Artigo Cientifico Pronto Sobre Saude? - [Aconselhamento]

Artigo Cientifico Pronto Sobre Saude?

Artigo Cientifico Pronto Sobre Saude

Como fazer um artigo científico sobre saúde?

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Qual é o conceito de saúde no Brasil?

Estratégia Saúde da Família, um forte modelo de Atenção Primária à Saúde que traz resultados – Este artigo revisa e sintetiza evidências sobre o impacto da Estratégia Saúde da Família (ESF) a partir do marco conceitual de sistemas de saúde da Organização Mundial da Saúde, o qual agrega os conceitos de acesso, proteção financeira, qualidade dos serviços, eficiência no sistema, impacto na saúde e equidade.

  • Os resultados sugerem que a ESF contribuiu para a melhoria em todos esses indicadores, com alguns efeitos no acesso e equidade com resultados quase chegando aos níveis observados nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
  • Embora ainda haja bastante espaço para melhorias, a evidência é clara de que a ESF é uma abordagem poderosa e eficaz para a organização da atenção primária à saúde no Brasil.

PALAVRAS-CHAVE: Sistema Único de Saúde; Estratégia Saúde da Família; Atenção Primária à Saúde This article uses the health systems framework of the World Health Organization to review and synthesize evidence on the impact of the Family Health Strategy (FHS) within the concepts of access, financial protection, quality of services, system efficiency, health impact, and equity.

The results suggest that the FHS contributed to the improvement in all those indicators, with effects on access and equity nearly at the level observed in the countries of the Organization for Economic Cooperation and Development. Although there is still great room for improvement, the evidence is clear that the FHS is a powerful and effective approach to the organization of primary health care in Brazil.

KEYWORDS: Unified Health System; Family Health Strategy; Primary Health Care O futuro do Sistema Único de Saúde (SUS), com maior orientação para atenção primária e capaz de responder às necessidades da população, depende de políticas que atuem sobre todos os níveis de determinação da saúde.

Entre elas, a forma como os serviços de saúde estão organizados também atua como um determinante social da saúde e pode contribuir para a melhoria da saúde da população e para a redução de iniquidades, particularmente quando os serviços de atenção primária são explicitamente considerados 1 1 Starfield B, Shi L, Macinko J.

The Contribution of Primary Care to Health Systems and Health. The Milbank Quarterly.2005; 83(3):457-502., 2 2 Bitton A, Ratcliffe HL, Veillard JH, et al. Primary Health Care as a Foundation for Strengthening Health Systems in Low- and Middle-Income Countries.

J Gen Intern Med.2017; 32(5):566-71. Melhorias nos indicadores de saúde são fundamentais por vários motivos: elas representam um bem em si mesmo, pois pessoas no mundo inteiro valorizam a sua saúde e a saúde dos familiares 3 3 Law I, Widdows H. Conceptualising health: insights from the capability approach.

Health Care Anal.2008; 16(4):303-14. ; a saúde é fundamental para o desenvolvimento individual, pois melhores condições de saúde estão associadas à realização de atividades básicas, como produtividade no trabalho e desempenho acadêmico, entre outros 4 4 Mitchell PM, Roberts TE, Barton PM, et al.

  1. Applications of the Capability Approach in the Health Field: A Literature Review.
  2. Soc Indic Res.2017; 133(1):345-71.
  3. 5 5 Black MM, Walker SP, Fernald LCH, et al.
  4. Early childhood development coming of age: science through the life course.
  5. Lancet.2017; 389(10064):77-90.
  6. Em nível macro, a ausência de saúde na população (frequentemente medida pela carga de doença) está associada a maiores despesas em saúde e pior desempenho macroeconômico 6 6 Well DN.

Accounting for the Effect Of Health on Economic Growth. Q J Econ.2007; 122(3):1265-306., 7 7 Bloom DE, Canning D, Sevilla J. The Effect of Health on Economic Growth: A Production Function Approach. World Development.2004; 32(1):1-13. Por esses motivos, os sistemas e serviços de saúde representam um investimento no bem-estar da população, mas o retorno nesse investimento é diferente entre países, que precisam balançar gastos, cobertura, qualidade e equidade, entre outros fatores.

  • Estudos realizados em países industrializados que avaliam a provisão de serviços de saúde têm demonstrado vantagens quando os sistemas nacionais de saúde são orientados a partir de serviços de atenção primária 1 1 Starfield B, Shi L, Macinko J.
  • The Contribution of Primary Care to Health Systems and Health.

The Milbank Quarterly.2005; 83(3):457-502., 8 8 Starfield B. Primary Care: Balancing Health Needs, Services and Technology. New York: Oxford University Press; 1998. Um estudo de 31 países (principalmente europeus) evidenciou a complexidade da Atenção Primária à Saúde (APS) e a necessidade de considerar aspectos multidimensionais para avaliar seu impacto 9 9 Schafer WL, Boerma WG, Kringos DS, et al.

  1. QUALICOPC, a multi-country study evaluating quality, costs and equity in primary care.
  2. BMC Fam Pract.2011; 12:115.
  3. Estudos posteriores nos mesmos 31 países encontraram associação entre a APS forte e melhores indicadores de saúde na população, menores taxas de hospitalizações desnecessárias e menores desigualdades socioeconômicas na saúde 10 10 Kringos DS, Boerma W, van der Zee J, et al.

Europe’s strong primary care systems are linked to better population health but also to higher health spending. Health Aff (Millwood).2013; 32(4):686-94., e esse impacto foi ainda maior para pessoas portadores de doenças crônicas 11 11 Hansen J, Groenewegen PP, Boerma WG, et al.

  1. Living In A Country With A Strong Primary Care System Is Beneficial To People With Chronic Conditions.
  2. Health Aff (Millwood).2015; 34(9):1531-7.
  3. Estudos realizados em países de médio e baixo ingresso mostraram resultados semelhantes, reforçando a importância de investimento adequado na atenção primária 12 12 Kruk ME, Porignon D, Rockers PC, et al.

The contribution of primary care to health and health systems in low- and middle-income countries: a critical review of major primary care initiatives. Soc Sci Med.2010; 70(6):904-11. O Brasil tem um Sistema Nacional de Saúde, público e universal, denominado SUS, resultado da luta pela redemocratização do País, que traz em seu arcabouço legal importantes elementos como o conceito amplo de saúde, ao considerar os aspectos socioambientais e o entendimento que a saúde é um direito do cidadão e dever do Estado 13 13 Paim J, Travassos C, Almeida C, et al.

  1. The Brazilian health system: history, advances, and challenges.
  2. Lancet.2011; 377(9779):1778-97.
  3. Em 2006, foi elaborada e aprovada a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que explicita a Saúde da Família (SF) como modelo preferencial de reorganização da atenção primária no SUS.
  4. Na PNAB, atenção básica é definida como ‘um conjunto de ações de saúde desenvolvidas em âmbito individual e coletivo que abrangem a promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde’.
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Essas ações se desenvolvem por meio de uma equipe multidisciplinar, em um território geograficamente definido e com sua respectiva população, tornando-se o primeiro ponto de contato da população com o sistema de saúde. Fortalecem os princípios da APS em um Sistema Universal de Saúde, como é o SUS: universalidade, acessibilidade, coordenação, vínculo, continuidade, integração, responsabilidade, humanização, equidade e participação social 14 14 Macinko J, Harris M.

  1. Brazil’s Family Health Strategy: Delivering community based primary care in a universal health system.
  2. N Engl J Med.2015; 372(23):2177-81.
  3. 15 15 Murray CJ, Frenk J.
  4. A framework for assessing the performance of health systems.
  5. Bull World Health Organ.2000; 78(6):717-31.
  6. Em 2011, com a proposta de Redes de Atenção à Saúde nas regiões brasileiras, a APS foi definida como porta de entrada do SUS 16 16 Weiss LJ, Blustein J.

Faithful patients: The effects of long-term physician-patient relationships on the costs and use of health care by older Americans. Am J Public Health.1996; (86):1699-700. Nesse processo histórico, a SF desenvolveu-se de forma gradativa e é a alavanca principal do avanço da APS no Brasil.

Nenhuma outra iniciativa dentro do SUS alcançou a magnitude dessa política que hoje é globalmente citada como exemplo de sucesso 14 14 Macinko J, Harris M. Brazil’s Family Health Strategy: Delivering community based primary care in a universal health system. N Engl J Med.2015; 372(23):2177-81. Assim, este artigo pretende apresentar uma síntese de alguns dos resultados da Estratégia Saúde da Família (ESF) em relação a vários indicadores de desempenho, derivados dos atributos essenciais da atenção primária (acesso/utilização, cuidados longitudinais, atenção integral) de Starfield 8 8 Starfield B.

Primary Care: Balancing Health Needs, Services and Technology. New York: Oxford University Press; 1998. e do modelo conceitual para avaliação de sistemas de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) que agrega os conceitos de proteção financeira, qualidade dos serviços, eficiência no sistema, impacto na saúde e equidade 15 15 Murray CJ, Frenk J.
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Qual é a dificuldade de se elaborar um conceito de saúde?

O conceito de saúde na Saúde Coletiva: a não possibilidade de um conceito Dos documentos analisados, conforme mencionado, dois argumentam a extrema dificuldade de se elaborar um conceito de saúde. Czeresnia (1999, p.702,
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O que aconteceu com a saúde no Brasil?

Conclusões – Este trabalho avaliou e sintetizou as principais evidências sobre a importância e o impacto da ESF no Brasil. Baseado nos resultados apresentados, existem evidências suficientes para concluir que a expansão da ESF teve um impacto muito importante na saúde da população brasileira. Especificamente, a expansão e adequação da ESF facilitou:

Melhor acesso e utilização de serviços de saúde para a população brasileira e para quem mais precisa – pessoas com menor renda, idosos e portadores de doenças; Melhores resultados de saúde incluindo reduções importantes na MI e mortalidade adulta para algumas condições de saúde sensíveis à atenção primária; Expansão de acesso a tratamentos, como, por exemplo, os odontológicos, e ampliação no controle de algumas doenças infecciosas; Melhoria na equidade do acesso aos serviços de saúde e diminuição de desigualdades na saúde dos indivíduos; Eficiência no SUS devido à redução de hospitalizações desnecessárias e em outras áreas como melhoria na qualidade das estatísticas vitais e sinergias com programas sociais como o PBF e; Expansão extensiva de infraestrutura e conhecimento incluindo uma explosão na pesquisa aplicada sobre serviços e sistemas de saúde no Brasil.

Uma limitação importante desta revisão vem do fato de que a maior parte dos estudos aqui apresentados são estudos ecológicos de cortes transversais, fazendo-se necessários estudos complementares mais potentes do ponto de vista das evidências. Existem vários desenhos de estudos robustos em andamento, como a coorte populacional do Estudo Longitudinal de Saúde do Idoso (Elsi) 71 71 Lima-Costa MF, Andrade FB, Souza PRB, et al.

The Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brazil): Objectives and Design. Am J Epidemiol.2018; 187(7):1345-53. e coortes sintéticas como as que vêm sendo conduzidas pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz. Outras pesquisas estão realizando linkage dos inúmeros bancos de dados com informações individuais, dados de utilização dos serviços e resultados em saúde ao longo do tempo.

Além de melhores desenhos analíticos, é necessário ampliar a categorização de qualidade da ESF, para além de sua presença e/ou cobertura, utilizando padrões de qualidade da sua organização, com instrumentos validados para serviços de APS como o PCATool 72 72 Brasil.

  1. Ministério da Saúde.
  2. Secretaria de Atenção em Saúde.
  3. Departamento de Atenção Básica.
  4. Manual do instrumento de avaliação da atenção primária à saúde: Primary Care Assessment Tool PCAtool-Brasil.
  5. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2010.
  6. Do ponto de vista da avaliação de impacto da política de atenção primária brasileira, por meio da ESF, avaliações de custo-benefício e custo-efetividade e estudos quase-experimentais ainda são necessários.

Como a maioria dos sistemas de saúde em todo o mundo, o SUS luta para atender às necessidades da população, as quais estão em constante evolução. Acelerar as iniciativas de melhoria da qualidade é essencial. Em resposta à necessidade de maior investimento público em saúde, o governo brasileiro lançou, em 2011, um importante modelo de pagamento por desempenho para a ESF a fim de acelerar o investimento na melhoria da infraestrutura e da qualidade técnica do atendimento 39 39 Rasella D, Aquino R, Barreto ML.

Impact of the Family Health Program on the quality of vital information and reduction of child unattended deaths in Brazil: an ecological longitudinal study. BMC public health.2010; 10:380. Até o momento, as abordagens mais inovadoras para a organização e provisão de atenção primária (a ESF) concentraram-se nos segmentos mais pobres de muitos municípios.

Embora isso tenha levado a melhorias na equidade em saúde, há desafios em alcançar a classe média que prefere buscar serviços no setor privado. Há complicações adicionais decorrentes da natureza descentralizada da gestão da saúde no Brasil, com alguns municípios optando pelo aumento da expansão da ESF, enquanto outros não realizaram investimentos na conversão da UBS tradicional para a ESF mais efetiva.

Juntamente com o aumento da demanda por cuidados de saúde, a rápida expansão da ESF contribuiu para evidenciar a má distribuição de médicos no Brasil, cuja resposta foi o Programa Mais Médicos, contratando mais de 17 mil médicos de outros países 73 73 Kemper ES, Mendonca AV, Sousa MF. The Mais Médicos (More Doctors) Program: panorama of the scientific output.

Ciênc Saúde Colet.2016; 21(9):2785-96. É provável que, à medida que a população continue a envelhecer, a escassez adicional de provedores de saúde – médicos de família, especialistas e equipe de enfermagem – apresentará novos desafios, visto que o SUS se esforça para atender às mudanças e necessidades dos cidadãos brasileiros.

  • Apesar de suas inúmeras conquistas, o SUS enfrenta sérios desafios financeiros e organizacionais.
  • Embora o gasto total com saúde no Brasil seja semelhante à média da OCDE de cerca de 9% do Produto Interno Bruto, menos da metade desse valor é público, colocando o Brasil muito abaixo da média da OCDE na participação do governo nos gastos com saúde.

Atualmente, o SUS enfrenta uma crise importante dada a Emenda Constitucional 95 (EC 95/PEC 55/PEC 241) aprovada em dezembro de 2016 e que limita despesas federais em saúde para os próximos 20 anos, congelando os gastos ao nível de 2016 sem incremento além do ajuste pela inflação.

A previsão é que essa emenda resultará em um declínio no orçamento da saúde de R$ 415 bilhões até 2036 74 74 Doniec K, Dall’Alba R, King L. Austerity threatens universal health coverage in Brazil. Lancet.2016; 388(10047):867-8. Reformas adicionais que modificam o financiamento de alguns componentes do SUS (incluindo a ESF) 75 75 Massuda A, Hone T, Leles FAG, et al.

The Brazilian health system at crossroads: progress, crisis and resilience. BMJ Glob Health.2018; 3(4):e000829. e a revisão da PNAB podem levar à estagnação ou mesmo à deterioração dos importantes ganhos em saúde obtidos devido a esse modo exitoso de organizar a atenção primária no Brasil.

Em conclusão, observamos que não existe sistema de saúde nem modelo de atenção perfeito, mas, os que apresentam melhores resultados na saúde da população, e maior equidade, são os que têm na APS a centralidade de sua organização. Além disso, existe consenso internacional que redução de investimentos nos sistemas e serviços de saúde pode resultar em piores condições de vida, retrocessos nos avanços já alcançados, mais desigualdades e até desacelerar o crescimento econômico.

Artigo Científico Pronto em 5 Passos (Vídeo 1)

A ESF cumpre com os requisitos de um bom sistema de APS; e existem muitas evidências sobre sua efetividade. Por isso, é urgente que a ESF (e o SUS) não sofra cortes que interrompam os resultados até aqui encontrados e que passe a ser defendida como uma conquista e um valor ético por toda a sociedade brasileira.

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1 Starfield B, Shi L, Macinko J. The Contribution of Primary Care to Health Systems and Health. The Milbank Quarterly.2005; 83(3):457-502. 2 Bitton A, Ratcliffe HL, Veillard JH, et al. Primary Health Care as a Foundation for Strengthening Health Systems in Low- and Middle-Income Countries. J Gen Intern Med.2017; 32(5):566-71. 3 Law I, Widdows H. Conceptualising health: insights from the capability approach. Health Care Anal.2008; 16(4):303-14. 4 Mitchell PM, Roberts TE, Barton PM, et al. Applications of the Capability Approach in the Health Field: A Literature Review. Soc Indic Res.2017; 133(1):345-71. 5 Black MM, Walker SP, Fernald LCH, et al. Early childhood development coming of age: science through the life course. Lancet.2017; 389(10064):77-90. 6 Well DN. Accounting for the Effect Of Health on Economic Growth. Q J Econ.2007; 122(3):1265-306. 7 Bloom DE, Canning D, Sevilla J. The Effect of Health on Economic Growth: A Production Function Approach. World Development.2004; 32(1):1-13. 8 Starfield B. Primary Care: Balancing Health Needs, Services and Technology. New York: Oxford University Press; 1998. 9 Schafer WL, Boerma WG, Kringos DS, et al. QUALICOPC, a multi-country study evaluating quality, costs and equity in primary care. BMC Fam Pract.2011; 12:115. 10 Kringos DS, Boerma W, van der Zee J, et al. Europe’s strong primary care systems are linked to better population health but also to higher health spending. Health Aff (Millwood).2013; 32(4):686-94. 11 Hansen J, Groenewegen PP, Boerma WG, et al. Living In A Country With A Strong Primary Care System Is Beneficial To People With Chronic Conditions. Health Aff (Millwood).2015; 34(9):1531-7. 12 Kruk ME, Porignon D, Rockers PC, et al. The contribution of primary care to health and health systems in low- and middle-income countries: a critical review of major primary care initiatives. Soc Sci Med.2010; 70(6):904-11. 13 Paim J, Travassos C, Almeida C, et al. The Brazilian health system: history, advances, and challenges. Lancet.2011; 377(9779):1778-97. 14 Macinko J, Harris M. Brazil’s Family Health Strategy: Delivering community based primary care in a universal health system. N Engl J Med.2015; 372(23):2177-81. 15 Murray CJ, Frenk J. A framework for assessing the performance of health systems. Bull World Health Organ.2000; 78(6):717-31. 16 Weiss LJ, Blustein J. Faithful patients: The effects of long-term physician-patient relationships on the costs and use of health care by older Americans. Am J Public Health.1996; (86):1699-700. 17 Dourado I, Medina MG, Aquino R. The effect of the Family Health Strategy on usual source of care in Brazil: data from the 2013 National Health Survey (PNS 2013). Int J Equity Health.2016; 15(1):151. 18 Macinko J, Lima Costa MF. Access to, use of and satisfaction with health services among adults enrolled in Brazil’s Family Health Strategy: evidence from the 2008 National Household Survey. Tropical medicine & international health: TM & IH.2012; 17(1):36-42. 19 Cowling TE, Harris MJ, Majeed A. Access to primary care in England. JAMA Intern Med.2015; 175(3):467. 20 Boccolini CS, Souza Junior PR. Inequities in Healthcare utilization: results of the Brazilian National Health Survey, 2013. Int J Equity Health.2016; 15(1):150. 21 Osborn R, Squires D, Doty MM, et al. In New Survey Of Eleven Countries, US Adults Still Struggle With Access To And Affordability Of Health Care. Health Aff (Millwood).2016; 35(12):2327-36. 22 Peres KG, Peres MA, Boing AF, et al. Reduction of social inequalities in utilization of dental care in Brazil from 1998 to 2008. Rev. Saúde Públ.2012; 46(2):250-8. 23 Global health Workforce Alliance. Global Experience of Community Health Workers for Delivery of Health Related Millennium Development Goals: A Systematic Review, Country Case Studies, and Recommendations for Scaling Up. Switzerland: Global Health Workforce Alliance (GHWA); April 2010. 24 Giugliani C, Harzheim E, Duncan MS, et al. Effectiveness of community health workers in Brazil: a systematic review. J Ambul Care Manage.2011; 34(4):326-38. 25 Cazola LH, Tamaki EM, Pontes ER, et al., Rev. Saúde Públ.2014; 48(1):113-22. 26 Fernandes MTB, Boscariol SC, Ito TM, et al. Promoção da alimentação saudável do 0 aos 5 anos de idade: a contribuição dos agentes comunitários de saúde. Rev med (Säo Paulo).2013; 92(2):109-12. 27 Boerma T, Eozenou P, Evans D, et al. Monitoring progress towards universal health coverage at country and global levels. PLoS medicine.2014; 11(9):e1001731. 28 Abiiro GA, De Allegri M. Universal health coverage from multiple perspectives: a synthesis of conceptual literature and global debates. BMC Int Health Hum Rights.2015; 15:17. 29 Knaul FM, Wong R, Arreola-Ornelas H, et al. Network on Health F, Social Protection in Latin A, et al. Household catastrophic health expenditures: a comparative analysis of twelve Latin American and Caribbean Countries. Salud Publica Mex.2011; 53(supl 2):s85-95. 30 Rocha R, Soares RR. Evaluating the impact of community-based health interventions: evidence from Brazil’s Family Health Program. Health Econ.2010; 19(supl):126-58. 31 Barreto MN, Cesse EA, Lima RF, et al. Analysis of access to hypertensive and diabetic drugs in the Family Health Strategy, State of Pernambuco, Brazil. Rev Bras Epidemiol.2015; 18(2):413-24. 32 Facchini LA, Piccini RX, Tomasi E, et al. Desempenho do PSF no Sul e no Nordeste do Brasil: avaliação institucional e epidemiológica da Atenção Básica à Saúde. Ciênc Saúde Colet.2006; 11(3):669-681. 33 Facchini LA, Piccini RX, Tomasi E, et al., Cad. Saude Pública.2008; 24(supl 1):S159-72. 34 Fausto MC, Bousquat A, Lima JG, et al. Evaluation of Brazilian Primary Health Care From the Perspective of the Users: Accessible, Continuous, and Acceptable? J Ambul Care Manage.2017;40(Supl 2 Supplement, The Brazilian National Program f):S60-S70. 35 Macinko J, Harris MJ, Rocha MG. Brazil’s National Program for Improving Primary Care Access and Quality (PMAQ): Fulfilling the Potential of the World’s Largest Payment for Performance System in Primary Care. J Ambul Care Manage.2017;40 (Supl 2 Supplement, The Brazilian National Program for Improving Primary Care Access and Quality – PMAQ):S4-S11. 36 White A, Thompson TD, White MC, et al. Cancer Screening Test Use – United States, 2015. MMWR Morb Mortal Wkly Rep.2017; 66(8):201-6. 37 Alfradique ME, Bonolo PF, Dourado I, et al., Cad. Saude Pública.2009; 25(6):1337-49. 38 Nery JS, Pereira SM, Rasella D, et al. Effect of the Brazilian conditional cash transfer and primary health care programs on the new case detection rate of leprosy. PLoS neglected tropical diseases.2014; 8(11):e3357. 39 Rasella D, Aquino R, Barreto ML. Impact of the Family Health Program on the quality of vital information and reduction of child unattended deaths in Brazil: an ecological longitudinal study. BMC public health.2010; 10:380. 40 Macinko J, Guanais F, Souza F. An Evaluation of the Impact of the Family Health Program on Infant Mortality in Brazil, 1990-2002. Journal of Epidemiology and Community Health.2006; 60:13-9. 41 Aquino R, Oliveira NF, Barreto ML. Impact of the Family Health Program on Infant Mortality in Brazilian Municipalities. Am J Public Health.2009; 99(1):87-93. 42 Macinko J, Marinho SMF, Guanais FC, et al. Going to scale with community-based primary care: an analysis of the family health program and infant mortality in Brazil, 1999-2004. Soc Sci Med.2007; 65(10):2070-80. 43 Rasella D, Aquino R, Barreto ML. Reducing Childhood Mortality From Diarrhea and Lower Respiratory Tract Infections in Brazil. Pediatrics.2010; 126(3):e534-40. 44 Countdown Working Group on Health Policy and Health Systems. Assessment of the health system and policy environment as a critical complement to tracking intervention coverage for maternal, newborn, and child health. Lancet.2008; 371(9620):1284-93. 45 Bastos ML, Menzies D, Hone T, et al. The impact of the Brazilian family health strategy on selected primary care sensitive conditions: A systematic review. PLoS One.2017; 12(8):e0182336. 46 Rasella D, Aquino R, Santos CA, et al. Effect of a conditional cash transfer programme on childhood mortality: a nationwide analysis of Brazilian municipalities. Lancet.2013; 382(9886):57-64. 47 Brentani A, Grisi S, Taniguchi MT, et al. Rollout of community-based family health strategy (programa de saude de familia) is associated with large reductions in neonatal mortality in Sao Paulo, Brazil. SSM Popul Health.2016; 2:55-61. 48 Guanais FC, Macinko J. The health effects of decentralizing primary care in Brazil. Health Aff (Millwood).2009; 28(4):1127-35. 49 Zanini RR, Moraes AB, Giugliani ER, et al. 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Publicação nesta coleção Set 2018

Recebido 23 Ago 2018 Aceito 26 Ago 2018

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