O Que É Consumismo? - []

O Que É Consumismo?

O que significa o consumismo?

O Consumismo é o ato que está relacionado ao consumo excessivo, ou seja, à compra de produtos ou serviços de modo exagerado. O consumismo é característico das sociedades modernas capitalistas e da expansão da globalização.

O que é consumismo de exemplo?

O consumismo é uma compulsão caracterizada pela busca incessante de objetos novos sem que haja necessidade dos mesmos. Após a industrialização, criou-se uma mentalidade de que quanto mais se consome mais se tem garantias de bem-estar, de prestígio e de valorização, já que na atualidade as pessoas são avaliadas pelo que possuem e não pelo que são.

Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há algum tempo, não consegue sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto mais moderno que o seu, etc.

O consumismo é fortemente induzido pelo marketing que consegue atingir a fragilidade íntima das pessoas e este é um dos motivos pelos quais o sexo feminino é mais propenso à compulsão. Para a psicanálise, o marketing interfere na diferenciação do que se deve ou não comprar, tornando assim as pessoas incessantemente descontentes buscando nas compras algo que as conforte.

Essa compulsão leva as pessoas a desprezarem seus valores e sua situação financeira e as mantêm em estado de fascínio e até de hipnose. Muitas pessoas destroem seu casamento ou outro tipo de relação e ainda se colocam em difíceis situações devido às más condições financeiras provocadas por tal compulsão.

É importante lembrar que nem todas as pessoas que consomem muitos supérfluos são consumistas. Pessoas com bom poder aquisitivo que não sacrificam suas vidas para ir às compras não são necessariamente consumistas compulsivas.

Qual o motivo da consumismo?

Sociedade do consumo na era da informação A ideia defendida por Zygmunt Bauman de que as relações sociais são baseadas no consumo, ou seja, de que somos uma sociedade de consumo, ganha força com a necessidade de ostentação nas redes sociais e de possuir bens em comum (como smartphones, roupas de uma determinada marca etc.) para se encaixar em um grupo.

Desde o surgimento de e-commerces aos atuais bancos digitais, que facilitam o processo de aquisição de bens e produtos e estimulam o consumismo por meio de propagandas direcionadas em redes sociais, acabamos imersos em um mundo digital que promete acesso a qualquer item, de qualquer lugar, pelo valor certo, por um frete barato e com diversas formas de pagamento.

Diante de tantas possibilidades e estímulos para os consumidores, o brasileiro acaba se deparando com problemas de longo prazo, como o endividamento e o transtorno compulsivo de compras causado por ansiedade. Para tratar desse tema, o “Em Discussão” desta semana dialoga com o professor do curso de Direito da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e coordenador do, Felipe Comarela Milanez, doutor em Direito Civil e mestre em Direito Privado.

Professor, podemos fazer a associação da ascensão do consumismo com algum momento histórico? A disseminação do conceito de consumismo pode estar relacionada a outras vertentes da organização social? O consumismo evolui de acordo com a evolução da própria sociedade, do acesso da sociedade à aquisição de novos produtos.

Ele também vem em uma ascendente, principalmente nos últimos 50 a 60 anos, enquanto estratégia de basear a economia capitalista a partir do consumo. A necessidade de atos de consumo está cada vez mais presente e em grande quantidade. Hoje, o consumismo está presente em razão, dentre outros, da necessidade de participação de um grupo, de aceitação.

  • A compra de bens supérfluos está ligada também, por exemplo, a aspectos de ansiedade.
  • Muita gente, diante da ansiedade, pratica um ato de consumo.
  • Então o consumismo se tornou um problema psicológico, em que a pessoa não consegue controlar o seu comportamento impulsivo relacionado às compras.
  • É importante diferenciar comprar muito de consumismo.

Se formos fazer um recorte, pensando no aumento da nossa interação com o ato de consumo, neste ponto, sim, somos muito consumistas. Somos consumistas porque, hoje, fazer parte de algum grupo representa compartilhar com esse grupo os objetos e bens de consumo.

  1. Isso faz com que a pessoa se sinta parte do grupo social.
  2. E isso tudo contribui para o aumento do consumismo na nossa sociedade.
  3. O consumismo pode ser associado à conduta de grupos sociais específicos? Quais os principais impactos você verifica nesse tipo de condicionamento? Não vejo o consumismo ligado a um grupo social específico.

O consumismo acompanha o consumidor, e o consumidor independe do extrato social. Pode ser o consumidor de baixa renda ou de artigos de luxo, que o consumismo pode estar presente. O consumo do ter apenas por ter, sem necessidade, para exibição, é fator que acaba nos levando a uma relação tendenciosa com o ato de consumo.

De não enxergá-lo como algo para satisfazer uma necessidade real, mas como algo além disso, vinculado a desejos, à autoafirmação. Acho que não está ligado à necessidade de um grupo ou de uma classe específica, e sim da necessidade que o trabalho de marketing cria em nós. Você acredita que a internet esteja contribuindo para o fortalecimento do consumismo? Como a ascensão dos e-commerces modificou as relações de consumo? Sim, a internet contribui muito para o consumismo.

Ela torna muito fácil comprar. Se antes existiam alguns filtros, barreiras que dificultavam a compra, agora já não tem mais. Por exemplo, o cartão de crédito. Sem ele precisávamos ter todo o dinheiro, o que nos fazia ter todo um esforço para juntar aquela quantia e nos fazia pensar na necessidade de realizar aquele esforço.

  1. Com o cartão de crédito, eu não preciso juntar o dinheiro.
  2. Então, quanto mais fácil é praticar um ato de consumo, mais fácil é nos deixarmos levar pelo consumismo, que é um ato vazio de necessidades.
  3. A internet facilita muito nisso, principalmente a partir da publicidade e de como somos persuadidos a consumir.

Como você avalia a legislação para garantir o direito dos consumidores que compram on-line? Considera que ainda são necessários avanços nessa legislação e na que regulamenta as relações comerciais presenciais? Nós temos um código de defesa do consumidor que, mesmo tendo sido escrito em 1990, é bastante atual.

Porque estabelece muitas disposições que se aplicam ao comércio eletrônico. Aliás, não é o lugar onde o ato de consumo é feito que define a aplicação da legislação da defesa do consumidor, é a presença de um consumidor no ato de consumo, ou até mesmo antes de consumir. É preciso alguns avanços, principalmente em relação à proteção de dados do consumidor.

Nós temos a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), mas ela é pouco efetiva por falta fiscalização e controle em relação aos abusos praticados por fornecedores. É muito comum sermos abordados por empresas que têm acesso aos nossos rendimentos, acesso ao nosso telefone, ao nosso e-mail, mas não sabermos como tiveram esse acesso.

Em muitos casos é por meio de compartilhamentos ilegais de dados ou por vazamento. Então nós temos boas leis, mas falta fiscalização e controle. Como consequência do aumento do uso da internet e de redes sociais, há uma grande quantidade de propagandas às quais somos expostos diariamente. Como isso afeta os consumidores? Hoje em dia recebemos publicidades personalizadas.

O que eu recebo na minha rede social é diferente do que outras pessoas recebem por ser baseado no meu histórico de busca e de acessos a sites, por ter um compartilhamento de dados. Isso otimiza o impacto persuasivo da publicidade por aproveitar a exploração de uma necessidade real que eu tenho.

  • Tem uma afetação significativa? Sim, porque o consumidor acaba sendo persuadido de maneiras muito efetivas e que muitas vezes levam-no a um ato de consumo pouco refletido.
  • Não é proibido enviar publicidade, não é ilícito o uso de informações para publicidade dirigida.
  • Muitas vezes nós consentimos ao aceitarmos os termos de privacidade e políticas de uso de cookies.

A gente não lê, mas autoriza a empresa a vender ou compartilhar os nossos acessos para “melhorar a experiência”, como eles dizem, por meio da publicidade direcionada. Isso nos afeta conforme ficamos mais expostos a essa tendência de consumir sem refletir.

Como podemos falar sobre poder de consumo e consumismo no Brasil quando 32,2% da população nacional vive na linha da pobreza? Ainda que tenhamos 32% ou mais da população nacional vivendo na linha da pobreza, nós temos outros 68% que não estão. Então, nós temos um mercado de consumo com mais de 150 milhões de pessoas.

É um impacto significativo, porque somos um país muito grande, então, sim, o consumo impacta em nosso comportamento. Principalmente quando percebemos que boa parte dos brasileiros acaba assumindo dívidas para consumir, adquirindo produtos de forma parcelada, muitos de necessidade básica, mas às vezes não.

  • O fato de termos uma parcela da população abaixo da linha da pobreza mostra a nossa desigualdade, mas não podemos negar que temos uma economia em que circula muita riqueza, só que essas pessoas que fazem parte dessa parcela não têm acesso ao direito de consumir.
  • E hoje em dia se você considera que o ato de consumir caracteriza quem você é, estou negando a essas pessoas também a possibilidade delas se expressarem a partir do consumo.

É outra linha de pensamento, mas acho uma abordagem adequada nesta situação. Como as pessoas são afetadas ao tentarem seguir altos padrões de consumo, sem necessariamente ter, de fato, o poder de compra? Podemos considerar o consumismo uma tendência hereditária? Possuir um padrão de vida acima ou diferente do que o meu padrão econômico me permite me leva a um problema que é crônico no Brasil, o endividamento.

  • Para manter um padrão de vida maior que o meu ganho, eu vou me endividar.
  • Ao me endividar, eu crio um ciclo vicioso de que, para ter mais, eu preciso gastar mais, e para isso preciso me endividar mais.
  • Então o endividamento é um problema muito sério e que está dentro do consumismo, principalmente dentro do consumismo como evasão da ansiedade.

Porque às vezes a gente faz a aquisição de um produto que nunca vai usar, ou usamos apenas uma vez, mas dividimos em 12 vezes e temos que pagá-lo. Essa nossa vontade de nos relacionarmos com o outro a partir do consumo, sim, muito fruto dessa exploração da felicidade pelo consumo, acaba levando para esse ciclo vicioso, o que leva a mais de 77% das famílias brasileiras, hoje, estarem endividadas.

Isso é muito sério, porque vai levar a uma crise do próprio capitalismo, que chega em um ponto em que os consumidores não podem mais consumir, e quando não há interação de consumo, a economia para, gerando outro problema. Particularmente, não vejo isso como uma tendência hereditária. A ansiedade, talvez, mas percebemos que a relação com o consumo muda de acordo com a geração, em razão dos produtos específicos de determinada geração, mas não é genético.

Nos levamos a esse consumismo por diversos fatores, independentemente da genética. EM DISCUSSÃO – Esta seção é ocupada por uma entrevista, no formato pingue-pongue, realizada com um integrante da comunidade ufopiana. O espaço tem a função de divulgar as temáticas em pauta no universo acadêmico e trazer o ponto de vista de especialistas sobre assuntos relevantes para a sociedade.

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Qual o maior problema do consumismo?

Tatiane Vargas O consumismo e seus impactos foi o tema escolhido para o primeiro de uma série de debates promovidos pelo Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental (DSSA), o Comitê de Gestão Sustentável (CGS), a Coordenação de Comunicação Institucional (CCI) e o Fórum dos Estudantes da ENSP, em comemoração ao mês do Meio Ambiente.

O ciclo de atividades – que teve início dia 9 de junho e segue até o dia 26 desse mês -, tem como tema central Sustentabilidade: o equilíbrio necessário e pretende debater o modelo econômico atual e sua pressão sob os recursos naturais, apresentando alternativas na busca por um modo de vida mais sustentável, saudável e equilibrado.

A atividade contou com a participação do pesquisador do DSSA Marcelo Guimarães Araújo e da pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Elen Vasques Pacheco. Segundo Marcelo, o equilíbrio explica a diferença entre o consumo necessário e o consumismo.

Para Elen, é necessário equilíbrio nas escolhas diárias para não sofrer os impactos negativos delas. O debate foi coordenado pela pesquisadora do DSSA Débora Cynamon. Para celebrar a abertura da atividade estiveram presentes o vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gestão, Alex Molinaro, o coordenador de Serviços Ambulatoriais e Laboratoriais, Marco Menezes e a chefe do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola, Clementina Feltmann, que ressaltou a importância das ações individuais e coletivas que podem contribuir para que o mundo viva em equilíbrio.

Marco Menezes citou a questão do consumo consciente de água, por exemplo, que envolve rever processos de vida e trabalho, além do modelo de desenvolvimento econômico que prejudica o meio ambiente. Dando início a palestra Viver consciente: o consumismo e seus impactos, o pesquisador do DSSA Marcelo Guimarães entrou na questão do consumo e da produção sustentável.

Um dos pontos citados por ele foi o do impacto do excesso de consumo. Segundo Marcelo, o consumo exagerado é um dos efeitos da globalização e gera impactos tanto ambientais quanto econômicos. “Desde a revolução industrial a classe média passa a ter acesso aos produtos. A Ford passa a produzir carros para que seus próprios operários pudessem comprar, gerando uma grande onda de consumismo automotor, acarretamento, obviamente, no impacto ao meio ambiente.

O maior problema do consumo de recursos está relacionado ao consumo de matéria prima”, apontou. O consumismo exagerado leva a outro grande problema praticamente universal: a destinação dos resíduos sólidos. Não apenas o Brasil sofre com a destinação dos resíduos, outros países subdesenvolvidos, e até mesmo desenvolvidos, também se deparam a situação.

  • Atualmente, o Japão é o melhor país do mundo nos quesitos coleta seletiva e destinação de resíduos sólidos.
  • A Alemanha é o país da Europa que possui a melhor destinação para os resíduos sólidos, e apenas 3% do lixo produzido vai para aterros sanitários.
  • O Brasil está no patamar dos países europeus, reciclando apenas 4% dos resíduos sólidos que coleta.

De acordo com Marcelo, o consumo exagerado da população leva também a dispensação de resíduos na natureza, acarretando na poluição das praias, dos rios, e do ar. Em relação aos impactos à saúde que a poluição pode causar, o pesquisador apontou que existem cinco formas de contaminação: por veiculação hídrica, de forma feco-oral, através de vetores, de maneira respiratória e por contato dérmico.

  • Marcelo Guimarães citou também a criação da Política Nacional de Recursos Sólidos, através da Lei 12.305 de 3/8/2010, que tem entre seus principais objetivos a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem e o tratamento dos resíduos sólidos.
  • Precisamos entender que todas essas questões apontadas por mim estão associadas aos impactos ambientais do consumo excessivo.

Precisamos rever as nossas decisões de compra com base no impacto ambiental que os produtos podem causar. A falta de informação não pode ser barreira para a conscientização ambiental”, destacou Marcelo Guimarães. Os impactos do plástico à sociedade Para falar sobre os impactos que o plástico pode causar à sociedade e ao meio ambiente a professora e pesquisadora do Núcleo de Excelência em Reciclagem e Desenvolvimento Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Elen Vasques Pacheco, explicou que a reciclagem nem sempre é a solução do mundo.

  1. Segundo ela, é preciso analisar cuidadosamente os processos de reciclagem para que de fato ela seja produtiva em todos os sentidos.
  2. Em relação ao plástico propriamente dito, Elen afirmou que se trata de um material polimérico que apresenta grande versatilidade e é utilizado na indústria automobilística, de construção civil, eletrônica, têxtil, entre muitas outras.

“As propriedades de leveza do plástico os levaram a ser um material extremamente utilizado, pois ele permite a obtenção de produtos com custo menor, consequentemente, maior produção e maior acesso. O uso de plástico nos carros, por exemplo, faz com que o automóvel seja mais leve e consequentemente gaste menos combustível.

  • A facilidade na obtenção do plástico acaba levando ao consumo exagerado, porém, o impacto causado pelo plástico não é mais alto que o de outros materiais como vidro ou papel.
  • É preciso que a sociedade pense em um consumo sustentável.
  • Um consumidor consciente busca o equilíbrio entre sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta, baseado em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável”, finalizou.

Confira abaixo os próximos encontros: * 18 de junho DSSA Debate – Saúde urbana: uma vida melhor nas cidades Coordenadora da mesa: Clementina dos Santos Feltmann – DSSA/ENSP Horário: 9 horas Local: Sala 410 do prédio da ENSP * 25 de junho Feira em Festa Local: Portaria principal da ENSP (local de entrada do auditório térreo) Típica festa junina promovida na Feira de Saberes e Sabores Josué de Castro, com comidinhas e oferta de alimentos produzidos de forma mais sustentável.

Quando o consumismo pode ser considerado uma doença?

O que é oneomania? – A oneomania é uma doença caracterizada pelo ato de comprar indiscriminadamente, A compulsão por consumir está na Classificação Internacional de Doenças e Problemas relacionados com a Saúde (CID), sob o código CID 10 – F 63.8. Ela é considerada um transtorno psicológico sério e que pode comprometer a qualidade de vida de quem convive com o problema.

  • É importante, porém, diferenciar a oneomania do simples consumismo.
  • O consumista é aquele que sente prazer em comprar e exibir suas compras.
  • Apesar de impactar a vida financeira e comprometer o orçamento de muita gente, o consumismo não é doença e é possível controlá-lo com mudança de hábitos e disciplina financeira.

O oneomaníaco, porém, demonstra um comportamento visivelmente doentio, apresentando sintomas explícitos: não tem critério com relação ao que compra (muitas vezes comprando itens repetidos ou que já possui); esconde as compras de pessoas próximas, amigos e família, por vergonha; mente sobre o que comprou; sente culpa após comprar; e apresenta descontrole financeiro severo, muitas vezes recorrendo a empréstimos e cheque especial para comprar.

  • Além disso, o oneomaníaco também desconta seus sentimentos de frustração, angústia e tristeza nas compras, consumindo para tentar lidar com suas emoções negativas.
  • Casos de onemania extrema também apresentam sintomas de dependência grave : a pessoa pode vender pertences e bens próprios, de parentes ou amigos para satisfazer o desejo da compra compulsiva; ameaça fisicamente pessoas próximas caso não consiga comprar; e desenvolve um comportamento autodestrutivo.

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Qual é a diferença entre consumo e consumismo?

Diferente do consumo, o consumismo não é utilizado para sanar necessidades essenciais ou garantir conforto e qualidade. A diferença entre eles é basicamente: consumo = necessidade ou compras planejadas; consumismo = desejo ou compras feitas de forma desenfreada.

Como saber se você é consumista?

Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há algum tempo, não consegue sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto mais

Como se chama uma pessoa consumista?

Uma pessoa diagnosticada como oneomaníaca ultrapassou a barreira do consumismo e compra produtos e serviços de forma compulsiva.

Como funciona a mente de um consumista?

A maior parte dos objetos que adquire acaba encostada, sem uso? Seus gastos exagerados já lhe causaram problemas financeiros? Se sua resposta foi sim para alguma dessas questões, você pode sofrer de um transtorno comportamental cada vez mais comum nos dias de hoje: a compulsão por compras.

Porque o ser humano consome tanto?

Porque é que consumimos? “Compramos coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos para impressionar pessoas de quem não gostamos.” Esta frase do filme Fight Club costuma vir à baila quando se fala de consumismo. Mas explicará mesmo as razões pelas quais “compramos coisas”? Afinal, porque é que consumimos? A citação do Fight Club refere três aspectos: comprar coisas supérfluas, sem utilidade, com o intuito de as exibir perante pessoas que queremos impressionar, embora nem gostemos delas, e usar empréstimos para o fazer.

No fundo a frase sugere que os consumidores são estúpidos, uma vez que se endividam para comprar coisas sem utilidade, só com o propósito de demonstrar um certo status perante estranhos, ou pessoas de quem nem gostam. Quem acha que esta é uma explicação válida para o porquê de os outros consumirem? E quem se identifica pessoalmente com esta explicação? Embora a citação refira dinâmicas que acontecem em certos contextos, no geral é muito simplista.

Para perceber melhor o que motiva o consumo, mergulhei em livros e artigos científicos escritos por investigadores de muitas disciplinas. Então porque é que as pessoas consomem? Eu identifiquei dois aspectos: a grande diversidade de propósitos ou finalidades do consumo e as influências de múltiplos actores e contextos da sociedade.

Segundo a neurociência, há vários propósitos que motivam o consumo: há razões de auto-preservação que podemos associar a questões mais básicas de alimentação, higiene e segurança. Há razões relacionadas com pertencer a um grupo e manter relações próximas com outras pessoas. E há também outras razões sociais, relacionadas com distinguirmo-nos dos outros, querermos saltar à vista, por status, ou para seduzir alguém, por exemplo.

Segundo a antropologia, muito do consumo tem o propósito de exprimir devoção pelos outros. Num contexto familiar, a figura da mãe, que era tradicionalmente quem tratava das compras diárias, é motivada principalmente por tratar bem dos seus. Noutro ramo da antropologia e sociologia, fala-se muito da razão de exprimir a nossa identidade através das coisas que usamos.

  • Isto aplica-se mais a coisas como roupa e acessórios, do que a coisas mais prosaicas, como talheres, por exemplo.
  • Devem ser muito raras as pessoas que não se importam de todo com a roupa que vestem.
  • A propósito da quadra natalícia, lanço o desafio: até que ponto é que precisamos de preencher estes propósitos com compras materiais? No Natal sentimo-nos obrigados a oferecer prendas para expressar os nossos laços familiares ou de amizade.

Mas não será possível expressá-los de outra forma, por exemplo combinando passar tempo juntos? Seria melhor para o planeta, mas também para as nossas relações. Mais tempo de qualidade e menos coisas.” Dado a grande variedade, a maior parte de nós leva algum tempo a escolher a camisola que sentimos que liga bem connosco, para além das questões de tamanho e de feitio.

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Outras vezes o motivo vai para além do estilo pessoal e somos levados pelas modas: “Ah, as calças à boca de sino já não se usam, por isso tenho que comprar calças slim estreitinhas porque senão destoo muito dos outros.” Seguir modas às vezes está relacionado com assimilarmo-nos ao que é comum e “normal” a certa altura.

As crianças são especialmente vulneráveis a isto, não querem parecer menos do que os amigos, e sentem que precisam de seguir a moda do momento para serem aceites pelos colegas. Mais recentemente, a teoria das práticas sociais revela o lado prosaico e pragmático de muito consumo.

  1. Consumimos não pelas coisas em si, mas porque precisamos delas para fazer certas actividades.
  2. Por exemplo, fazer música implica certos instrumentos, tal como fazer desporto, cozinhar, ler, pintar, acarreta outros utensílios.
  3. Para a higiene pessoal precisas de água e sabão, e precisas de um carro para te deslocares, se viveres em zonas muito mal servidas por transportes públicos.

Muitas vezes somos motivados por uma mistura de vários propósitos. Quero fazer mais caminhadas nas montanhas, por isso preciso de um calçado apropriado, mas também quero que os sapatos tenham um feitio e cor de que eu goste, ou pelo menos que não sejam verde fluorescente.

  1. O marketing e a publicidade também apelam para muitos propósitos, adaptando a publicidade aos motivos do consumidor-alvo.
  2. Para uma próxima vez deixo as influências de muitos actores e contextos da sociedade, e dos diversos factores que levaram ao crescimento do consumo em vários períodos da história.

Mas, para já, a propósito da quadra natalícia, lanço o desafio: até que ponto é que precisamos de preencher estes propósitos com compras materiais? No Natal especialmente, e em aniversários, sentimo-nos obrigados a oferecer prendas para expressar os nossos laços familiares ou de amizade.

O que Karl Marx fala sobre o consumismo?

Sociedade de consumo – As sociedades organizadas a partir dessa ideologia podem ser classificadas como sociedades de consumo. Nelas a noção do consumo alcança a situação de relação social e realização pessoal. Muitos autores apontam que o consumo é usado para controle social e que as outras áreas da vida social foram invadidas pela lógica de consumo.

  1. Desde as relações de afeto até as instituições políticas, tudo é regido pela lógica mercadológica.
  2. Muitos indivíduos identificam esse problema, mas não conseguem parar de ser consumista.
  3. Mesmo que consciente em parte e repudiando o consumo exacerbado, as pessoas continuam consumindo pela força da coerção social.

Esse fenômeno é chamado de hiperconsumo. Os meios de comunicação têm um papel preponderante na coerção consumista. A propaganda no sistema capitalista produz falsas necessidades baseada num modo de vida direcionado ao consumo desenfreado, reproduzindo valores essencialmente consumistas.

Por que precisamos evitar o consumismo?

Consequências sociais – O consumismo, quando exagerado, pode se tornar uma compulsão, um vício — a oneomania, que citamos. Isso é muito prejudicial para as relações sociais, pois a única alegria que uma pessoa afetada tem, vem das compras. Ignorando outros aspectos da vida cotidiana.

Por que o consumismo é ruim?

Consequências para o meio ambiente – O consumismo também causa danos ao meio ambiente, como excesso de produção de lixo, além da grande quantidade de poluição gerada pelas indústrias. Atualmente, já se sabe que o consumo em excesso não é uma alternativa sustentável e causa severos impactos ao meio ambiente.

O que o consumismo nos afeta?

Consequências do consumismo – Com o passar do tempo, o aumento do consumo alterou o estilo de vida das pessoas. Hoje, sabe-se que o consumismo pode gerar inúmeras consequências, como o endividamento e o aparecimento de doenças como ansiedade e depressão, além de problemas ecológicos para o planeta.

  1. A presença destas características, pode, por exemplo, indicar a existência de um transtorno chamado oniomania,
  2. Essa patologia se caracteriza por um comportamento obsessivo em relação ao ato de comprar.
  3. Em geral, esse transtorno pode afetar mais facilmente as pessoas com um alto grau de estresse ou ansiedade.

Entretanto, não significa que somente pessoas ansiosas ou depressivas desenvolvam a patologia, assim como nem todas as pessoas com essas características desenvolverão a oniomania.

É possível que o consumismo seja responsável pela ansiedade nas pessoas?

O estudo demonstrou que o consumo compulsivo, também chamado de oniomania, é um transtorno causado pela ansiedade desencadeada pela necessidade de compra, saciada apenas quando há aquisição do produto.

O que tem levado as pessoas a se tornarem consumistas na atualidade?

7 motivos que levam as pessoas a gastarem mais do que ganham e se endividarem O que leva as pessoas ao endividamento e à inadimplência? Basicamente, pode-se dizer que é gastar mais do que se ganha. Contudo, por trás dessa ação existem diversos fatores que levam ao comportamento de descontrole financeiro. O resultado são milhões de brasileiros com sérios problemas financeiros.

  1. Muitos vão rapidamente relacionar o momento de crise e instabilidade econômica que vivemos como o principal problema.
  2. Com certeza, isso tem reflexo nos números, mas repare que, mesmo antes desse período de dificuldades, a quantidade de inadimplentes já era alta.
  3. Enfim, existem outros fatores que geram essa situação e, para melhor entendimento, decidi detalhar os sete principais pecados que levam as pessoas a gastarem mais do que ganham: Falta de educação financeira: sem possuir educação financeira, as pessoas não conhecem sobre a importância do dinheiro e as formas corretas de utilizá-lo, então, ficam a um passo das dívidas.

Isso acontece com a maior parte da população, pois nem os pais e nem as escolas ensinam isso para as crianças e adolescentes e depois que crescem, ficam expostos a sociedade de consumo, na qual esse tipo de informação não é interessante. O caminho para sair desta situação é buscar cursos e livros sobre o tema.

Também é fundamental a preocupação com as crianças, ensinando de forma lúdica e solicitando a inserção deste nas escolas. Falta de planejamento: as pessoas não sabem para onde vai o dinheiro que recebem e não possuem controle. Isso é reflexo direto do pecado anterior, as pessoas ganham e gastam sem controle nenhum ou com um controle superficial, não se dando conta que o descontrole financeiro não acontece nos grandes gastos, mas sim nos pequenos.

Para evitar que isso ocorra, o correto é o preenchimento de uma caderneta diária de todos os gastos, que chamamos de apontamento, e realizar uma planilha mensal por três meses, conhecendo, assim, os seus verdadeiros números. Marketing e publicidade: a suscetibilidade às ferramentas de marketing e publicidade faz com que as pessoas comprem o que elas não precisam.

  1. Isso acontece diariamente por meio de ações expostas na televisão, nas ruas, no trabalho.
  2. As mensagens são muitas e as pessoas passam a acreditar que parte do que é oferecido é realmente necessário.
  3. O caminho para evitar esse problema é não comprar por impulso; o ideal é se questionar se realmente precisa desse produto, qual a função que terá em sua vida, etc.

Também é interessante deixar a compra para outro dia, quando terá refletido sobre se quer realmente o produto. Crédito fácil: buscar ferramentas de crédito fácil, como empréstimos, crediários, financiamentos, limite do cheque especial ou pagar o mínimo de cartão de crédito já é uma forma de endividamento.

  1. O mercado oferece milhares de produtos de fácil acesso, contudo, os juros cobrados são abusivos e fazem com que a inadimplência se torne alta.
  2. Assim, a solução é evitar esses meios.
  3. No caso de cartão de crédito, o ideal é ter só um e, em caso de descontrole, até mesmo eliminar.
  4. Também é interessante não ter limite de cheque especial e evitar os empréstimos e crediários.

Parcelamentos: ao parcelar as compras, as pessoas não percebem que já estão se endividando. Para piorar, muitas vezes, o consumidor esquece de colocar esses valores no orçamento, o que pode comprometer seriamente as finanças. Um parcelamento, na verdade, é uma forma de crédito, pois você está usando um dinheiro que não possui para comprar um produto.

  1. Caso seja fundamental parcelar, deverá constar no orçamento mensal da pessoa, que sempre que receber seus rendimentos, separará parte do valor para pagar essa dívida.
  2. Também é interessante ter uma poupança paralela, para que, em caso de imprevistos, tenha como arcar com esses valores.
  3. Falta de sonhos: não ter objetivo para o dinheiro causa inadimplência.

Se a pessoa não tem determinado o objetivo para o dinheiro, gastará de forma irresponsável, levando ao endividamento. Isso ocorre muito pela falta de capacidade das pessoas de sonharem, vivendo apenas o presente. Para sair deste problema, é recomendável fazer um exercício simples, refletir sobre quais são realmente os seus sonhos, o que se quer para o futuro.

Tendo isso estabelecido, deve cotar os valores e determinar parte de seu dinheiro, quando recebê-lo para esse fim. Com isso em mente, será muito mais difícil cair nas armadilhas do consumismo e crédito fácil. Necessidade de status social: acreditar que consumir é importante para ser aceito socialmente faz com que as pessoas comprem sem ter condições.

Isso porque acreditam que possuir alguma coisa é o que fará a diferença para os outros, e não o que ela realmente é. Isso é um valor errado de que ter produtos é sinônimo de felicidade. O consumo dessa maneira irá apenas suprir a dificuldade de relacionamento interpessoal.

A solução para esta questão é ter objetivos claros e perceber que é muito mais importante ter conteúdo do que ter produto. Ao citar esses sete erros que levam à inadimplência, não quer dizer que não existam outros, mas acredito que esses sejam vitais para que uma pessoa ou família se atentem. Quem investe em seus conhecimentos, tem maior chance de se dar bem na vida e, quem tem a educação financeira como um dos requisitos básicos para se viver bem, certamente, poderá desfrutar muito melhor desta vida.

Vamos todos investir em nossa saúde financeira para dar sustentabilidade às nossas principais saúdes: física, mental e espiritual. Por Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin). : 7 motivos que levam as pessoas a gastarem mais do que ganham e se endividarem

O que é a oneomania?

Especial Consumo 3 – A oneomania e os tratamentos disponíveis. (07’56”) – Rádio Câmara NO ÚLTIMO PROGRAMA SOBRE O CONSUMISMO VAMOS FALAR DO MOMENTO EM QUE OS GASTOS PERDEM O CONTROLE E TORNAM-SE UMA DOENÇA, A POUCO CONHECIDA ONEOMANIA. VAMOS FALAR AINDA DOS GRUPOS DE APOIO PARA OS DEVEDORES ANÔNIMOS, QUE ATUAM EM DIVERSOS ESTADOS E DO TRATAMENTO OFERECIDO NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS EM SÃO PAULO.

  1. Quando o consumo deixa de ser uma parte de nossa vida para se tornar o objetivo dela, existe o que os psicólogos chamam de oneomania.
  2. A psicóloga Tatiana Filomensky trabalha no Ambulatório de Transtornos do Hospital das Clínicas de São Paulo e todos os dias lida com pacientes que sofrem de oneomania, que é mais conhecida pelo nome de Transtorno do Comprar Compulsivo, TCC.

Segundo definição do dicionário Aurélio oneomania é um “desejo mórbido, impulsivo, de fazer comprar e adquirir coisas”. Para a Doutora Tatiana, a maior dificuldade de quem sofre com essa doença é admitir o problema, uma vez que na sociedade atual, consumir, mesmo que em excesso, se tornou uma atitude normal.

“São pessoas que elas têm um descontrole com as compras, elas sentem uma vontade de comprar algo que é sentido como irresistível realmente intrusivo, algo invasivo no dia-a-dia delas. Sente vontade de comprar a todo momento, quando vai comprar acaba ficando mais tempo comprando do que pretendia ficar.

Pessoas que compram itens desnecessários, compram frequentemente o que elas não podem pagar acabam tendo dívidas ou falências por conta dessas dívidas. Muitas vezes a compra em si ela acontece não por uma necessidade, na maioria das vezes não tem uma necessidade e sim é uma necessidade emocional.

  • Então é um alívio de um sentimento de frustração, de emoções ruins, pra alívio de ansiedade de sentimento de depressão.” Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de um por cento da população mundial sofre dessa doença.
  • No Brasil, pesquisas da Universidade de São Paulo mostram que os oneomaníacos chegam a três por cento da população e quem mais tende a manifestar a compulsão são as mulheres, os jovens e, recentemente, os internautas.
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O estudo foi feito com base nos artigos científicos sobre o transtorno do comprar compulsivo publicados nos últimos 40 anos. O trabalho, que será publicado na próxima edição da Revista Brasileira de Psiquiatria, menciona que o elemento chave da oneomania é a impulsividade.

  1. Suas vítimas, chamadas de oneomaníacos, de maneira geral não conseguem evitá-la e em sua maioria são mulheres.
  2. Mesmo os que têm uma boa formação acadêmica apresentam dificuldades para perceber as conseqüências de sua compulsão.
  3. As preocupações e os impulsos da pessoa se voltam ao ato de comprar.
  4. A psicóloga Tatiana alerta que isso causa sofrimento, consome muito tempo, interfere no comportamento social ou ocupacional e ainda resulta em problemas financeiros como o endividamento ou falência.

“Ele compra essa semana e ele comprou, três, quatro blusas, na semana seguinte já tá comprando duas, três calças e na outra semana ele compra três, quatro blusas de novo. Não tem essa noção do já passou, esse mês eu já gastei o quanto eu podia gastar comprando, já comprei coisas pra mim esse mês, não, é sempre, uma constância tanto que a gente chama como uma dependência do comportamento é muito similar à dependência de substâncias: quanto mais você usa, mais você vai tolerando seu organismo e mais você vai usando, aumenta a quantidade, aumenta a freqüência, aumenta a intensidade.” A vítima do TCC pensa tanto em como conseguir dinheiro para comprar que não se concentra no trabalho, passa muito tempo comprando, buscando crédito, pagando dívidas, sonhando com itens que quer comprar, ou culpando-se por ter comprado itens desnecessários, e negligencia família, profissão e tudo mais.

  1. Quem suspeita sofrer do transtorno do comprar compulsivo deve procurar um profissional de saúde mental treinado para diagnosticar e tratar compras compulsivas e outros transtornos do impulso como comer e jogar, por exemplo.
  2. Os Devedores Anônimos é um grupo de apoio e ajuda a pessoas oneomaníacas inspirado nos Alcóolicos Anônimos.

O grupo existe no Brasil desde 1997 e tem participantes nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Ceará. Nas reuniões semanais, os DA trocam experiências e têm acesso a apostilas e literatura em geral sobre a doença. O grupo segue doze tradições, doze passos e doze promessas, baseados no programa de recuperação dos AA e de outras irmandades anônimas.

  • Há quatro anos seu Walter participa do grupo cearense.
  • Ele nos conta que tomou essa decisão depois que presenciou o suicídio de dois dos seus colegas de trabalho, envolvidos em dívidas que não conseguiam saldar.
  • As pessoas chegam simplesmente quando a dor está insuportável.
  • Geralmente o problema do dinheiro, da compra, das complicações financeiras tá ligado à muita dor emocional, à muita falência emocional, muita dor interior.” Seu Walter destaca ainda que os jovens atendidos no grupo têm em comum famílias disfuncionais e falta de orientação financeira o que leva diante do apelo do consumo da sociedade atual, a que esses jovens percam o controle sobre seus gastos.

“Os grupos de mútua ajuda eles dão uma vivência extraordinária porque é a própria pessoa que vai se reconstruir. Ninguém pode mudar o dependente sem ele propor. O dependente que tem obsessão mental, que tem a compulsão ele só pode resolver seu problema através do auto-conhecimento.

  • E esse auto-conhecimento não é apenas racional, cognitivo não é emocional, é espiritual.
  • Ele tem que sentir.
  • E como é que ele vai sentir? Pelo desmascaramento.
  • E como é que ele vai se desmascarar? Ouvindo outras pessoas.
  • Funciona como uma sala de espelhos, lá ninguém aponta ninguém como doente.
  • Ninguém tem consulta, ninguém tem receita, ninguém tem conselhos, ninguém protege não.

Eu conto a minha história, falo da minha dor, falo da minha angústia e jogo aqui e pronto é isso que é.” Para quem sofre com a doença, organização financeira é fundamental. Saber o quanto se ganha e o quanto se gasta, anotar os custos e fazer planilhas são atitudes que devem ser adotadas pelos oneomaníacos que querem sair das dívidas – e não voltarem mais a elas.

  1. Para o publicitário Rafael Porto do Grupo de Pesquisas Consuma da Universidade de Brasília, é um distorção chamar de doença os gastos compulsivos e o conseqüente endividamento.
  2. Na sua opnião, tudo não passa de falta de organização financeira.
  3. O problema da maior parte das pessoas é fazer um controle por mais que seja um controle mais básico, mas adotar algum tipo de controle financeiro.

E nesse sentido não é classificado com uma doença e sim como uma falta de controle financeiro.” O publicitário afirma que a melhor forma de solucionar o problema é fazer um planejamento orçamentário, mesmo que seja simples, com as despesas fixas e com as prestações adquiridas.

Outra forma de contornar o problema é usar o bom senso e pensar duas vezes antes de adquirir um produto. De Brasília, Karla Alessandra NO ÚLTIMO CAPÍTULO DESTA SÉRIE ESPECIAL SOBRE O JOVEM E O CONSUMO VOCÊ VAI CONHECER A INICIATIVA PIONEIRA DO PROCON DO CEARÁ QUE CONFECCIONOU E DISTRIBUI CARTILHAS PARA JOVENS CONSUMIDORES.

: Especial Consumo 3 – A oneomania e os tratamentos disponíveis. (07’56”) – Rádio Câmara

Quais são os principais pontos positivos do consumismo?

O que é consumo consciente – O consumo é parte fundamental das relações sociais, pois gera riqueza, é bom e saudável para a sociedade. Pesquisadores relatam que a experiência de compra ativa os centros de prazer no cérebro, liberando um neurotransmissor chamado dopamina, responsável pela sensação de prazer.

Na verdade, seria difícil imaginar a vida em sociedade sem as operações diárias de compra e venda. Ou, como poderíamos ter direito a uma propriedade se ela não fosse obtida em uma transação comercial. Por outro lado, o estilo de vida consumista – ou seja, de consumo em excesso — tem impactos na sociedade e na natureza.

Para suprir a demanda, os fabricantes passam a buscar mão de obra barata, usam componentes tóxicos ou produzidos em função de exploração infantil e degradam o meio ambiente para manter o ritmo de produção. O papel do consumo consciente é trabalhar no lado da demanda — os consumidores —, educando-os para práticas de consumo saudáveis, tanto para eles quanto para a sociedade e o meio ambiente.

Consumidores conscientes estimulam boas práticas de negócios, inovação em produtos e serviços e contribuem para diminuir a degradação ambiental. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o consumo consciente é um ato voluntário, cotidiano e solidário das pessoas para aumentar os impactos positivos e mitigar os negativos que a nossa presença causa no ambiente, nas relações sociais e na economia.

Uma pesquisa do órgão aponta que dois em cada três brasileiros não conhecem o conceito de consumo consciente, Para entender melhor do que se trata, basta separar o conceito em três pilares:

educação financeira; sociedade; meio ambiente.

‍ Entenda: Saiba quais são os pontos positivos e negativos de pagar à vista e parcelado

Qual é o limite para o consumo?

O consumismo é uma compulsão caracterizada pela busca incessante de objetos novos sem que haja necessidade dos mesmos. Após a industrialização, criou-se uma mentalidade de que quanto mais se consome mais se tem garantias de bem-estar, de prestígio e de valorização, já que na atualidade as pessoas são avaliadas pelo que possuem e não pelo que são.

Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há algum tempo, não consegue sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto mais moderno que o seu, etc.

O consumismo é fortemente induzido pelo marketing que consegue atingir a fragilidade íntima das pessoas e este é um dos motivos pelos quais o sexo feminino é mais propenso à compulsão. Para a psicanálise, o marketing interfere na diferenciação do que se deve ou não comprar, tornando assim as pessoas incessantemente descontentes buscando nas compras algo que as conforte.

  • Essa compulsão leva as pessoas a desprezarem seus valores e sua situação financeira e as mantêm em estado de fascínio e até de hipnose.
  • Muitas pessoas destroem seu casamento ou outro tipo de relação e ainda se colocam em difíceis situações devido às más condições financeiras provocadas por tal compulsão.

É importante lembrar que nem todas as pessoas que consomem muitos supérfluos são consumistas. Pessoas com bom poder aquisitivo que não sacrificam suas vidas para ir às compras não são necessariamente consumistas compulsivas.

Como o consumismo transforma a sociedade?

RESUMO: O capitalismo depende do consumo, e a sociedade capitalista é refém do consumismo. O consumo exagerado se transforma em consumismo, ou seja, as pessoas passam a adquirir produtos e serviços muito além daquilo que seria considerado essencial para a sua sobrevivência.

Quem é o pai do consumismo?

O termo é muitas vezes associado à crítica do sociólogo e economista Thorstein Veblen, à cultura de massa e à indústria cultural. O conceito mais antigo de ‘consumo conspícuo’ tem origem na virada do século XX nos escritos de Veblen.

Quais são os principais pontos positivos do consumismo?

O que é consumo consciente – O consumo é parte fundamental das relações sociais, pois gera riqueza, é bom e saudável para a sociedade. Pesquisadores relatam que a experiência de compra ativa os centros de prazer no cérebro, liberando um neurotransmissor chamado dopamina, responsável pela sensação de prazer.

Na verdade, seria difícil imaginar a vida em sociedade sem as operações diárias de compra e venda. Ou, como poderíamos ter direito a uma propriedade se ela não fosse obtida em uma transação comercial. Por outro lado, o estilo de vida consumista – ou seja, de consumo em excesso — tem impactos na sociedade e na natureza.

Para suprir a demanda, os fabricantes passam a buscar mão de obra barata, usam componentes tóxicos ou produzidos em função de exploração infantil e degradam o meio ambiente para manter o ritmo de produção. O papel do consumo consciente é trabalhar no lado da demanda — os consumidores —, educando-os para práticas de consumo saudáveis, tanto para eles quanto para a sociedade e o meio ambiente.

Consumidores conscientes estimulam boas práticas de negócios, inovação em produtos e serviços e contribuem para diminuir a degradação ambiental. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o consumo consciente é um ato voluntário, cotidiano e solidário das pessoas para aumentar os impactos positivos e mitigar os negativos que a nossa presença causa no ambiente, nas relações sociais e na economia.

Uma pesquisa do órgão aponta que dois em cada três brasileiros não conhecem o conceito de consumo consciente, Para entender melhor do que se trata, basta separar o conceito em três pilares:

educação financeira; sociedade; meio ambiente.

‍ Entenda: Saiba quais são os pontos positivos e negativos de pagar à vista e parcelado

Eu sou Julián Díaz Pinto, tenho 48 anos e sou o fundador e administrador do site cltlivre.com.br, um portal jurídico dedicado a descomplicar as complexidades da legislação trabalhista brasileira.