Loperamida Para Que Serve? - 2024, CLT Livre

Loperamida Para Que Serve?

Qual o efeito do loperamida?

O cloridrato de loperamida está indicado no tratamento sintomático de: – diarreia aguda inespecífica, sem caráter infeccioso; – diarreias crônicas espoliativas, associadas a doenças inflamatórias como Doença de Crohn e retocolite ulcerativa; – nas ileostomias e colostomias com exssessiva perda de água e eletrólitos.

Porque loperamida é controlado?

Viciados em drogas usam remédios de diarreia para controlar abstinência A epidemia de dependência em opiáceos que varre os Estados Unidos levou a uma nova forma de abuso de drogas que poucos especialistas conseguiram antever. Viciados que não conseguem comprar analgésicos estão consumindo Imodium e outros remédios para diarreia.

Eles apelidaram essa prática de “a metadona dos pobres”. O ingrediente ativo do Imodium, a loperamida, pode dar barato se consumido em grandes quantidades e não custa caro. O problema é que, além de causar uma constipação desagradável, o excesso de loperamida por ser tóxico ou até mesmo fatal para o coração.

Um relatório publicado no site da revista “Annals of Emergency Medicine” listou duas mortes recentes em Nova York por abuso de loperamida. Além disso, pelo menos uma dúzia de casos de overdose que terminaram em morte ou em batimentos cardíacos irregulares com risco de vida foram registrados em cinco estados nos últimos 18 meses.

  • A maioria dos médicos só percebeu recentemente que era possível fazer um uso abusivo da loperamida e poucos deram importância ao assunto.
  • Há pouco ou nenhum registro nacional do problema, mas toxicologistas e médicos que atendem em emergências hospitalares acreditam que o abuso dessa substância seja muito mais difundido do que sugerem os laudos escassos.

À medida que os esforços para limitar a prescrição de opioides aumenta, alguns especialistas temem que mais viciados recorram à loperamida –do mesmo modo que, durante a lei seca, alcoólatras recorriam a enxaguantes bucais quando a oferta de uísque secava.

Já vimos pacientes que estavam fazendo uso contínuo de loperamida há meses”, afirma William Eggleston, principal autor de um relatório recente sobre o assunto e toxicologista clínico do hospital da SUNY, a universidade estadual de Nova York. “Alguns pacientes usam esse remédio como entorpecente, outros usam como substituto quando não conseguem obter heroína ou morfina”, explica Eggleston.

Eles tomam a loperamida para aliviar sintomas de abstinência como dores musculares, vômitos, diarreias e náuseas. Segundo Sarah Peddicord, porta-voz da Food and Drug Administration (FDA na sigla em inglês, uma espécie de Anvisa americana), o órgão está “ciente dos relatos recentes de efeitos adversos relacionados ao uso indevido ou abusivo desse remédio para diarreia e de que ele vem sendo usado para tratar abstinência de opioides ou para produzir efeitos eufóricos”.

  1. Peddicord informou que a FDA está analisando o caso e que “tomará as medidas necessárias assim que possível”.
  2. Se tomada em doses adequadas, a loperamida é segura.
  3. A dose diária padrão é de quatro cápsulas que somam oito miligramas da substância.
  4. Mas viciados chegam a ingerir cem comprimidos de dois miligramas cada por dia durante várias semanas.

Em um dos caso relatados por Eggleston e seus colegas, um homem de 24 anos com privação de ópio tomou tanta loperamida que morreu. Uma análise toxicológica encontrou o equivalente a 25 vezes a dose padrão em seu sangue. Em outro caso, um homem de 39 anos desmaiou em casa e morreu no hospital.

A família disse que ele já tinha usado buprenorfina para controlar a abstinência de ópio, mas depois acabou migrando para drogas antidiarreicas. Medicamentos antidiarreicos são baratos, legalizados e podem ser comprado facilmente e em grandes quantidades sem levantar suspeitas. Nos Estados Unidos, 400 cápsulas de loperamida custam apenas U$$ 7,59.

A loperamida, no entanto, já foi um medicamento vendido apenas sob prescrição e uma substância controlada, na mesma classe da cocaína e da metadona. Ela foi aprovada pelo FDA em 1976 e tornou-se isenta de prescrição em 1988. Normalmente, a loperamida age sobre os receptores opioides do trato gastrointestinal e não entra no sistema nervoso central.

Nas doses recomendadas, não dá barato e tem pouco risco de causar intoxicação. Mas grandes doses podem dar barato, dizem os médicos. Alguns toxicologistas argumentam que as vendas de loperamida devem ser restringidas do mesmo modo que a pseudoefedrina, antes isenta de prescrição, tornou-se controlada na década passada para prevenir a fabricação de metanfetamina.

“Chegou a hora de alguém fazer alguma coisa para inibir a compra em grandes quantidades”, afirma Chuck O’Connell, médico e toxicologista da Universidade da Califórnia, em San Diego, que disse ter visto duas overdoses durante atendimentos de emergência.

“Uma pessoa normal não precisa de 400 comprimidos por semana”, diz ele. “Eu precisei de pouquíssimos durante toda a minha vida”. O’Connell escreveu um artigo para o periódico científico “HeartRhythm” falando sobre o caso de uma mulher de 28 anos que disse ter tomado entre 400 e 600 miligramas de loperamida por dia durante meses.

O eletrocardiograma dela mostrou batimentos cardíacos perigosamente irregulares e condução elétrica anormal no coração. Após desmaios consecutivos, ela procurou atendimento médico, mas mesmo no hospital continuou tomando 100 cápsulas de loperamida por dia, escondido dos médicos.

  • Depois de ter sido transferida para o hospital da universidade, ela confessou que vinha tomando comprimidos e decidiu parar com a droga.
  • Em poucos dias, um eletrocardiograma mostrou que os batimentos cardíacos foram normalizados e que os desmaios diminuíram.
  • Se você toma uma grande dose dessa substância, ela consegue penetrar a barreira hematoencefálica e agir no sistema nervoso central, causando sensação de euforia”, explica O’Connell.

Os próprios usuários de drogas, no entanto, dizem que o barato causado pela loperamida não se compara àquele gerado por uso de opioides. “A loperamida com certeza dá barato e pode até matar, mas os riscos simplesmente não compensam o uso recreativo”, disse um comentarista em um tópico sobre a droga na internet.

  • Outro usuário comentou que entre os pontos negativos da loperamida está a necessidade tomar laxantes o tempo todo.
  • Mas escapar da abstinência e não querer morrer são pontos positivos”, disse.
  • Especialistas alertam que o abuso de loperamida pode passar despercebido porque exames de rotina não são capazes de detectá-lo.
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“A toxicologia de urina que fazemos no hospital não busca por essa substância, então é possível que muitos casos passem despercebidos”, afirma Amitava Dasgupta, toxicologista do hospital da Universidade do Texas. Alguns usuários de loperamida chegam ao hospital em estado letárgico ou sem respirar, como se estivessem sofrendo de uma overdose de heroína.

  • Naloxona, uma droga anti-opioide, pode ser usada para tratar esses quadros.
  • Quando o exame de rotina volta negativo, os médicos podem concluir que o exame falhou ou, se o paciente tiver respondido bem ao medicamento, podem concluir que não foi nada de mais”, diz Jennifer Dierksen, patologista do hospital da Universidade do Texas.

Em um dos casos relatados pelos médicos da Universidade do Texas, uma pessoa de 19 anos foi encontrada morta em casa com a bexiga distendida e cheia de urina. Mas os exames não detectaram uso de drogas, então, os médicos usaram um teste conhecido como espectrometria de cromatografia de massa líquida para identificar a presenta de loperamida.

  1. Todos os casos de problemas cardíacos associados ao uso indevido ou abusivo de loperamida devem ser relatados ao FDA, mas nem todos os médicos fazem isso.
  2. Quanto mais as pessoas soarem o alarme, mais rapidamente o FDA vai levar o problema a sério e tomar medidas”, disse Eggleston.
  3. Um primeiro passo seria controlar a venda desse remédio.” A Johnson & Johnson, fabricante do Imodium, não quis comentar o assunto.

Tradução: Juliana Cunha : Viciados em drogas usam remédios de diarreia para controlar abstinência

Quantas loperamida por dia?

– A dose diária inicial é de 2 comprimidos (4 mg). Esta dose deve ser ajustada, até que 1 a 2 evacuações sólidas ao dia sejam obtidas, o que é conseguido, em geral, com uma dose diária de manutençãoque varia entre 1 a 6 comprimidos (2 mg a 12 mg). A dose diária máxima não deve ultrapassar 8 comprimidos (16 mg).

Pode tomar 2 loperamida?

Diarreia aguda – A dose inicial sugerida é de 2 comprimidos (4 mg), seguidos de 1 comprimido (2 mg) após cada subsequente evacuação líquida, até uma dose diária máxima de 8 comprimidos (16 mg), ou a critério médico.

Quantos loperamida posso tomar?

– A dose diária inicial é de 2 comprimidos (4 mg). Esta dose deve ser ajustada, até que 1 a 2 evacuações sólidas ao dia sejam obtidas, o que é conseguido, em geral, com uma dose diária de manutençãoque varia entre 1 a 6 comprimidos (2 mg a 12 mg). A dose diária máxima não deve ultrapassar 8 comprimidos (16 mg).

Porque não tomar antidiarreico?

A frequência da defecação por si só não é a característica que define a diarreia. Algumas pessoas defecam normalmente de três a cinco vezes por dia. As pessoas que ingerem grandes quantidades de fibra vegetal podem produzir mais de meio quilograma de fezes por dia, mas, nesses casos, as fezes são bem formadas e não são líquidas.

A diarreia é geralmente acompanhada por gases, cólica, urgência em defecar e, se for causada por um organismo infeccioso ou uma substância tóxica, náusea e vômito. A diarreia pode causar desidratação Desidratação A desidratação é a deficiência de água no corpo. Vômito, diarreia, sudorese excessiva, queimaduras, insuficiência renal e uso de diuréticos podem causar desidratação.

A pessoa sente sede e,. leia mais e perda de eletrólitos do sangue como, por exemplo, sódio, potássio, magnésio, cloro e bicarbonato. Caso sejam perdidas grandes quantidades de líquido e eletrólitos, a pressão arterial pode baixar ao ponto de provocar desmaio (síncope), anomalias do ritmo cardíaco (arritmias) e outros distúrbios graves.

Efeitos colaterais de medicamentos

As causas mais comuns de diarreia crônica (duração de mais de quatro semanas) são

Efeitos colaterais de medicamentos

Diarreia presente por mais de quatro semanas pode ser um caso duradouro de diarreia aguda ou o estágio inicial de um distúrbio que causa diarreia crônica. Normalmente, 60% a 90% das fezes são água. A diarreia ocorre quando não é removida água suficiente das fezes, fazendo com que as fezes fiquem pouco consistentes e mal formadas. As fezes podem conter muita água se

Passarem muito rapidamente pelo trato digestivo Contiverem certas substâncias que impedem a absorção de água pelo intestino grosso Contiverem excesso de água secretada pelo intestino

A passagem (trânsito) rápida das fezes é uma causa frequente de diarreia. Para que as fezes tenham uma consistência normal, deverão permanecer no intestino grosso durante um determinado período. As fezes que saem do intestino grosso muito rápido são aquosas.

  1. Muitos quadros clínicos e tratamentos médicos podem reduzir o período que as fezes ficam no intestino grosso.
  2. Esses quadros clínicos incluem tireoide hiperativa ( hipertireoidismo Hipertireoidismo O hipertireoidismo é a hiperatividade da tireoide que resulta em níveis elevados de hormônios tireoidianos e aceleração das funções vitais do corpo.

A doença de Graves é a causa mais comum do. leia mais ); síndrome de Zollinger-Ellison Gastrinoma Um gastrinoma é um tumor geralmente localizado no pâncreas ou no duodeno (o primeiro segmento do intestino delgado), que produz quantidades excessivas do hormônio gastrina, que estimula a secreção. leia mais (um quadro clínico em que ocorre superprodução de ácido por um tumor); remoção cirúrgica de parte do estômago, intestino delgado ou grosso; derivação cirúrgica de parte do intestino; doença inflamatória intestinal (por exemplo, colite ulcerativa Colite ulcerativa A colite ulcerativa é uma doença intestinal inflamatória crônica em que o intestino grosso (cólon) fica inflamado e ulcerado (com perfuração ou erosão), causando exacerbações (ataques ou crises).

  1. Leia mais ); remoção cirúrgica da vesícula biliar ( colecistectomia Colecistectomia A colecistite consiste em uma inflamação da vesícula biliar, geralmente decorrente da obstrução do duto cístico provocada por um cálculo.
  2. Normalmente, as pessoas sentem dor abdominal, febre.
  3. Leia mais ) e o uso de medicamentos como, por exemplo, antiácidos contendo magnésio, laxantes, prostaglandinas, serotonina e até mesmo cafeína.

Muitos alimentos, especialmente os ácidos ou com quantidade muito alta de açúcar (como xarope de waffle ou de bordo), podem aumentar a taxa de trânsito. Algumas pessoas não toleram alimentos específicos e sempre desenvolvem diarreia depois de consumi-los.

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O estresse e a ansiedade também são causas comuns. A diarreia osmótica ocorre quando certas substâncias que não podem ser absorvidas pela parede do cólon permanecem no intestino. Essas substâncias fazem com que uma quantidade excessiva de água permaneça nas fezes, causando diarreia. Alguns alimentos (como certas frutas e leguminosas) e substitutos do açúcar em alguns alimentos, doces e gomas de mascar dietéticas (como hexitol, sorbitol e manitol) podem causar diarreia osmótica.

A deficiência de lactase também pode causar diarreia osmótica. A lactase é uma enzima que normalmente se encontra no intestino e converte a lactose (açúcar do leite) em glicose e lactose, de modo que possam ser absorvidas pela corrente sanguínea. Quando as pessoas com deficiência de lactase bebem leite ou consomem laticínios, a lactose não é digerida.

À medida que a lactose se acumula no intestino, ela causa diarreia osmótica – um quadro clínico conhecido como intolerância à lactose Intolerância à lactose A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir o açúcar lactose devido a uma deficiência da enzima digestiva lactase, provocando diarreia e cólicas abdominais.

A intolerância à lactose. leia mais, A gravidade da diarreia osmótica depende da quantidade de substância osmótica consumida. A diarreia cessa logo que se deixe de beber ou comer a substância. O sangue presente no trato digestivo também atua como agente osmótico e resulta em fezes negras tipo alcatrão (melena).

Outra causa de diarreia osmótica é um crescimento excessivo de bactérias intestinais ou de bactérias que normalmente não são encontradas no intestino. Os antibióticos podem causar diarreia osmótica ao destruírem as bactérias intestinais normais. A diarreia secretora ocorre quando o intestino delgado e o grosso secretam sais (especialmente cloreto de sódio) e água nas fezes.

Certas toxinas, como a toxina produzida durante uma infecção de cólera ou durante algumas infecções virais, podem causar essas secreções. As infecções por certas bactérias (por exemplo, Campylobacter ) e parasitas (como Cryptosporidium ) podem estimular as secreções.

A diarreia pode ser intensa, com evacuação de mais de um litro de fezes por hora em casos de cólera. Outras substâncias que causam a secreção de água e sais incluem determinados laxantes, como o óleo de rícino e os ácidos biliares (que podem se acumular no cólon após cirurgia de remoção de parte do intestino delgado).

Certos tumores raros como, por exemplo, o carcinoide, o gastrinoma Gastrinoma Um gastrinoma é um tumor geralmente localizado no pâncreas ou no duodeno (o primeiro segmento do intestino delgado), que produz quantidades excessivas do hormônio gastrina, que estimula a secreção.

  • Leia mais e o vipoma Vipoma Um vipoma é um tipo raro de tumor do pâncreas que produz o peptídeo intestinal vasoativo, uma substância que causa diarreia líquida intensa.
  • Esses tumores surgem a partir de células no pâncreas.
  • Leia mais também podem causar diarreia secretora, assim como alguns pólipos.
  • A diarreia exsudativa ocorre quando o revestimento do intestino grosso se inflama, apresenta ulceração ou se congestiona e libera proteínas, sangue, muco e outros líquidos, aumentando o volume e o conteúdo líquido das fezes.

Esse tipo de diarreia origina-se a partir de diversas doenças, como colite ulcerativa, doença de Crohn, tuberculose e câncer, como o linfoma e o adenocarcinoma. Quando o revestimento do reto é afetado, as pessoas tendem a sentir urgência em defecar e o fazem frequentemente, pois o reto inflamado é mais sensível à expansão (distensão) provocada pelas fezes. Nem todo episódio de diarreia requer avaliação imediata por um médico. As seguintes informações podem ajudar a pessoa a decidir se a avaliação médica é necessária e a saber o que esperar durante a avaliação. Certos achados levantam a suspeita de uma causa mais séria de diarreia.

Sangue ou pus nas fezes Febre Sinais de desidratação (como micção reduzida, letargia ou apatia, sede extrema e boca seca) Diarreia crônica Diarreia noturna Perda de peso

Pessoas apresentando sinais de alerta, como sangue ou pus nas fezes, febre ou sinais de desidratação, devem consultar um médico imediatamente, assim como aquelas com dor abdominal significativa. Algumas pessoas podem precisar de exames e tratamento imediatos e, às vezes, de hospitalização.

  1. Se os únicos sinais de alerta forem perda de peso ou diarreia crônica ou noturna, as pessoas devem consultar um médico em até aproximadamente uma semana.
  2. As pessoas sem sinais de alerta devem ligar para o médico se a diarreia durar mais de 72 horas.
  3. Dependendo dos outros sintomas da pessoa, bem como de sua idade e histórico clínico, o médico pode recomendar que a pessoa faça exames ou tente tratamentos caseiros ou com medicamentos de venda livre (consulte tratamento da diarreia Tratamento ).

Primeiro, os médicos fazem perguntas sobre os sintomas e o histórico médico. Em seguida, o médico faz um exame físico. O que eles encontram durante a avaliação do histórico e o exame físico geralmente sugere uma causa para a diarreia e os exames que podem ser necessários ( Algumas causas e características da diarreia Algumas causas e características da diarreia ). O médico começa perguntando sobre a duração e a gravidade da diarreia. A ocorrência simultânea de diarreia em amigos, familiares ou outros contatos pessoais é indagada. Outras questões importantes enfocam

As circunstâncias em que a diarreia começou (incluindo viagens recentes, alimentos ingeridos e fontes de água) Uso de medicamentos (incluindo antibióticos nos últimos três meses) Dor abdominal ou vômitos Frequência e horário das defecações Alterações nas características das fezes (por exemplo, presença de sangue, pus, óleo, gordura ou muco e alterações na cor ou consistência) Alterações no peso ou no apetite Sensação de necessidade urgente de defecar ou defecar constantemente

O exame físico começa com a avaliação, pelo médico, do estado da pessoa com respeito aos líquidos e hidratação. É realizado um exame completo do abdômen, assim como exame retal digital, para identificar a presença de sangue. A necessidade de exames depende do que o médico encontra durante a avaliação do histórico e o exame físico ( Algumas causas e características da diarreia Algumas causas e características da diarreia ). A diarreia líquida aguda (duração de menos de quatro dias) sem sinais de alerta geralmente é causada por uma infecção viral, sendo que pessoas que pareçam estar bem no demais não necessitam exames. Pessoas com sinais de alerta de desidratação, sangue nas fezes, febre ou dor abdominal grave geralmente precisam de exames — especialmente as que são muito jovens ou idosas.

Nessas pessoas, o médico realiza exames de sangue para detectar alterações no sangue e eletrolíticas, bem como exame de fezes para detectar sangue Exame de sangue oculto nas fezes O sangramento no sistema digestivo pode ser causado por algo insignificante, como uma leve irritação, ou grave, como um câncer.

Substâncias químicas podem ser utilizadas para detectar uma quantidade. leia mais, marcadores inflamatórios e a presença de organismos infecciosos (por exemplo, Campylobacter, Yersinia, amebas, Giardia e Cryptosporidium ). Algumas causas de infecção são detectadas através de observação em microscópio, enquanto outras exigem cultura (crescimento do organismo em laboratório) ou exames enzimáticos especiais (por exemplo, Shigella ou Giardia ).

  • Caso a pessoa tenha tomado antibióticos nos últimos dois a três meses, é possível que o médico peça um exame de fezes para identificar a toxina da Clostridioides difficile (antigamente denominada Clostridium difficile ).
  • Geralmente, não é necessário realizar uma colonoscopia Endoscopia A endoscopia é um exame das estruturas internas através de um tubo flexível para visualização (endoscópio).
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Além de exames, o médico pode usar a endoscopia para fazer biópsias e administrar. leia mais, Exames similares são realizados em caso de diarreia com duração de mais de quatro semanas (mais de uma a três semanas, para pessoas com sistema imunológico enfraquecido ou que pareçam seriamente doentes).

  1. Além disso, é possível que o médico faça exames de fezes, incluindo exame de gordura fecal (o que indica má absorção), exames de sangue e uma colonoscopia para examinar o revestimento do reto e do cólon e coletar amostras para tentar identificar a presença de infecção.
  2. Pessoas cujos sintomas pareçam relacionados à alimentação podem fazer um exame de ar exalado para identificar hidrogênio, o que sugere que elas não estão absorvendo carboidratos.

Às vezes, uma biópsia (extração de uma amostra do tecido para exame microscópio) do revestimento retal é realizada para tentar detectar doença inflamatória intestinal Considerações gerais sobre a doença intestinal inflamatória (DII) Na doença intestinal inflamatória, o intestino fica inflamado, geralmente causando dor abdominal e diarreia recorrentes.

  • Os dois principais tipos de doença intestinal inflamatória (DII) são.
  • Leia mais,
  • Algumas vezes, determina-se o volume das fezes em um período de 24 horas.
  • Exames de imagem como, por exemplo, a enterografia por tomografia computadorizada (TC) Enterografia por TC e enterografia por RM A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são bons exames para avaliar o tamanho e a localização dos órgãos abdominais.

Além disso, tumores cancerosos (malignos) ou não. leia mais, podem ser necessários se o médico suspeitar de determinados tumores. Se os médicos ainda não tiverem certeza do diagnóstico, pode ser preciso avaliar o funcionamento do pâncreas. Dependendo dos sintomas da pessoa, é possível que o médico também realize exames quanto à presença de doença da tireoide ou suprarrenal.

O tratamento é direcionado à causa da diarreia, quando possível. Por exemplo, causas alimentares e medicamentosas são evitadas, tumores são removidos e medicamentos são receitados para erradicar uma infecção parasitária. Porém, em muitos casos, o corpo se cura sozinho. Uma causa viral é, geralmente, solucionada espontaneamente em 24 a 48 horas.

Administração extra de líquidos, contendo uma combinação de água, açúcares e sais, é necessária para pessoas desidratadas. Desde que a pessoa não esteja vomitando excessivamente, esses líquidos podem ser administrados por via oral ( Tratamento Tratamento A desidratação é a deficiência de água no corpo.

  1. Vômito, diarreia, sudorese excessiva, queimaduras, insuficiência renal e uso de diuréticos podem causar desidratação.
  2. A pessoa sente sede e,.
  3. Leia mais ).
  4. As pessoas gravemente doentes e aquelas com distúrbios eletrolíticos significativo precisam de hidratação por via intravenosa e, às vezes, hospitalização.

Os medicamentos que relaxam os músculos intestinais e retardam o trânsito intestinal (medicamentos antidiarreicos) podem ajudar a diminuir a diarreia. Loperamida é um medicamento de venda livre. Opioides, como codeína, difenoxilato e paregórico (tintura de ópio) estão disponíveis com receita médica e também são úteis.

  • Porém, os medicamentos antidiarreicos podem piorar algumas causas bacterianas de gastroenterite, especialmente no caso de Salmonella, Shigella e Clostridioides difficile,
  • Os médicos normalmente recomendam medicamentos antidiarreicos apenas para pessoas com diarreia líquida e sem sinais de alerta, porque tais pessoas têm menor probabilidade de terem tais infecções bacterianas.

A eluxadolina e a rifaximina são outros medicamentos que podem ser administrados a algumas pessoas com diarreia causada pela SII. Os medicamentos de venda livre incluem adsorventes (por exemplo, caulino e pectina), que aderem aos produtos químicos, toxinas e micro-organismos infecciosos.

Em pessoas com diarreia aguda, o médico faz o exame de fezes apenas se ele suspeitar que elas têm determinadas infecções agudas ou se elas estiverem apresentando sintomas prolongados (ou seja, por mais de quatro a sete dias) ou sinais de alerta. Os médicos evitam usar medicamentos antidiarreicos se houver a possibilidade de a pessoa ter Clostridioides difficile, Salmonella ou Shigella,

Porque não pode tomar remédio para cortar diarreia?

Usar remédio por conta própria para “cortar” a diarreia pode fazer mal O verão é uma época propícia para alterações no funcionamento do intestino por causa de infecções provocadas por água e alimentos contaminados. Quando isso ocorre, usar remédios por conta própria ou por indicação do vizinho para “cortar” a diarreia pode ser arriscado.

  • O gastroenterologista Eduardo Berger, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.
  • Explica que qualquer alteração nas funções fisiológicas, como na consistência das fezes, é sinal de que algo não vai bem com nossa saúde, por isso é bom que um médico opine sobre a melhor conduta.
  • Nem todas as diarreias são causadas por infecções alimentares e podem esconder algum problema mais sério, segundo ele.

Nos casos em que a diarreia é provocada por água ou comida contaminada, o uso de antidiarreicos por conta própria para obter o chamado “efeito rolha” (como o cloridrato de loperamida, ou Imosec) é absolutamente contraindicado. “As toxinas presentes no intestino devem ser eliminadas”, adverte Berger.