Artigo De Opinião Sobre Consumismo? - [Resposta exata] 2024: CLT Livre

Artigo De Opinião Sobre Consumismo?

Artigo De Opinião Sobre Consumismo
Artigo sobre o Consumismo Sábado, 5 de Junho de 2010 Actualmente o consumismo é cada vez maior e pode vir a trazer problemas bastantes grandes para as pessoas. Consumismo é “um acto considerado de consumir produtos e/ou serviços, indiscriminadamente, sem noção de que podem ser nocivos ou prejudiciais para a nossa saúde ou para o ambiente.” O consumismo é agora um termo cada vez mais utilizado para definir os gastos desnecessários das pessoas ou para definir produtos que elas compram mas sem noção que podem ser prejudiciais para o ambiente e mais importante para a sua própria saúde.

  1. Actualmente existem diversas discussões sobre este tema distinguindo se a influência da propaganda e da publicidade que as empresas exercem às pessoas.
  2. As pessoas vêem se cada vez mais influenciadas pela Tv., Rádio, ou seja, pelos media, pois são eles que transmitem a publicidade dos diversos produtos e serviços.

Há ainda um estudo que “muitos alegam que elas induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenómeno da sociedade de agora.” Existe ainda outro termo derivado ao consumismo mas com significado deferente, falamos então do consumo.

O consumo é dado como aquilo que as pessoas adquirem aquilo que lhes é necessário para a sua sobrevivência, já o consumismo tem um ligeiro significado diferente, diz se então que consumismo é aquilo que as pessoas gastam aquilo que têm em “coisas” supérfluas. O consumismo pode tornar se uma doença ao ponto de as pessoas querem adquirir um determinado produto e/ou serviço e não poder e para isso e capaz de roubar ou furtar algo só pela ganância de obter uma determinada “coisa” e não por necessidade.

Nesses casos, a necessidade de consumo por ganância torna se uma doença, uma compulsão. Se as pessoas não mudam vamos acabar por ter uma sociedade consumista e não uma sociedade de consumo, o que mais tarde pode vir a trazer graves problemas sociais. Joana Silva : Artigo sobre o Consumismo
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Artigo de opinião sobre consumismo e o meio ambiente Os males do consumo desenfreado A cena é clássica: quase sempre que um determinado produto é lançado, uma enxurrada de pessoas simplesmente resolve abandonar aquele que possui para ter o modelo atualizado, uma vez que o antigo já não satisfaz mais como antes.
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Quais são as consequências do consumismo?

Portifolio eniac – 502 palavras | 3 páginas população, os restos. O vídeo coloca essas pessoas em posição ainda abaixo dos porcos.5.) Escrever um parágrafo de 6 linhas sobre o consumismo e suas consequências. O consumismo é o resultado da influência da mídia nas pessoas que procuram seguir tendências, fazendo com que gastem muito mais.
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O que é consumismo e qual a sua importância para a saúde?

Artigo sobre o Consumismo Sábado, 5 de Junho de 2010 Actualmente o consumismo é cada vez maior e pode vir a trazer problemas bastantes grandes para as pessoas. Consumismo é “um acto considerado de consumir produtos e/ou serviços, indiscriminadamente, sem noção de que podem ser nocivos ou prejudiciais para a nossa saúde ou para o ambiente.” O consumismo é agora um termo cada vez mais utilizado para definir os gastos desnecessários das pessoas ou para definir produtos que elas compram mas sem noção que podem ser prejudiciais para o ambiente e mais importante para a sua própria saúde.

  1. Actualmente existem diversas discussões sobre este tema distinguindo se a influência da propaganda e da publicidade que as empresas exercem às pessoas.
  2. As pessoas vêem se cada vez mais influenciadas pela Tv., Rádio, ou seja, pelos media, pois são eles que transmitem a publicidade dos diversos produtos e serviços.

Há ainda um estudo que “muitos alegam que elas induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenómeno da sociedade de agora.” Existe ainda outro termo derivado ao consumismo mas com significado deferente, falamos então do consumo.

  • O consumo é dado como aquilo que as pessoas adquirem aquilo que lhes é necessário para a sua sobrevivência, já o consumismo tem um ligeiro significado diferente, diz se então que consumismo é aquilo que as pessoas gastam aquilo que têm em “coisas” supérfluas.
  • O consumismo pode tornar se uma doença ao ponto de as pessoas querem adquirir um determinado produto e/ou serviço e não poder e para isso e capaz de roubar ou furtar algo só pela ganância de obter uma determinada “coisa” e não por necessidade.

Nesses casos, a necessidade de consumo por ganância torna se uma doença, uma compulsão. Se as pessoas não mudam vamos acabar por ter uma sociedade consumista e não uma sociedade de consumo, o que mais tarde pode vir a trazer graves problemas sociais. Joana Silva : Artigo sobre o Consumismo
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Como é o comportamento do consumidor?

O comportamento do consumidor é observado e analisado em detalhes. Esse falso apenas 200 metros, com música ambiente. Os visitantes são selecionados em supermercados verdadeiros e recebem, ao entrar, uma lista de compras. Eles devem escolher as marcas e depois dizer por que preferem esta ou aquela. Na atrás de vidros espelhados.
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Por que o consumismo é um defeito mental?

ARTIGO DE OPINIÃO: CONSUMISMO ARTIGO DE OPINIÃO: CONSUMISMO Anna Verônica Mautner A gente sabe que a capacidade de querer e de viabilizar o desejo tem tudo a ver com a sobrevivência da espécie. Não só dos aspectos instintivos como comer, beber e proteger-se do frio, mas também de outros impulsos, como os sociais.

  • Para que alguém seja capaz de se prover de comida, água e teto, precisa querer com força suficiente para conseguir vencer as naturais dificuldades.
  • Mesmo em termos mais simples e primitivos, prover-se demanda esforço, cansaço e, sobretudo, atividade sistemática.
  • Tornou-se fácil alcançar a comida: estende-se o braço até a prateleira, aponta-se para a balconista ou faz-se uma encomenda por telefone.
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Bem diferente da obtenção de alimento em sociedades de coletores, pescadores ou caçadores. Durante os milhares de anos que nos separam deles, manteve-se viva a necessidade de querer. Agora, que nem dinheiro temos de carregar, o que fazer com essa matriz mental desejosa acoplada ao nosso viver? Atualmente o que chamamos de consumismo é “ter para ser”, já que o sobreviver mudou tanto.

  1. Para uma parcela razoável da humanidade, sobreviver tornou-se fácil demais.
  2. Mas continuamos querendo, almejando como dantes.
  3. Inventamos novidades que só servem para termos ainda o que querer.
  4. Há poucos meses, uma mulher muito rica, bonita e bem casada confessou que só era feliz na Daslu.
  5. E o pior é que ela não mentia.

A criação sem fim de grifes é igual a uma fome que não dá para saciar, O que mantém viva a nossa vontade de viver é que, nem com todo o dinheiro do mundo, desaparece a nossa aptidão de desejar. Sem parar, criam-se produtos – tanto para saúde, beleza, culinária e para outros prazeres quanto remédios ou maquinaria -, tudo para economizar esforço e para gerar “conforto”, desejo maior dos tempos modernos.

Poder adquirir tudo o que nos é oferecido é sinal de poder. Só que esse poder é para quê? O consumismo pode parecer um defeito mental, mas está atrelado ao impulso de sobrevivência. No estágio em que se encontra de exacerbação, pode vir a significar o fim do planeta. Automóvel só não é sonho dourado de quem já o tem e pode continuar a poluir o ar que respiramos.

Certos desejos são universais. Basta conhecer veículo motorizado para querê-lo, pois não há quem goste de suar carregando lata d`água na cabeça morro acima. Apenas para fabricar a torneira que traz água potável para dentro das casas, desejo geral desde a favela até a aldeia indígena, expele-se não sei quanto de CO2.

  • Entendendo o texto:
  • 01 – Quais eram as necessidades que moviam os homens na sociedade dos coletores, pescadores ou caçadores?
  • Comer, beber e proteger-se do frio.
  • 02 – Explique por que o desejo é importante para a sobrevivência da espécie.
  • Porque nos faz vencer dificuldades para conseguirmos o que desejamos.
  • 03 – A autora faz uma comparação entre os grupos caçadores-coletores e a sociedade contemporânea.
  • a) Qual é essa comparação?
  • Nos grupos caçadores-coletores consumia-se para sobreviver, já na sociedade contemporânea predomina o “ter para ser”.
  • b) Cite uma situação que exemplifique essa comparação.
  • Resposta pessoal.
  • 04 – No texto, é citada uma consequência para a sociedade do consumo exagerado.
  • a) Qual é essa consequência?
  • O fim do planeta.

b) Você concorda com a opinião expressa no texto? Justifique sua resposta.

  1. Resposta pessoal.
  2. 05 – Qual a importância dos exemplos da atualidade para a exposição do tema?
  3. Eles demonstram como o consumismo é exagerado nos dias de hoje e, assim, o leitor fica mais próximo da realidade exposta.
  4. 06 – Com base no texto, explique por que hoje há um consumismo exagerado.
  5. Resposta pessoal.

: ARTIGO DE OPINIÃO: CONSUMISMO
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O que é consumismo e para que serve?

Artigo sobre o Consumismo Sábado, 5 de Junho de 2010 Actualmente o consumismo é cada vez maior e pode vir a trazer problemas bastantes grandes para as pessoas. Consumismo é “um acto considerado de consumir produtos e/ou serviços, indiscriminadamente, sem noção de que podem ser nocivos ou prejudiciais para a nossa saúde ou para o ambiente.” O consumismo é agora um termo cada vez mais utilizado para definir os gastos desnecessários das pessoas ou para definir produtos que elas compram mas sem noção que podem ser prejudiciais para o ambiente e mais importante para a sua própria saúde.

Actualmente existem diversas discussões sobre este tema distinguindo se a influência da propaganda e da publicidade que as empresas exercem às pessoas. As pessoas vêem se cada vez mais influenciadas pela Tv., Rádio, ou seja, pelos media, pois são eles que transmitem a publicidade dos diversos produtos e serviços.

Há ainda um estudo que “muitos alegam que elas induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenómeno da sociedade de agora.” Existe ainda outro termo derivado ao consumismo mas com significado deferente, falamos então do consumo.

O consumo é dado como aquilo que as pessoas adquirem aquilo que lhes é necessário para a sua sobrevivência, já o consumismo tem um ligeiro significado diferente, diz se então que consumismo é aquilo que as pessoas gastam aquilo que têm em “coisas” supérfluas. O consumismo pode tornar se uma doença ao ponto de as pessoas querem adquirir um determinado produto e/ou serviço e não poder e para isso e capaz de roubar ou furtar algo só pela ganância de obter uma determinada “coisa” e não por necessidade.

Nesses casos, a necessidade de consumo por ganância torna se uma doença, uma compulsão. Se as pessoas não mudam vamos acabar por ter uma sociedade consumista e não uma sociedade de consumo, o que mais tarde pode vir a trazer graves problemas sociais. Joana Silva : Artigo sobre o Consumismo
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Por que o consumismo é um defeito mental?

ARTIGO DE OPINIÃO: CONSUMISMO ARTIGO DE OPINIÃO: CONSUMISMO Anna Verônica Mautner A gente sabe que a capacidade de querer e de viabilizar o desejo tem tudo a ver com a sobrevivência da espécie. Não só dos aspectos instintivos como comer, beber e proteger-se do frio, mas também de outros impulsos, como os sociais.

Para que alguém seja capaz de se prover de comida, água e teto, precisa querer com força suficiente para conseguir vencer as naturais dificuldades. Mesmo em termos mais simples e primitivos, prover-se demanda esforço, cansaço e, sobretudo, atividade sistemática. Tornou-se fácil alcançar a comida: estende-se o braço até a prateleira, aponta-se para a balconista ou faz-se uma encomenda por telefone.

Bem diferente da obtenção de alimento em sociedades de coletores, pescadores ou caçadores. Durante os milhares de anos que nos separam deles, manteve-se viva a necessidade de querer. Agora, que nem dinheiro temos de carregar, o que fazer com essa matriz mental desejosa acoplada ao nosso viver? Atualmente o que chamamos de consumismo é “ter para ser”, já que o sobreviver mudou tanto.

  • Para uma parcela razoável da humanidade, sobreviver tornou-se fácil demais.
  • Mas continuamos querendo, almejando como dantes.
  • Inventamos novidades que só servem para termos ainda o que querer.
  • Há poucos meses, uma mulher muito rica, bonita e bem casada confessou que só era feliz na Daslu.
  • E o pior é que ela não mentia.
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A criação sem fim de grifes é igual a uma fome que não dá para saciar, O que mantém viva a nossa vontade de viver é que, nem com todo o dinheiro do mundo, desaparece a nossa aptidão de desejar. Sem parar, criam-se produtos – tanto para saúde, beleza, culinária e para outros prazeres quanto remédios ou maquinaria -, tudo para economizar esforço e para gerar “conforto”, desejo maior dos tempos modernos.

Poder adquirir tudo o que nos é oferecido é sinal de poder. Só que esse poder é para quê? O consumismo pode parecer um defeito mental, mas está atrelado ao impulso de sobrevivência. No estágio em que se encontra de exacerbação, pode vir a significar o fim do planeta. Automóvel só não é sonho dourado de quem já o tem e pode continuar a poluir o ar que respiramos.

Certos desejos são universais. Basta conhecer veículo motorizado para querê-lo, pois não há quem goste de suar carregando lata d`água na cabeça morro acima. Apenas para fabricar a torneira que traz água potável para dentro das casas, desejo geral desde a favela até a aldeia indígena, expele-se não sei quanto de CO2.

  • Entendendo o texto:
  • 01 – Quais eram as necessidades que moviam os homens na sociedade dos coletores, pescadores ou caçadores?
  • Comer, beber e proteger-se do frio.
  • 02 – Explique por que o desejo é importante para a sobrevivência da espécie.
  • Porque nos faz vencer dificuldades para conseguirmos o que desejamos.
  • 03 – A autora faz uma comparação entre os grupos caçadores-coletores e a sociedade contemporânea.
  • a) Qual é essa comparação?
  • Nos grupos caçadores-coletores consumia-se para sobreviver, já na sociedade contemporânea predomina o “ter para ser”.
  • b) Cite uma situação que exemplifique essa comparação.
  • Resposta pessoal.
  • 04 – No texto, é citada uma consequência para a sociedade do consumo exagerado.
  • a) Qual é essa consequência?
  • O fim do planeta.

b) Você concorda com a opinião expressa no texto? Justifique sua resposta.

  1. Resposta pessoal.
  2. 05 – Qual a importância dos exemplos da atualidade para a exposição do tema?
  3. Eles demonstram como o consumismo é exagerado nos dias de hoje e, assim, o leitor fica mais próximo da realidade exposta.
  4. 06 – Com base no texto, explique por que hoje há um consumismo exagerado.
  5. Resposta pessoal.

: ARTIGO DE OPINIÃO: CONSUMISMO
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Qual é o princípio básico nas relações de consumo?

A mesma autora assinala, em seu texto científico, que ‘o princípio básico nas relações de consumo é a sedução’. A afirmativa parece acertada, considerado o fato que mais do que um consumidor que adquira produtos, as empresas desejam, hoje, consumidores fiéis a uma marca.
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Qual a importância da educação para o consumo?

RESUMO Longe da pretensão de ser um artigo científico, o presente texto tem em essência características e elementos que o assemelham mais a um ensaio. É, portanto, uma tentativa do autor de esmiuçar os mecanismos que discernem consumo de consumismo, sem, no entanto, apresentar obrigação empírica de comprovação dos dados expostos.

  • Esta abordagem fundamenta-se em exaustiva pesquisa de livros e textos diversos que tratam do assunto em pauta.
  • As conclusões apresentadas, mais do que conceber soluções definitivas para o problema, esforçam-se para detalhar caminhos para a abordagem do tema.
  • Palavras-chave : Artigo Científico; Consumo; Consumismo.

ABSTRACT Far from claiming to be a scientific article, this text has essentially features and elements that look more like an essay. It is, therefore, an author attempt to scrutinize the mechanisms discerned consumption consumption without, however, required to provide empirical evidence of the displayed data.

  • This approach is based on thorough research of several books and texts that deal with the subject at hand.
  • The conclusions presented, rather than to devise lasting solutions to the problem, strive to detail ways to approach the subject.
  • Eywords: Scientific Article, Consumer, Consumerism.1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS Vivemos em uma sociedade de consumo.

Símbolo do sucesso da economia capitalista frente a outros sistemas de governo, a crescente produção de bens e serviços tornou mais fácil a vida do homem moderno. Em contrapartida, também estimulou uma necessidade quase patológica do consumidor. Atualmente compra-se demais.

Seja de forma presencial, em uma loja física, seja por meios eletrônicos, como a internet, consome-se, com ferocidade assustadora, as novidades que inundam o mercado. Trata-se, claro, de questão cultural. Com raras exceções, na história da humanidade, os bens sempre funcionaram como manifestação concreta dos valores e da posição social de seus usuários.

A prática do consumo, por si só, assegura ao indivíduo certa identidade social. Consumir permite-nos a sensação de pertencer ao grupo, de fazer parte do todo. Não que o ato seja nocivo. Administrado de forma correta, o consumo não representa dano. É, no entanto, quando extrapola o limite do necessário que resvala para o tortuoso terreno do consumismo.

Cabe aqui uma definição para este último. Consoante CORTEZ (2009): “Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência”. (p.35). É, obviamente, uma acepção válida que ajuda a estabelecer uma noção basilar sobre o tema. Discorrer, portanto, sobre as diferenças inerentes a consumo e consumismo, mais que certa isenção de ideias pré-concebidas, requer não negligenciar os diversos estudos científicos acerca do assunto.2 – CONSUMISMO E COMPORTAMENTO HUMANO Existem inúmeras pesquisas bem documentadas que teorizam sobre quando o consumo torna-se consumismo.

Uma delas, objeto particular de atenção para o desenvolvimento do presente trabalho, trata do tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem perante as pessoas, induzindo-as ao consumo mesmo que não necessitem de um produto comprado. A professora Ana Tereza Caceres Cortez, do Departamento de Geografia da UNESP, diz a respeito da questão que, “muitas vezes, as pessoas compram produtos que não tem utilidade para elas ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar”.

  1. Para ilustrar a gravidade do exposto, imagine o cenário hipotético de um homem que adquira um smartphone no mês de dezembro, estimulado pelo apelo natural do período.
  2. Passados alguns meses, com o lançamento de um novo modelo, considera o que possui obsoleto e torna a contrair nova despesa para comprar o mais recente.
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Trata-se, lógico, de um exercício ficcional que nos permite ilustrar o problema proposto. Mas, é inegável que exemplifica muito bem um comportamento típico da sociedade contemporânea. Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (comprar em demasia)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

Em outras palavras, consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir, enquanto “consumo é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras”. O jornalista Sílvio Ribas (formado pela PUC de Minas Gerais, citado na obra “Formação e Informação”, de Sérgio Vilas Boas) afirma que, “durante muitos anos, ensinou-se a população a gastar, mas não a poupar”.

Sua colocação reforça a característica cultural da questão, ao passo que outros autores endossam essa premissa na bibliografia internacional. Por esta razão, a publicidade vende mais que qualquer coisa que produtos, isto é, a compra deixa de ser somente um ato aquisitivo de bens pelos bens, mas, num sentido metafórico, aquilo que se compra tem também um significado simbólico, sendo o próprio ato de compra um ato social (.) (PEREIRA; VERÍSSIMO; 2004, p.21) Fundamentada, portanto, a ideia do apelo cultural e mercadológico, compete discorrer sobre o papel desempenhado pelo consumo no comportamento humano.

Para entendê-lo, observe o que diz a psicóloga Lorena Bandeira da Silva, professora da Faculdade Paulista de Tecnologia. A sociedade é propriamente consumista, entretanto, é na sociedade hiperconsumista que se observa o desenrolar do consumo como um estilo de vida, uma nova razão de viver. Os valores tornam-se cada vez mais materialistas e o ideal da massa é consumir de forma gradual.

A mesma autora assinala, em seu texto científico, que “o princípio básico nas relações de consumo é a sedução”. A afirmativa parece acertada, considerado o fato que mais do que um consumidor que adquira produtos, as empresas desejam, hoje, consumidores fiéis a uma marca.

  • Adverte a pesquisadora: Na sociedade hiperconsumista e efêmera, o homem hipermoderno não mede a viabilidade de seus desejos, adquirindo-os na mesma velocidade.
  • Aos poucos, a felicidade obtida através de uma aquisição, se esvai, dando espaço para uma imensa insatisfação diante do seu suposto objeto de desejo e de se próprio.

É o que Lipovétsky (2006) caracterizou como felicidade paradoxal.03 – O CONSUMO SOCIALMENTE RESPONSÁVEL É inegável o quanto é difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo. O desafio, como se sabe, esbarra na constatação de que a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo ao qual pertencemos.

Em outras palavras, significa dizer que o que é básico para uns pode ser supérfluo para outros, vice-versa. Considerada a dificuldade em delimitar a distinção entre ambos, adverte a advogada Daniela Vasconcellos Gomes, especialista em Direito Civil Contemporâneo pela Universidade de Caxias do Sul (UCS): O modelo econômico adotado atualmente pelas sociedades atuais proporciona e induz a um alto padrão de consumo, que, mesmo ao alcance de poucos, é insustentável pelos danos que acarreta para o meio ambiente.

Diante desse cenário, para que o desenvolvimento siga no caminho da sustentabilidade é preciso alterar os padrões de consumo. São palavras coerentes. A educação, é evidente, possui papel fundamental na formulação de uma nova mentalidade. De modo mais específico, a educação para o consumo poderia ser definida como elemento-chave na conscientização da população.

  • Explica CORTEZ (2009): O consumidor pode atuar de forma subordinada aos interesses do mercado, ou pode não ser submisso às regras impostas de fora, erguendo-se como cidadão e desafiando os mandamentos do mercado.
  • Além disso, o consumidor também pode ser crítico e optar por ser um cidadão ético, consciente e responsável, o que o leva também a novas formas de associação, de ação política, de lutas sociais e reivindicação de novos direitos.04 – CONSIDERAÇÕES FINAIS Como visto ao longo desta dissertação, analisar a relação entre consumo e consumismo é tarefa árdua, não raro sem expectativa de uma resposta que possa ser considerada conclusiva.

Há, diga-se, uma linha tênue que separa ambos, delineada pela consciência do comprador. É justo afirmar, inclusive, que não é tão simples diferenciá-los, principalmente se considerado o fato de que se assemelham em certos aspectos. Contudo, como demonstrado, apesar de difícil, trata-se de tarefa plenamente possível.

  • Exige, antes, revisão do comportamento individual, conscientização coletiva e processo contínuo de educação.
  • São práticas que encontram respaldo na literatura científica e que nos permitem profunda reflexão.
  • REFERÊNCIAS CORTEZ, ATC., and ORTIGOZA, SAG., orgs.
  • Da produção ao consumo: impactos socioambientais no espaço urbano,

São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009.146 p. ISBN 978-85-7983-007-5. Available from SciELO Books, PEREIRA, F. Costa; VERÍSSIMO, Jorge. Publicidade, o estado da arte em Portugal. Lisboa: Edições Sílabo, 2008 DA SILVA, Lorena Bandeira.

Sobre o consumo e o consumismo: a consumação do vazio. Revista Logos & Existência: Revista da Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial, v.1, n.1, 2012. Lipovétsky, G. (2006). A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70. GOMES, Daniela Vasconcellos.

Educação para o consumo ético e sustentável. Revista eletrônica do mestrado em educação ambiental, v.16, p.18-31, 2006.
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