qualquer sofrimento: “Sua técnica consiste em depreciar o valor da vida e deformar o quadro do mundo real de maneira delirante – maneira que pressupõe uma intimidação da inteligência.

  • A esse preço, por fixá-las à força num estado de infantilismo psicológico e por arrastá-las a um delírio de massa, a religião consegue poupar a muitas pessoas uma neurose individual”.
  • O fervor da fé, presente no coração de uma pessoa extremamente religiosa pode poupá-la da dor e do sofrimento? Quando um crente/temente, acometido por alguma desgraça se vê obrigado a creditar a causa de sua angústia e desespero a algum insondável “desígnio” de Deus, nada mais faz senão admitir que tudo o que lhe restou de consolo foi essa sua submissão incondicional ao imponderável.

Para o psicanalista, se o ser humano estiver lucidamente cônscio de que é passível de vir a se deparar com essas adversidades, pode muito bem dispensar fundamentalismos. Amar e ser amado! O amor também é um caminho para a felicidade. Mas, dentre os perigos do amor, está a vulnerabilidade à qual nos sujeitamos: podemos perder nosso objeto de amor ou o sentimento de amor que o amado nutre por nós pode acabar.

  1. Mesmo assim: “Há porventura, algo mais natural do que persistirmos na busca da felicidade do modo como a encontramos pela primeira vez?” indaga o analista da psyché,
  2. É ilusão imaginarmos que tenhamos tudo o que desejamos: “A felicidade, no reduzido sentido em que a reconhecemos como possível, constitui um problema da economia da libido do indivíduo”.

Resta descobrir, por nós mesmos, de que modo podemos ser felizes, ponderando sobre quanto de satisfação real podemos esperar do mundo exterior, quanta força dispomos para alterar o mundo que nos cerca a fim de adaptá-lo aos nossos desejos e também de adequar nossos desejos a ele.

  • Nessa empreitada, ainda mais relevante que as circunstâncias externas, será nossa constituição psíquica.
  • Embora sejamos multifacetados (e estejamos sempre em mudança ao longo da vida), o indivíduo predominante erótico, por exemplo, priorizará seus relacionamentos emocionais.
  • Os narcisistas, solitária e auto-suficientes, encontrarão mais satisfação em seus processos mentais internos.

Não por acaso, quase sempre são muitíssimo bem sucedidos profissionalmente. Já o homem de ação, indômito, jamais abandonará o mundo externo, palco ideal para por em teste suas forças. Freud nos ensina que, assim como um negociante cauteloso não cometeria a insensatez de empregar todo seu capital somente num tipo de negócio, a própria sabedoria popular nos alerta a não depositar nossa expectativa de felicidade e de satisfação numa única aspiração.

  • Embora assegure que “Não existe regra de ouro que se aplique a todos”, alguns caminhos nos levam à felicidade.
  • Acalentemos um amor, zelemos pela família, ocupemo-nos com prazer, apreciemos (com moderação!) as “suaves narcoses”, cultivemos sinceras amizades e, para que não sejamos dilacerados, resignemo-nos ao inescrutável propósito maior, no caso de tudo falhar.

: Freud e a busca pela felicidade

Qual é o oposto da felicidade?

1 infelicidade, tristeza, descontentamento, desânimo, abatimento, melancolia, entristecimento, desalento, desolação, desgosto, desconsolo, insatisfação, esmorecimento, aborrecimento, prostração, depressão, desesperança, mal-estar, angústia, sofrimento, aflição, agrura, pesar, dor.

Qual é o salmo da felicidade?

Salmo 54. ‘Salva-me, ó Deus, pelo teu nome, e fazes-me justiça pelo teu poder. Ó Deus, ouve a minha oração, inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca. Porque os estranhos se levantam contra mim, e tiranos procuram a minha vida; não têm posto Deus perante os seus olhos (Selá).

O que a Bíblia define o que é felicidade?

felicidade f Estado de satisfação que experimentamos pela posse, real ou em esperança, daquilo que amamos. A felicidade completa exclui as dores, as preocupações, o temor. Esta felicidade total não é deste mundo; é a que nos espera na posse de Deus pelo amor quando o veremos “face a face” na vida eterna.

Qual é o princípio da felicidade?

Felicidade é a satisfação baseada nas necessidades do dia a dia. Daí porque o seu conceito varia de pessoa para a pessoa, dependendo do contexto em que se vive, dos objetivos visados, já alcançados e aqueles por alcançar. A busca da felicidade é um direito natural. Independe de sua inserção no ordenamento jurídico.

Qual o princípio da felicidade?

A base da felicidade é composta por 5 princípios: significado, espiritualidade, amor, viver no presente e maestria da mente. Vamos ver cada um deles. Será que precisamos encontrar sentido para viver? Que precisamos de uma razão para percorrer nosso caminho na Terra?

É possível ser feliz e triste ao mesmo tempo?

Tire todas as dúvidas durante a consulta online – Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa. Mostrar especialistas Como funciona? Acredito que possa se tratar de um transtorno de humor com causa inconsciente, onde momentos de felicidade são seguidos de culpa pelo gozo, e por isso, tristeza. A culpa inconsciente não é compreendida, mas pode ser sentida após um momento de prazer, como se a pessoa não se permitisse estar feliz.

  1. Sugiro um acompanhamento profissional.
  2. Tristeza tem relação diagnóstica com a depressão! No entanto casos de ansiedade sem sucesso podem desenvolver como comorbidade a depressão, ou seja a depressão ou sintomas da depressão podem ser geradas pelo transtorno de ansiedade.
  3. Por exemplo, caso de TOC e Pânico, isso é comum.

Tratamento deve ser direcionado a ansiedade e depois a depressão. Terapia cognitivo comportamental ensina técnicas e faz psicoeducação para esses casos muito bem!! Atendo em Recife. Estimo melhoras!!! Bom dia, Os sintomas que você descreveu pode pertencer a outros quadros psicológicos.

  1. Temos que ver situação que ocorre, seu momento de vida, entre outros aspectos.
  2. Aconselho procurar um profissional (psicólogo) para poder te ajudar à esclarecer suas dúvidas.
  3. Abraços, Rosa – psico Prezado, Você passou muitos poucos sintomas, mas eu arriscaria um outro diagnóstico.
  4. Irei descrever alguns dos sintomas de ansiedade para poder lhe ajudar: preocupação excessiva, dificuldades no sono, medos irracionais, tensão muscular, sensação de aperto no peito ou tremores, entre outros.

Espero ter ajudado,porém não deixe de buscar ajuda especializada. Nathália Gadelha É importante que você procure um profissional (psicólogo ou psiquiatra) para que seja feito um diagnóstico mais preciso. Só com a entrevista inicial e um bom levantamento de seu histórico que será possível fazer um diagnóstico.

À disposição Para um diagnóstico preciso e mais adequado é necessário mais informações, contudo se esses sintomas tem trazido para você desconforto psicológico e dificuldades para lidar com a vida, oriento a procurar ajuda de um profissional, dentro desses sintomas pode estar relacionado com algo mal resolvido com a sua psiquê.

Sentir alegria e tristeza fazem parte do ser humano, mas quando há dois extremos que persistem a ponto de incomodar, proponho avaliar através médico e psicólogo. Se você faz essa associação entre essas mudanças de humor e a ansiedade é possível, sim, que elas estejam relacionadas.

Para entender o que se passa é indicado procurar um psicanalista ou psicólogo para conversar melhor sobre isso e tratar destes sintomas. Oscilações no humor como esta que vc apresentou, são, costumeiramente, sintomas de depressão.A “tristeza profunda” que se reveza com a alegria, ambas sem motivo aparente, vai, aos poucos, sendo a única sensação.

A origem disso deve ser encontrada por meio das sessões de terapia. A tristeza pode estar associada até a um quadro depressivo, mas são poucos dados relatados por vc. A alergia, sintoma de queimação. Pode também estar relacionado á ansiedade, mas cabe uma avaliação do seu quadro.

Tomo Ritalina 10 mg já faz três anos. Posso tomar pregabalina para dor junto com a Ritalina? Tomo pregabalina faz uns 2 anos psra ansiedade, mas me sinto, com muito sono, cansado e com a bariga inchada, isto é normal. Sofro de TAG e uso Escitalopram 15MG há um ano. Venho tendo sonhos recorrentes em que situações cotidianas e nem tão cotidianas ocorrem, e dentro do sonho eu me preocupo com o que me preocupa apenas na vida real, como o medo de uma dst, tomar medicação e se tal remédio vai conflitar com o antidepressivo. É A amtriptilina pode causar surto psicótico em pessoas com esquizofrenia? Obrigada Tenho medo de ficar sozinha em casa, e com isso na minha mente surgem diversos pensamentos constantes q me causam muita angústia e ainda mais medo. Mas se tem alguem comigo nao fico com medo. Isso é normal? Quando eu estou feliz, logo penso em coisas tristes, é como se eu não pudesse ter momentos de felicidade, minha cabeça logo puxa pra pensar coisas ruins. Não consigo controlar isso. Oscilação de humor, sensação de desesperança,sensação de fraqueza muscular e dores de cabeça podem ser sinais de depressão? Tenho 19 anos e após uma crise de pânico sinto necessidade de puxar o ar o tempo, já fui ao médico e descartei causas ogânicas. Já sei que é psicológico, mas existe tratamento? Além das contratações involuntárias nos músculos ciliares, de que forma mais a ansiedade e o estresse prolongado pode afetar a visão? Já sofro de ansiedade há mais ou menos um ano. Hoje já está bem controlada, mas ainda tenho algumas quedas. Queria saber se ansiedade pode me deixar doente fisicamente. Sou relativamente saudável, porém ainda tenho esse medo

Quais são as características de uma pessoa feliz?

Ser mais acolhedor no dia a dia exige ouvir mesmo quem você não gosta. É preciso cuidar com a autocrítica para que ela não se torne prejudicial.

O que é a felicidade para Sócrates?

O que é felicidade? Provavelmente, cada pessoa que resolver responder a esta pergunta apresentará uma resposta própria, pois a felicidade, num certo sentido, é algo individual, pessoal e intransferível. Por outro lado, há uma ideia de felicidade que pertence ao senso comum e é compartilhada pela esmagadora maioria das pessoas: felicidade é ter saúde, amor, dinheiro suficiente, etc.

Além disso, a ideia de felicidade não é uma coisa recente. Com certeza, ela acompanha o ser humano há muito tempo e faz parte de sua história. Sendo assim, é possível traçar a evolução histórica dessa ideia, se nos debruçarmos sobre a disciplina que sempre se dedicou a investigar nossas ideias, de modo a defini-las e esclarecê-las: a filosofia.

Na verdade, a ideia de felicidade tem grande importância para a origem da filosofia. Ela faz parte das primeiras reflexões filosóficas sobre ética, que foram elaboradas na Grécia antiga. Vamos, então, acompanhar a evolução histórica dessa ideia fazendo uma viagem pela história da filosofia.

  1. A referência filosófica mais antiga de que se dispõe sobre o tema é um fragmento de um texto de Tales de Mileto, que viveu entre as últimas décadas do século 7 a.C.
  2. E a primeira metade do século 6 a.C.
  3. Segundo ele, é feliz “quem tem corpo são e forte, boa sorte e alma bem formada”.
  4. Vale atentar para a expressão “boa sorte”, pois disso dependia a felicidade na visão dos gregos mais antigos.

Bom demônio Em grego, felicidade se diz “eudaimonia”, palavra que é composta do prefixo “eu”, que significa “bom”, e de “daimon”, “demônio”, que, para os gregos, é uma espécie de semi-deus ou de gênio, que acompanhava os seres humanos. Ser feliz era dispor de um “bom demônio”, o que estava relacionado à sorte de cada um.

  • Quem tivesse um “mau demônio” era fatalmente infeliz.
  • Não há dúvida de que, entre os séculos 10 a.C.
  • E 5.a.C, o pensamento grego tende a considerar os maus demônios mais frequentes do que os bons e apresentar uma visão pessimista da existência humana.
  • Não é por acaso que os gregos inventaram a tragédia.

Uma expressão radical desse pessimismo nos é fornecido por um velho provérbio grego, segundo o qual “a melhor de todas as coisas é não nascer”. Foi a filosofia que rompeu com essa visão pessimista e procurou estabelecer orientações para que o homem procurasse a felicidade.

Demócrito de Abdera (aprox.460 a.C./370 a.C.) julgava que a felicidade era “a medida do prazer e a proporção da vida”. Para atingi-la, o homem precisava deixar de lado as ilusões e os desejos e alcançar a serenidade. A filosofia era o instrumento que possibilitava esse processo. Virtude e justiça Sócrates (469 a.C./399 a.C.) deu novo rumo à compreensão da ideia de felicidade, postulando que ela não se relacionava apenas à satisfação dos desejos e necessidades do corpo, pois, para ele, o homem não era só o corpo, mas, principalmente, a alma.

Assim, a felicidade era o bem da alma que só podia ser atingido por meio de uma conduta virtuosa e justa. Para Sócrates, sofrer uma injustiça era melhor do que praticá-la e, por isso, certo de estar sendo justo, não se intimidou nem diante da condenação à morte por um tribunal ateniense.

  • Cercado pelos discípulos, bebeu a taça de veneno que lhe foi imposta e parecia feliz a todos os que o assistiram em seus últimos momentos.
  • Entre os discípulos de Sócrates, Antístenes (445 a.C./365 a.C.) acrescentou um toque pessoal à ideia de felicidade de seu mestre, considerando que o homem feliz é o homem autossuficiente.

A ideia de autossuficiência (que, em grego, se diz “autarquia”,) continuará diretamente vinculada à de felicidade nos setecentos anos seguintes. Uma função da alma Mas o maior discípulo de Sócrates, que efetivamente levou a especulação filosófica adiante de onde a deixara seu mestre, foi Platão (427 a.C./347 a.C.), o qual considerava que todas as coisas têm sua função.

Assim, como a função do olho é ver e a do ouvido, ouvir, a função da alma é ser virtuosa e justa, de modo que, exercendo a virtude e a justiça, ela obtem a felicidade. É importante deixar claro que noções como virtude e justiça integram uma vertente do pensamento filosófico chamada Ética, que se dedica à investigação dos costumes, visando a identificar os bons e os maus.

Para Platão, a ética não estava limitada aos negócios privados, devendo ser posta em prática também nos negócios públicos. Desse modo, o filósofo entendia que a função do Estado era tornar os homens bons e felizes. A ligação entre ética e política estará ainda mais definida na obra do mais importante discípulo de Platão, Aristóteles (384 a.C./322 a.C.), o qual dedicou todo um livro à questão da felicidade: a “Ética a Nicômaco” (que é o nome de seu filho, para quem o livro foi escrito).

Amigo de Platão, mas, em suas próprias palavras, “mais amigo da verdade”, Aristóteles criticou o idealismo do mestre, reconhecendo a necessidade de elementos básicos, como a boa saúde, a liberdade (em vez da escravidão) e uma boa situação socioeconômica para alguém ser feliz. Felicidade intelectual Por outro lado, a partir de uma série de raciocínios que têm como base o fato de o homem ser um animal racional, Aristóteles conclui que a maior virtude de nossa “alma racional” é o exercício do pensamento, pelo quê, segundo ele, a felicidade chega a se identificar com a atividade pensante do filósofo, a qual, inclusive, aproxima o ser humano da divindade.

Sem perder de vista a aplicação prática de suas ideias, Aristóteles considera a política como uma extensão da ética e, nesse sentido, para ele também é uma função do Estado criar condições para o cidadão ser feliz. O Estado que o filósofo tinha em mente, porém, era a “polis” grega, que, naquele momento, estava deixando de existir, com o surgimento do império de Alexandre o Grande,

  • Depois de Alexandre, no mundo grego ou helênico, desenvolveram-se três escolas filosóficas que vão se estender até o fim do Império romano, as chamadas filosofias helenísticas.
  • Todas elas, por caminhos diferentes, chegam a conclusão de que, para ser feliz, o homem deve ser não só autossuficiente, mas desenvolver uma atitude de indiferença, de impassibilidade, em relação a tudo ao seu redor.

A felicidade, para eles, era a “apatia”, palavra que, naquela época, não tinha o sentido patológico que tem hoje. Prazer e salvação da alma Entre os filósofos do mundo helênico, pode-se citar Epicuro (341 a.C./271 a.C.), para deixar claro que essa ideia de “apatia” não significa abdicar ao prazer.

O prazer era essencial à felicidade para Epicuro, cuja filosofia também é conhecida pelo nome de hedonismo (em grego “hedone” quer dizer “prazer”). Mas ele deixa claro, numa carta a um discípulo, que não se refere ao prazer “dos dissolutos e dos crápulas” e sim ao da impassibilidade que liberta de desejos e necessidades.

Com o fim do mundo helênico e o advento da Idade Média, a felicidade desapareceu do horizonte da filosofia. Estando relacionada à vida do homem neste mundo, ela não interessou aos filósofos cristãos como Agostinho de Hipona (354 d.C./430 d.C.), Anselmo de Canterbury (1033/1109) ou Tomás de Aquino (1225/1274), todos santos da Igreja católica.

  • Para a filosofia cristã, mais do que a felicidade, o que conta é a salvação da alma.
  • Os filósofos voltaram a se debruçar sobre o tema na Idade Moderna.
  • John Locke (1632/1704) e Leibniz (1646/1716), na virada dos séculos 17 e 18, identificaram a felicidade com o prazer, um “prazer duradouro”.
  • Alguns décadas depois, o filósofo iluminista Immanuel Kant (1724/1804), na obra “Crítica da razão prática” definiu a felicidade como “a condição do ser racional no mundo, para quem, ao longo da vida, tudo acontece de acordo com o seu desejo e vontade”.

Direito do homem No entanto, para Kant, como a felicidade se coloca no âmbito do prazer e do desejo, ela nada tem a ver com a Ética e, portanto, não é um tema que interesse à investigação filosófica. Sua argumentação foi tão convincente que, a partir dele, a felicidade desapareceu da obra das escolas filosóficas que o sucederam.

Mesmo assim, não se pode deixar de mencionar que, no mundo de língua inglesa, na mesma época de Kant, a ideia de felicidade ganhou lugar de destaque no pensamento político e buscá-la passou a ser considerada um “direito do homem”, como está consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, que data de 1787 e foi redigida sob a influência do Iluminismo.

Egocentrismo e infelicidade É também no âmbito da filosofia anglo-saxônica, no século 20, que se encontra uma nova reflexão sobre nosso assunto. O inglês Bertrand Russell (1872/1970) dedicou a ele a obra “A conquista da felicidade”, usando o método da investigação lógica para concluir que é necessário alimentar uma multiplicidade de interesses e de relações com as coisas e com os outros homens para ser feliz.

  1. Para ele, em síntese, a felicidade é a eliminação do egocentrismo.
  2. Mais recentemente, em 1989, o filósofo espanhol Julián Marías também dedicou ao tema um livro notável, “A felicidade humana”, em que estuda a história dessa ideia, da Antiguidade aos nossos dias, ressaltando que a ausência da reflexão filosófica sobre a felicidade no mundo contemporâneo talvez seja um sintoma de como esse mesmo mundo anda muito infeliz.

Bibliografia Abbagnano, Nicola – “Dicionário de Filosofia”, Martis Fontes, São Paulo, 2000. Berti, Enrico – “No princípio era a maravilha”, Loyola, São Paulo, 2010. Marías, Julián – “A felicidade humana”, Duas Cidades, São Paulo, 1989.

O que é a felicidade e qualidade de vida?

O que é felicidade? – A felicidade é um desses conceitos que usamos todos os dias, e sabemos reconhecer facilmente quando olhamos para ele, mas nem sempre temos uma forma de explicar. Esta é uma resposta complexa e multifacetada, que depende da perspectiva e experiência de cada pessoa, mas em termos gerais, a felicidade pode ser entendida como um estado emocional positivo de satisfação em relação à vida ou algum de seus aspectos.

  1. Nesse sentido, a felicidade está fortemente ligada à qualidade de vida e ao bem-estar,
  2. A qualidade de vida inclui fatores como saúde física e mental, saúde financeira, bons relacionamentos, satisfação no trabalho e na vida pessoal, acesso a recursos e oportunidades, entre outros.
  3. Já o bem-estar refere-se ao estado de equilíbrio e harmonia entre os aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais da vida.

As diferentes áreas da vida, como a saúde, as relações interpessoais, o trabalho, a educação e o lazer, podem ser vistas como pilares que sustentam a felicidade e a qualidade de vida. Quando essas áreas estão equilibradas e interligadas de maneira saudável, elas podem contribuir para a sua felicidade.