Como Ler Um Artigo Científico? - [Resposta exata] 2024: CLT Livre

Como Ler Um Artigo Científico?

Como Ler Um Artigo Científico
Leitura de um artigo/trabalho científico é uma tarefa complexa. A pior abordagem desta tarefa é ler o artigo cientifico como se estivesse lendo um livro texto – ler do titulo às referências, digerindo cada palavra ao longo do texto sem alguma reflexão ou critica.

  1. Ao contrario, você deve começar por folhear (leitura diagonal) o artigo para identificar a sua estrutura e suas características.
  2. Enquanto o estiver lendo, procure pelos pontos principais levantados pelos autores.
  3. Elabore questões antes, durante e após a leitura.
  4. Extraia inferências2 baseadas em suas próprias experiências e conhecimentos.

E para realmente melhorar o entendimento e recordar o que foi lido, faça anotações durante a leitura. Esta ficha discu
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Como Ler o resumo de um artigo?

1. Comece lendo a introdução, não o resumo. – O resumo é o parágrafo único que aparece logo no começo do artigo, seguido das palavras-chave. Na verdade, é por essa página que a maioria dos “leigos” do meio científico começam quando estão tentando construir um argumento científico.

Mas quer um conselho? Leia somente o título e analise as palavras-chave. Esqueça esse resumo e vá direto à introdução do artigo. Para uma leitura profunda/detalhada de artigos científicos, nesta técnica, a dica é ler o resumo por último. Justamente porque os resumos são muito sucintos. E lê-los primeiro pode influenciá-lo a ter a mesma interpretação dos autores quanto aos resultados daquela pesquisa.

Sua leitura terá tudo para ser mais tendenciosa para o ponto de vista do autor.
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Qual a importância da leitura de um artigo científico?

EDITORIAL Como ler um artigo científico * * Fonte: Jornal do Conselho Federal de Medicina. Brasília, ano XVI, n.126, p.18-19, fev.2001. Diferentes razões ou interesses podem motivar um profissional a ler artigos científícos, mas é, basicamente, a necessidade de se atualizar ou de aprofundar conhecimentos que coloca um médico diante desse trabalho.

No entanto, a quantidade enorme de informação, de qualidade variável, disponível hoje na literatura, obriga o médico a fazer uma seleção do que deve ler. É possível escolher entre diferentes tipos de publicação: artigo de atualização, artigo de divulgação, análise crítica pontual (editorial), registro de caso, pesquisa clínica ou experimental.

Qualquer que seja a opção, é preciso considerar, ainda, características importantes como qualidade do periódico em que foi publicado o artigo, idoneidade do editor e do corpo editorial, exigências do periódico para aceitar a publicação de artigos, e credenciais, tanto do autor como da instituição.

  • Lendo um artigo científico, algumas pessoas podem pensar que os editores das revistas científicas são sempre capazes de fazer um trabalho tão extraordinário que todos os artigos ali publicados têm, além de veracidade, qualidade e exatidão.
  • Basta, porém, olhar os fatos do passado para presumir que ainda estamos longe desse ideal.

Os leitores das revistas científicas precisam ser capazes de julgar os argumentos apresentados em cada artigo, contra ou a favor de idéias, posturas, interpretações ou intervenções. A leitura de um artigo científico deve ser eminentemente crítica. Por exemplo, parece razoável desconfiar da qualidade de artigos científicos que relatem dados extremamente “de acordo com a teoria”, como genes que segregam exatamente na proporção de 3:1, taxas de crescimento constantes de 10% ao mês, experimentos nos quais todos os pacientes que receberam a droga foram curados e todos os pacientes que receberam placebo, em lugar da droga, não apresentaram qualquer tipo de reação.

  • Enfim, convém sempre lembrar que dados verdadeiros não têm “excesso de coerência”.
  • É razoável levantar dúvidas, até prova em contrário, sobre a qualidade de experimentos que relatam verdadeiros milagres.
  • Por exemplo, um produto que já foi vendido no Brasil como capaz de prevenir a cárie, mas depois acusado de não ter experimentação adequada, relatava estatísticas presumivelmente obtidas com crianças e informava que a porcentagem de redução de cárie conseguida havia sido de 80%, um número alto demais para ser observado em curto período de tempo.
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É preciso observar números e proporções com cuidado. Como as proporções dão a importância relativa das categorias, elas expressam, mais do que os números, a extensão dos sucessos ou problemas. No entanto, dependendo do contexto e, principalmente, quando o número de indivíduos na amostra é pequeno, as percentagens podem dar impressão falsa.

  • Por exemplo, seria ingênuo acreditar em um artigo que alardeia um tratamento que curou 66% dos pacientes, se esse percentual foi calculado sobre uma amostra de três pessoas.
  • É muito importante lembrar que, em geral, as afirmativas não valem por si mesmas: é preciso uma base de comparação.
  • Não se pode confiar em um artigo que informe, por exemplo, que determinado tratamento tem “menos risco”, ou “mais ação”.

É só pensar um pouco: menos risco do que o quê? Mais ação do que o quê? Nos artigos que relatam experimentos é particularmente importante ler, com cuidado, a descrição do esforço que os pesquisadores fizeram para usar o delineamento adequado. Podem faltar detalhes importantes.

  • Por exemplo, às vezes não está claro se foram feitas observações múltiplas nos mesmos indivíduos ou se as observações foram feitas em indivíduos diferentes.
  • Os métodos de pareamento são, em geral, descritos de maneira vaga.
  • Ainda, é comum ler artigos científicos que relatam “ensaios clínicos casualizados” e “ensaios duplo-cegos”.

No entanto, não se pode pressupor, com base nessas simples palavras, que os autores usaram tais técnicas corretamente. O artigo científico deve, pois, descrever todas as técnicas aplicadas, incluindo as estatísticas, e o leitor deve julgá-las com cuidado.

  • Afinal de contas, autores que estudaram vários experimentos que comparam os mesmos tratamentos em geral verificaram que ensaios mal delineados mostram efeitos maiores de tratamentos que ensaios bem delineados.
  • Existe, portanto, a tendência de delineamentos incorretos apresentarem achados muito bons ou, como escreveu FISHER 1, “bons demais para serem verdadeiros”.

Muitos artigos relatam inferência para a população, com base em dados de amostras. A teoria exige que a amostra seja casual. Como na prática isso raramente acontece, é crucial que a amostra seja representativa da população. Para saber se a amostra pode ser considerada representativa da população, é preciso comparar as características dos indivíduos amostrados com as características da população.

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Então, todo artigo deve descrever as características dos indivíduos da amostra. Não tem sentido, por exemplo, fazer inferência para toda a população com base em uma amostra de alto risco. Tem surgido, mais recentemente, muita discussão em torno do tamanho das amostras. Isto porque muitas pesquisas que não detectaram diferença estatística entre tratamentos tinham, na verdade, pouca chance de fazê-lo devido ao pequeno tamanho das amostras.

É preciso muita atenção neste ponto. Ainda, são poucos os trabalhos que relatam como foi estabelecido o tamanho da amostra. Aliás, a idéia de calcular o tamanho da amostra é pouco conhecida na pesquisa médica e, por causa disso, muitos trabalhos são feitos com amostras muito pequenas.

  • Por outro lado, não se pode esquecer que embora vários artigos admitam que os estudos são retrospectivos, muitos informam incorretamente que os estudos foram planejados, porque parece melhor dizer que a idéia surgiu antes dos dados.
  • São sintomas de estudos mal delineados a variação dos tratamentos e dos métodos de avaliação utilizados, o número diferente de observações por voluntário, a falta de observações e certa indeterminação geral sobre o que foi feito, e porquê.

Os erros de análise são, infelizmente, muito comuns, embora os métodos estatísticos de delineamento e análise sejam parte essencial da pesquisa médica. Como a aplicação de técnicas estatísticas exige habilidades que não são menores do que as exigidas em outras partes da pesquisa, é necessário ler a estatística de trabalhos publicados com certa prudência, principalmente quando não referenciam um consultor especializado.

  1. Também não se pode esquecer que a análise estatística complexa pode dar ao artigo um ar espúrio de respeitabilidade, mas por si só não demonstra nada.
  2. Boas respostas são dadas para boas questões – e não por análises esotéricas 2,
  3. Na interpretação dos resultados, é freqüente o erro de igualar associação e causa.

Uma associação não implica, necessariamente, numa relação de causa e efeito. Não se pode inferir causa sem outros tipos de evidência. Contudo, a maioria dos erros de interpretação de análises estatísticas parece estar ligada aos testes de hipóteses. É comum a interpretação errada de “significante” e “não-significante”.

  1. Como em geral se acredita que a finalidade da pesquisa é chegar a um resultado significante, o resultado não-significante implicaria a idéia de pesquisa malsucedida.
  2. Aliás, muitas vezes se descrevem os estudos como “positivos” e “negativos”, nomenclatura inadequada que felizmente está sendo banida da literatura.

O p -valor não é, como comumente se escreve, a probabilidade de que o efeito observado tenha ocorrido por acaso, mas sim a probabilidade de obter o efeito observado (ou um valor menos provável) quando a hipótese é verdadeira. Outra interpretação falsa é a de que um p -valor de, digamos, 0,001 significa efeito maior do que um p -valor de, digamos, 0,01.

  1. Embora isto possa ser verdade, os p -valores não demonstram isto.
  2. Finalmente, ajuda muito, ao ler um trabalho, ter uma lista de pontos específicos que precisam ser observados.
  3. É impossível produzir uma lista de questões que possa ser usada sempre, e para qualquer tipo de pesquisa.
  4. No entanto, usar uma lista para a verificação torna o trabalho mais fácil, principalmente quando se tem em conta que é mais difícil detectar uma omissão do que um erro.
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Já existem várias dessas listas, disponíveis na literatura 3, Mas não basta seguir a lista: é preciso julgar com profundidade e senso crítico. De qualquer forma, o leitor de artigos científicos deve se preocupar, primeiro, com os erros de delineamento.

Se o delineamento do estudo é inaceitável, o trabalho é inaceitável. Se o delineamento está correto, o leitor deve verificar se os dados foram coletados com metodologia adequada e se a análise está certa. Se isso acontecer, o leitor deve verificar se a interpretação dos dados e da análise é justa. Feito isto, só resta saber se as conclusões são aceitáveis.

A prescrição parece simples, mas só quem já tentou segui-la sabe o trabalho que dá. Sonia Vieira e William Saad Hossne 1. FISHER, R.A. Has Mendel’s work been rediscovered? Annals of Science, (1) 1936.p.115-137.2. SCHOOLMAN, H.M. et al. Statistics in medical research: principles versus practice.
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Por que as universidades estimulam a leitura de artigos científicos?

A importância da leitura de artigos científicos – Logo no primeiro ano da graduação, as universidades estimulam a leitura de artigos científicos. Ler esse tipo de produção é importante para conhecer o de um determinado tema e, assim, produzir os seus próprios trabalhos, como, resumos expandidos e até outros artigos científicos.

Diferente dos livros, os artigos científicos apresentam constatações atualizadas e que reconhecem a evolução da ciência, baseando-se em informações seguras. São textos que passaram pelas mãos de revisores antes de serem publicados em periódicos, por isso inspiram confiança na comunidade científica. Continua depois da publicidade Toda pesquisa científica tem como propósito solucionar um, a partir da aplicação de uma metodologia sistemática (com procedimentos bem definidos e explicados).

O artigo, por ser científico, traz esses elementos e embasa todos os, Entre as principais motivações para ler artigos científicos, vale destacar:

Interesse em pesquisa;Busca por soluções ou respostas na área de estudo;Atualização; Suporte a um ponto de vista.

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Como fazer uma leitura científica?

Sumário das Fases de Leitura do Artigo – a Fase – Identificar se o artigo será útil para mim – 5 a 10 min

  • Título, Conclusão
  • Resultados descritos no Resumo

2a Fase – Conhecer os resultados e a interpretação dos autores – 10 a 20 min

  • Tabelas e Gráficos
  • Discussão

3a Fase – Entender como o estudo foi feito – média de 2 horas

  • Introdução: rever o objetivo principal, conhecer os objetivos específicos, a hipótese que foi testada e os desfechos foram estudados.
  • Leitura detalhada do Método
  • Rever os Resultados, lendo o texto descritivo
  • Rever a Discussão

Portanto, é importante saber que a leitura científica é um processo.Não tente ler todo o artigo direto de uma vez. É uma maneira pouco produtiva.Crie o seu método, pense em uma maneira eficaz de ler os textos científicos.Eu compartilhei aqui o meu jeito, que tem funcionado pra mim nos últimos anos.Minha sugestão é que você aproveite essas informações, teste e, se funcionar bem pra você, melhore o método e divulgue!
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