O Que É Fé? - CLT Livre

O Que É Fé?

O que é a fé segundo a Bíblia?

O Apóstolo Paulo ensinou que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” ( Hebreus 11:1 ). Alma fez uma afirmação semelhante: “Se tendes fé, tendes esperança nas coisas que se não vêem e que são verdadeiras” ( Alma 32:21 ).

Qual é o significado da fé?

1 Convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção; credulidade, crença : ‘De fato, como ia ter fé no progresso e na ciência, ter fé nos técnicos e nos especialistas que, teoricamente, orientariam e dirigiriam o país, se os critérios e objetivos eram sempre traçados pelos interesses de alguns?’

O que é a fé para os cristãos?

Fé – Brasil Escola “No Novo testamento, a fé mostra-nos um relacionamento de Deus com Jesus, baseado em plena confiança, reconhecimento de quem era Jesus e daquilo que Deus fez ou prometeu através d’Ele. A fé pode-se dizer é também confiança, ou, seja, deixar-se convencer, ser persuadido por alguém, no nosso caso, por Jesus Cristo.

Ser persuadido nos leva a entregar-nos nas mãos de Jesus, tendo-O como orientador. O cristão deve exercer sua fé, não com vãs declarações. Deve, sim, até declarar sua vitória, mas essa declaração tem que levá-lo a um compromisso de vida diante daquilo que declarou. Não meramente palavras soltas ao vento farão de nós, vencedores, mas o nosso compromisso com o dono da vitória.

É como se disséssemos: “Cristo é o alvo de minha vida e minha existência diária”. É uma total dedicação de sua alma a Cristo. É através do Espírito Santo que somos orientados em cada passo. A fé também é um Dom dado por Deus aos homens (I Coríntios 12.9) e é uma capacidade espiritual (Gálatas 3.11).

A fé nos vem como resposta ao pacto de Deus conosco (Gálatas 3.15-22). A fé também é caracterizada pela aventura (Gálatas5.5-6). Uma das mais importantes características da fé é que ela não pode ser ensinada e nem destruída e muito menos forçada. Quando há em nós a mente de Cristo, temos fé para buscar em Jesus respostas para as nossas necessidades, podemos modificar os destinos das nações e buscar a salvação da cidade.

A fé é libertadora, pois, quando temos em nós a fé em Jesus Cristo, somos livres para viver e para buscar somente em Jesus nossa vitória. Confiando n’Ele, não temos mais nada a temer nem a buscar sacrifícios para alcançar graça, pois a fé nos dá o privilégio de termos acesso ao Pai, nos deleitarmos n’Ele totalmente e, somente a partir daí, descansar.

Isso quer dizer que não temos outro Deus além do verdadeiro Cristo, o que nos traz um sentimento de segurança e de proteção que ultrapassa qualquer dos nossos sentimentos humanos. Não precisamos, então, ficar sacrificando nossa para obtermos repostas, mas, sim nos deleitarmos no Senhor e esperarmos dele a resposta.

As Escrituras nos ensinam que a fé é o que nos leva a reconhecer a realidade das coisas espirituais. Tertuliano, ao tratar da fé disse que era como uma loucura para os homens entenderem-na, já que é uma doutrina de Deus. Ela não precisa de nenhuma evidencia racional e ele ainda acrescenta: “Creio, porque é absurdo”.

  • Para Agostinho, a fé era necessária para compreendermos a Palavra de Deus, pois sem a fé não haveria como decifrar as palavras da Escritura e dizia: “Creio para entender”.
  • E você, como vê a fé? Como algo sobrenatural de Deus, ou algo para você também alcançar? Não basta crer naquilo que alguém diz ser fé, mas crer no autor da fé.

Crer que a sua oração vai ser ouvida por Deus, porque você é uma pessoa de fé. A fé em momento algum se desintegra da nossa razão. É loucura, mas podemos, como cristãos, entender as coisas de Deus de modo que sejamos capazes de nos dar inteiros à fé, para conquistarmos aquilo que Deus coloca em nosso coração como sonho.

  1. È loucura, pois com olhos humanos é impossível entender.
  2. A salvação também é pela fé (Efésios 2.8), a fé no sacrifício de Jesus na cruz do Calvário.
  3. Então, a fé não é a causa da salvação, mas o meio de salvação.
  4. Essa fé é o nosso reconhecimento daquilo que Jesus fez por nossos pecados o que gera em nós arrependimento de salvação, ou seja, CONVERSÃO.

A fé purifica nosso coração. Isso não nos dá o direito de sairmos medindo a fé dos nossos irmãos. Precisamos, a cada momento, entender o que Deus reservou para as nossas vidas, e poder ajudar o nosso irmão a reconhecer que só em Cristo temos fé no impossível.

Como saber se a pessoa tem fé?

A certeza da fé na Palavra de Deus – A Bíblia diz que ter fé é crer naquilo que não se vê. Pois bem, se você tem fé, mesmo que tudo esteja dando errado ou não saindo como você esperava, o sorriso no seu rosto precisa ser de quem já alcançou aquilo que deseja.

A também diz: “Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de”. Leia mais: Ou seja, apresentarmos a Deus as nossas necessidades e já Lhe agradecermos pelo que Ele vai fazer, mesmo sabendo que, às vezes, não será o que queremos, mas Ele fará o melhor para nós.

Isso é ter fé! Tenha fé, e a vai ser melhor! Regiane Calixto é natural de Caxambu (MG). É graduada em Ciência da Computação e pós-graduada em Gestão de Veículos de Comunicação. Encontrou na tecnologia e na comunicação um grande meio para levar às pessoas o Evangelho vivo e vivido.

O que é fé Hebreus 11?

1 Ora, a a fé é o firme b fundamento das coisas que se c esperam, e a prova das coisas que não se veem.2 Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho.3 Pela fé, entendemos que os mundos foram a criados pela b palavra de Deus, de maneira que aquilo que se vê não foi feito daquilo que é visível.4 Pela fé, a Abel ofereceu a Deus maior b sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, porquanto Deus deu testemunho de suas dádivas, e depois de morto, ainda fala por meio dela.5 Pela fé, a Enoque foi b transladado para não ver a morte, e não foi achado, porquanto Deus o transladara; porque antes da sua transladação alcançou c testemunho de que agradava a Deus.6 Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se a aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o b buscam,7 Pela fé, a Noé, divinamente b advertido das coisas que ainda não se viam, c temeu, e, para salvação da sua família, construiu a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da d justiça que é segundo a fé.8 Pela fé, a Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para o lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem b saber para onde ia.9 Pela fé, a habitou na b terra da promessa, como em terra alheia, morando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.10 Porque aguardava a a cidade que tem fundamentos, da qual o arquiteto e construtor é Deus.11 Pela fé, também a própria a Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.12 Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam em tão grande a multidão como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.13 Todos esses morreram na fé, sem terem recebido as a promessas ; porém, vendo-as de longe, e crendo nelas e abraçando- as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.14 Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam outra pátria.15 E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam tempo de retornar para ela.16 Mas agora desejam a uma melhor, isto é, a celestial.

Qual é a diferença entre crer e ter fé?

“Se o espírito humano não está sintonizado com o Deus, ele não tem fé, embora talvez creia.” O notável professor, filósofo e humanista brasileiro, Huberto Rohden, em um de seus oportunos comentários inseridos no livro “A Mensagem Viva do Cristo”, obra que compreende a tradução feita por ele mesmo dos quatro evangelhos, diretamente do grego do primeiro século, convida-nos a refletir sobre a significativa distinção entre crer e ter fé.

Para ele, a não compreensão dessa questão tem deturpado a teologia e trazido enorme prejuízo à mensagem do Cristo ao longo desses 2000 anos. Escreve ele: “Desde os primeiros séculos do Cristianismo, quando o texto grego do Evangelho foi traduzido para o latim, principiou a funesta identificação de crer com ter fé.

A palavra grega para fé é pistis (fé), cujo verbo é pisteuein (ter fé), Infelizmente, o substantivo latino fides (fé), o correspondente a pistis, não tem verbo e assim, os tradutores latinos se viram obrigados a recorrer a um verbo de outro radical para exprimir o grego pisteuein, ter fé.

O verbo latino que substituiu o grego pisteuein é credere (ter fé – adaptado), que em português deu crer. Nenhuma das cinco línguas neolatinas — português, espanhol, italiano, francês, romeno — possui verbo derivado do substantivo fides; fé; todas essas línguas são obrigadas a recorrer a um verbo derivado de credere.

Ora, a palavra pistis ou fides significa originariamente harmonia, sintonia, consonância. Ter fé é estabelecer ou ter sintonia, harmonia entre o espírito humano e o espírito divino,” Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia Para o ilustre filósofo aí está um dos maiores problemas que em muito vem prejudicando a teologia e, para explicar a diferença de significado entre uma coisa e outra, estabelece Rohden o seguinte paralelo ilustrativo: “Um receptor de rádio só recebe a onde eletrônica emitida pela estação emissora, quando o receptor está sintonizado ou afinado perfeitamente com a freqüência da emissora.

  • Se a emissora, por exemplo, emite uma onda de freqüência 100, o meu receptor só reage a essa onda e recebe-a quando está sintonizado com a freqüência 100.
  • Só neste caso, o meu receptor tem fé, fidelidade, harmonia; fideliza com a emissora”.
  • Ter fé é estar sintonizado com Deus.
  • Tiago 2.19 diz que os demônios creem em Deus, ou seja acreditam em que Deus existe mas não significa que eles tenham fé.

Crer é acreditar e ter fé é estar sintonizado com Deus. Dentro desse contexto, “se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé.

  • Ter fé é estar em sintonia com Deus, tanto pela consciência como também pela vivência, ao passo que um homem sem sintonia com Deus pela consciência e pela vivência, pela mística e pela ética, pode crer vagamente em Deus.
  • Crer é um ato de boa vontade; ter fé é uma atitude de consciência e de vivência “, argumenta o professor Rohden.

Salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus. Para ele, a conhecida frase “quem crer será salvo, quem não crer será condenado”, é absurda e blasfema no sentido em que ela é geralmente usada pelos teólogos. No entanto, “se lhe dermos o sentido verdadeiro ‘quem tiver fé será salvo’ ela está certa, porque salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus”.

  1. Em sua opinião de sincero buscador, erudito e filósofo espiritualista “a substituição de ter fé por crer há quase 2000 anos, está desgraçando a teologia, deturpando profundamente a mensagem do Cristo”.
  2. Obra consultada: “A Mensagem Viva do Cristo”, Huberto Rohden, Alvorada, 4.ª edição A fé e a corda Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios.

Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo.

Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma “parede”, a apenas 100 metros do topo, ele escorregou e caiu Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade.

Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida. De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade shack! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.

Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada alem do que gritar: “Oh, meu Deus! Me ajude! ” De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu: “O que você quer de mim, meu filho? ” “Me salve, meu Deus, por favor! ” “Tens fé que eu possa te salvar? ” “Eu tenho, meu Deus.

” “Então corte a corda que tem mantém pendurado” Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria Conta o pessoal de resgate que ao outro dia encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as suas duas mãos a uma corda a tão somente dois metros do chão.

  • Fé que transporta montanhas Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível.
  • Mateus, XVII: 14-19) Nesta passagem, onde Jesus diz que quem tiver fé do tamanho de um grão de mostarda, ou seja, muito pequeno, terá capacidade para remover montanhas.

Com isso, o Mestre nos faz refletir sobre quanto somos descrentes nos momentos difíceis. Que temos muita teoria, mas na hora da prova, fraquejamos. E que uma pequena dose de fé já nos faria maravilhas. As montanhas são um simbolismo dos nossos problemas, dificuldades, limitações, os nossos defeitos e imperfeições.

  • Jesus nos deixa claro o poder deste sentimento tão falado e tão pouco compreendido e praticado, pois ele esclarece que nada nos será impossível se soubermos usar esta poderosa força espiritual.
  • No Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 19, item 12, Kardec define a fé como sendo uma força de vontade direcionada para um certo objetivo.

E esta força pode ser aplicada em dois campos distintos: o material e o espiritual. No campo material, Kardec define a fé como humana, quando ela é usada para conseguir objetivos materiais e intelectuais, como por exemplo: a construção de uma empresa, a melhoria profissional buscando novos horizontes de atuação.

  1. Todos nós temos que ter esta fé, que é a crença em nossa própria capacidade de realizar uma tarefa material.
  2. No campo espiritual, Kardec define a fé como divina, pois ela orienta o homem na crença em uma força superior a ele e a tudo, que direciona a sua capacidade na busca de algo além do material, na descoberta do seu lado imortal.

É a religiosidade, agregando a caridade, a fraternidade e a melhoria interior. Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. (Tiago 2, 14 e 17) Fé sem obra não vale nada, pois só o conhecimento não salva ninguém.

  1. É vital aplicarmos o que estamos aprendendo e o que já sabemos, mudando o mundo em nossa volta, primeiramente o nosso interior e depois a parte externa.
  2. Ex (no campo material).
  3. Não adianta a pessoa obesa acreditar que emagreceria se praticasse exercícios e melhorasse sua alimentação, mas não colocar em prática.

Acreditar que tudo isso faz parte do CRER, que é passivo e por si só não levará a qualquer lugar. A fé é a ATITUDE de estar em sintonia com aquilo que vai promover seu emagrecimento. Ex (no campo espiritual). Não adianta nada, para sermos melhores enquanto espíritos imortais, lermos toda a Bíblia, todas as obras da codificação, todas as obras complementares, se todo este cabedal de ensinamentos não mudar o nosso espírito para melhor.

Portanto, Fé não se consegue como que “por um passe de mágica”. A Fé está relacionada a obras, assim, uns possuem mais Fé, outros menos. O que se pode afirmar é que haverá sempre uma nova tarefa a ser executada, a nos provar, a nos testar e, assim, vamos obtendo maior firmeza na execução, ou seja, maior Fé.

Foi dito, “a fé é mãe da esperança e da caridade”, o que é facilmente compreensível, porque todo aquele que a possui, conforme a Doutrina Espírita, ela já está incorporada ao seu acervo tornando-se natural a prática do amor e da caridade. A importância de termos esse entendimento da Fé, nos levará a vivenciar melhor a atual existência, o aqui e agora, e a pautar todos os seus atos dentro de uma moral e de uma ética elevada.

Quais são os tipos de fé?

Agora vamos considerar os três tipos de Fé que encontramos: a primeira é chamada de fé comum ou natural; a segunda de fé salvífica ou salvadora e a última de fé operante.

O que é viver pela fé?

Conclusão: Viver da fé é confiar totalmente em Deus, não importando as situações, as aflições e tribulações. Não querendo resolver tudo a seu modo, no seu tempo, do seu jeito, fazendo justiça com as próprias mãos, mesmo na sua razão.

Porque temos que ter fé em Deus?

Por causa de sua importância, é possível afirmar que a fé é um merecimento, que vem direto de Deus, para aqueles que precisam enfrentar perdas, perigos e infelicidades. A fé é como uma luz na escuridão. O ser humano que tem fé é aquele que, em geral, já nasce dotado dessa capacidade.

Quem foi a pessoa que teve mais fé na Bíblia?

O pai da fé | O TEMPO “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.

  1. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
  2. Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
  3. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.” – Hebreus 11: 8-12 Há dias em que o desânimo e as dificuldades parecem nos dominar e nos sentimos abatidos e sem esperança.

A gente olha para todos os lados e parece que não há solução em lugar nenhum. Mas é exatamente nesses momentos que precisamos trazer à memória o que o Senhor tem feito. Deus também nos apresenta promessas em muitas situações da vida. Inevitavelmente, essas promessas passam por provas, para que cheguem à verdadeira maturação.

Mas será que levamos mesmo a sério as promessas que Deus tem para nossa vida? Muitos sofrem oposição aos seus propósitos e acabam abandonando-os. Abraão também se sentiu assustado com a promessa que o Senhor lhe fizera, sobre dar-lhe um filho. Ele analisou a situação com objetividade, pois estava com quase 100 anos e Sara, sua esposa, com mais de 90.

Portanto, conceber um filho na idade deles ia contra toda experiência humana. Nada poderia causar a realização desta promessa, a não ser uma interferência divina. No entanto, Abraão procurou não enfraquecer na fé e continuou a dar glória a Deus, e, por isso, ele se fortalecia a cada dia.

Afinal, Deus prometera que ele seria pai de muitas nações. Na nossa vida é assim também. Todas as vezes que damos glória a Deus, nos fortalecemos. Mas todas as vezes que murmuramos, blasfemamos, nos enfraquecemos. Abraão foi chamado pai da fé, porque dava glória a Deus. Quando nossa fé está firmada na promessa de Deus, mesmo no meio de dificuldades e impossibilidades aos olhos humanos, somos impelidos a persistir ainda mais na força e no poder de Deus.

Nas muitas vezes em que o desânimo pareceu pesar sobre Abraão, Deus chamou sua atenção para a promessa original, reafirmando sua aliança com ele. Abraão servia a um Deus que tem poder para trazer à existência tudo aquilo que não existe. Abraão lutou contra a esperança, pois vivia de acordo com o que o Senhor lhe prometera e, por isso, foi chamado o pai da fé, porque foi além da sua limitação.

O que não é a fé?

O que é e o que não é fé? “Eu creio; eu creio. É bobo, mas eu creio”. Essas são palavras bem conhecidas ditas pela jovem Susan Walker no famoso filme de natal De Ilusão Também se Vive (1947). Eles fornecem um simples exemplo de como a fé é comumente retratada em nossa cultura: um salto às cegas no escuro — crendo sem qualquer razão.

  • Tal visão da fé, contudo, é completamente divergente do que a Bíblia ensina.
  • Fé, de acordo com a Bíblia, não é irracional ou “boba”.
  • Não é um comprometimento cego ou um sentimento arbitrário de proximidade com Deus.
  • Essas coisas não são fé, do mesmo modo que não é fé um homem escolher, de olhos vendados, uma pessoa em meio a uma multidão, e pedir a ela que lhe faça uma cirurgia cardíaca.

Isso não é fé de maneira alguma; é tolice, pura e simples. O que, então, é fé? Historicamente, o cristianismo ortodoxo respondeu essa a questão distinguindo três principais elementos que, juntos, compreendem a fé salvífica. Falando de maneira geral, três palavras latinas foram usadas para identificar esses três elementos: notitia, ou “conhecimento”; assensus, ou “assentimento”; e fiducia, ou “confiança”.

  • Notitia O primeiro elemento da fé salvífica é notitia, ou conhecimento, que aponta para o fato de que a fé genuína deve crer em alguma coisa.
  • Em outras palavras, ela deve ter conteúdo intelectual.
  • Ela não pode ser vazia ou cega, mas deve ser baseada no conhecimento de certas verdades fundamentais.
  • Nós vemos isso por toda a Bíblia nas passagens que são distintas pela expressão “crer que”, seguida por uma proposição doutrinária de alguma natureza.

Bons exemplos incluem Romanos 10.9, que afirma que “se creres que Deus ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”, e João 20.31 que diz: “Estes foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”.

  • Em cada caso, nós vemos que há um conteúdo doutrinário para a fé.
  • Fé significa crer em certas proposições; nos exemplos citados acima, as proposições são “que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos” e “que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus”.
  • Assensus O segundo elemento da fé salvífica é assensus, ou consentimento; parecer favorável.

Isso se refere à convicção intelectual de que o conhecimento que alguém possui é factualmente verdadeiro e pessoalmente benéfico. Não é suficiente simplesmente conhecer certas coisas. Devemos também crer que tais coisas são verdadeiras e atendem às nossas necessidades.

Nós vemos esse elemento de fé retratado em passagens bíblicas como João 5.46-47; 8.31-38, 45-46; 10.37-38; 14.11. Fiducia O terceiro elemento da fé salvífica é fiducia, ou confiança. É de longe o mais importante dos três elementos que mencionamos. Sem esse elemento, a fé é meramente um empreendimento intelectual — muito parecida com a “fé” dos demônios que sabem a verdade sobre Jesus, mas se recusam a confiar nele porque odeiam o que eles sabem ser verdadeiro (Tg 2.19; Mt 8.29).

Esse elemento consiste em uma confiança pessoal em Cristo como ele é oferecido no evangelho, e uma completa confiança nele para a salvação. Ele é visto em passagens que falam sobre crer “em” Jesus (por exemplo, Jo 3.15-16; Rm 9.33; 10.11) e em passagens que falam de “inclinar-se” ou “repousar” sobre Jesus (Sl 71.5-6; Pv 3.5-6), “olhar” para ele (Jo 6.40; Hb 12.1-2), e “comprometer-se” com ele (2Tm 1.12; Mt 11.28; Sl 37.5).

Os três elementos ilustrados Considere a seguinte ilustração. Imagine que quatro pessoas são lançadas sem comida ou água no meio de um campo muito extenso cheio de minas terrestres. Suponha que um dos indivíduos cegamente escolha um caminho pelo campo e siga naquela direção sem hesitar. Esse não é um exemplo de fé, mas é mais como aquela tolice da qual falamos anteriormente.

Fé genuína não é cega; é baseada em conhecimento. Mas suponha que um helicóptero apareça sobre os três homens que restaram, e do helicóptero, uma parte interessada anuncia o caminho pelo campo minado. Um dos homens confia na palavra da parte interessada e caminha de uma vez pelo campo minado.

  • Isso também não é um exemplo de fé.
  • Sim, as ações do homem são baseadas em conhecimento (o testemunho da parte interessada) e consentimento (o homem considera o testemunho como verdadeiro e benéfico em atender as suas necessidades).
  • Mas a sua ação ainda é cega, pois é baseada em conhecimento insuficiente (isto é, o testemunho incerto de um completo estranho).

Ela também carece do mais importante elemento da fé: confiança pessoal naquele que fala. Suponha, contudo, que os dois homens restantes façam certas perguntas à parte interessada para discernir como ele veio a conhecer o caminho correto do campo, por que ele quer ajudá-los e o quão certo ele está de que pode guiá-los seguramente através das minas terrestres.

  1. Suponha que eles também peçam referências da parte interessada para ver se ele conhece alguém que eles conheçam ou a quem sejam relacionados.
  2. Suponha que eles até mesmo tentem testar as suas instruções, lançando objetos na direção que ele sugere para ver se parece estar livre de minas.
  3. Ao fazer tais coisas, os dois homens restantes estão reunindo conhecimento suficiente para decidir se podem confiar no indivíduo do helicóptero.
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Essa confiança ( fiducia ), que é edificada sobre um conhecimento ( notitia ) e consentimento a tal conhecimento ( assentus ), é do que se trata a fé. Tal fé não é “boba” de maneira nenhuma, mas completamente razoável. Fé demonstrada em obras Quando todos os três elementos da fé estão presentes, eles necessariamente se manifestarão em boas obras.

  1. Se considerarmos a ilustração acima, podemos ver que os dois homens restantes demonstram a genuinidade da sua fé (ou a falta dela) por aquilo que eles fazem.
  2. Se eles escolhem ficar onde estão e se recusam a seguir instruções do homem no helicóptero, ou se eles seguem em sua própria direção, eles demonstrarão que não creem de verdade.

Mas se eles genuinamente confiam no homem no helicóptero, eles seguirão na direção para a qual ele aponta. Eles seguirão suas instruções ( à la João 14.15). As suas ações vão demonstrar a genuinidade de sua fé. Quando notitia, assensus e fiducia estão presentes juntos, há verdadeira fé.

O que é preciso para ter fé?

Se eu sentir que estou perdendo a fé, o que posso fazer para readquiri-la? Perguntas e respostas girl sitting on top of a mountain Se sinto dificuldade em sentir o Espírito, ajuda muito ler as escrituras e ver a fé que todos tinham. Isso me dá fé. Talvez suas orações tenham sido curtas demais. Tente fazê-las de modo mais sincero, e o Pai Celestial vai ajudá-lo a readquirir sua fé.

Sei que posso orar ao Pai e Lhe pedir que me ajude a manter a planta da fé que estou cultivando. Preciso fazer as coisas necessárias para nutri-la, como ler as escrituras, procurar ter experiências espirituais, contar minhas bênçãos e pedir ajuda a meus familiares. Desse modo, minha fé pode começar a crescer de novo.

Não acontecerá de um dia para o outro — é um processo demorado. Preciso ter paciência e confiar no Senhor. Quando sinto que estou perdendo a fé, converso com minha mãe e meu pai, e descobrimos juntos a solução. Às vezes cantamos um hino inspirador e depois podemos sentir o Espírito.

Além de orar diretamente ao Pai Celestial, podemos perguntar a nossos pais como podemos voltar a Ele e recuperar nossa fé. Como já senti minha fé diminuir no passado, há três coisas que fiz para recuperá-la. Em primeiro lugar, orei. Orar pedindo forças e para saber o que fazer foi algo que funcionou muito bem.

Em segundo lugar, contei a bons amigos o que estava acontecendo, e eles me ajudaram imensamente quando precisei. Em terceiro lugar, li as escrituras. Muitas delas se referem à fé e podem nos ajudar a readquiri-la. “Um dos propósitos da Igreja é nutrir e cultivar a semente da fé, mesmo que às vezes seja no solo arenoso da dúvida e da incerteza. () Duvidem de suas dúvidas antes de duvidarem de sua fé.”Élder Dieter F. Uchtdorf, do Quórum dos Doze Apóstolos, As respostas são auxílios e pontos de vista, não pronunciamentos doutrinários oficiais da Igreja. Próxima pergunta

“Como minha bênção patriarcal pode me ajudar a tomar decisões?”Envie sua resposta e, se desejar, uma fotografia de alta resolução até 15 de maio de 2018, para (clique em “Enviar um artigo”).As respostas podem ser editadas por motivo de espaço ou clareza.

: Se eu sentir que estou perdendo a fé, o que posso fazer para readquiri-la?

Qual é o sinal da nossa fé?

A Cruz de Cristo : sinal da nossa fé

Como saber se tenho o dom da fé?

Dom de Fé – Igreja da Família Estamos considerando os “dons de poder”. (Milagre! Cura! Fé!). Eles são chamados de dons de poder porque eles são pequenas expressões da onipotência do Senhor e através deles, Deus intervém na natureza, onde e sempre que necessário, para que Ele cumpra a sua vontade divina.Estudar o “dom de fé” não é o mesmo que estudar o tema geral da fé, ainda que o tema geral da fé se relacione com ele até certo ponto e nos ajude em nosso entendimento do “dom de fé”, ainda assim há uma diferença marcante.

A – DEFININDO O “DOM DE FÉ”. B – OS TRES TIPOS DE FÉ REVELADOS NA BÍBLIA.

O “DOM DE FÉ” é a habilidade dada por Deus de se crer nEle para o impossível numa determinada situação. Ele não é tanto a fé geral que crê em Deus para suprir as nossas necessidades, mas ele vai um passo além, onde “simplesmente sabemos” que uma determinada coisa é a vontade de Deus e que ela vai acontecer. Esse dom é especificamente mencionado em 1 Co.12:9, subentendido em 1 Co.13:2 e pode ser incluso no pensamento de 1 Co.13:13. Além destas referencias, o dom de fé é ilustrado e visto em seu funcionamento e operação através dos Evangelhos e de Atos.Qualquer declaração encontrada na Bíblia sobre a fé, ou característica dela, cai em uma das três categorias: 1 – FÉ SALVADORA – João 1:12; Gálatas 3:26; Efésios 2:8. Esta é aquela resposta de fé inicial a Deus, a qual nos introduz no Reino de Deus. Em Teologia, ela é, muitas vezes chamada de “graça preveniente”. (Que nos leva á pratica do bem; que chega antes). Ela é a habilitação de Deus a uma pessoa para que esta O aceite e creia Nele. O veículo de Deus para nos salvar foi a GRAÇA; nosso veiculo em aceita-la é a fé, ou uma “resposta de receptividade” à Sua graça. Não somente nos “agarramos a Ele pela fé”, mas Ele também “Se agarra a nós pela graça”. Ef.2:8 > A palavra MEDIANTE é muito significativa aqui. Ela é a palavra grega “DIA” e denota o “canal de um ato”. É um pensamento conectivo, assim como a água vai de um lugar para o outro “mediante” um canal. Ela retrata um veiculo ou caminho através do qual a graça de Deus é transmitida a nós. A fé é como uma abertura (entrada) para todas as provisões de Deus.Como uma represa que abre as suas entradas e permite que a água passe por elas, assim também a nossa reposta de fé a Deus inicialmente permite que a Sua graça de se despeje e inunde as nossas almas, o que é o novo nascimento.É, primeiramente, “pela” ação ou veículo da graça, e depois “mediante” a fé que a salvação vem. Ela é possível e é oferecida pela graça, mas ela tem que ser aceita a recebida pela fé. Deus preparou a provisão pela graça, e oferece a nós, ao mesmo tempo em que Ele obra em nossos corações para que respondamos, transmitindo-nos a habilidade de crermos e de recebermos. Contudo Ele deixa um pequeno vácuo que só pode ser preenchido pelas nossas vontades, ao respondermos e nos abrirmos a Ele.2) A FÉ UM “FRUTO DO ESPÍRITO”. Gl.5:22; At.6:5-8; 11:24; 2 Co.4:13; Cl.2:5. Envolvidos na idéia de fruto estão: o crescimento gradativo e estações do ano. Nós, como indivíduos, somos como sementes que contém o germe da vida nas condições externas, nutrição, etc. Seu interior é á medida em que as nossas cascas exteriores morrem, a vida interior floresce e produz fruto conforme a sua espécie. Mesmo depois que o fruto começa a aparecer, ele ainda precisa amadurecer completamente. Isto pode ser evidente em muitos e diferentes estágios de crescimento.Isto se refere á fé como um atributo dentro do caráter e personalidade do crente. Paulo mostra como um fator que se desenvolve na vida dos crentes. Em Rm.1:17, ele usa a frase: “de fé em fé”, ou como outra tradução diz: “procedendo de fé e levando a fé”. Outra versão ainda traduz assim: “dependendo de fé e tendendo a produzir fé”. Portanto, a nossa justiça é recebida pela fé, depois que ela é recebida, ela produz mais fé em nossas vidas e prosseguimos a “viver pela fé”. Ao considerarmos este aspecto geral da fé, vemos que ela pode ser vacilante (Tg.1:6); forte (Rm.4:20); fraca (Mt.6:30 e 16:8); temporária (Lc.8:13); sem hipocrisia (1 Tm.1:5 e 2 Tm.1:5); grande (Mt.8:10); firme (Hb.10:23 e 11:6). Devemos entender que a fé, assim como o amor, não pode permanecer só. Ela está sempre ligada com outras virtudes e qualidades, tais como: paciência (Tg.1:3; 2 Tm.3:10 e Hb.6:12); amor (1 Ts.5:8; 1 Co.13:13); esperança (1 Co.13:13); poder (2 Ts.1:11); boas obras (2 Ts.1:3); consciência limpa (1 Tm.1:5); sã doutrina (Tt.1:13 e 2:2); virtude 2 Pd.1:5); conhecimento( 2 Pd.1:6); importunidade (Lc.11:5 a 10); alegria (Tg.1:2/3 e 1 Pd.1:6a 8); boa confissão (Rm.10:9-10; Cl.3:16-17).Quando simplificamos demais o conceito da fé e assumimos que ela seja somente um ato de obediência durante uma crise, há um mérito até certo ponto. Mas se os crentes não aprenderem um conceito da fé maior que atos de fé ocasionais; eles ficarão frustrados. A fé é apresentada na Bíblia como uma maneira de vida. É somente á medida em que a fé envolve a combinação própria de todos os atributos mencionados acima que ela se torna uma “fé viva e de qualidade”. Muitos cristãos têm somente uma “fé em crises” – eles não vivem uma vida de fé.Rm.12:3 > REPARTIU = Significa aqui “dividiu em porções”, assim como Jose deu uma porção de comida a cada um de seus irmãos, mas a Benjamim cinco vezes mais (Gn.43). Deus dá a cada individuo uma capacidade especifica de receber ou responder aos Seus dons e graça, o que foi idealizado por Deus para o bem geral do corpo. Cada um de nós deve funcionar de acordo com a proporção (medida) de fé que Deus nos deu e que nos capacitou a desenvolver. Embora todos nós devamos ter uma fé forte, quando a questão é dons e funções espirituais esta fé será canalizada e manifesta numa variedade de maneiras. Somos todos especialistas em diferentes áreas. Por exemplo: um especialista em transmissão, possivelmente, seria capaz de instalar um aparelho de ar condicionado em automóvel, mas não tão eficientemente quanto um especialista em ar condicionado. Devemos reconhecer esta verdade a fim de entendermos o ministério e a função do corpo. Todos nós devemos receber dos pontos fortes, dons e medidas de fé que esteja “fora de nossa medida” (2 Co.10:12 a 16). Não é certo que tentemos exigir uma conformidade de cada membro, ou que exijamos que uma pessoa vá além de sua medida de fé. Se violarmos a esfera e extensão do ministério de uma pessoa, isto a frustrará. Isto não significa que uma frustração até certo ponto não possa acompanhar o aumento que Deus dá ao ministério de alguém em novas áreas e dimensões.3) O ” DOM DE FÉ” 1 Co.12:9 e 13:2; Rm.12:6. Sugerimos que este dom envolve dois níveis gerais: 1) a fé que funciona em ministérios individuais conforme o que está mencionado em Rm.12: 3 a 8 e 2) a fé para milagres ou atos específicos que Deus executa em determinadas circunstancias ( 1 Co.12:9). É difícil diferenciarmos, dogmaticamente, o fruto da fé e o dom da fé. Parece que na vida prática e no ministério o Senhor concede fé a indivíduos para seus ministérios específicos.Eles têm um nível de fé nestas áreas que é absoluto e sem vacilações. Cada qual conhece o seu ministério e crê que Deus o honrará e o prosperará continuamente. Partindo deste ponto, passamos a considerar o que é, provavelmente, o mais claro e puro nível, que é mencionado na Bíblia como o “dom de fé”. Jesus ensinou com relação a este nível de fé em Marcos 11:24 a 25. Ele nos diz que é uma fé que, absolutamente, não deixa nenhuma dúvida no coração do que esta crendo. Ela não pode envolver nenhuma dúvida, ela envolve a remoção total de toda e qualquer duvida. A palavra usada para “pedir” é a mesma que a palavra para “tornar”. Ela não está em forma interrogativa, ao invés ela implica um recebimento ativo da vontade de Deus conhecida. Vamos explicar como funciona na Bíblia. O DOM DE FÉ EXEMPLIFICADO: NA VIDA DE JESUS > Mt.8:1-3: Jesus não manifestou nenhuma sombra de duvida com relação á cura deste leproso. As palavras que Jesus falou a ele quando Ele o tocou foram: “Quero, sê limpo”. Vemos nestas palavras uma fé absoluta. João 11:11 : Jesus sabia que Ele se dirigia a um homem morto. Lázaro já havia morrido, mas Jesus disse que Ele “o despertaria”. João 9:1-7 : Jesus sabia que este homem, o qual era cego de nascimento, iria ser curado para que as obras de Deus pudessem ser manifestas, uma fé absoluta num ato que ainda não tinha acontecido. NA VIDA DOS APOSTOLOS > Atos 32:1-7; 5:1-10;13:8-11; 16:16-18;20:7-12.Existe também o dom de fé atuando de forma gradativa. João 4:52; Mc.8:22-25.Tiago 5:14-16 sugere que pode haver uma ligação entre o pecado e a doença, e que parte da cura é confessar estas faltas.O dom de fé se baseia em saber a vontade de Deus. Isto pode vir por uma revelação especial, tal como sonhos, visões, através da voz do Espírito no nosso interior, ou ainda pela Palavra de Deus escrita que é vivificada para uma direção especifica. Ele opera no mesmo principio em que os outros níveis de fé operam – Rm.10:17. A fé requer uma razão ou fundamento. Deus nunca nos pede que creiamos sem um fundamento ou razão; Ele nos dá certos fatos. Se a fé não tem uma razão, ela não é uma fé verdadeira, e sim, esperança.O dom de fé depende do dom do conhecimento. Eles estão misturados inseparavelmente. Quando Deus revela certos fatos com relação à Sua vontade numa circunstancia, “simplesmente sabemos” que isto acontecerá. Esta é uma fé irresistível e inabalável. Pode ser com relação á execução de milagres, satisfazendo necessidades físicas ou financeiras, curas, reconciliações de relações familiares.Observe este principio no “capítulo da fé” em Hebreus 11:Vs.7 > Noé agiu em fé na palavra de Deus com relação ao dilúvio.Vs.8 > A partida de Abraão baseou-se na palavra de Deus a ele.Vs.11 > Sara creu que ela podia ter uma criança por causa da palavra que o Senhor falou.Vs.30 > Israel circundou os muros de Jericó pela fé por causa da palavra revelada por Deus como Sua vontade. O dom de fé opera com relação a diversos outros dons. Muitas vezes opera com os dons de milagres e de curar. Quase sempre envolve uma palavra do conhecimento, sabedoria ou discernimento de espíritos. Deus não colocou nenhuma limitação na quantidade de fé que uma pessoa pode ter. Ainda que cada qual haja recebido uma “medida”, podemos fazer com que ela cresça a qualquer proporção, contanto que sejamos capazes de recebê-la. Na medida em que Deus restaurar este dom, veremos também a restauração dos milagres num nível maior na Igreja. Pesquisa realizada pelo Pr. Lineas Domiciano; SUBRITZ, Bill. Recebendo os Dons do Espírito Santo. Rio de Janeiro: 1987. HAGIN, Kenneth E. A Respeito dos Dons Espirituais. Rio de Janeiro. SOUZA, Estêvam A. O Espírito Santo. IVERSON, Dick. O Espírito Santo Hoje. Curitiba. : Dom de Fé – Igreja da Família

Qual a fé que salva?

Resumo – O artigo que aqui apresentamos tem por objetivo contribuir para a compreensão de fé e obras na Carta de Tiago e na Carta de Paulo aos Gálatas. É preciso estudar os textos bíblicos antes de tudo na comunidade de comunicação que se constitui entre o autor e destinatário, e não a partir de questões teológicas ulteriores, que podem ser consideradas depois, ao avaliar o processo hermenêutico histórico.

Aplicamos esse princípio a dois textos que geralmente são vistos como estando em diálogo ou em polêmica, a Carta aos Gálatas e a Carta de Tiago, estudando-os como textos autônomos, que utilizam de modo autônomo o paradigma sapiencial tradicional da fé de Abraão, sem excluir que, factualmente, Tiago pode conter uma resposta a uma interpretação errônea da salvação pela fé em Gálatas.

Fé que salva é a adesão fiel a Jesus Cristo verificada na práxis cristã que Paulo chama o fruto do Espírito.

O que é fé e a certeza?

Vivemos num mundo cercado de insegurança e incertezas. Hoje tudo é relativo. Vivemos sobressaltados com tantas situações de conflitos ao nosso redor que já não conseguimos parar e relaxar. Vivemos correndo, desconfiados e com medo. Tudo isso é resultado de uma realidade onde a fé em Deus parece estar relegada a um segundo plano.

A verdade é que a questão da segurança tem se agravada a cada dia que passa. Anos atrás tudo era mais sereno e tranquilo e andávamos nas ruas de nossas cidades e no campo a qualquer hora da noite sem nos preocuparmos. Hoje já não saímos de nossas casas e vivemos com as portas trancadas. Anos atrás quando se andava à noite sozinho no escuro e se ouvia passos a gente “torcia” para que fosse alguma pessoa que estava vindo ao nosso encontro, porque poderia ser um “fantasma”.

Hoje quando se ouve passos no escuro a gente “torce” para que seja fantasma, pois se for gente pode ser perigosa. É triste, mas temos mais medo de gente do que de fantasmas. Assim vivemos neste mundo secularizado e materialista. Esta realidade está nos deixando neuróticos.

Não temos segurança e nem certeza do que há de vir. Por isso a fé nos serve de amparo, pois nos impulsiona e nos faz andar mesmo sem saber o que nos reserva o próximo passo. A fé nos dá certeza diante das incertezas do mundo. Ela é a certeza de que não estamos sozinhos com nossas angústias e preocupações, pois nos lembra de que Deus está presente em nossa caminhada e, muitas vezes, nos carrega em seus braços.

A fé é a certeza de coisas que se esperam mesmo sem se ver. Não conseguimos ver o que está pela frente, por isso, permanecer firmes na fé em nosso Deus criador e mantenedor da vida é a melhor maneira de viver sem sobressaltos. Que Deus aumente nossa fé e que a fé nos ajude a ter certeza de que Deus está conosco.

O que é fé para os católicos?

Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 142-184 «EU CREIO» – «NÓS CREMOS» CAPÍTULO TERCEIRO A RESPOSTA DO HOMEM A DEUS 142. Pela sua revelação, «Deus invisível, na riqueza do seu amor, fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele» (1).

  • EU CREIO
  • I. A «obediência da fé»

144. Obedecer (ob-audire) na fé é submeter-se livremente à palavra escutada, por a sua verdade ser garantida por Deus, que é a própria verdade. Desta obediência, o modelo que a Sagrada Escritura nos propõe é Abraão. A sua realização mais perfeita é a da Virgem Maria.

ABRAÃO – «O PAI DE TODOS OS CRENTES» 145. A Epístola aos Hebreus, no grande elogio que faz da fé dos antepassados, insiste particularmente na fé de Abraão: «Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento de Deus, e partiu para uma terra que viria a receber como herança: partiu, sem saber para onde ia» (Heb 11, 8) (4).

Pela fé, viveu como estrangeiro e peregrino na terra prometida (5). Pela fé, Sara recebeu a graça de conceber o filho da promessa. Pela fé, finalmente, Abraão ofereceu em sacrifício o seu filho único (6).146. Abraão realiza assim a definição da fé dada pela Epístola aos Hebreus: «A fé constitui a garantia dos bens que se esperam, e a prova de que existem as coisas que não se vêem» (Heb 11, 1).

  1. «Abraão acreditou em Deus, e isto foi-lhe atribuído como justiça» (Rm 4, 3) (7).
  2. «Fortalecido» por esta fé ( Rm 4, 20), Abraão tornou-se «o pai de todos os crentes» ( Rm 4, 11.18) (8).147.
  3. O Antigo Testamento é rico em testemunhos desta fé.
  4. A Epístola aos Hebreus faz o elogio da fé exemplar dos antigos, «que lhes valeu um bom testemunho» (Heb 11, 2.39).

No entanto, para nós, «Deus previra destino melhor»: a graça de crer no seu Filho Jesus, «guia da nossa fé, que Ele leva à perfeição» (Heb 11, 40; 12, 2). MARIA – «FELIZ AQUELA QUE ACREDITOU» 148. A Virgem Maria realiza, do modo mais perfeito, a «obediência da fé».

  • Na fé, Maria acolheu o anúncio e a promessa trazidos pelo anjo Gabriel, acreditando que «a Deus nada é impossível» (Lc 1, 37) (9) e dando o seu assentimento: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38).
  • Isabel saudou-a: «Feliz aquela que acreditou no cumprimento de quanto lhe foi dito da parte do Senhor» ( Lc 1, 45).

É em virtude desta fé que todas as gerações a hão-de proclamar bem-aventurada (10).149. Durante toda a sua vida e até à última provação (11), quando Jesus, seu filho, morreu na cruz, a sua fé jamais vacilou. Maria nunca deixou de crer «no cumprimento» da Palavra de Deus.

  1. Por isso, a Igreja venera em Maria a mais pura realização da fé. II.
  2. «Eu sei em quem pus a minha fé» (2 Tm 1, 12) CRER SÓ EM DEUS 150.
  3. Antes de mais, a fé é uma adesão pessoal do homem a Deus.
  4. Ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus.
  5. Enquanto adesão pessoal a Deus e assentimento à verdade por Ele revelada, a fé cristã difere da fé numa pessoa humana.

É justo e bom confiar totalmente em Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Seria vão e falso ter semelhante fé numa criatura (12). CRER EM JESUS CRISTO, FILHO DE DEUS 151. Para o cristão, crer em Deus é crer inseparavelmente n’Aquele que Deus enviou – «no seu Filho muito amado» em quem Ele pôs todas as suas complacências (13): Deus mandou-nos que O escutássemos (14).

O próprio Senhor disse aos seus discípulos: «Acreditais em Deus, acreditai também em Mim» (Jo 14, 1). Podemos crer em Jesus Cristo, porque Ele próprio é Deus, o Verbo feito carne: «A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer» (Jo 1, 18). Porque «viu o Pai» ( Jo 6, 46), Ele é o único que O conhece e O pode revelar (15).

CRER NO ESPÍRITO SANTO 152. Não é possível acreditar em Jesus Cristo sem ter parte no seu Espírito. É o Espírito Santo que revela aos homens quem é Jesus. Porque «ninguém é capaz de dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser pela acção do Espírito Santo» (1 Cor 12, 3).

  1. A Igreja não cessa de confessar a sua fé num só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.
  2. III. As características da fé
  3. A FÉ É UMA GRAÇA

153. Quando Pedro confessa que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus declara-lhe que esta revelação não lhe veio «da carne nem do sangue, mas do seu Pai que está nos Céus» (Mt 16, 17) (16). A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele.

«Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte o coração para Deus, abre os olhos do entendimento, e dá “a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade”» (17). A FÉ É UM ACTO HUMANO 154.

O acto de fé só é possível pela graça e pelos auxílios interiores do Espírito Santo. Mas não é menos verdade que crer é um acto autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade nem à inteligência do homem confiar em Deus e aderir às verdades por Ele reveladas.

  • Mesmo nas relações humanas, não é contrário à nossa própria dignidade acreditar no que outras pessoas nos dizem acerca de si próprias e das suas intenções, e confiar nas suas promessas (como, por exemplo, quando um homem e uma mulher se casam), para assim entrarem em mútua comunhão.
  • Por isso, é ainda menos contrário à nossa dignidade «prestar, pela fé, submissão plena da nossa inteligência e da nossa vontade a Deus revelador» (18) e entrar assim em comunhão intima com Ele.155.

Na fé, a inteligência e a vontade humanas cooperam com a graça divina: «Credere est actas intellectus assentientis veritati divinae ex imperio voluntatis, a Deo motae per gratiam» — « Crer é o acto da inteligência que presta o seu assentimento à verdade divina, por determinação da vontade, movida pela graça de Deus» (19).

A FÉ E A INTELIGÊNCIA 156. O motivo de crer não é o facto de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz da nossa razão natural. Nós cremos «por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganar-nos» (20). «Contudo, para que a homenagem da nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados de provas exteriores da sua Revelação» (21).

Assim, os milagres de Cristo e dos santos (22), as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, a sua fecundidade e estabilidade «são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos» (23), «motivos de credibilidade», mostrando que o assentimento da fé não é, «de modo algum, um movimento cego do espírito» (24).157.

  • A fé é certa, mais certa que qualquer conhecimento humano, porque se funda na própria Palavra de Deus, que não pode mentir.
  • Sem dúvida, as verdades reveladas podem parecer obscuras à razão e à experiência humanas; mas «a certeza dada pela luz divina é maior do que a dada pela luz da razão natural» (25).

«Dez mil dificuldades não fazem uma só dúvida» (26).158. «A fé procura compreender» (27): é inerente à fé o desejo do crente de conhecer melhor Aquele em quem acreditou, e de compreender melhor o que Ele revelou; um conhecimento mais profundo exigirá, por sua vez, uma fé maior e cada vez mais abrasada em amor.

  1. A graça da fé abre «os olhos do coração» ( Ef 1, 18) para uma inteligência viva dos conteúdos da Revelação, isto é, do conjunto do desígnio de Deus e dos mistérios da fé, da íntima conexão que os Liga entre si e com Cristo, centro do mistério revelado.
  2. Ora, para «que a compreensão da Revelação seja cada vez mais profunda, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa sem cessar a fé, mediante os seus dons» (28).

Assim, conforme o dito de Santo Agostinho, «eu creio para compreender e compreendo para crer melhor» (29).159. Fé e ciência. «Muito embora a fé esteja acima da razão, nunca pode haver verdadeiro desacordo entre ambas: o mesmo Deus, que revela os mistérios e comunica a fé, também acendeu no espírito humano a luz da razão.

  1. E Deus não pode negar-Se a Si próprio, nem a verdade pode jamais contradizer a verdade» (30).
  2. «É por isso que a busca metódica, em todos os domínios do saber, se for conduzida de modo verdadeiramente científico e segundo as normas da moral, jamais estará em oposição à fé: as realidades profanas e as da fé encontram a sua origem num só e mesmo Deus.

Mais ainda: aquele que se esforça, com perseverança e humildade, por penetrar no segredo das coisas, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todos os seres e faz que eles sejam o que são, mesmo que não tenha consciência disso» (31). A LIBERDADE DA FÉ 160.

  1. Para ser humana, «a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária.
  2. Por conseguinte, ninguém deve ser constrangido a abraçara fé contra vontade.
  3. Efectivamente, o acto de fé é voluntário por sua própria natureza» (32).
  4. «E certo que Deus chama o homem a servi-Lo em espírito e verdade; mas, se é verdade que este apelo obriga o homem em consciência, isso não quer dizer que o constranja,
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Isto foi evidente, no mais alto grau, em Jesus Cristo» (33). De facto, Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo nenhum constrangeu alguém. «Deu testemunho da verdade, mas não a impôs pela força aos seus contraditores. O seu Reino dilata-se graças ao amor, pelo qual, levantado na cruz, Cristo atrai a Si todos os homens (34)».

A NECESSIDADE DA FÉ 161. Para obter a salvação é necessário acreditar em Jesus Cristo e n’Aquele que O enviou para nos salvar (35). «Porque “sem a fé não é possível agradar a Deus” (Heb 11, 6) e chegar a partilhar a condição de filhos seus; ninguém jamais pode justificar-se sem ela e ninguém que não “persevere nela até ao fim” (Mt 10, 22; 24, 13) poderá alcançar a vida eterna» (36).

A PERSEVERANÇA NA FÉ 162. A fé á um dom gratuito de Deus ao homem. Mas nós podemos perder este dom inestimável. Paulo adverte Timóteo a respeito dessa possibilidade: «Combate o bom combate, guardando a fé e a boa consciência; por se afastarem desse princípio é que muitos naufragaram na fé» (1 Tm 1, 18-19).

  1. Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos de a alimentar com a Palavra de Deus; temos de pedir ao Senhor que no-la aumente (37); ela deve «agir pela caridade» (Gl 5, 6) (38), ser sustentada pela esperança (39) e permanecer enraizada na fé da Igreja.
  2. A FÉ – VIDA ETERNA INICIADA 163.
  3. A fé faz que saboreemos, como que de antemão, a alegria e a luz da visão beatifica, termo da nossa caminhada nesta Terra.

Então veremos Deus «face a face» (1 Cor 13, 12), «tal como Ele é» (1 Jo 3, 2). A fé, portanto, é já o princípio da vida eterna: «Enquanto, desde já, contemplamos os benefícios da fé, como reflexo num espelho, é como se possuíssemos já as maravilhas que a nossa fé nos garante havermos de gozar um dia» (40).164.

  1. Por enquanto porém, «caminhamos pela fé e não vemos claramente» (2 Cor 5, 7), e conhecemos Deus «como num espelho, de maneira confusa, imperfeita» (1 Cor, 13, 12).
  2. Luminosa por parte d’Aquele em quem ela crê, a fé é muitas vezes vivida na obscuridade, e pode ser posta à prova.
  3. O mundo em que vivemos parece muitas vezes bem afastado daquilo que a,fé nos diz: as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa-Nova, podem abalar a fé e tornarem-se, em relação a ela, uma tentação.165.

É então que nos devemos voltar para as testemunhas da fé: Abraão, que acreditou, «esperando contra toda a esperança» ( Rm 4, 18); a Virgem Maria que, na «peregrinação da fé» (41), foi até à «noite da fé» (42), comungando no sofrimento do seu Filho e na noite do seu sepulcro (43); e tantas outras testemunhas da fé: «envoltos em tamanha nuvem de testemunhas, devemos desembaraçar-nos de todo o fardo e do pecado que nos cerca, e correr com constância o risco que nos é proposto, fixando os olhos no guia da nossa fé, o qual a leva à perfeição» (Heb 12, 1-2).

NÓS CREMOS 166. A fé é um acto pessoal, uma resposta livre do homem à proposta de Deus que Se revela. Mas não é um acto isolado. Ninguém pode acreditar sozinho, tal como ninguém pode viver só. Ninguém se deu a fé a si mesmo, como ninguém a si mesmo se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir.

O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa fé. Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé.167.

  • «Eu creio» (44): é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Baptismo.
  • «Nós cremos» (45): é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes.
  • «Eu creio»: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: «Eu creio», «Nós cremos».I.

«Olhai, Senhor, para a fé da vossa Igreja» 168. É, antes de mais, a Igreja que crê, e que assim suporta, nutre e sustenta a minha fé. É primeiro a Igreja que, por toda a parte, confessa o Senhor («Te per orbem terrarum sancta confitetur Ecclesia» – «A Santa Igreja anuncia por toda a terra a glória do vosso nome» – como cantamos no «Te Deum»).

Com ela e nela, também nós somos atraídos e levados a confessar: «Eu creio», «Nós cremos». É da Igreja que recebemos a fé e a vida nova em Cristo, pelo Baptismo. No Ritual Romano, o ministro do Baptismo pergunta ao catecúmeno: «Que vens pedir à Igreja de Deus?» E ele responde: – «A fé». – «Para que te serve a fé?» – «Para alcançar a vida eterna» (46).169.

A salvação vem só de Deus. Mas porque é através da Igreja que recebemos a vida da fé, a Igreja é nossa Mãe. «Cremos que a Igreja é como que a mãe do nosso novo nascimento, mas não cremos na Igreja como se ela fosse a autora da nossa salvação»(47). É porque é nossa Mãe, é também a educadora da nossa fé.

  1. II. A linguagem da fé 170.
  2. Não acreditamos em fórmulas, mas sim nas realidades que as fórmulas exprimem e que a fé nos permite «tocar».
  3. «O acto do crente não se detém no enunciado, mas na realidade » (48).
  4. No entanto, é através das fórmulas da fé que nos aproximamos dessas realidades.
  5. As fórmulas permitem-nos exprimir e transmitir a fé, celebrá-la em comunidade, assimilá-la e dela viver cada vez mais.171.

A Igreja, que é «coluna e apoio da verdade» (1 Tm 3, 15), guarda fielmente a fé transmitida aos santos de uma vez por todas (49). É ela que guarda a memória das palavras de Cristo. É ela que transmite, de geração em geração, a confissão de fé dos Apóstolos.

  1. Tal como uma mãe ensina os seus filhos a falar e, dessa forma, a compreender e a comunicar, a Igreja, nossa Mãe, ensina-nos a linguagem da fé, para nos introduzir na inteligência e na vida da fé. III.
  2. Uma só fé 172.
  3. Desde há séculos, através de tantas línguas, culturas, povos e nações, a Igreja não cessa de confessar a sua fé única, recebida de um só Senhor, transmitida por um só Baptismo, enraizada na convicção de que todos os homens têm apenas um só Deus e Pai (50).

Santo Ireneu de Lião, testemunha desta fé, declara: 173. «A Igreja, embora dispersa por todo o mundo até aos confins da Terra, tendo recebido dos Apóstolos e dos seus discípulos a fé, guarda com tanto cuidado como se habitasse numa só casa; nela crê de modo idêntico, como tendo um só coração e uma só alma; prega-a e ensina-a e transmite-a com voz unânime, como se tivesse uma só boca» (51).174.

  • «Através do mundo, as línguas diferem: mas o conteúdo da Tradição é um só e o mesmo.
  • Nem as Igrejas estabelecidas na Germania têm outra fé ou outra tradição, nem as que se estabeleceram entre os Iberos ou entre os Celtas, as do Oriente, do Egipto ou da Líbia, nem as que se fundaram no centro do mundo» (52).

«A mensagem da Igreja é verídica e sólida, porque nela aparece um só e o mesmo caminho de salvação, em todo o mundo» (53).175. Esta fé, «que recebemos da Igreja, guardamo-la nós cuidadosamente, porque sem cessar, sob a acção do Espírito de Deus, tal como um depósito de grande valor encerrado num vaso excelente, ela rejuvenesce e faz rejuvenescer o próprio vaso que a contém» (54).

  1. Resumindo: 176.
  2. A fé é uma adesão pessoal, do homem todo, a Deus que Se revela.
  3. Comporta uma adesão da inteligência e da vontade à Revelação que Deus fez de Si mesmo, pelas suas acções e palavras.177.
  4. «Crer» tem, pois, uma dupla referência: à pessoa e à verdade; à verdade, pela confiança na pessoa que a atesta.178.

Não devermos crer em mais ninguém senão em Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.179. A fé é um dom sobrenatural de Deus. Para crer, o homem tem necessidade dos auxílios interiores do Espírito Santo.180. «Crer» é um acto humano, consciente e livre, que está de acordo com a dignidade da pessoa humana.181.

  • «Crer» é um acto eclesial.
  • A fé da Igreja precede, gera, suporta e nutre a nossa fé.
  • A Igreja é a Mãe de todos os crentes.
  • «Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tiver a Igreja por Mãe» (55).182.
  • «Nós cremos em tudo quanto está contido na Palavra de Deus, escrita ou transmitida, e que a Igreja propõe à nossa fé como divinamente revelado» (56).183.

A fé é necessária para a salvação. O próprio Senhor o afirma: «Quem acreditar e for baptizado salvar-se-á, mas quem não acreditar será condenado» (Mc 16, 16).184. «A fé é um antegozo do conhecimento que nos tornará felizes na vida futura» (57).

SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS (58) CREDO DE NICEIA–CONSTANTINOPLA (59)
Creio em Deus, Pai todo-poderoso,Criador do Céu e da Terra;
  • Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra,
  • de todas as coisas visíveis e invisíveis.
e em Jesus Cristo, seu único Filho,nosso Senhor, Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos:Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus.
  1. que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
  2. nasceu da Virgem Maria;
  • E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria,
  • e Se fez homem.
  1. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há-de vir a julgar
  2. os vivos e os mortos.
  • Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
  • Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos;
  • e o seu Reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo;
  1. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
  2. Ele que falou pelos profetas.
na santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
  • na remissão dos pecados; na ressurreição da carne;na vida eterna.
  • Amen
Professo um só Baptismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir. Amen.

1. II Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.2. II Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 5: AAS 58 (1966) 819.3. Cf. Rm 1, 5; 16, 26.4. Cf. Gn 12, 1-4.5. Cf. Gn 23, 4.6. Cf. Heb 11, 17.7. Cf. Gn 15, 6.8. Cf. Gn 15, 5.9. Cf. Gn 18, 14.10 Cf.

  • Lc l, 48.11. Cf.
  • Lc 2, 35.12. Cf.
  • Jr 17, 5-6; Sl 40, 5; 146, 3-4.13. Cf.
  • Mc 1, 11.14. Cf.
  • Mc 9, 7.15. Cf.
  • Mt 11, 27.16. Cf.
  • Gl 1, 15-16; Mt 11, 25.17,
  • II Concílio Vaticano, Const. dogm.
  • Dei Verbum, 5: AAS 58 (1966) 819.18.
  • I Concílio Vaticano, Const. dogm.
  • Dei Filius, c.3: DS 3008.19.
  • São Tomás de Aquino.
  • Summa theologiae II-II.q.2.a.9.

c: Ed. Leon.8.37: cf. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c.3: DS 3010.20. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius.c.3: DS 3008.21. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c.3: DS 3009.22. Cf. Mc 16, 20; Heb 2, 4.23. I Concílio Vaticano, Const.

  • Dogm. Dei Filius, c.3: DS 3009.24.
  • I Concílio Vaticano, Const. dogm.
  • Dei Filius, c.3: DS 3010.25.
  • São Tomás de Aquino, Summa theologiae II-II.q.171, 5, 3um: Ed.
  • Leon.10, 373.26.J.H.
  • Newman, Apologia pro vita sua, c.5. ed.M.J.
  • Svaglic, Oxford 1967, p.210.27.
  • Santo Anselmo da Cantuária, Proslogion.
  • Prooemium: Opera omnia, ed.F.S.

Schmitt.v.1, Edimburgo 1946, p.94.28. II Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 5: AAS 58 (1966) 819.29. Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9: CCL 41.512 (PL 38.258).30. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c.4: DS 3017.31. II Concílio Vaticano, Const.

Past. Gaudium et spes, 36: AAS 58 ((966) 1054.32. II Concílio Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 10: AAS 58 (1966) 936; cf. CIC cân.748 § 2.33. II Concílio Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 11: AAS 58 (1966) 936.34. II Concílio Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 11: AAS 58 (1966) 937.35. Cf. Mc 16, 16; Jo 3, 36: 6, 40: etc.36.

I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c 3: DS 3012; cf. Concílio de Trento, Sess.6ª, Decretum de iustiftcatione, c.8: DS 1532.37. Cf. Mc 9, 24; Lc 17, 5: 22, 32.38. Cf. Tg 2, 14-26.39. Cf. Rm 15, 13.40. São Basílio Magno, Liber de Spiritu Sancto, 15, 36: SC 17bis.370 (PG 32, 132); cf.

São Tomás de Aquino, Summa Theologiae II-II, q.4, a.I. c: Ed. Leon.8.44.41. Cf. II Concílio Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 58: AAS 57 (1965) 61.42. João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 17: AAS 79 (1987) 381.43. João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 18: AAS 79 (1987) 382-383.44. Símbolo dos Apóstolos: DS 30.45.

Símbolo Niceno-Constantinopolitano: DS 150 (no original grego).46. Iniciação cristã dos adultos, 75.2ª edição, Gráfica de Coimbra 1996.p.48: Ibid,, 247, p.153.47. Fausto de Riez, De Spiritu sancto 1, 2: CSEL 21, 104 (l, 1: PL 62.11).48. São Tomás de Aquino, Summa theologiae 11-II, q.I.a.2.

ad 2: Ed Leon.8.11.49. Cf. Jd 3.50. Cf. Ef 4, 4-6.51. Santo Ireneu de Lião, Adversus haereses I.10, 1-2: SC 264, 154-158 (PG 7, 550-551).52. Santo Ireneu de Lião, Adversus haereses I.10.2: SC 264, 158-160 (PG 7, 531-534).53. Santo Ireneu de Lião, Adversus haereses V, 20.1: SC 153, 254-256 (PG 7, 1177).54. Santo Ireneu de Lião, Adversus haereses III.24, 1: SC 211, 472 (PG 7, 966).55.

São Cipriano de Cartago, Ecclesiae catholicae unitate, 6: CCL 3.253 (PL 4.519).56. Paulo VI, Sollemnis Professio fidei, 20: AAS 60 (1968) 441.57. São Tomás de Aquino, Compendium theologiae, 1, 2: Ed. Leon.42.83., 1, 2.58. DS 30.59. DS 150. : Catecismo da Igreja Católica.

Qual é a diferença entre religião e fé?

Fé, razão e crença na apologia Raymond Sebon: somos cristãos como somos perigordinos ou alemães? • • O presente artigo procura analisar a noção de fé em Montaigne, confrontando-a com as idéias de razão e de crença, e também em sua relação com o lugar que é conferido à autoridade pelo autor dos Ensaios.

Discute-se principalmente a interpretação bastante estabelecida de que o ceticismo de Montaigne reduziria a fé à esfera das crenças e dos costumes. Montaigne; Ceticismo; Fé; Crença; Razão This paper analyzes Montaigne’s concept of “faith”, in comparison with the concepts of “reason” and “belief”, and in relation to the place assigned to authority by the author of the Essays.

The paper mainly discusses the traditional interpretation’s claim that Montaigne’s skepticism would reduce faith to the sphere of customs and beliefs. Montaigne; Skepticism; Faith; Belief; Reason

  • Fé, razão e crença na apologia Raymond Sebon: somos cristãos como somos perigordinos ou alemães?
  • Telma de Souza Birchal
  • Professora do Departamento de Filosofia da UFMG.
  • RESUMO

O presente artigo procura analisar a noção de fé em Montaigne, confrontando-a com as idéias de razão e de crença, e também em sua relação com o lugar que é conferido à autoridade pelo autor dos Ensaios. Discute-se principalmente a interpretação bastante estabelecida de que o ceticismo de Montaigne reduziria a fé à esfera das crenças e dos costumes.

Palavras-chave: Montaigne, Ceticismo, Fé, Crença, Razão ABSTRACT This paper analyzes Montaigne’s concept of “faith”, in comparison with the concepts of “reason” and “belief”, and in relation to the place assigned to authority by the author of the Essays. The paper mainly discusses the traditional interpretation’s claim that Montaigne’s skepticism would reduce faith to the sphere of customs and beliefs.

Keywords: Montaigne, Skepticism, Faith, Belief, Reason Introdução O pensamento de Montaigne nos é apresentado por interpretações tão clássicas quanto iluminadoras, por exemplo as de Hugo Friedrich e Jean Starobinski, como uma filosofia da pura imanência, do simplesmente humano, ou seja, no qual as questões ligadas à religião e à fé, pelo fato mesmo de serem inatingíveis à razão humana, perdem seu lugar.

  • Somos cristãos como somos perigordinos ou alemães” — esta frase lapidar da “Apologia de Raymond Sebon” sintetizaria, afinal, a questão da religião e da fé em Montaigne.
  • Sobre isso, Starobinski escreve: “(.) no melhor dos casos, a fé cristã pode ser respeitada no costume em que se converteu — na falta de uma certeza melhor”.

A fé seria, então, assimilada à esfera das crenças e a religião aos costumes: como regra de vida, Montaigne recomendaria, sem mais, o preceito cético de “seguir os costumes de seu país”. Esta visão parece-nos tão verdadeira quanto limitada. Verdadeira no sentido de que, sem dúvida, os Ensaios se desenvolvem na esfera do meramente humano, como seu autor escreve em “Das preces”: “Proponho idéias humanas e minhas, simplesmente como idéias humanas (.), o que penso segundo eu mesmo, e não o que acredito segundo Deus” (I, 56, 323/482).

Temos aqui expressão de um pensamento indiscutivelmente laico: de fato, nos Ensaios, o que a Igreja dispõe sobre o arrependimento ou as orações é, digamos assim, colocado entre parênteses como a verdade indiscutível — porque acima da razão humana — da autoridade; enquanto a presença, no cotidiano da vida humana, das tentativas de arrepender-se e da prática efetiva das orações é submetida a uma análise fina e absolutamente autônoma em relação ao que dispõe a ortodoxia.

O importante a registrar é que, na perspectiva de Montaigne, arrependimento e orações tornam-se objetos de reflexão, enquanto dimensões da vida humana, e, nesse sentido, a esfera da fé é remetida ao solo dos costumes e das crenças, do qual jamais se arranca na dinâmica do texto dos Ensaios,

Cabe perguntar se este procedimento nos autorizaria, com tantos intérpretes, a concluir que Montaigne naturaliza o sobrenatural e reduz a questão da fé definitivamente à esfera do costume e das crenças. Parece-nos, porém, que a constatação acima não basta para dar conta do problema da fé e da religião nos Ensaios,

Interpretações recentes têm concedido uma importância maior ao papel do cristianismo no pensamento de Montaigne. Deixando de lado as posições extremas, como a de Andrée Comparot, que o torna um fiel agostiniano, ou de Miernowiski, que encontra nos Ensaios o espírito da teologia negativa, passando por Screech, que faz de Montaigne um “propagandista tridentino”, fiquemos com a afirmação de Fréderic Brahami: o cristianismo desempenha um papel fundamental na estruturação do pensamento de Montaigne e notadamente na configuração do ceticismo do autor.

  1. Daí que se coloca a necessidade de re-situar o problema da fé na dinâmica dos Ensaios,
  2. Para fazer isso vamos, em um primeiro momento, analisar a díade fé-razão, em um segundo, a díade fé-crença e, a seguir, desenvolver uma reflexão sobre a questão da autoridade.
  3. Fé e Razão Partiremos das conseqüências que Montaigne tira de uma afirmação bastante explícita nos Ensaios : Deus é absolutamente transcendente e está acima de toda a compreensão humana.

Assim, sendo a verdade do âmbito do divino e possuída por Deus, ela não pode ser da esfera da razão humana. Escreve Montaigne na “Apologia”: O que nos prega a verdade, quando nos exorta a evitar a filosofia mundana, quando nos inculca tão amiúde que diante de Deus nossa sabedoria é apenas loucura; que de todas as vaidades a mais vã é o homem; que o homem que se vangloria de seu saber não sabe ainda o que é saber; e que o homem, que nada é, se julga ser alguma coisa está iludindo a si mesmo e se enganando? (II, 12, 449/176).

  1. Esta articulação radical entre verdade e sobre-natureza tem como primeira conseqüência dissociar o tradicional par razão humana-verdade que, mesmo de forma restrita, sempre andara junto na teologia cristã.
  2. O que quer dizer que não apenas à razão humana está vetado o conhecimento do que está “acima” dela (o que distinguiria entre verdades divinas e verdades humanas), mas que toda verdade está em Deus.

Dessa forma, o termo “razão”, em Montaigne, perde sua definição essencial de faculdade de conhecimento e de relação com a verdade e abre-se para uma rica polissemia. Analisando esta questão, Fréderic Brahami privilegia o que ele chama de “naturalização” da razão: a razão torna-se uma entre as várias funções instintivas no homem e está, assim, a serviço da vida.

Cabe notar, portanto, que o fundamento do chamado “ceticismo” de Montaigne não decorre, como em seus predecessores, da verificação da eqüipolência das opiniões mas, ao contrário, a crítica da razão na “Apologia” desenvolve-se desde seu início nos quadros de um problema religioso e coloca-se a si mesma como uma postura religiosa.

O cristianismo — ou pelo menos aquilo que Montaigne julga ser a expressão mais piedosa dele — traça o quadro no qual se inscreve sua crítica à razão. Situando-se numa perspectiva para a qual Deus é transcendência absoluta, o autor da “Apologia de Raymond Sebon” encerra a razão humana na finitude e afirma sua incapacidade de compreender a verdade.

O sobrenatural e o natural não só se distinguem, como o superior do inferior, mas, a rigor, não estabelecem nenhum tipo de contato, a não ser por pura iniciativa divina, por “milagre”, como gosta de dizer Montaigne — que jamais nega esta possibilidade, embora nunca a tenha visto acontecer. Como o teólogo Sebon, ele parte de um dogma fundamental do cristianismo — a idéia da natureza como criação e do homem como “criatura” —, mas tira dele a conseqüência anti-seboniana de que todo discurso sobre Deus é impossível, pois a criatura não atinge o Criador.

Conforme observa Paul Mathias, “a impossibilidade de uma teologia natural é devida ao que se sabe da Criação, não àquilo que se ignora dela”. Podemos estabelecer, então, que: (1) a posição religiosa de Montaigne é essencial para compreender o trabalho de destituição da razão presente na “Apologia”; (2) o par fé-razão se opõe como o que tem e o que não tem relação com a verdade.

Disso, Brahami conclui que a razão tendo desaparecido da antropologia de Montaigne, o espírito se divide entre uma fé tão mais pura quanto nada se pode dizer dela, senão que ela metamorfoseia o homem, e uma crença ordinária que é a forma mesma do homem. Colocando a fé acima do discurso, remetendo o homem à sua condição de criatura que não participa em nada (.) da divindade (.), o fato elementar da vida humana é agora a crença.

Ou seja, somos cristãos como somos perigordinos ou alemães. Fé e Crença Será esta, porém, a última palavra de Montaigne sobre a fé? O caminho que tomaremos é analisar a díade fé-crença, tal como aparece na “Apologia” e em outros capítulos dos Ensaios,

  1. Ora, o que é a fé? O que é a crença? Textualmente, a diferença é estabelecida desde as primeiras páginas da “Apologia”: Se nos ligássemos a Deus pelo intermédio de uma fé viva, se nos ligássemos a Deus por ele, não por nós (.) (II, 12, 441/165).
  2. Se acreditássemos nele, não digo por fé, mas com uma simples crença (.) se acreditássemos nele e o conhecêssemos como uma outra história, como um de nossos companheiros (.) pelo menos ele marcharia na mesma fileira de nossa afeição que as riquezas, os prazeres, a glória e nossos amigos (II, 12, 444/169).

Tentemos uma definição: a crença resulta do domínio da experiência e constitui-se de convicções não fundadas racionalmente e que modelam a conduta cotidiana; já a fé é descrita como algo inspirado por Deus, uma infusão proveniente do alto. A fé tem origem divina, já os laços constituídos pelos meios humanos (discursos e costumes) seriam a crença.

Ainda, Montaigne diz que a fé seria inflexível e inabalável e teria como efeitos ações virtuosas; ela tem origem sobrenatural, portanto levaria a prática para além da natureza e o saber para além da crença, na direção da verdade, como continua o primeiro trecho da citação anterior: (.) se tivéssemos uma base e um alicerce divino, as circunstâncias humanas não teriam o poder de nos abalar, como têm (.).

Se este raio de divindade nos tocasse de alguma forma, ele se manifestaria por toda parte: não apenas nossas palavras, mas também nossos atos trariam consigo sua luz e seu brilho (.). Se tivéssemos uma só gota de fé, moveríamos as montanhas de seu lugar, diz a Santa Escritura, (.) nossas ações não seriam simplesmente humanas (.).

  • II, 12, 441-442/165-166).
  • O condicional aí se explica pelo fato de que, recorrendo à experiência, Montaigne não encontra nenhum sinal, nenhum indício de que a religião existente seja marcada pela presença divina, por esta infusão extraordinária.
  • Na realidade, e pelo contrário, o que se vê são pessoas que mudam de crença ao sabor das novidades e dos jogos políticos, e cujas ações não coincidem com as palavras; o que se mostra é uma religião marcada pelas dissensões em relação à verdade, pela brutalidade das guerras e pela crueldade, e colocada, enfim, a serviço dos piores instintos humanos.

Como escreve Brahami: “Tomando ao pé da letra as palavras do Evangelho que afirma que se nós tivéssemos uma só gota de fé removeríamos montanhas, Montaigne deduz que, desde que as montanhas permanecem em seu lugar, não temos fé.” No entanto, também a “crença” parece estar fora da alçada dos cristãos, e é ainda Brahami que desenvolve uma tese interessante a este respeito: dada a sobrenaturalidade da fé cristã e a radicalidade de suas exigências, ela é impraticável como crença : “A própria sublimidade do cristianismo proíbe que ele possa ser objeto de uma crença”.Enquanto as religiões humanas encontram seguidores que conformam a elas suas práticas, “uma tão divina e celeste instituição marca os cristãos tão-somente pela língua” (II, 12, 442/165).

Não se trata aqui apenas de um discurso moralizante, que visaria mostrar a inferioridade dos cristãos: mais que isso, Montaigne estaria reconhecendo que as exigências do cristianismo ultrapassam, de tal forma, as condições da simples natureza humana que esta não pode ser uma religião na qual simplesmente se crê e à qual a vida poderia conformar-se.

A realização do cristianismo só poderia ocorrer numa esfera acima da crença e de forma sobrenatural. Tal compreensão é suficiente para se reconhecer que Montaigne não assimila a fé à crença, mas mantém a distinção entre os dois domínios. Nessa perspectiva, dizer que “somos cristãos como somos perigordinos ou alemães” ou “só acolhemos nossa religião à nossa maneira e com nossas mãos” (II, 12, 445/170) significaria dizer que não somos, absolutamente, cristãos e que a verdade sobrenatural do cristianismo se revela em sua ausência na esfera da natureza.

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A lógica subjacente ao pensamento de Montaigne seria semelhante à daquele homem que, (.) tendo ido a Roma com a mesma finalidade, ao ver a devassidão dos prelados e do povo daquele tempo, firmou-se ainda mais fortemente em nossa religião, considerando quanta força e divindade ela devia ter para manter sua dignidade e seu esplendor em meio a tanta corrupção e em mãos tão viciosas (II, 12, 442/166).

Ou seja: a prática dos homens não é medida da verdade de Deus, é medida apenas de si mesma. A fé permanece, portanto, como uma espécie de lugar não preenchido capaz de denunciar as pretensões racionais dos teólogos, a auto-ilusão dos piedosos e a ingenuidade dos supersticiosos, como veremos no próximo item.

Os elementos acima destacados mostram, portanto, que a questão da religião em Montaigne ultrapassa em muito sua compreensão como mero costume ou crença. De fato, a postulação de uma religião situada no lugar silencioso da verdade define, por contraste, a esfera da crença como essência do humano: Se ela não penetrar em nós por meio de uma infusão extraordinária; se penetrar não só pela razão, mas também por meios humanos, não estará dentro de nós em sua dignidade nem em seu esplendor.

Porém na verdade temo que a desfrutemos só por esta via. (II, 12 441 /164-165). Fé e Autoridade Um outro ponto essencial na compreensão do problema da fé em Montaigne é sua articulação com a autoridade, ou seja, com a doutrina da Igreja Católica, que ocupa o lugar da verdade.

Logo no início da “Apologia”, Montaigne registra o contexto no qual tomara conhecimento da obra do teólogo Raymond Sebon: um amigo recomendara-o a seu pai “como livro muito adequado para a época em que lho deu: foi quando as novidades de Lutero começavam a entrar em voga e a abalar em muitos lugares nossa antiga crença.

Nisso ele tinha uma opinião muito acertada (.)” — e prossegue denunciando a audácia do vulgo de querer submeter as “idéias que recebera pela autoridade das leis ou pela reverência dos antigos costumes” ao “julgamento e consentimento pessoal” (II, 12, 439/162).

  1. Neste ponto, parece-nos que podemos encontrar na “Apologia” uma outra idéia de fé, para além da “infusão extraordinária” anteriormente citada.
  2. Ao contrário de sua época, que transformara a religião numa questão de convicção individual, numa certeza interior, Montaigne afirma algo absolutamente oposto, e um tanto incômodo para seus leitores pós-Reforma: a fé não é algo a que o indivíduo possa ser levado a crer, não é um exercício de convencimento, ou seja, não se passa na esfera do julgamento ou das crenças pessoais.

As convicções de cada um, como ele mostra em tantos casos, mudam com o tempo e ao sabor dos interesses: elas têm uma origem humana e passional. A fé é outra coisa: define-se como submissão a uma palavra de autoridade e deve ser recebida como tal. Os Ensaios estão cheios de fórmulas, como a que aparece no capítulo sobre o arrependimento: (.) acrescentando sempre este refrão, não um refrão de mera formalidade, mas de sincera e leal submissão: de que falo inquirindo e ignorando, remetendo-me quanto à decisão, pura e simplesmente, às crenças comuns e legítimas.

  • Não ensino, relato (III, 2, 29-30).
  • A submissão à autoridade da Igreja é não apenas um aspecto da fé segundo Montaigne, mas o caráter textual e explícito da fé de Montaigne (já que ele não move montanhas e, portanto, pode considerar-se desprovido daquela “infusão divina” definida no item anterior).
  • Referi-me ao incômodo desta formulação: fica sempre o problema de articular a duplicidade entre a verdade da doutrina, que ele confessa aceitar, e a esfera de suas próprias crenças e opiniões, enfim, do exercício de seu julgamento, que tantas vezes se exerce em nítida oposição ao que dispõe a Igreja.

Da duplicidade à indiferença ou mesmo à hipocrisia a distância parece pequena, o que levou muitos intérpretes a levantarem questões sobre a sinceridade do autor dos Ensaios, Não pretendo desempenhar aqui o papel de advogada de defesa da sinceridade do filósofo, pois isto está fora do alcance de qualquer intérprete.

Pretendo simplesmente aceitar esta duplicidade na qual o autor se instala explícita e textualmente (ou seja, recusar interpretá-la de saída como uma simples astúcia ou máscara da incredulidade) e, a partir dela, compreender o lugar que ele concede à fé e à crença. A aceitação da autoridade da Igreja funda-se, de forma mais geral, numa reflexão sobre os poderes da razão e de seus limites, o que se revela claramente no título de um de seus capítulos: “É loucura condicionar ao nosso discernimento o verdadeiro e o falso” (I, 27).

Antecipando uma idéia que será desenvolvida por Hume, Montaigne afirma que, ao tentar fazer a triagem entre o verdadeiro e o falso, apenas tomamos o habitual como digno de crédito e o raro ou estranho como indigno dele, mas isto significa “atribuir a si o privilégio de saber as fronteiras e os limites da bondade de Deus e o poder de nossa mãe natureza” (I, 27, 179/268).

Ora, como não conhecemos os fundamentos e as regras do natural e do possível, não podemos, definitivamente, designar algo como “impossível” — o que abre espaço para a palavra de autoridade que demanda a nossa aceitação de proposições contrárias ao senso comum. Aqui o homem crítico e letrado parece se aproximar do vulgo, pois estaria autorizado a ser crédulo até à superstição.

No entanto, a aproximação é apenas aparente, e por dois motivos; o primeiro, porque o que Montaigne propõe é uma credulidade refletida, consciente de que submeter os dogmas da religião ao crivo da razão significaria uma ignorância maior: a ignorância de si mesmo, ou dos limites da razão.

Este primeiro motivo — a consciência do limite da razão que deixa espaço para uma outra palavra que se impõe contra o “habitual” e o “verossímil” — seria, por assim dizer, uma espécie de condição de possibilidade da aceitação da autoridade preconizada por Montaigne. O segundo motivo é que esta palavra se impõe pela dignidade mesma de sua fonte.

A palavra vale aqui não por sua racionalidade, mas pela credibilidade de quem a profere. Ela é testemunho, não argumentação e, por isso, conforme observa Tournon, a série de milagres póstumos de Santo Hilário compilada pelo ingênuo Bouchet nos Annales d’Acquitaine faz rir, mas “histórias semelhantes” atestadas por Santo Agostinho não seriam recusadas “sem impudência”: a autoridade do santo doutor é suficiente para dar caução às mais singulares taumartugias.

  • Há uma restrição do lugar da autoridade (Deus, os apóstolos, a Igreja) e, portanto, do testemunho aceitável.
  • Um outro aspecto da verdade divina, guardada pela autoridade, é que ela não pode ser objeto de interpretação, ou seja, de conhecimento, por parte dos homens: é a partir desse conteúdo para sempre intraduzível que Montaigne pode, em primeiro lugar, acusar os que propõem uma nova teologia no lugar da antiga.

Ora, não se trata de afirmar que a verdade da tradição é mais evidente que as novidades, mas que “a Deus somente cabe conhecer-se e interpretar suas obras” (II, 12, 449/250). Toda tradução da verdade divina à linguagem da razão é, se não uma fraude, pelo menos um grande engano.

  • A intradutibilidade da verdade divina serve também como base para a crítica impiedosa à credulidade e para a denúncia daqueles que dizem conhecer os desígnios de Deus.
  • Em “Que é preciso sobriedade no aventurar-se a julgar as decisões divinas”, Montaigne afirma que é um erro tentar decifrar nos eventos concretos sinais da vontade de Deus: “A um cristão basta acreditar que todas as coisas vêm de Deus e recebê-las reconhecendo sua divina e inescrutável sabedoria (.)” (I, 32, 216/322).

Sempre que alguém interpreta esta ou aquela ocorrência como sinal da aprovação ou desaprovação divinas, sua versão será tendenciosa e simplesmente humana — e ele será cristão como aqueles cuja religião não é marcada por uma origem divina e transcendente; enfim, será cristão como é perigordino ou alemão.

  1. Conclusões
  2. 1) A frase “somos cristãos como somos perigordinos ou alemães” se, por um lado, descreve uma situação de fato, por outro, longe de assimilar o cristianismo às outras religiões, é um alerta contra a humanização do sobrenatural, que não deve marcar a verdadeira religião.
  3. 2) A possibilidade de uma crítica às crenças e às superstições assenta-se não numa pretensa capacidade da razão de distinguir entre o possível e o impossível (como será o caso depois com os iluministas), mas na postulação de uma verdade da fé, da qual qualquer tentativa de interpretação degenera em credulidade.

3) Montaigne, por um lado, restringe a esfera da razão humana, que não deve pretender a verdade. A razão torna-se o lugar do ensaio, da investigação, da “fantasia”. No entanto, por outro lado, ele restringe também a esfera da teologia, pois ela não é mais que um conteúdo aceito por divina autoridade que não deve dialogar com este conjunto de idéias e fantasias humanas, quer dizer, com a razão — pois isso seria diminuí-la em sua dignidade.

Talvez por isso o autor dos Ensaios não tenha feito nenhuma das alterações que a Inquisição determinou que ele fizesse em seu livro. Esta atitude não desmente seus protestos de submissão, prova apenas que ele entende ser sua obra demasiado humana para pretender ter a autoridade divina como sua interlocutora.

A submissão à autoridade não pode se materializar em nenhum discurso para além de sua própria reiteração.4) Nosso ponto de partida foi a tríade: razão, definida (negativamente) como o que (não) se articula com a verdade; crença, compreendida como todo discurso que se remete à vida, e a fé, que se remete seja ao sobrenatural, seja à autoridade.

Nas entrelinhas do discurso de Montaigne sobre esta tríade, porém, podemos identificar um novo lugar, diferente da razão, porque não “toma pé”, mas apenas “ensaia”; diferente da crença, porque refletido e crítico; diferente da fé, porque meramente humano. Trata-se do “julgamento” de Montaigne, de suas “opiniões” ou do que ele “pensa segundo ele mesmo” — seguramente o aspecto mais marcante de toda a sua filosofia.

Artigo recebido em maio de 2004 e aprovado em maio de 2005. Este artigo foi originalmente proferido como conferência no III Colóquio de Epistemologia da Universidade São Judas Tadeu: Política e Direito entre a Tradição Medieval e o Início da Modernidade, realizado em São Paulo, de 17 a 19 de maio de 2004.

  • BRAHAMI, F. Le scepticisme de Montaigne Paris: PUF, 1997.
  • _. Le travail du scepticisme Montaigne, Bayle, Hume. Paris: PUF, 2001.
  • EVA, L.A.A. O Fideísmo Cético de Montaigne. Kriterion, n.86, p.42-59, agosto a dezembro, 1992.
  • FAYE, E. Philosophie et perfection de l’homme De la Renaissance à Descartes. Paris: VRIN, 1998.
  • MAIA NETO, J.R. Epoché as perfection: Montaigne’s view of ancient scepticism.In: MAIA NETO, J.R.; POPKIN, R.H. (Ed.). Skepticism in Renaissance and Post-Renaissance Thought New interpretations. Amherst/N.Y: Humanity Books, 2003.
  • MATHIAS, P. Introduction: d’une science “‘par raison déraisonnable”. In: MONTAIGNE, M. Apologie de Raymond Sebond Éd. Paul Mathias. Paris: G.F. Flammarion, 1999.
  • MIERNOWISKI, J. L’ontologie de la contradiction sceptique Paris: Honoré Champion, 1998.
  • MONTAIGNE, M. Les Essais Éd. de Pierre Villey. Paris: PUF, 1988. (Col. Quadrige).
  • _. Os Ensaios Trad. Rosemary C. Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
  • STAROBINSKI, J. Montaigne em Movimento. São Paulo: Cia das Letras, 1993.
  • TOURNON, A. Que c’est que croire. BSAM, n.33-34, jul. a dez., 1993.
  • 1 Ensaios, II, 12, 445/179. Nas referências aos Ensaios de Montaigne, o número em romanos indica o livro, e o primeiro número em arábicos, o capítulo. A seguir, são indicadas as páginas na edição francesa de Pierre Villey e na tradução brasileira de Rosemary C. Abílio.
  • 2 Montaigne em movimento, p.260.
  • 3 Daí que o problema, para todos os intérpretes de Montaigne, é conciliar seus protestos de fé e submissão com suas posições heterodoxas. Esta questão está tratada de modo exemplar por André Tournon, “Que c’est que croire”, 1993.
  • 4 Ver TOURNON, 1993, p.180, nota 16.
  • 5 Esta tese aparece em dois trabalhos de Brahami: Le scepticisme de Montaigne e Le travail du scepticisme,
  • 6 Ver também meu artigo “As razões de Montaigne”, a ser publicado em breve pela revista
  • 7 Le travail du scepticisme, p.36.
  • 8 MATHIAS. Introduction., p.9.
  • 9 Le travail du scepticisme, p.61.
  • 10 Le travail du scepticisme, p.61.
  • 11 Ela está além das “religiões mortais e humanas” que são aceitas por meio de um “procedimento humano”. (II, 12, 445/171)
  • 12 Le travail du scepticisme, p.64.
  • 13 Tournon apresenta uma interpretação semelhante: esta passagem mostra, de fato, “a dificuldade de uma adesão íntima e pessoal à Revelação” (“Que c’est que croire”, nota 176).
  • 14 Sobre este ponto, Brahami afirma: “a única verdade objetiva que Montaigne reconhece nos Ensaios é aquela dispensada pela Igreja Católica” ( Le travail du scepticisme, p.59).
  • 15 Ver, por exemplo, a discussão sobre a imortalidade da alma na “Apologia”.
  • 16 TOURNON. Que c’est que croire, p.166. O trecho em questão encontra-se em Ensaios (I, 27, 270-271/ 181). Brahami problematiza o testemunho em Montaigne referindo-se especificamente às críticas deste ao valor do martírio ( Le travail du scepticisme, p.62). Acredito, porém, que os dois problemas se situam em esferas diferentes. De um lado, Montaigne debruça-se sobre a “psicologia” do martírio, assim como o faz com a psicologia do arrependimento, e sobre ela “exercita seu julgamento”; de outro, trata-se de aceitar aqueles testemunhos que a Igreja investiu com sua autoridade. Pois, como Tournon mesmo assinala, para Montaigne “os homens não servem como testemunhas do sobrenatural” (Que c’est que croire, p.168). Não é o testemunho que estabelece a verdade de um fato, mas a autoridade que o funda.
  • 17 Faye interpreta esta última conseqüência como um enfraquecimento do discurso teológico ( Philosophie et perfection de l’homme, p.196).
    • Publicação nesta coleção 13 Mar 2006
    • Data do Fascículo Jun 2005
    • Revisado Maio 2005
    • Recebido Maio 2004

    : Fé, razão e crença na apologia Raymond Sebon: somos cristãos como somos perigordinos ou alemães?

    O que significa a palavra fé em hebraico?

    FÉ — Original Grego e Hebraico Os escritores do Novo Testamento usaram a palavra grega πιστις (pistis) para descrever ‘fé’.

    O que é crer em Deus?

    Autor de “Zelota – A vida e a época de Jesus de Nazaré” e “Deus – Uma história humana”, o cientista da religião Reza Aslan defende o panteísmo como uma “espiritualidade para um mundo novo e globalizado” 02/07/2018 – 16:45 / Atualizado em 04/07/2018 – 16:15 Reza Aslan Foto: Hindustan Times / Agência O Globo 1. Em seu livro “Deus – Uma história humana”, o senhor argumenta que desumanizar Deus, despojá-lo de características humanas, é a única maneira de experimentar verdadeiramente o divino. Por quê? Ao longo da história humana, quase todas as culturas e religiões enxergaram o divino como um reflexo de nós mesmos.

    Enxertamos em Deus nossas próprias emoções e personalidades, nossas virtudes e nossos vícios, até nossos corpos. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pediu a várias pessoas que descrevessem Deus: brancos imaginavam um Deus branco e negros imaginavam um Deus negro; progressistas imaginavam um Deus com traços femininos e conservadores imaginavam um Deus másculo.

    Todos descreviam a si mesmos. É assim que nosso cérebro funciona. Atribuímos características humanas a Deus para conseguir entendê-lo e nos relacionarmos com ele. A consequência negativa e óbvia disso é que também atribuímos a Deus todos os nossos defeitos, preconceitos e intolerâncias.

    • É por isso que as religiões podem ser maravilhosas, inspirar amor e compaixão e refletir o que há de bom na natureza humana.
    • Mas, com frequência, a religião também reflete o que há de pior na natureza humana: violência, misoginia, intolerância.
    • Não dá para ter a parte boa sem a parte ruim.
    • Por isso, defendo que façamos um esforço consciente para despojar Deus desses atributos humanos.

    O resultado desse esforço será uma vida espiritual mais profunda, pacífica e plural.2. Ao desumanizar Deus e despojá-lo de atributos sobrenaturais como sua imensa bondade, sua misericórdia e seu poder, não abrimos mão de tudo aquilo de que gostamos nele? Tudo isso que você descreveu são atributos humanos.

    • Misericórdia, compaixão e amor são atributos humanos.
    • Não são sobrenaturais.
    • Criar um Deus que vê, age e ama do mesmo modo que nós vemos, agimos e amamos é um impulso natural.
    • É por isso que o cristianismo é uma religião tão bem-sucedida.
    • Toda religião atribui qualidades humanas a Deus, mas o cristianismo simplesmente diz que, se você quer saber como Deus é, é só imaginar um ser humano perfeito.

    É uma espiritualidade fácil e que cria intimidade, mas há limites. É mais satisfatório conceber um Deus que está além das questões humanas, um Deus que não é uma personalidade divina, mas uma força criativa fundamental no Universo.3. No livro, o senhor argumenta em favor do panteísmo, que afirma que Deus não é um ser sobrenatural, mas tudo e todas as coisas que existem.

    • O panteísmo é uma religião? Religiões são instituições criadas por homens.
    • Envolvem estruturas de comando e hierarquias.
    • O panteísmo é uma posição espiritual, uma perspectiva.
    • É possível ser um budista panteísta, um cristão panteísta ou até mesmo um ateu panteísta.
    • Uma perspectiva panteísta nos ajuda a entender nosso lugar no Universo, nossa relação com Deus e a relação de Deus com a humanidade.4.

    O senhor afirma que encontrou o panteísmo por meio do islamismo sufista. Como pessoas de outras tradições religiosas podem abraçar o panteísmo? O panteísmo é um impulso religioso universal. Está presente no judaísmo, por exemplo. Na cabala (misticismo judaico) há a concepção do “hálito de Deus”, a noção de que Deus existe em todas as coisas.

    • O panteísmo também está presente no pensamento de alguns místicos cristãos.
    • Em religiões orientais, como o taoismo e o hinduísmo, há a ideia de que Deus não é uma pessoa, mas a totalidade do Universo.
    • O panteísmo aparece até na filosofia.
    • O filósofo judeu holandês Baruch de) Espinosa argumentava que Deus é a única “substância” e que toda a criação são “modos” de Deus.

    Até na ciência moderna há a crença de que a matéria e a energia que existem hoje sempre existiram e sempre existirão. É nisso que os panteístas acreditam, que tudo o que existe é uma única substância. Nós chamamos a essa substância de Deus.5. Como as pessoas podem se relacionar com um Deus que é a totalidade? Devemos orar? Devemos louvá-lo? O que fazer com os textos sagrados? É por isso que o panteísmo, embora exista em todas as religiões e tenha sido a primeira forma de espiritualidade humana, nunca foi muito popular.

    As pessoas se perguntam: “Se Deus é a totalidade, por que ir à igreja? Por que orar?”. Um panteísta responde que não são essas práticas que mudam quando se entende que Deus é a totalidade, é nossa mentalidade que muda. Eu, por exemplo, às vezes vou à igreja com minha esposa e às vezes vou à mesquita. Os templos e as hierarquias não importam.

    O que importa é o espírito incorporado no grupo de pessoas que, juntas, concentram sua devoção ao divino. Eu oro o tempo todo. Eu não oro para que meu time ganhe ou pedindo coisas. Orar é refletir sobre mim mesmo e meu lugar no Universo. Todo o meu dia é uma oração.

    • Eu vejo Deus em tudo e em todos.
    • Ser um crente devoto é se devotar a todas as coisas — porque elas são Deus.
    • Para muitos, a religião promove uma espiritualidade fácil: não precisam pensar, porque pensam por elas e lhes dizem o que fazer.
    • Para mim, isso é ser uma criança espiritual.
    • A maioria de nós somos crianças espirituais.

    Devemos crescer, aprender a ser adultos e reconhecer que não precisamos das aparências, mas daquilo que está além delas.6. As religiões propõem códigos éticos e morais. O panteísmo tem uma ética a nos oferecer? A religião é tão boa em fomentar a moralidade como a imoralidade.

    A Torá diz: “Ama teu próximo como a ti mesmo”. Mas também manda escravizar todos os incrédulos, sejam eles homens, mulheres ou crianças. Jesus mandou oferecer a outra face, mas também disse: “Não vim trazer paz, mas espada”. O Corão diz que aquele que mata um indivíduo mata toda a humanidade, mas também manda matar todos os idólatras que você encontrar.

    As religiões têm muitas sugestões imorais. Podem ser usadas para o bem ou para o mal, promover a compaixão ou a violência. Se alguém age corretamente porque espera uma recompensa ou teme a punição divina, como uma criança que se comporta bem para ganhar um pirulito, qual o sentido? Um panteísta não se comporta como uma criança.

    Eu tento agir corretamente porque quero refletir o divino que há em mim. É daí que deriva a ética de um panteísta. Eu entendo que há quem prefira ganhar um pirulito, mas eu defendo que cresçamos e deixemos de ser crianças espirituais.7. A religião está na origem de vários conflitos políticos. Esse Deus com atributos humanos às vezes parece ter opiniões políticas fortes.

    Quais as implicações políticas do panteísmo e da crença em um Deus desumanizado? Religião e política são fenômenos parecidos. Religião é uma forma de identidade e afeta todos os aspectos de nossa vida: nossa visão de mundo, nossas opiniões políticas, como pensamos a economia e a sociedade.

    Não dá para separar política e religião, como defendem os progressistas, porque as pessoas votam influenciadas por princípios morais baseados na religião. Nos Estados Unidos, nacionalistas brancos e pouco educados, que se consideram seguidores da Bíblia, acreditam que devemos ser um país branco. Por isso temos um presidente racista.

    Eles fundiram identidade religiosa e identidade política, criando uma bagunça tóxica. Um panteísta diz que todos são Deus, não importa a cor da pele, se você é conservador ou progressista, você é um ser divino. Isso permite uma separação maior entre política e religião.8.

    • Se a religião fornece uma identidade, que tipo de identidade é fornecida pelo panteísmo? Identidade é como nós definimos a nós mesmos.
    • E nós sempre nos definimos em oposição a um outro: eu sou católico, não protestante; eu sou cristão, não muçulmano; eu sou branco, não negro.
    • O panteísmo é uma nova espiritualidade para um mundo novo e globalizado, porque os panteístas se recusam a se definir em oposição a algo ou alguém.

    Se sou a mesma coisa que você e que esta mesa aqui na minha frente, o indivíduo perde toda a importância e eu ganho uma identidade global. Eu sou um com todas as coisas. No século XXI, vivemos uma tensão entre os globalistas, que dizem que somos todos iguais independentemente de nossa nacionalidade, e a reação fascista observada nos Estados Unidos e na Europa, onde as pessoas se aferram a sua nacionalidade.

    1. A religião segue uma lógica parecida com a lógica nacionalista.
    2. Se a religião é nacionalista, o panteísmo é globalista.9.
    3. O senhor anunciou no Facebook que está fazendo uma viagem ao redor do mundo com sua família para expor seus filhos a práticas, crenças e culturas religiosas as mais diversas.
    4. Qual o objetivo dessa viagem? Minha mulher e eu queremos que nossos filhos cresçam espiritualmente conscientes.

    Não nos importamos com a linguagem que eles vão usar para expressar sua espiritualidade. Não faz diferença se for uma linguagem cristã, muçulmana ou budista. Acreditamos que, se forem expostas a diferentes crenças e visões de mundo, as crianças podem desenvolver um espírito panteísta, entender que a fé que têm é expressa de centenas de maneiras diferentes.

    1. Quanto mais aprenderem sobre essas diferenças, mais vão reconhecer que a fé é real.
    2. A maioria das pessoas acredita que as crianças devem ser criadas numa única religião específica.
    3. Mas, quando crianças criadas assim crescem, elas começam a achar que religião é besteira e deixam de acreditar em Deus.
    4. Elas abandonam a fé porque não sabem a diferença entre Deus e a religião em que foram criadas.

    Ou então desenvolvem não uma relação com Deus, mas com a religião de seus pais. Quando lhes perguntam “No que você acredita?”, respondem coisas como “Eu acredito no cristianismo”. Mas o cristianismo é apenas uma linguagem para expressar algo mais profundo! Não queremos nenhuma dessas opções para nossos filhos.

    Quais são os tipos de fé segundo a Bíblia?

    Sem sombra de dúvida esse exemplo ilustra a segunda parte de Hebreus 11:1 ‘e a prova das coisas que se não veem’. Agora vamos considerar os três tipos de Fé que encontramos: a primeira é chamada de fé comum ou natural; a segunda de fé salvífica ou salvadora e a última de fé operante.

    O que é viver pela fé?

    Conclusão: Viver da fé é confiar totalmente em Deus, não importando as situações, as aflições e tribulações. Não querendo resolver tudo a seu modo, no seu tempo, do seu jeito, fazendo justiça com as próprias mãos, mesmo na sua razão.

    O que é preciso para ter fé?

    Se eu sentir que estou perdendo a fé, o que posso fazer para readquiri-la? Perguntas e respostas girl sitting on top of a mountain Se sinto dificuldade em sentir o Espírito, ajuda muito ler as escrituras e ver a fé que todos tinham. Isso me dá fé. Talvez suas orações tenham sido curtas demais. Tente fazê-las de modo mais sincero, e o Pai Celestial vai ajudá-lo a readquirir sua fé.

    1. Sei que posso orar ao Pai e Lhe pedir que me ajude a manter a planta da fé que estou cultivando.
    2. Preciso fazer as coisas necessárias para nutri-la, como ler as escrituras, procurar ter experiências espirituais, contar minhas bênçãos e pedir ajuda a meus familiares.
    3. Desse modo, minha fé pode começar a crescer de novo.

    Não acontecerá de um dia para o outro — é um processo demorado. Preciso ter paciência e confiar no Senhor. Quando sinto que estou perdendo a fé, converso com minha mãe e meu pai, e descobrimos juntos a solução. Às vezes cantamos um hino inspirador e depois podemos sentir o Espírito.

    1. Além de orar diretamente ao Pai Celestial, podemos perguntar a nossos pais como podemos voltar a Ele e recuperar nossa fé.
    2. Como já senti minha fé diminuir no passado, há três coisas que fiz para recuperá-la.
    3. Em primeiro lugar, orei.
    4. Orar pedindo forças e para saber o que fazer foi algo que funcionou muito bem.

    Em segundo lugar, contei a bons amigos o que estava acontecendo, e eles me ajudaram imensamente quando precisei. Em terceiro lugar, li as escrituras. Muitas delas se referem à fé e podem nos ajudar a readquiri-la. “Um dos propósitos da Igreja é nutrir e cultivar a semente da fé, mesmo que às vezes seja no solo arenoso da dúvida e da incerteza. () Duvidem de suas dúvidas antes de duvidarem de sua fé.”Élder Dieter F. Uchtdorf, do Quórum dos Doze Apóstolos, As respostas são auxílios e pontos de vista, não pronunciamentos doutrinários oficiais da Igreja. Próxima pergunta

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    : Se eu sentir que estou perdendo a fé, o que posso fazer para readquiri-la?

    Porque temos que ter fé em Deus?

    Por causa de sua importância, é possível afirmar que a fé é um merecimento, que vem direto de Deus, para aqueles que precisam enfrentar perdas, perigos e infelicidades. A fé é como uma luz na escuridão. O ser humano que tem fé é aquele que, em geral, já nasce dotado dessa capacidade.