O Que É Esquizofrenia? - [] 2024: CLT Livre

O Que É Esquizofrenia?

Como age uma pessoa que tem esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno mental caracterizado pela perda de contato com a realidade (psicose), alucinações (é comum ouvir vozes), falsas convicções (delírios), pensamento e comportamento anômalo, redução das demonstrações de emoções, diminuição da motivação, uma piora da função mental (cognição) e problemas no desempenho diário, incluindo no âmbito profissional, social, relacionamentos e autocuidado.

Nem a causa nem o mecanismo da esquizofrenia são conhecidos. A pessoa pode ter uma variedade de sintomas, desde comportamento bizarro e incerto e fala desorganizada a perda de emoções, bem como pouca ou nenhuma fala até a incapacidade de se concentrar e se lembrar de eventos. O médico faz o diagnóstico da esquizofrenia tomando por base os sintomas e depois de ter realizado exames para descartar outras possíveis causas de psicose. O tratamento envolve medicamentos antipsicóticos, programas de formação e atividades de apoio comunitário, psicoterapia e educação familiar. O resultado é influenciado pelo fato de a pessoa estar ou não tomando os medicamentos da maneira receitada. A detecção precoce e o tratamento precoce melhoram o funcionamento em longo prazo

A esquizofrenia é um grande problema de saúde pública em todo o mundo. O transtorno pode afetar os jovens no momento exato em que estão estabelecendo a sua independência e pode ter como resultado incapacidade e estigma durante toda a vida. Em termos de custos pessoais e econômicos, a esquizofrenia encontra-se entre os piores transtornos que afetam a humanidade.

  • A esquizofrenia afeta aproximadamente 1% da população mundial e ocorre na mesma proporção em homens e mulheres.
  • Nos Estados Unidos, a esquizofrenia é responsável pelo afastamento de uma em cada cinco pessoas que solicitam dias de despensa no seguro social, bem como por 2,5% dos gastos com todo o serviço de saúde.

A esquizofrenia é mais frequente do que a doença de Alzheimer e a esclerose múltipla. Os fatores que podem fazer com que as pessoas sejam vulneráveis à esquizofrenia incluem:

Predisposição genética Problemas ocorridos antes, durante ou depois do nascimento, como infecção pelo vírus influenza na mãe durante o segundo trimestre da gravidez, falta de oxigênio no momento do parto, baixo peso ao nascer e incompatibilidade do tipo de sangue entre mãe e filho Infecções no cérebro Uso de canabis no início da adolescência

As pessoas que têm um progenitor ou um irmão com esquizofrenia têm um risco de cerca de 10% de desenvolver o transtorno em comparação com um risco de 1% entre o resto da população. Um gêmeo cujo irmão gêmeo tenha esquizofrenia tem um risco de 50% de desenvolver a doença.

Essas estatísticas sugerem que a hereditariedade está envolvida. A esquizofrenia pode ter início súbito, em um intervalo de dias ou semanas, ou lento e gradativo, ao longo de anos. Ainda que a gravidade e a sintomatologia variem entre diferentes pessoas com esquizofrenia, geralmente a gravidade dos sintomas consegue afetar a capacidade da pessoa de trabalhar, de interagir com outros e de cuidar de si mesma.

Contudo, às vezes, os sintomas são leves no início (o chamado pródromo). A pessoa pode simplesmente parecer afastada, desorganizada ou desconfiada. É possível que alguns médicos reconheçam estes sintomas como sendo o início da esquizofrenia, porém outros apenas os reconhecem em retrospectiva.

A esquizofrenia é caracterizada por sintomas psicóticos, que incluem delírios, alucinações, pensamento e fala desorganizados e comportamento bizarro e inadequado. Os sintomas psicóticos envolvem uma perda do contato com a realidade. Algumas pessoas com esquizofrenia podem apresentar uma diminuição da função mental (cognitiva), às vezes já desde o começo do transtorno.

Esse comprometimento cognitivo dá origem a dificuldades de atenção, raciocínio abstrato e de resolução de problemas. A gravidade do comprometimento cognitivo é um determinante primordial da incapacidade global em pessoas com esquizofrenia. Muitas pessoas com esquizofrenia estão desempregadas e têm pouco ou nenhum contato com familiares ou outras pessoas.

Sintomas positivos Sintomas negativos Desorganização Comprometimento cognitivo

A pessoa pode ter sintomas de uma ou de todas as categorias. Sintomas positivos envolvem uma distorção das funções normais. Eles incluem os seguintes:

Delírios são falsas convicções que, geralmente, implicam em má interpretação das percepções ou das experiências. Além disso, a pessoa mantém essas convicções, mesmo que exista uma evidência clara que as contradizem. Existem vários tipos possíveis de delírio. Por exemplo, a pessoa com esquizofrenia pode apresentar delírios de perseguição, acreditar que está sendo atormentada, perseguida, enganada ou espionada. Ela pode ter delírios de referência e, por isso, acreditar que certas passagens de livros, jornais ou canções se dirigem especificamente a ela. Ela pode ter delírios de roubo ou de imposição do pensamento, porque acredita que os outros conseguem ler sua mente, que os pensamentos são transmitidos a outros ou que os pensamentos e impulsos lhe estão sendo impostos por forças externas. Os delírios na esquizofrenia podem ser bizarros ou não. Os delírios bizarros são claramente inverossímeis e não são derivados de experiências ordinárias da vida. Por exemplo, a pessoa pode acreditar que alguém removeu seus órgãos internos sem deixar uma cicatriz. Os delírios que não são bizarros envolvem situações que poderiam acontecer na vida real, como ser seguido ou ter um cônjuge ou parceiro infiel. Alucinações envolvem ouvir, ver, sentir o gosto ou ter a sensação física de coisas que ninguém mais sente. As alucinações que são ouvidas (alucinações auditivas) são, de longe, as mais comuns. Uma pessoa pode ouvir vozes que comentam seu comportamento, que conversam entre elas ou que fazem comentários críticos e abusivos.

Sintomas negativos envolvem uma diminuição ou perda das funções emocionais e sociais normais. Eles incluem os seguintes:

A redução das demonstrações de emoções (embotamento afetivo) é quando a pessoa exibe pouca ou nenhuma emoção. A face pode parecer imóvel. A pessoa faz pouco ou nenhum contato visual. A pessoa não usa as mãos ou a cabeça para adicionar ênfase emocional ao conversar. É possível que coisas que normalmente causariam riso ou choro não provoquem nenhuma reação. Pobreza discursiva é a diminuição da quantidade de fala. As respostas às perguntas podem ser concisas (uma ou duas palavras), dando a impressão de um vazio interior. Anedonia é a diminuição da capacidade de sentir prazer. A pessoa pode ter pouco interesse nas atividades anteriormente realizadas e gastar mais tempo com atividades sem objetivo. Insociabilidade é a falta de interesse em relacionar-se com outras pessoas.

Esses sintomas negativos estão associados, frequentemente, a uma perda geral da motivação, do sentido de propósito e dos objetivos. Desorganização é um transtorno de pensamento e comportamento bizarro:

Transtorno de pensamento consiste no pensamento desorganizado, que se torna evidente quando a fala é incoerente ou muda de um tema para outro. A fala pode ser discretamente desorganizada, ou ser completamente incoerente e incompreensível. O comportamento bizarro pode tomar a forma de simplismos de caráter infantil, agitação ou aparência, higiene ou comportamento inadequados. O comportamento catatônico é uma forma extrema de comportamento bizarro, em que uma pessoa mantém uma postura rígida e resiste aos esforços de ser movida ou, ao contrário, realiza movimentos aleatórios.

O comprometimento cognitivo é a dificuldade de se concentrar, recordar, organizar, planejar e resolver problemas. Algumas pessoas são incapazes de se concentrar o suficiente para ler ou acompanhar uma história, um filme ou um programa de televisão ou até mesmo seguir instruções.

  • Outras são incapazes de ignorar as distrações ou de permanecer concentradas em uma tarefa.
  • Por isso, pode ser impossível realizar um trabalho que exija atenção aos detalhes, participação de processos complexos, tomada de decisões ou entendimento de interações sociais.
  • Entre 5% e 6% das pessoas com esquizofrenia cometem suicídio, cerca de 20% tentam, e uma quantidade muito maior têm pensamentos suicidas significativos.

O suicídio é a principal causa de morte prematura em pessoas jovens com esquizofrenia e é um dos principais motivos pelos quais a esquizofrenia causa uma redução de dez anos no tempo de vida médio. O risco de suicídio é maior em pessoas que desenvolveram esquizofrenia em uma idade mais avançada e que vinham tendo um bom desempenho antes de ela se desenvolver.

Essas pessoas conseguem continuar a sentir mágoa e angústia. Assim, elas têm mais probabilidade de agir motivadas pelo desespero, porque elas reconhecem os efeitos do transtorno. Essas pessoas também são aquelas com o melhor prognóstico de recuperação. Ao contrário da opinião popular, as pessoas com esquizofrenia têm apenas um risco discretamente elevado de comportamento violento.

Ameaças de violência e surtos agressivos de menor gravidade são muito mais comuns que comportamento gravemente agressivo. Apenas um número muito pequeno de pessoas paranoicas, isoladas e gravemente deprimidas atacam ou matam alguém que consideram a única fonte de suas dificuldades (por exemplo, uma autoridade, uma pessoa famosa, o cônjuge).

Aquelas que têm delírios de que estão sendo perseguidas Aquelas cujas alucinações lhes ordenam a praticar atos de violência Aquelas que não tomam os medicamentos receitados

No entanto, mesmo levando em conta os fatores de risco, os médicos consideram difícil prever com precisão se uma determinada pessoa com esquizofrenia cometerá um ato violento.

A avaliação do médico, tomando por base critérios específicos Exames de laboratório e de imagem para descartar a possibilidade de outros problemas de saúde

Não existe um exame diagnóstico definitivo para esquizofrenia. O médico estabelece o diagnóstico com base numa avaliação abrangente do histórico da pessoa e da sua sintomatologia. A esquizofrenia será diagnosticada quando ambos os critérios a seguir estão presentes:

Dois ou mais sintomas característicos (delírios, alucinações, fala desorganizada, comportamento desorganizado, sintomas negativos) persistem por, no mínimo, seis meses. Esses sintomas causam deterioração significativa no desempenho profissional, escolar ou social.

Informações fornecidas pela família, pelos amigos ou pelos professores são importantes para definir o início do transtorno. Exames laboratoriais costumam ser realizados para descartar a presença de um transtorno por uso de substâncias Transtornos por uso de substâncias De modo geral, os transtornos por uso de substâncias incluem padrões de comportamento nos quais a pessoa continua a usar a substância (por exemplo, uma droga recreativa) apesar dos problemas.

  • Leia mais ou de um quadro clínico, neurológico ou hormonal de base que possa ter as características de uma psicose.
  • Exemplos desses quadros clínicos incluem tumores cerebrais, epilepsia do lobo temporal, doenças da tireoide, doenças autoimunes, doença de Huntington, doenças hepáticas, efeitos colaterais de medicamentos e deficiências de vitamina.

Às vezes, são realizados exames para detectar a presença do transtorno por uso de substâncias. São feitos exames de diagnóstico por imagem do cérebro, como a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM), para descartar um tumor cerebral.

  • Embora as pessoas com esquizofrenia apresentem anormalidades cerebrais que podem ser visualizadas na TC ou RM, as anormalidades não são específicas o suficiente para ajudar a diagnosticar a esquizofrenia.
  • Além disso, o médico tenta descartar uma série de outros transtornos mentais que têm as mesmas características da esquizofrenia, como o transtorno psicótico breve Transtorno psicótico breve Os sintomas do transtorno psicótico breve se assemelham a delírios, alucinações ou outros sintomas da esquizofrenia psicóticos, porém eles duram muito menos tempo (de um dia a um mês).

A pessoa. leia mais, o transtorno esquizofreniforme Transtorno esquizofreniforme O transtorno esquizofreniforme causa sintomas da esquizofrenia, mas os sintomas duram apenas entre um e seis meses. Assim como é o caso da esquizofrenia, a pessoa com transtorno esquizofreniforme.

  • Leia mais, o transtorno esquizoafetivo Transtorno esquizoafetivo O transtorno esquizoafetivo é caracterizado pela presença de sintomas de humor, como depressão ou mania, acompanhado pelos sintomas da esquizofrenia psicóticos.
  • A psicose diz respeito a sintomas.
  • Leia mais e o transtorno de personalidade esquizotípica Transtorno de personalidade esquizotípica O transtorno de personalidade esquizotípica é caracterizado por um padrão generalizado de desconforto intenso com relacionamentos íntimos e com capacidade reduzida para tal, por pensamento e.

leia mais, A detecção precoce e o tratamento precoce se tornaram as diretrizes principais para o manejo da esquizofrenia. Quanto antes o tratamento é iniciado, melhor o resultado. Em pessoas com esquizofrenia, o prognóstico depende muito da aderência ao tratamento com medicamentos.

Sem tratamento com medicamentos, 70 a 80% das pessoas têm um novo episódio durante o primeiro ano após o diagnóstico. A administração contínua de medicamentos pode reduzir essa porcentagem para cerca de 30% e pode diminuir significativamente os sintomas na maioria das pessoas. Após a alta hospitalar, a pessoa que não tomar os medicamentos receitados tem muita probabilidade de precisar ser hospitalizada novamente dentro de um ano.

Tomar os medicamentos receitados reduz enormemente a probabilidade de uma reinternação. Apesar do benefício demonstrado pela farmacoterapia, metade das pessoas com esquizofrenia não toma os medicamentos receitados. Algumas não reconhecem a sua doença e se recusam a tomar os medicamentos.

Outras param de tomar os medicamentos devido aos efeitos colaterais desagradáveis. Problemas de memória, desorganização ou simplesmente falta de dinheiro impedem que algumas pessoas tomem os medicamentos. A aderência pode melhorar se as barreiras específicas forem ultrapassadas. Quando as reações adversas aos medicamentos são o principal problema, pode ser útil mudar para um medicamento diferente.

Uma relação consistente e de confiança com um médico ou outro terapeuta ajuda algumas pessoas com esquizofrenia a aceitarem positivamente sua doença e a reconhecerem a necessidade de cumprir o tratamento receitado. Em longo prazo, o prognóstico da esquizofrenia varia, via de regra, da seguinte maneira:

Um terço das pessoas consegue alcançar uma melhora significativa e duradoura. Um terço consegue alcançar uma melhora moderada com recidivas intermitentes e incapacidade residual. Um terço apresentará invalidez grave e permanente.

Apenas aproximadamente 15% das pessoas com esquizofrenia conseguem ter o mesmo desempenho que tinham antes de a esquizofrenia se desenvolver. Os fatores associados a um prognóstico melhor incluem:

Início súbito dos sintomas Idade mais avançada quando os sintomas têm início Um bom nível de habilidades e conquistas antes de ficar doente Apenas um comprometimento cognitivo leve A presença de apenas alguns sintomas negativos (por exemplo, a redução das demonstrações de emoções) Um período de tempo mais curto entre o primeiro episódio psicótico e o tratamento

Os fatores associados a um mau prognóstico incluem:

Idade mais jovem quando os sintomas têm início Problemas de desempenho em situações sociais e no trabalho antes de adoecer Histórico familiar de esquizofrenia A presença de muitos sintomas negativos Um período de tempo mais longo entre o primeiro episódio psicótico e o tratamento

O prognóstico para homens é pior que para mulheres. As mulheres respondem melhor ao tratamento com medicamentos antipsicóticos.

Medicamentos antipsicóticos Psicoterapia Cuidados especializados coordenados

De modo geral, o objetivo do tratamento da esquizofrenia é

Reduzir a gravidade dos sintomas psicóticos Evitar a recorrência dos episódios sintomáticos e a deterioração das funções a eles associada Fornecer apoio e, assim, possibilitar a pessoa a atuar da melhor forma possível

A detecção precoce e o tratamento precoce são importantes. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhor será o desfecho. Os medicamentos antipsicóticos, a reabilitação e as atividades de apoio comunitário e a psicoterapia são os três componentes principais do tratamento.

  1. Prestar informações aos familiares sobre os sintomas e tratamento da esquizofrenia (psicoeducação familiar) ajuda a prestar apoio a essas pessoas e ajuda os profissionais de saúde a manter contato com a pessoa com esquizofrenia.
  2. Cuidados especializados coordenados, que incluem treinar a resiliência, terapia pessoal familiar, lidar com disfunção cognitiva e emprego assistido, são um aspecto importante da recuperação psicossocial.

Os medicamentos antipsicóticos Medicamentos antipsicóticos A psicose diz respeito a sintomas, como delírios, alucinações, pensamento e fala desorganizados e comportamento motor bizarro e inadequado que indicam que a pessoa perdeu o contato com a realidade.

leia mais podem ser eficazes para reduzir ou eliminar sintomas, como delírios, alucinações e pensamento desorganizado. Logo que os sintomas imediatos tenham desaparecido, a utilização contínua dos medicamentos antipsicóticos reduz substancialmente a probabilidade de episódios futuros. Entretanto, os medicamentos antipsicóticos causam efeitos colaterais significativos, que podem incluir sonolência, rigidez muscular, tremores, movimentos involuntários (por exemplo, discinesia tardia), ganho de peso e inquietação.

Os medicamentos antipsicóticos mais recentes (de segunda geração), que são receitados com mais frequência, têm menos probabilidade de causar rigidez muscular, tremores e discinesia tardia que os medicamentos antipsicóticos convencionais (de primeira geração).

Programas de reabilitação e apoio, como treinamento no trabalho, têm como objetivo ensinar às pessoas as habilidades de que precisam para viver em comunidade, em vez de uma instituição. Essas habilidades permitem que as pessoas com esquizofrenia trabalhem, façam compras, cuidem de si mesmas, mantenham uma casa e relacionem-se com outras pessoas.

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Serviços de apoio comunitário oferecem serviços que permitem que as pessoas com esquizofrenia vivam da forma mais independente possível. Esses serviços incluem um apartamento supervisionado ou uma casa compartilhada onde um membro da equipe está presente para garantir que uma pessoa com esquizofrenia receba os medicamentos receitados ou para ajudar as pessoas com as finanças.

  1. Ou um membro da equipe pode visitar a casa da pessoa periodicamente.
  2. A hospitalização pode ser necessária durante recaídas graves e a hospitalização involuntária pode ser necessária se a pessoa indicar perigo para si própria ou para outros.
  3. No entanto, o propósito geral é que a pessoa viva em comunidade.

Um pequeno número de pessoas com esquizofrenia é incapaz de viver de modo independente, ou porque elas têm sintomas graves e persistentes ou porque a farmacoterapia não foi eficaz. Essas pessoas necessitam de atenção contínua em um ambiente que seja seguro e de apoio.

Grupos de apoio e de defesa como a Aliança Nacional em Doenças Mentais ( National Alliance on Mental Illness ) com frequência oferecem ajuda às famílias. Geralmente, a psicoterapia não reduz os sintomas da esquizofrenia. No entanto, a psicoterapia pode vir útil para estabelecer uma relação de colaboração entre as pessoas com esquizofrenia, seus familiares e o médico.

Desse modo, a pessoa consegue compreender e aprender a lidar com a doença, a tomar os medicamentos antipsicóticos de acordo com a receita médica e a lidar com situações estressantes que podem agravar a doença. Uma boa relação entre o terapeuta e o paciente é um fator determinante para que o tratamento seja eficaz.

Se a pessoa com esquizofrenia vive com sua família, é possível que seja oferecida psicoeducação a ela e a seus familiares. Este tipo de formação presta às pessoas e seus familiares informações sobre o transtorno e como ele deve ser administrado, ensinando, por exemplo, maneiras de se lidar com a situação.

Este tipo de formação pode ajudar a evitar a ocorrência de recidiva.

National Alliance on Mental Illness (NAMI), esquizofrenia : A NAMI promove continuamente a conscientização sobre a esquizofrenia, bem como iniciativas educacionais e de defesa para apoiar as pessoas que a têm e oferece serviços de resposta a crises (incluindo uma linha direta de ajuda) para ajudar quem precisa.

Como saber se uma pessoa sofre de esquizofrenia?

Sintomas da esquizofrenia – É na adolescência (ou pouco após esta) que geralmente aparecem os primeiros sinais de esquizofrenia. Os sintomas são, contudo, muitas vezes confundidos com comportamentos habituais da idade, o que faz com que a doença nem sempre seja diagnosticada de forma atempada. Alguns dos sintomas iniciais de esquizofrenia incluem:

Isolamento social Irritabilidade Paranoia Tristeza constante ou depressão Apatia Perda de memória Dificuldade de concentração

A esquizofrenia pode manifestar-se através de um conjunto de sintomas que envolvem alterações do pensamento, da perceção, do comportamento e do afeto. O discurso pode tornar-se repetitivo, incoerente ou incompreensível. A perceção sensorial pode estar alterada, ocorrendo, por exemplo, alucinações auditivas ou visuais.

O que é esquizofrenia e como acontece?

O que é esquizofrenia? – A esquizofrenia é um transtorno mental grave que muda o modo como a pessoa pensa, sente e se comporta socialmente. Ou seja, essa desestruturação psíquica tem sintomas como alucinações, delírios, dificuldades no raciocínio e alterações no comportamento como indiferença afetiva e isolamento social,

Além disso, a pessoa com esse transtorno perde a noção da realidade e tem dificuldades de entender a diferença entre o imaginário e o que é real (isso é chamado de psicose). Por isso, as principais características desse transtorno é quando a pessoa ouve e vê coisas que, na verdade, não existem para mais ninguém.

Por ser um transtorno mental que afeta a percepção de realidade de uma pessoa, a esquizofrenia pode afetar diversas áreas da vida, como a pessoal, profissional e social. Então, a esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico que envolve psicose crônica ou recorrente.

  1. Essa doença influencia no aspecto social e ocupacional.
  2. Nesse sentido, ela está entre as doenças médicas mais incapacitantes.
  3. Aliás, ela é classificada pela OMS como uma das dez principais doenças que mais interferem na mortalidade e capacidade laboral do ser humano.
  4. Mas, vale lembrar também que a esquizofrenia tem tratamento e nada tem a ver com dupla personalidade.

Com o diagnóstico feito e um tratamento certo, a pessoa pode viver com uma boa qualidade de vida.

É perigoso uma pessoa com esquizofrenia?

Ir para o conteúdo Esquizofrenia iconsultoria10ojf 2020-01-23T21:10:29-03:00 Os principais sintomas da esquizofrenia são: Delírios: A pessoa passa a acreditar que a realidade se apresenta de uma maneira diferente, suas ideias e pensamentos apresentam conteúdos que para ela são verdade, mas que não estão realmente acontecendo.

  • Por exemplo, ela pode acreditar que está sendo perseguida, que está sendo filmada e, como consequência, que tem poderes especiais ou uma missão muito importante no mundo.
  • Estas crenças são uma convicção para a pessoa e não se desfazem com nenhuma argumentação.
  • Alucinações: Os cinco sentidos também ficam afetados.

A pessoa passa a ter percepções sem que haja um estímulo externo. Por exemplo, ouvir vozes que comentam o seu comportamento ou dão ordens, sem haver ninguém falando. Também pode sentir odores e sabores diferentes em alimentos saudáveis, ter visões de objetos que não existem, ou outras sensações táteis, como formigamento.

Alterações do Pensamento: Os pensamentos podem ficar confusos. A pessoa pode ter a sensação que seus pensamentos podem ser lidos por outras pessoas, ou roubados ou que podem ser controlados. Pode acreditar também que pensamentos estranhos foram colocados em sua cabeça. Esta confusão dos pensamentos se expressa na forma como se comunica, aparentando dizer coisas sem sentido.

Perda da Vontade e Déficits Cognitivos: A pessoa passa a ter uma perda da vontade para realizar suas atividades. Em parte por não sentir prazer em realizá-las e em parte por dificuldades novas, como, por exemplo, relativas à memória ou devido à dificuldade para realizar tarefas corriqueiras de forma organizada.

Alteração do Afeto: Há uma dificuldade em expressar os sentimentos e emoções, passando a impressão de que perdeu estas capacidades. Na realidade a pessoa continua tendo seus sentimentos e emoções e fica angustiada por não conseguir demonstrá-las. É como se as pessoas estivessem alheias ao que se passa à sua volta e a vida fosse um filme monótono em branco e preto.

Como se Diagnostica a Esquizofrenia? Não existe um exame laboratorial que seja capaz de identificar a esquizofrenia. O diagnóstico permanece inteiramente dependente do julgamento clínico médico, através de uma entrevista psiquiátrica cuidadosa com o paciente e seus familiares.

Como não existem sintomas específicos da esquizofrenia, os médicos se baseiam em critérios diagnósticos para estabelecer o diagnóstico. No Brasil, utilizamos principalmente os critérios estabelecidos pela CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) da Organização Mundial da Saúde. O diagnóstico da esquizofrenia pode levar algum tempo para ser efetuado.

É preciso que o médico seja cuidadoso e certifique-se de que não se trata de algum outro transtorno ou doença de base orgânica. Outras causas possíveis para os sintomas apresentados devem ser investigadas. É importante descartar outras doenças, pois às vezes os sintomas psicóticos ou confusionais podem ser motivados por outras condições.

Além disso, o abuso de certas drogas pode provocar sintomas semelhantes ao da esquizofrenia. Às vezes, é difícil diferenciar uma doença mental de outra. Por exemplo, algumas pessoas com sintomas da esquizofrenia apresentam alterações de humor (depressão ou euforia) muito marcantes, sendo importante determinar se a pessoa tem mesmo esquizofrenia ou um transtorno depressivo ou bipolar.

Algumas pessoas cujos sintomas não podem ser claramente categorizados, ou que apresentam sintomas mistos (psicóticos e de alteração de humor), podem ser diagnosticadas como tendo um “transtorno esquizoafetivo”. O tratamento da esquizofrenia idealmente deve envolver vários profissionais trabalhando em equipe.

  1. É muito importante assegurar que o paciente faça o tratamento.
  2. Muitos pacientes abandonam o tratamento devido às idéias de perseguição, à falta de consciência sobre a doença e ao desconforto com os efeitos colaterais das medicações.
  3. Outro fator que contribui para o abandono do tratamento é a desesperança, a vergonha e o preconceito decorrentes do estigma associado à doença.

Tratamento Medicamentoso A medicação é o alicerce principal do tratamento da esquizofrenia. Ela tanto controla a crise como ajuda a prevenir recaídas. A medicação prescrita atua nos sintomas, por isso os medicamentos mais importantes para o tratamento da esquizofrenia são os antipsicóticos (antes chamados de neurolépticos).

Antipsicóticos Típicos ou de primeira geração Os antipsicóticos “típicos”, ou de primeira geração, são medicações desenvolvidas entre 1955 e 1980. Eles atuam principalmente sobre os chamados “sintomas positivos” (alucinações e delírios). Os antipsicóticos de primeira geração mais comuns são: Haloperidol, Clopromazina, Trifluoperazina e Pimozida.

Antipsicóticos Atípicos ou de segunda geração São os medicamentos desenvolvidos após 1990. É um grupo heterogêneo de drogas antipsicóticas que produzem pouco ou nenhum sintoma extrapiramidal como efeito colateral. Parece que também atuam nos sintomas negativos, melhorando o retraimento social e o embotamento afetivo.

  • Isto ocorre porque eles são mais seletivos – agem na parte do cérebro que causa os sintomas psicóticos e não na parte que controla os movimentos musculares normais.
  • Como estas medicações produzem menos efeitos colaterais (abre para texto sobre efeitos colaterais – em desenvolvimento), parecem que melhoram a adesão do paciente ao tratamento.

Com isto, previnem as recaídas melhorando o prognóstico da doença. Olanzapina, Clozapina, Risperidona, Quetiapina, Aripiprazol e Ziprazidona, são os antipsicóticos atípicos mais comumente em uso no Brasil. O tratamento medicamentoso da esquizofrenia tem duas fases importantes e distintas: aguda e manutenção ou profilática.

Fase Aguda Envolve a tentativa de aliviar os delírios, alucinações, alterações formais do pensamento e do comportamento. Após a remissão dos sintomas, diminui-se a dose e avalia-se a necessidade de tratamento de longo prazo com antipsicóticos. Se a medicação for suspensa, o médico deve estar atento a algum sinal de recaída e, em caso de nova crise psicótica, a medicação deve ser introduzida por tempo indefinido.

Fase de Manutenção A maioria das pessoas com esquizofrenia necessitarão de cuidados médicos e medicação pelo resto de suas vidas. As medicações antipsicóticas não curam a esquizofrenia, somente controlam os sintomas da doença. Ou seja, se o paciente deixar de tomar a medicação pode sofrer uma recaída.

Algumas pessoas, mesmo tomando a medicação regularmente, podem ter uma recaída dos sintomas psicóticos. É muito importante que elas possam reconhecer que estes estão voltando, e procurar ajuda imediatamente. Antes do aparecimento de sintomas como delírios ou alucinações, é comum aparecerem sintomas menos específicos como irritabilidade, insônia e depressão.

Os familiares devem estar atentos a mudanças sutis que possam ocorrer com seu familiar doente, pois a intervenção médica precoce pode impedir a recaída. (link para o texto sobre reconhecendo sinais de recaída na seção de APOIO a familiares) Enquanto esta necessidade de tratamento por longo tempo é bem reconhecida pelo médico, isto freqüentemente não é bem aceito pelo paciente.

Por essa razão, eles podem ser inconstantes em relação à medicação. Interrompem porque se sentem bem e não vêem motivo para continuar tomando o remédio, já que não se sentem doentes. Muitas vezes também interrompem a medicação porque os efeitos colaterais (informações sobre efeitos colaterais) são muito desagradáveis.

Em alguns casos, a introdução dos antipsicóticos de ação prolongada, de uso injetável, é uma alternativa para possibilitar maior adesão destes portadores ao tratamento. Hospitalização Uma pessoa não deve ser necessariamente hospitalizada porque tem esquizofrenia.

Ela pode e deve ser tratada em outros locais tais como hospitais-dia, ambulatórios e consultórios particulares. A evolução da doença pode ser melhor se as perdas e a desarticulação social, que resultam da internação, forem evitadas. Acompanhamento A possibilidade de tratar os portadores na comunidade fez com que os familiares se tornassem os principais envolvidos em seu cuidado.

Embora a internação seja hoje uma opção de tratamento menos freqüente e, quando necessária, mais breve, os programas e serviços de tratamento na comunidade são ainda bastante inadequados ou insuficientes. Com isso, muitos portadores recebem apenas o tratamento médico, ficando para a família a tarefa de encontrar maneiras de ajudar na sua recuperação.

  • Muitos não atingem uma melhor adaptação por falta de acesso aos tratamentos psicossociais,
  • Os tratamentos psicossociais são importantes por duas razões principais: Primeiro, porque as medicações têm um impacto limitado na recuperação do funcionamento social; e segundo, porque uma vez estabilizado, o portador provavelmente precisará de ajuda para lidar com as mudanças na sua vida.

De maneira geral, os portadores precisam de ajuda para voltar a estudar ou trabalhar, para organizar atividades da vida diária, e às vezes até para seu auto-cuidado. O que são os Tratamentos Psicossociais? Os tratamentos psicossociais são vários tipos de intervenções destinadas a melhorar a qualidade de vida dos portadores e de seus familiares, através de intervenções terapêuticas e de apoio que visam a recuperação do funcionamento social.

As intervenções psicossosiais devem oferecer informação, apoio e terapia através de vários tipos de serviços e técnicas, tais como: psicoterapia individual ou em grupo, terapia ocupacional, grupos de convivência, suporte vocacional, programas de trabalho e moradia assistidos, intervenções familiares.

Assim como a medicação, o tipo de tratamento psicossocial deve ser indicado de acordo com as necessidades do indivíduo. Esta necessidade depende da fase da doença, do paciente, de sua condição familiar e de sua moradia. A palavra estigma tem origem grega e significa marcar, pontuar.

  1. Os gregos marcavam o corpo de pessoas quando buscavam evidenciar alguma coisa de extraordinário ou mau sobre seu status moral e assim possibilitavam que ela fosse facilmente identificada e evitada.
  2. Um estigma é na realidade um tipo especial de relação entre um atributo da pessoa e um estereótipo negativo e acaba sendo visto como algo que a define mais do que um rótulo a ela aplicado.

O estigma está relacionado a conhecimentos insuficientes ou inadequados (estereótipos), que leva a preconceitos (pressupostos negativos), à discriminação (comportamentos de rejeição) e ao distanciamento social da pessoa estigmatizada. Estudos realizados desde os anos 1950 demonstram que as pessoas em geral apresentam grande desconhecimento sobre as doenças mentais e uma reação negativa diante dos doentes mentais, considerando-os “relativamente perigosos, sujos, imprevisíveis e sem valor”.

Essa percepção acaba por provocar sentimentos de “medo, desconfiança e aversão” pelos portadores de doenças mentais. O processo de desinstitucionalização dos doentes mentais – fechando hospitais psiquiátricos e abrindo serviços comunitários e residências terapêuticas – infelizmente tem contribuído para o crescimento do estigma na medida em que a população fica mais exposta a contatos com doentes mentais graves, sem o necessário incremento de informações sobre a real situação deles.

A ideia de que os doentes mentais são violentos é muitas vezes difundida pela mídia e não encontra respaldo na realidade na medida em que, na maioria das vezes, os portadores são mais vítimas de violência que perpetradores desta. Assim, o estigma relacionado às doenças mentais, além de associar-se a uma visão estereotipada de imprevisibilidade e violência, associa-se também à negação de direitos humanos dos portadores, frequentemente contribui para sua exclusão social e os coloca em posição de desvantagem quando buscam emprego, moradia, estudo, direitos previdenciários e mesmo acesso a tratamento, e produz autoestigma e baixa autoestima, contribuindo para pior qualidade de vida.

Usualmente, o estigma e a discriminação em relação as pessoas com doenças mentais se estendem a família, amigos e mesmo a profissionais e serviços de saúde mental, observando-se uma discriminação orçamentária da saúde mental nas políticas de saúde pública. As estratégias para mudar atitudes estigmatizantes usualmente envolvem educação (informações sobre as doenças mentais e as pessoas com esquizofrenia) – que não se mostra duradoura e não necessariamente muda atitudes, contato por meio da interação direta de pessoas com esquizofrenia e protesto (buscando suprimir atitudes estigmatizadas, principalmente na mídia), sendo esta última a menos eficiente.

Mais recentemente, estratégias favorecedoras de empoderamento (empowerment) das pessoas com esquizofrenia têm sido preconizadas de forma a promover sua participação efetiva no planejamento terapêutico e na própria avaliação dos serviços de saúde mental.

  • Consequências Quando rotulamos alguém, não olhamos para o que essa pessoa realmente é ou sente.
  • Se nos referimos a alguém que tem um transtorno mental como “louco”, “esquizofrênico”, “leso” ou “noia”, esses termos são usados como rótulos e trazem mais sofrimento para estas pessoas.
  • O uso de rótulos negativos “marca” e desqualifica uma pessoa.

Esta marca é o que chamamos de estigma. As pessoas estigmatizadas passam a ser reconhecidas pelos aspectos “negativos” associados a esta marca, ou rótulo. O estigma é gerado pela desinformação e pelo preconceito e cria um círculo vicioso de discriminação e exclusão social, que perpetuam a desinformação e o preconceito.

O estigma e a discriminação tornam mais difícil para as pessoas que sofrem de algum transtorno mental reconhecer que tem algum problema e procurar apoio e tratamento. Por causa do estigma e da discriminação, as pessoas que sofrem de transtornos mentais são frequentemente tratadas com desrespeito, desconfiança ou medo. O estigma e a discriminação impedem as pessoas que tem problemas de saúde mental de trabalhar, estudar e de relacionar-se com os outros. A rejeição, a incompreensão e a negligência exercem um efeito negativo na pessoa, acarretando ou aumentando o autoestigma, imagem negativa que as pessoas com esquizofrenia desenvolvem a respeito de si. Estudos têm mostrado que o estigma é a influência mais negativa na vida das pessoas com algum transtorno mental A discriminação causa dano: destrói a autoestima, causa depressão e ansiedade, cria isolamento e exclusão social.

Por que as pessoas com esquizofrenia são estigmatizadas? Estas pessoas são estigmatizadas porque a família, os amigos e as pessoas em geral não entendem esta doença. A esquizofrenia não é resultado de uma fraqueza da pessoa, nem é causada por problemas familiares ou espirituais.

As pessoas com esquizofrenia não têm “dupla personalidade” e a maioria não é perigosa nem ataca os outros quando adequadamente tratadas. No entanto, o público em geral, e até mesmo alguns profissionais de saúde, tendem a manter uma imagem estereotipada de pessoas com esquizofrenia. Você pode ajudar a combater o estigma, desfazendo equívocos!! Colaboração: Prof.

Dr. Miguel Roberto Jorge O que é Psicose? A palavra “psicose” é usada para descrever condições que afetem a mente, na qual exista alguma perda de contato com a realidade, afetando os pensamentos, sentimentos e comportamentos do indivíduo e pode variar amplamente entre as pessoas.

É uma experiência normal da condição humana e está presente nos distintos transtornos mentais. Quando alguém tem sintomas de psicose, sua condição é referida como episódio psicótico. “Primeiro episódio” psicótico simplesmente significa que o indivíduo está vivenciando uma psicose pela primeira vez. Quem têm Psicose? Aproximadamente 3% de todos os indivíduos experimentam um episódio de psicose no período de sua vida.

A psicose afeta homens e mulheres igualmente e o primeiro episódio geralmente ocorre com pessoas jovens no final da adolescência e começo da vida adulta. Como se desenvolve uma Psicose? A psicose se desenvolver em quatro fases: 1. Fase Pré-mórbida – anterior à instalação do sintoma.2.

Pródromo – sintomas prematuros, frequentemente vagos e dificilmente notados, que podem incluir: redução da concentração, da atenção, da energia, da motivação, humor depressivo, alterações do sono, ansiedade, retraímento social e irritabilidade.3. Aguda – sintomas propriamente psicóticos, incluindo delírios e alucinações.4.

Residual ou recuperação – a psicose é tratada e muitas pessoas se recuperam, sejam parcialmente ou completamente. Eu tenho um problema? O diagnóstico de um primeiro episódio psicótico na esquizofrenia é de fundamental importância, pois pode permitir uma intervenção médica em seu início e reverter o agravamento da doença.

  • Quando vários sintomas caracterizados pela mudança de pensamentos, sentimentos e comportamentos começam a ocorrer com alguma frequência, principalmente em uma pessoa jovem, deve servir de alerta.
  • Esses sintomas devem ser avaliados em seu conjunto, pois não aparecem isolados.
  • Eles também anunciam um provável surto ou crise psicótica.
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Dentre eles podemos citar: • Dificuldade para dormir, alternância do dia pela noite, andar pela casa à noite e dormir demais. • Preocupações não habituais com ocultismos, esoterismo e religião. • Reações exageradas às reprovações dos parentes e amigos.

• Desejo de realizar viagens para lugares sem nenhuma ligação com a situação pessoal e sem propósitos específicos. • Incapacidade de expressar prazer, de chorar ou chorar demasiadamente. • Ter frequentemente risos imotivados. • Abuso de álcool ou drogas. • Deterioração no desempenho escolar e no trabalho.

• Auto-isolamento de amigos e família com pouco interesse em estabelecer um contato social. • Envolvimento com escrita excessiva ou desenhos infantis, sem um objetivo definido. • Deterioração da higiene pessoal. • Dificuldades com concentração, memória e atenção.

Pensamentos acelerados ou, ao contrário, muito lentos. • Discurso desconexo, vago e sem sentido. • Sentimentos de depressão, ansiedade, tensão, irritabilidade ou raiva. • Distúrbio auditivo ou visual, ouvindo sons ou vozes quando sozinho no quarto, ou vendo coisas que outros não podem ver. • Reclamação de estar sendo seguido ou monitorado.

• Pensamento de que tem poderes especiais ou é muito importante. • Gastar excessivas quantias de dinheiro impulsivamente sem recursos suficientes. • Energia aumentada com sentimentos de euforia. • Comportamento de ameaça ou agressão. Como enfrentar um diagnóstico de esquizofrenia? Você provavelmente ficaria chocado, confuso e profundamente triste.

Isto porque esses transtornos são mal entendidos. Se é um filho com este diagnóstico, você pode também sentir-se culpado e se perguntar o que você e seu parceiro fizeram de errado. Doenças mentais sérias são transtornos do cérebro e não são causados pela forma como foram criados. Você não cria o transtorno, mas pode ter um papel significativo em auxiliar seu ente querido e obter melhores resultados no tratamento da doença.

Pesquisas demonstram que apoio familiar ativo pode ter um importante impacto no processo de recuperação. Aqui apresentamos algumas dicas que podem ser úteis. Eduque-se sobre o transtorno do seu ente querido. O contato com os conteúdos desenvolvidos para você aqui neste site é um bom começo.

Participe de nossas atividades. Registre o histórico dos sintomas, tratamentos, medicações (incluindo dosagens) e informação de psiquiatras e outras pessoas de saúde mental. Seu filho pode não ser capaz de fazer isso sem a sua supervisão. Frequentemente é feita muita experimentação para achar a medicação ou combinação ou medicações que ajam melhor para uma pessoa em particular.

E, quando houver uma mudança de médico, haverá necessidade de apresentar todo o histórico do tratamento e evolução da doença. Às vezes as pessoas com sintomas psicóticos causados pela esquizofrenia são relutantes em buscar tratamento. Talvez acreditem que não há nada de errado, ou esperem que os sintomas vão embora sem ajuda.

  • Podem estar preocupadas com o tratamento ou com o que as pessoas possam pensar ao assumir a doença pelo estigma provocado.
  • Uma maior compreensão da doença, principalmente nos primeiros episódios, levou ao desenvolvimento de novas intervenções.
  • Pessoas com esquizofrenia podem ser tratadas em sua comunidade, geralmente consultando um profissional em uma clínica de saúde mental local.

Visitas domiciliares por serviços de saúde mental estão disponíveis em alguns locais e, se a hospitalização é necessária, é geralmente apenas por um breve período. Esquizofrenia, como outras doenças, pode ser tratada com sucesso. A maioria das pessoas podem ter uma boa recuperação.

  • Mas como isso pode ocorrer? O processo de recuperação vai variar de pessoa para pessoa em termos de duração e grau de melhoria dos sintomas.
  • Algumas vão se recuperar muito rapidamente e vão estar prontas para voltar à sua vida normal e assumir suas responsabilidades anteriores.
  • Outras pessoas vão precisar de tempo para responder ao tratamento e para voltar gradualmente à sua vida anterior.

Outras podem ter seus sintomas agravados e exigir um tempo muito maior e uma mudança mais profunda na sua vida. A recuperação desde o primeiro episódio está diretamente ligado com a rapidez com que é feito o diagnóstico e a agilidade da intervenção médica, na grande maioria dos casos medicamentosa.

Se os sintomas persistirem ou retornar, o processo de recuperação pode ser prolongado. Algumas pessoas experimentam um período difícil com duração de meses ou mesmo anos antes que os sintomas possam ser controlados. Uma vez que a psicose tenha respondido ao tratamento, problemas como diminuição da autoestima, depressão, transtornos de ansiedade, e comprometimento social precisam ser abordados durante a fase de recuperação.

Vejamos algumas estratégias que podem ajudar. Reconstruindo a autoestima Tal como outros elementos de recuperação, a reconstrução da auto-estima leva tempo, paciência e depende do apoio positivo de amigos e familiares, evitando julgamentos negativos com base nos comportamentos provocados pela doença, tais como: falta de vontade de trabalhar, estudar, relacionar-se socialmente, raciocínio confuso, visões, dentre outros.

Muitas vezes as pessoas em recuperação são muito autocríticas, de modo que estratégias para fortalecer seus atributos positivos são muito importantes. Olhando para trás, reforçando suas realizações e talentos, podem ajudar a pessoa a ter uma visão mais realista de suas qualidades. Deve-se ter cuidado em avaliar se seu potencial anterior foi prejudicado, pois insistir em retomar atividades que não tem mais condições somente vai prejudicar sua recuperação.

Neste sentido deve-se ficar atento ao que diz o paciente e ouvir os conselhos dos profissionais de saúde. Estar com um grupo de pessoas que o apoiam podem promover a sociabilidade. Definir metas de curto prazo, que assentam em suas competências individuais e melhorar a tomada de decisão com as habilidades atuais, também são importantes para a recuperação.

Voltando a trabalhar É importante definir metas realistas para o retorno ao trabalho. Muitas vezes pode haver um comprometimento de suas capacidades anteriores ou uma dificuldade de aceitar uma disciplina no trabalho. Esta avaliação é fundamental para que o trabalho não se torne um fator desencadeador de nova crise.

Talvez retomar com tempo parcial seria uma forma de testar a sua readaptação. Para alguns, o trabalho voluntário é um bom primeiro passo. Para outros, deverá haver a busca de outro tipo de trabalho que se adapte às novas circunstâncias. Conhecimento ajuda a reduzir o estigma.

Educar o empregador e o pessoal sobre a experiência e a recuperação é importante. Praticando o que dizer e ter um atestado médico vai ajudar, ou talvez ter um profissional especializado para reinseri-lo no universo do trabalho seria o caminho certo a seguir. Voltando à escola Os mesmos cuidados devem ser tomados quando se propõe o retorno à escola.

Rever anteriores registros acadêmicos e realizações é um ponto de partida. Escolhendo aulas e atividades que aprimoram as habilidades da pessoa e interesses também pode ser uma maneira de ajudar a facilitar o processo. A família ou amigo próximo deve se reunir com o orientador acadêmico para discutir a recuperação, bem como informá-lo sobre a doença e como ela afetou as habilidades da pessoa.

  • Tendo um relato por escrito do médico, ou talvez abrindo a possibilidade de um contato do professor/orientador para falar diretamente com o profissional de saúde que acompanhou o paciente pode ser uma boa estratégia.
  • Reinserção social Relações sociais desempenham um papel importante na recuperação e manutenção da saúde e bem-estar.

Infelizmente, os indivíduos afetados pela esquizofrenia muitas vezes retraem e tornam-se socialmente isolados. Algumas vezes a própria família isola-se também. É importante para a pessoa evitar a perda de vínculos nas relações sociais. Se a pessoa tem experimentado uma perda de contato com amigos e familiares, é importante tentar construir novas relações sociais e encontrar fontes de apoio social.

  • Estilo de vida para a recuperação Hábitos quotidianos são uma parte essencial da manutenção de uma boa saúde física e mental, pois podem diminuir os níveis de stress e ajudar a obter mais qualidade de vida.
  • Algumas maneiras de manter um estilo de vida saudável incluem a participação em atividades de recreação, a manutenção de um bom equilíbrio entre dieta e exercícios, dormir o suficiente todas as noites e se sentir seguro sobre a sexualidade.

Para uma pessoa com esquizofrenia ficar bem requer a participação ativa, prática e uma vontade de ouvir os outros. Algumas estratégias incluem: • estar ciente de sua capacidade de lidar com o stress e ser capaz de monitorar o seu próprio bem-estar; • estabelecer metas alcançáveis, incluindo estratégias específicas para lidar com a mudança, mantendo-se sociável e ter uma rede de apoio confiável; • manter regularmente as consultas com médicos e outros profissionais de saúde, assim como realizar exames médicos; • participar de atividades sociais positivas, de lazer e trabalho; • procurar a ajuda de um terapeuta e/ou participar de terapia de grupo ou de um grupo de autoajuda; • celebrar as conquistas e criar planos para o futuro.

Quais são os 7 tipos de esquizofrenia?

Quais são os tipos de esquizofrenia? – Os sintomas da esquizofrenia podem variar muito de pessoa para pessoa, muitas vezes tornando mais difícil o diagnóstico ou tratamento. Por isso, foram feitas subclassificações de tipos dentro da doença. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID-10), os tipos de esquizofrenia descritas são: a esquizofrenia paranóide, hebefrênica, catatônica, indiferenciada, residual, simples, não especificada e outras esquizofrenias.

O que uma pessoa com esquizofrenia é capaz de fazer?

Como reconhecer um surto de esquizofrenia Um surto de esquizofrenia provoca delírios e alucinações. Tratamento é fundamental para prevenir. Veja como agir. A é um transtorno psiquiátrico marcado principalmente pela perda de conexão com a realidade. Durante um surto psicótico ocasionado pelo transtorno, os sintomas predominantes são os chamados sintomas positivos, que não têm esse nome por serem “bons”, mas sim porque levam a pessoa para um polo mais “para cima”, para o lado oposto de um estado depressivo.

Eles incluem principalmente delírios e alucinações. A pessoa começa a falar coisas sem sentido, incompatíveis com a realidade. É comum ela acreditar fortemente que está sendo perseguida por alguém. Também é muito comum que ela ouça vozes e sinta que está sendo observada. Seu comportamento começa a mudar, seus pensamentos ficam desorganizados e desconexos e ela pode ficar agitada.

Ouça: Sintomas desse tipo caracterizam a fase aguda da doença, mas isso não significa que eles passam rapidamente. Sem tratamento, o surto pode durar semanas e até vários meses. Após saírem do surto, os pacientes podem apresentar sintomas residuais, que normalmente são os sintomas negativos: isolamento social, menor interação afetiva, retraimento e falta de vontade para atividades diversas.

A pessoa pode ficar um pouco apática, e alguns familiares podem chegar a pensar que ela é preguiçosa ou está desmotivada, quando, na verdade, esse é um estado relacionado ao seu transtorno. Apesar da estigmatização e de muita gente relacionar esquizofrenia a atos agressivos, os pacientes não são violentos.

O que pode ocorrer é, por exemplo, durante um episódio de delírio de perseguição muito intenso, o paciente agir para se defender da ameaça e ser agressivo nesse contexto. Mas isso é uma exceção. Às vezes o transtorno vem à tona quando uma pessoa com esquizofrenia está envolvida em algum crime que repercute na mídia, o que passa a falsa ideia de que os pacientes são agressivos.

O que sente um paciente com esquizofrenia?

O que é esquizofrenia? – A esquizofrenia é um transtorno mental grave que muda o modo como a pessoa pensa, sente e se comporta socialmente. Ou seja, essa desestruturação psíquica tem sintomas como alucinações, delírios, dificuldades no raciocínio e alterações no comportamento como indiferença afetiva e isolamento social,

  1. Além disso, a pessoa com esse transtorno perde a noção da realidade e tem dificuldades de entender a diferença entre o imaginário e o que é real (isso é chamado de psicose).
  2. Por isso, as principais características desse transtorno é quando a pessoa ouve e vê coisas que, na verdade, não existem para mais ninguém.

Por ser um transtorno mental que afeta a percepção de realidade de uma pessoa, a esquizofrenia pode afetar diversas áreas da vida, como a pessoal, profissional e social. Então, a esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico que envolve psicose crônica ou recorrente.

  1. Essa doença influencia no aspecto social e ocupacional.
  2. Nesse sentido, ela está entre as doenças médicas mais incapacitantes.
  3. Aliás, ela é classificada pela OMS como uma das dez principais doenças que mais interferem na mortalidade e capacidade laboral do ser humano.
  4. Mas, vale lembrar também que a esquizofrenia tem tratamento e nada tem a ver com dupla personalidade.

Com o diagnóstico feito e um tratamento certo, a pessoa pode viver com uma boa qualidade de vida.

Qual a pior fase da esquizofrenia?

Fases da esquizofrenia – Na fase prodrômica, os indivíduos podem não manifestar sintomas ou podem ter competência social prejudicada, desorganização cognitiva leve ou distorção perceptiva, diminuição da capacidade de sentir prazer (anedonia) e outras deficiências gerais de lidar com situações. Tais traços podem ser leves e reconhecíveis apenas retrospectivamente ou serem mais evidentes, com comprometimento dos funcionamentos social, acadêmico e vocacional. Na fase prodrômica avançada, podem surgir sintomas subclínicos; englobam afastamento ou isolamento, irritabilidade, desconfiança, pensamentos incomuns, distorções perceptivas e desorganização ( 1 Referência sobre sintomas A esquizofrenia caracteriza-se por psicose (perda do contato com a realidade), alucinações (percepções falsas), delírios (crenças falsas), discurso e comportamento desorganizados, embotamento. leia mais ). O início do quadro franco de esquizofrenia (delírios e alucinações) pode ser súbito (em dias ou semanas) ou lento e insidioso (ao longo de anos). Mas, mesmo em uma fase prodrômica avançada, apenas uma fração ( < 40%) tende a se transformar em esquizofrenia completa. Na fase precoce da psicose, os sintomas são ativos e muitas vezes são piores. Na fase intermediária, os períodos sintomáticos podem ser episódicos (com exacerbações e remissões identificáveis) ou contínuos; os deficits funcionais tendem a piorar. Na fase tardia do transtorno, o padrão do transtorno pode ser estabelecido, mas há variabilidade considerável; a incapacidade pode estabilizar ou mesmo diminuir.

Como é a voz da esquizofrenia?

A justificativa do suspeito de 25 anos que matou a facadas, nesta quarta-feira (30), a pequena Ieda Isabella Manoel Peres, de 5 anos, em Betim, foi ter ouvido um “chamado de entidades” e vozes que disseram que ele “deveria matar uma criança hoje”. Foi o que relatou o major Paulo Roberto, da 177ª Companhia do 66º Batalhão, que conversou com o jovem logo após o crime.

Ouvir vozes que mandam fazer alguma coisa é uma das principais características da esquizofrenia, doença que a família do suspeito afirma que ele tem. A família chegou a mostrar laudos atestando a doença para a Polícia Militar. A psiquiatra e professora de medicina da Faculdade Ciências Médicas Christiane Carvalho Ribeiro disse que não poderia comentar o caso específico do suspeito, por não ter o examinado, mas, falando sobre a esquizofrenia em geral, ela explica que se trata de uma doença psiquiátrica que resulta em uma série de disfunções cognitivas, entre elas, o delírio e as alucinações.

“Os pacientes às vezes escutam vozes, escutam sons que não são reais. Eles podem ter discursos e comportamentos desorganizados. As alucinações mais comuns no caso de esquizofrenia são as auditivas. Nesse quadro, de fato, o paciente escuta vozes que mandam ele fazer alguma coisa.

Essa alucinação é chamada de ‘vozes de comando’. E é muito grave porque esse paciente passa a cometer algum ato que ele não cometeria se não estivesse tendo as alucinações. As vozes podem mandar os pacientes se machucarem ou cometerem um crime”, diz a psiquiatra. Drogas potencializam efeitos da doença Há três anos, o suspeito faz uso de crack, segundo registros feitos na Polícia Militar.

Ele tem passagens pela polícia por diversos crimes, como tráfico, furtos, ameaça e uso de drogas, E, segundo a psiquiatra, o uso da droga prejudica ainda mais o quadro de uma pessoa com esquizofrenia. “Quando o paciente usa drogas, principalmente o crack, a gente tem um agravamento do quadro, porque ele tende a não aderir ao tratamento e a doença tende a ficar ainda mais grave.

  1. Com o uso de drogas, ele fica mais agressivo também”, diz a médica e professora.
  2. Segundo a polícia, o homem saiu do Ceresp de São Joaquim de Bicas em agosto deste ano.
  3. No presídio, ele também teve problemas.
  4. Ao ver uma situação de perigo ou conflito, o autor começa a rir.
  5. No momento em que ele estava preso ocorreu uma briga na cela e ele riu.
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Os detentos deixaram ele sem alimentação por algum período. A mãe foi visitá-lo e precisou explicar esse quadro do filho”, contou o major Paulo Roberto. A psiquiatra explica que os esquizofrênicos têm diminuição da capacidade de se expressar e o afeto deles fica diferente do que se esperaria em determinadas situações.

“Por exemplo, ao receber notícias muito tristes, era esperado que a pessoa se manifestasse de uma forma triste, mas muitas vezes ela vai ter dificuldade de demonstrar a emoção que ela está sentindo”, exemplifica. Suspeito ia aumentar dose da medicação Segundo a Polícia Militar, a família do suspeito apresentou laudos e disse que ele teve uma consulta com um psiquiatra nessa terça-feira (29) para aumentar a dose da medicação.

“Ele foi com a mãe ao psiquiatra porque o remédio não estava fazendo efeito. O médico passou a medicação de 10 para 20 gotas, mas ele não chegou a tomar a nova dose. Ao voltar para casa, ele teve um novo surto. Colocou um funk e ficava dando gargalhadas, dançava sozinho.

Subia nos muros, dizia que o ‘patrão’ tinha mandado ele matar uma criança”, explicou o major Paulo Roberto. A família gravou vídeos da situação para mostrá-lo quando ele voltasse à realidade. Preocupados, familiares esconderam objetos cortantes. A orientação da psiquiatra Christiane Carvalho Ribeiro é que as famílias de esquizofrênicos sempre procurem atendimento médico e sigam o tratamento à risca.

Perdão Já na companhia da Polícia Militar, o homem conversou com o major Paulo Roberto e, aparentemente calmo, pediu perdão. “A gente observa que, agora, ele está em um quadro de normalidade. Ele afirma que o ato foi sem querer, pede perdão, diz que agiu sozinho e fala que recebeu a ‘ordem'”, disse o major.

O que acontece se uma pessoa com esquizofrenia não for tratada?

Esquizofrenia precisa de mais atenção, dizem especialistas em audiência na CAS Milena Galdino | 23/10/2019, 16h32 Especialistas defenderam nesta quarta-feira (23) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) a aprovação do projeto de lei, que prevê um dia de conscientização e alerta para a esquizofrenia.

  • A doença atinge um milhão de brasileiros, mas não afeta apenas a qualidade de vida dos pacientes: toda a família precisa lidar com os sintomas da enfermidade.
  • É a mais cara entre as doenças mentais custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, em média, reduz em 15 anos a expectativa de vida do esquizofrênico.

A doença é lembrada internacionalmente em 24 de maio, dia em que o psiquiatra Philippe Pinel, empossado chefe de um sanatório de homens em Paris, contrariando o entendimento daquele tempo, removeu as algemas dos pacientes que ficavam presos às paredes da instituição.

O ato marcou uma nova era no tratamento psiquiátrico. Era 1793. Segundo os especialistas convidados para a audiência pública, é importante combater com informação o preconceito que existe sobre a doença: entre os leigos, um misto de loucura e agressividade. Na verdade, a esquizofrenia causa delírios, alucinações, embotamento afetivo (distanciamento), alogia (incapacidade de falar), abulia (falta de vontade), anedonia (falta de alegria).

Na parte neurológica, é responsável pela desorganização do pensamento e do comportamento e por prejuízos cognitivos (de memória, funções executivas e atenção). O paciente ainda sofre de alterações de humor, depressão ou exaltação e ansiedade. O professor Gustavo Doria, do Departamento de Medicina Forense e Psiquiatria da Universidade Federal do Paraná, explicou que a doença tem componente hereditário e aparece geralmente no início da vida adulta, no auge da produção laboral do indivíduo.

  • Os surtos, segundo ele, prejudicam o cérebro com perdas próximas a dez pontos no quociente de inteligência (QI).
  • O transtorno psiquiátrico traz prejuízos nas funções cognitivas, na percepção, no afeto, no comportamento e nas atividades sociais.
  • O professor Ary Gadelha, coordenador do Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo, reforçou que a doença afeta as regiões associativas do conhecimento no cérebro.

Por isso, quanto mais precoce a intervenção médica, maior a chance de sucesso no tratamento. — Se perdermos a janela de oportunidade, que é a intervenção logo após constatado o primeiro episódio psicótico, fica muito mais difícil tratar porque o cérebro começa a fase de prejuízos mais significativos.

De acordo com Gadelha, o período crítico é justamente após o primeiro episódio, geralmente quando o indivíduo deixa de trabalhar, isola-se e começa a perder o contato com as pessoas. O pesquisador destacou que os medicamentos são importantes para controlar os sintomas, mas viver com a doença requer terapias, exercício físico, emprego e remediação cognitiva.

Entre essas terapias, o destaque vai para a cognitivo-comportamental (TCC), de acordo com a psicóloga Marina Saraiva da Silva. Para ela, a abordagem é a mais usada no tratamento porque coloca o delírio num contexto que precisa ser discutido e compartilhado para construção e adaptação.

O que pode ser confundido com esquizofrenia?

Esquizofrenia pode ser confundida com bipolaridade, autismo e depressão. O problema é que os sintomas psicóticos, uma das principais características da esquizofrenia, também estão presentes em outras doenças.

Quem sofre de esquizofrenia pode trabalhar?

Ter a oportunidade de trabalhar é importante para as pessoas com esquizofrenia porque as mobiliza e incentiva o autocuidado. Ir trabalhar ajuda a superar o isolamento social, encontrando assim pessoas com dificuldades semelhantes e também aquelas que não sofrem de transtornos mentais.

Qual é o tratamento para esquizofrenia?

5.2.2 Uso de medicamentos – A administração de remédios antipsicóticos é o principal alicerce para o controle do transtorno. Uso deve ser somente com prescrição médica/psiquiátrica, de forma contínua, com o intuito de prevenir melhorar as crises, diminuir sintomas (como os delírios e as alucinações) e evitar recaídas.

O que pode levar uma pessoa a surtar?

Por que o surto psicótico acontece? – Há diversos fatores que podem levar a um surto psicótico, entre eles as condições mentais ou psicológicas do indivíduo, problemas médicos e consumo excessivo de álcool e de outras drogas. Segundo o doutor Wolter, a “descompensação de quadros de esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar e depressão grave são algumas das causas que cursam com sintomatologia psicótica”.

Ou seja, a psicose é um dos indícios de algumas das formas mais graves de transtorno mental, e pode se manifestar repentinamente. Doenças hepáticas, problemas na tireoide, acidentes vasculares cerebrais (AVC), lúpus, sífilis, AIDS ou mesmo infecções simples podem causar esse tipo de sintoma, dependendo da condição clínica geral do paciente.

“Não é raro em idosos, por exemplo, a primeira manifestação de um quadro infeccioso se dar por sintomatologia psicótica e alteração de comportamento. No entanto, nesses casos, o tratamento da causa elimina o sintoma psicótico”, afirma o psiquiatra. O abuso ou a abstinência de substâncias estão entre as principais causas do surto psicótico, pois todas as drogas, principalmente as ilícitas, têm potencial de alterar o funcionamento do sistema nervoso central, seja de forma temporária, seja prolongada.

É possível uma pessoa com esquizofrenia ter uma vida normal?

A esquizofrenia tem cura? – Assim como as causas e fatores de risco ainda são incertos, ainda não existe uma cura definida para esse transtorno mental. No entanto, quando há um diagnóstico, acompanhamento e tratamentos corretos, a pessoa com esquizofrenia pode viver uma vida normal.

Início tardio Início agudo Predomínio de sintomas positivos Rede de apoio de familiares, amigos e parceiros Fatores precipitantes óbvios

Fatores de mau prognóstico:

Início na juventude Início insidioso Predomínio de sintomas negativos Pessoas sem rede de apoio, sem parceiros ou familiares próximos

É possível viver normal com esquizofrenia?

Tratamento multidisciplinar – Cristiano Noto afirmou que o tratamento para esquizofrenia é também complexo e deve ser multidisciplinar, envolvendo profissionais como médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros. O tratamento se divide em farmacológico, que inclui medicamentos antipsicóticos, e psicossocial, para ajudar o paciente a se adaptar às limitações da doença e vencê-las.

  1. O especialista indicou que como qualquer transtorno mental, a esquizofrenia traz muito sofrimento ao paciente.
  2. Por isso, é comum que essas pessoas acabem, em situações extremas, como em tentativa de suicídio.
  3. Dependendo de como é feito o tratamento, a pessoa com esquizofrenia pode ter uma vida normal e, inclusive, casar e ter filhos.

“Se ela está fazendo o tratamento, está bem, está estável, tem total condição de ter uma vida normal. Trabalhar, constituir família. Não tem nenhuma contra-indicação em relação a isso. Muito pelo contrário. A gente sempre estimula que os pacientes tenham uma vida produtiva, uma vida construtiva”, disse Noto.

Quantos anos uma pessoa com esquizofrenia pode viver?

Estima-se que a expectativa de vida nesta população seja de cerca de 20 anos a menos que a da população em geral. No entanto, sabe-se que o tratamento precoce e contínuo da esquizofrenia pode desacelerar esse processo de envelhecimento.

Qual exame é feito para saber se a pessoa tem esquizofrenia?

Exame de sangue permite diagnosticar esquizofrenia e bipolaridade Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Metodologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros permite diagnosticar, com base em um único exame de sangue, duas doenças psiquiátricas com sintomas semelhantes: a esquizofrenia e o transtorno bipolar.

Atualmente, o diagnóstico desses distúrbios é baseado na análise clínica. No entanto, o processo pode levar anos e tem um alto grau de subjetividade, pois depende do olhar do psiquiatra e também da capacidade do paciente em relatar sintomas. O exame laboratorial, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é o primeiro capaz de diferenciar esses dois transtornos por meio da análise de alterações bioquímicas e moleculares envolvidas nas patologias.

A inovação, já patenteada, foi descrita no, “É complicado diferenciar duas enfermidades que compartilham sintomas tão parecidos por meio de exames clínicos. Com o exame laboratorial é possível identificar padrões no soro sanguíneo e, assim, diferenciar casos de esquizofrenia e bipolaridade de modo preciso, o que melhora o prognóstico dos pacientes”, diz, professora no Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e coordenadora do estudo,

Quem tem esquizofrenia pode passar para o filho?

Do silêncio ao livro – O que então, após todos esses anos, levou os Galvin a querer tornar públicos os detalhes de uma história que havia sido mantida em silêncio por tanto tempo? “As duas irmãs fizeram muita terapia para se recuperar dos traumas de infância e sentiram que a experiência delas poderia ser útil para outras pessoas”, diz Kolker. Crédito, Arquivo pessoal Legenda da foto, Lindsay (Mary) e Margaret, as duas únicas filhas, incentivaram a publicação do livro No entanto, o interesse não era apenas contar o que aconteceu. “Eles também estavam genuinamente curiosos em saber se a família Galvin acabou contribuindo de alguma forma com a ciência”, acrescenta Kolker.

Eles sabiam que cientistas haviam estudado o caso deles, e que em algum momento foram vistos como um caso de grande importância, e achavam que alguém como eu poderia averiguar se isso teve alguma consequência.” O “perfil” genético da esquizofrenia tem desafiado o diagnóstico de casos até hoje, explica o autor.

Os pesquisadores sabem que um dos maiores fatores de risco para a doença é a hereditariedade, mas a enfermidade não parece ser transmitida diretamente de pais para filhos. Psiquiatras, neurobiólogos e geneticistas achavam que havia uma mutação específica no DNA que provocava a enfermidade, mas não conseguiram encontrá-la.

Em virtude do grande número de casos, os Galvin ofereceram uma oportunidade rara: estudar seis indivíduos que compartilham uma linhagem genética idêntica, já que foram concebidos pelo mesmo pai e pela mesma mãe. A partir da década de 1980, toda a família passou a ser objeto de pesquisas. O material genético deles foi analisado pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado, pelo Instituto Nacional de Saúde Mental e por mais de uma farmacêutica.

Agora sabemos que amostras do material genético dos Galvin formaram a base de estudos científicos que ajudaram a entender melhor a esquizofrenia. Ao analisar os DNAs deles e compará-los com amostras genéticas da população em geral, os pesquisadores ficaram ainda mais próximos de fazer avanços significativos no diagnóstico, no tratamento e até na prevenção da esquizofrenia, observa o escritor. Crédito, Arquivo pessoal Legenda da foto, Saber que o que afligiu seis de seus filhos não foi culpa dela aliviou Mimi Por muito tempo, os Galvin não tinham ideia de que poderiam estar ajudando outras pessoas e do quanto a contribuição deles tinha sido promissora.” “Isso foi o que os deixou mais felizes”, lembra Kolker.

  1. A partir dos estudos com o DNA dos irmãos, foi possível descobrir que a esquizofrenia possui realmente um fundo genético.
  2. Isso enfraqueceu de vez as teorias de que a doença teria algo a ver com a educação ou à forma como foram criados pelos pais.
  3. A família recebeu essas informações com alívio e satisfação.

De repente, Mimi se dispôs a falar mais sobre o passado.

Quais são os gatilhos da esquizofrenia?

Até hoje, não foi descoberta a causa da esquizofrenia, mas a combinação de alguns fatores genéticos, cerebrais e do ambiente podem desencadear a doença. Fatores hereditários – parentes de primeiro grau de um esquizofrênico têm mais chances de desenvolver a doença do que as pessoas em geral.

Como é a voz da esquizofrenia?

Diferenças na voz – Os resultados mostraram diferenças na entonação de voz entre indivíduos com e sem esquizofrenia. Ana Cristina explica que as pessoas com esquizofrenia apresentaram pouca variação de simetria e dispersão na entonação da fala, ou seja, elas expressavam suas emoções pela voz de forma menos acentuada.

“Os participantes com esquizofrenia se emocionavam mais, choravam mais. Quando contavam algo engraçado davam muita risada, por exemplo, o que nos participantes sem transtorno mental não acontecia”, conta. Por outro lado, as pessoas sem transtorno mental percebiam o tipo de relação estabelecida na entrevista e usavam mais elementos emocionais e afetivos na fala.

Por isso, os gráficos de simetria e dispersão da voz apresentaram mais variações.

O que pode ser confundido com esquizofrenia?

Esquizofrenia pode ser confundida com bipolaridade, autismo e depressão. O problema é que os sintomas psicóticos, uma das principais características da esquizofrenia, também estão presentes em outras doenças.

Como lidar com uma pessoa esquizofrênica?

A esquizofrenia é um transtorno mental que atinge aproximadamente 1% da população mundial, sendo caracterizada, principalmente, por delírios, alucinações e mudanças de comportamento e na percepção. No início do surgimento dos sintomas, o indivíduo se apresenta apático, com maior vulnerabilidade ao estresse e às decepções ante a vida.

Essa forma de reconhecer o mundo ao seu redor faz com que, cada vez mais, o paciente mude seu comportamento, mas sem que isso seja claro para ele. Alucinações auditivas, com vozes muitas vezes imperativas ou mesmo destrutivas, também ocorrem. Ele passa a acreditar que está fazendo parte de um complô, suas ideias se tornam confusas, e as pessoas de sua convivência percebem que há algo errado, e nem sempre sabem como agir de forma que, de fato, o ajude.

Assim, não é somente o esquizofrênico que sofre, mas também aqueles que convivem com ele, principalmente os familiares. Sentimento de culpa, impotência, ansiedade, vergonha, medo, amargura, negação, cansaço, esgotamento e abuso do álcool são alguns sentimentos e comportamentos que podem permear a vida destas pessoas, caso não recebam as devidas orientações.

Tal quadro pode agravar ainda mais a situação do paciente, já que este tende a ser dependente das outras pessoas, sendo estas as que convivem mais diretamente com ele. Grupos de apoio à família e/ou ao doente são interessantes por propiciarem a troca de informações. Estes auxiliam as pessoas a perceber o distúrbio de forma realista, reconhecendo que, estando bem, e não colocando a doença de seu ente como o centro de sua vida, melhores são as chances de todos serem beneficiados.

Se informar, refletir e reavaliar situações e atitudes, de forma frequente, são exercícios que deverão ser considerados. Dialogar de forma franca, evitar internações (exceto em casos de surtos ou crises agudas), não minimizar os medos e alucinações da pessoa, incentivar sua independência e socialização, não esperar nem cobrar metas irreais e garantir o tratamento medicamentoso e psicoterápico são igualmente importantes.

Os familiares e amigos também devem se lembrar que, apesar de existirem diversas linhas de tratamentos a estas pessoas, a esquizofrenia não é curável; nem sempre o agravamento dos sintomas tem relação direta com os esforços das pessoas próximas; e que, quando tratada, a pessoa não apresenta riscos para a sociedade e pode, em muitos casos, desenvolver atividades normalmente.

Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Por Mariana Araguaia Graduada em Biologia